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Soja fecha com ganhos de 0,42% em Chicago após dados do USDA

Na sessão desta terça-feira (30), o contrato futuro da soja para entrega em novembro fechou o dia negociado em US$ 11,43 por bushel na bolsa de Chicago, na qual teve um ganho de 0,42%. 

A Agrinvest destacou que os estoques trimestrais divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) vieram em linha com o que o mercado esperava, em 28,87 milhões de toneladas, contra o intervalo de expectativa entre 27,41 milhões de toneladas e 30,40 milhões de toneladas.

“Para a área, houve aumento, como esperado. Apesar do incremento na área plantada, a mensagem é que não há espaço para quebra nos EUA”, destacou. 

A Agrinvest apontou que qualquer redução de produtividade pode trazer impulso para as cotações. Nos derivados, o dia é de baixa. O destaque fica para o óleo de soja, que recua forte, com queda próxima de 2%.

De acordo com a Royal Rural, as negociações futuras em Chicago não apresentaram queda porque vieram em linha com a expectativa e parte já estava precificada. “Mas agora o mercado vai seguir olhando para a condição das lavouras, porque, embora a área seja um fato precificado, a produtividade ainda tem margem para alteração”, informou.

Milho

Os contratos futuros do milho encerraram o pregão com ganho na Bolsa de Chicago. O vencimento de dezembro com queda de 1,46%, negociado a US$ 4,36 por bushel.

Ao longo da sessão, as cotações chegaram a operar com quedas em função das expectativas para o relatório de intenção de plantio do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O relatório trouxe uma leve redução em relação à intenção de plantio de março/26, saindo de 38,58 milhões de hectares para 38,57 milhões de hectares divulgados hoje. Nos estoques trimestrais, a redução veio abaixo do que o mercado esperava. 

Trigo

O contrato do trigo para entrega em setembro registrou avanço de 1,64% e fechou o dia precificado em US$ 5,89 por bushel.

A Agrinvest destacou que o relatório do USDA apontou que área plantada e os estoques trimestrais ficaram bem abaixo da expectativa do mercado, dando suporte mais forte às cotações.

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Abertura de postos de trabalho nos EUA sobe a 7,594 mi em maio, acima do esperado


O número de abril foi revisado para baixo, de 7,618 milhões para 7,585 milhões de vagas

A abertura de postos de trabalho nos Estados Unidos subiu para 7,594 milhões em maio, segundo o relatório Jolts, publicado nesta terça-feira, 30, pelo Departamento do Trabalho do país. O resultado ficou acima da previsão de analistas consultados pela FactSet, de 6,975 milhões.

O número de abril foi revisado para baixo, de 7,618 milhões para 7,585 milhões de vagas.



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Juro alto durante construção de Plano Safra travou crescimento

Melhora em relação à edição anterior é o que representa o novo Plano Safra 2026/2027, principalmente pela redução à queda de juros. No entanto, paira a avaliação de que o valor de R$ 525,1 bilhões não é factível, tampouco suficiente para as necessidades de financiamento do agronegócio.

A análise é de Carlos Cogo, sócio da Cogo Inteligência de Mercado. Segundo o especialista, o programa não expande de forma significativa o crédito rural, mas reorganiza a política de financiamento diante de restrições fiscais que desenham o cenário do Governo Federal.

“O principal avanço do novo Plano foi a redução das taxas de juros das principais linhas de crédito.
Entretanto, essa redução somente foi possível graças ao aumento de 41% na subvenção do Tesouro
Nacional destinada à equalização das operações da agricultura empresarial, que passou de R$ 3,94
bilhões para R$ 5,56 bilhões”, destaca.

O volume de recursos equalizados caiu 14,8%, passando de R$ 113,8 bilhões para apenas R$ 97 bilhões. Com isso, o governo vai desembolsar cerca de um quinto do valor total do Plano Safra, evidenciando que o “funding” do programa dependerá mais de recursos privados.

Fundos não tradicionais incluídos no programa são o Ecoinvest, com R$ 28 bilhões, e o Moveagro, respondendo por R$ 10 bilhões.

Cogo frisa que o alto custo que tem a equalização com a taxa Selic em 14,25% – e que ao longo da construção do Plano se manteve em dois dígitos, reduzindo significativamente a capacidade do governo de oferecer crédito subsidiado.

“O Plano Safra 2026/2027 foi elaborado em um dos ambientes fiscais mais complexos dos últimos anos”, destaca Cogo.

Na análise da consultoria, os principais desafios enfrentados pelo governo são:

  • Manutenção da taxa Selic em patamar elevado durante praticamente toda a elaboração do Plano
  • Elevado custo da equalização das taxas de juros
  • Restrições fiscais impostas pelo novo arcabouço fiscal
  • Elevado comprometimento do orçamento público com renegociações de dívidas rurais
  • Necessidade de manter o controle da inflação dos alimentos
  • Desaceleração dos investimentos privados no setor agropecuário

Embora o governo destaque um novo recorde de recursos, o crescimento efetivo foi “extremamente limitado”, afirma Cogo.

O volume de R$ 9 bilhões, isto é, 1,72% mais que no ciclo anterior, não darão para acompanhar inflação acumulada, alto custo dos insumos agrícolas por causa da Guerra no Oriente Médio, maior demanda por capital de giro e crescimento do PIB.

Promessa de juros de um dígito não se concretizou

Desde o início das discussões do Plano Safra 2026/2027, o Ministério da Agricultura sinalizou que tentaria reduzir o custo do financiamento do agro para que a maior parte das linhas de financiamento pudesse operar com taxas de juros de um dígito.

Das 13 linhas ofertadas, apenas seis têm juro menor que 10%. São elas: Pronamp, PCA; PCA até 12 mil toneladas; RenovAgro; RenovAgro Ambiental e RenovAgro Recuperação de Pastagen.

“Essa sinalização foi amplamente recebida pelo setor produtivo, que via na redução da taxa Selic uma
oportunidade para recuperar parte da competitividade perdida nos últimos dois anos, marcados pelo
aumento expressivo do custo financeiro das operações de crédito. Entretanto, a configuração final do
Plano demonstra que essa expectativa foi apenas parcialmente atendida”, avalia Cogo.

O especialista analisa, ainda, que em operações de investimento com prazo entre oito e dez anos, diferenças pequenas nas taxas de juros produzem impactos relevantes sobre o custo total do financiamento.

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economia

Índice de confiança do consumidor nos EUA sobe a 91,2 em junho


O índice de confiança do consumidor nos Estados Unidos elaborado pelo Conference Board subiu para 91,2 em junho, ante 90,6 em maio, segundo pesquisa divulgada pela instituição nesta terça-feira, 30.

O resultado, porém, ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta do índice a 94,4 neste mês.

O dado de maio foi revisado para baixo, de 93,1 originalmente.



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Estratégia Aluno Imunizado alcança adesão de 98,7% dos municípios e aplica mais de 30 mil doses


Primeira edição da iniciativa contou com adesão de 78 municípios e reforçou a integração entre Saúde e Educação em todo o Estado

A 1ª edição da Estratégia Aluno Imunizado consolidou-se como uma importante ação para o fortalecimento da vacinação de crianças e adolescentes em Mato Grosso do Sul. Desenvolvida pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da Coordenadoria Estadual de Imunização, em parceria com a SED (Secretaria de Estado de Educação), a iniciativa resultou na aplicação de 30.339 doses de vacinas e alcançou adesão de 78 dos 79 municípios sul-mato-grossenses, o equivalente a 98,73% do total.

Em Mato Grosso do Sul, a Estratégia Aluno Imunizado foi desenvolvida pela SES, por meio da Coordenadoria Estadual de Imunização, em parceria com a SED e o PSE (Programa Saúde na Escola), fortalecendo as ações de vacinação no ambiente escolar. Como forma de incentivar iniciativas dessa natureza em todo o país, o Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS nº 10.205, de 5 de fevereiro de 2026, para apoiar a vacinação nas escolas, promover a atualização da caderneta vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos e ampliar as ações de imunização no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde).

Realizada, em sua maioria, entre os dias 5 e 15 de maio de 2026, a estratégia ampliou o acesso às vacinas do Calendário Nacional de Vacinação e reforçou a integração entre os setores da Saúde e da Educação, por meio da verificação das cadernetas, vacinação nas escolas, busca ativa de estudantes com esquemas vacinais incompletos e atividades de educação em saúde.

Saúde e Educação unidas pela vacinação

Para a coordenadora estadual de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, os resultados demonstram o compromisso dos municípios com a proteção da população infantojuvenil.

“A Estratégia Aluno Imunizado mostrou a força da atuação integrada entre Saúde e Educação. A vacinação no ambiente escolar facilita o acesso das famílias aos imunizantes, amplia as oportunidades de vacinação e contribui diretamente para a atualização da situação vacinal de crianças e adolescentes”, destaca Ana Paula.

A parceria entre a SES e a SED foi fundamental para o êxito da ação, permitindo mobilização conjunta das redes municipais de saúde e educação em todo o Estado.

“A união entre Saúde e Educação fez a diferença e demonstrou que, quando trabalhamos de forma articulada, conseguimos alcançar mais estudantes e ampliar a proteção coletiva. Nosso objetivo é fortalecer cada vez mais essa estratégia nos próximos anos”, acrescenta a coordenadora.

Para a coordenadora de Psicologia e Serviço Social Educacional da SED, Paola Evangelista, a ampla adesão dos municípios demonstra o compromisso da comunidade escolar com a promoção da saúde.

“A Estratégia Aluno Imunizado transformou as escolas em pontos estratégicos de proteção, ampliando o acesso às vacinas e promovendo a conscientização sobre a saúde coletiva. Trazer a imunização para o ambiente escolar, com o apoio de gestores, professores e famílias, é fundamental para garantir que nossos estudantes estejam protegidos e possam permanecer focados no aprendizado com segurança”, destaca Paola.

Vacinação nas escolas amplia proteção

Entre os imunobiológicos mais aplicados, a vacina contra a Influenza liderou o ranking, com 17.275 doses administradas, representando aproximadamente 57% de todas as aplicações realizadas durante a estratégia. Também se destacaram as vacinas Meningocócica ACWY (1.717 doses), HPV Quadrivalente para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos (1.551 doses), Difteria e Tétano – dT (1.126 doses) e Febre Amarela (1.059 doses).

Outras vacinas aplicadas incluíram Poliomielite (VIP), com 926 doses; Hepatite B, com 891; Pneumocócica 10-valente, com 784; Tríplice Viral, com 771; e DTP Infantil, com 643 doses.

O gerente estadual de Imunização da SES, Frederico Moraes, ressalta que os resultados refletem o empenho dos municípios e a importância das estratégias extramuros.

“Os números evidenciam uma ampla mobilização dos municípios e reforçam a relevância das ações de vacinação realizadas fora das unidades de saúde. Levar a vacina até a escola aproxima os serviços da população e contribui para recuperar e ampliar as coberturas vacinais”, afirma Frederico.

Municípios se destacam na mobilização

Entre os municípios com maior número de doses aplicadas, Rio Brilhante liderou o ranking estadual, com 4.018 aplicações, seguido por Três Lagoas (2.212), Corumbá (2.020), Chapadão do Sul (1.589) e Coxim (1.563). Juntos, os cinco municípios responderam por aproximadamente 37,6% das aplicações realizadas no Estado.

Também figuram entre os dez municípios com maior quantitativo de doses Aquidauana (1.372), Nova Alvorada do Sul (1.040), Bataguassu (958), Naviraí (956) e Água Clara (866).

Estratégia contribui para recuperação das coberturas vacinais

Para Frederico Moraes, os resultados demonstram impacto positivo na recuperação das coberturas vacinais e reforçam a necessidade de manutenção das estratégias de vacinação extramuros.

“Os dados indicam que a estratégia contribuiu significativamente para ampliar o acesso à imunização e fortalecer as políticas públicas de prevenção de doenças. A continuidade das ações nas escolas, associada à busca ativa e ao monitoramento permanente dos indicadores, será essencial para manter e ampliar as coberturas vacinais em Mato Grosso do Sul”, conclui.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima



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FPA critica Plano Safra e diz que governo inflou recursos do programa

A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) criticou o Plano Safra 2026/27 anunciado pelo governo federal na manhã desta terça-feira (30) e afirmou que, diferente do anunciado, o programa apresenta uma redução real dos recursos destinados ao crédito rural.

Em nota oficial, a bancada afirma que o governo incluiu valores de fundos que, segundo a entidade, “não fazem parte do escopo tradicional do crédito rural” para elevar o montante anunciado.

Segundo a FPA, sem considerar esses recursos, o Plano Safra teria uma redução de R$ 29,6 bilhões, ou 5,73%, em relação ao ciclo anterior.

Entre as principais críticas está a queda dos recursos para custeio e comercialização, que passaram de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões, redução de 7,2%. Para a bancada, essa modalidade é a que “garante o plantio, a compra de insumos, a manutenção da atividade produtiva e o abastecimento”.

A entidade também afirma que o aumento dos recursos para investimentos, de R$ 101,5 bilhões para R$ 140,2 bilhões, foi impulsionado pela inclusão de R$ 38,5 bilhões em fundos que, na avaliação da bancada, não deveriam compor o Plano Safra.

“Uma engenharia financeira que não resolve o problema do produtor que precisa de crédito rural efetivo, acessível e contratado na ponta”, diz a nota.

A FPA ainda aponta redução de 54% nos recursos do Moderfrota, destinado à renovação de máquinas e equipamentos, e queda de 28% no PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns), apesar do déficit de armazenagem no país.

Outro ponto destacado é a diminuição dos recursos equalizados. Segundo a entidade, o volume caiu de R$ 113,8 bilhões para R$ 97 bilhões, retração de 14,7%, o que, na avaliação da bancada, limita a oferta de crédito com juros subsidiados.

Em relação ao seguro rural, a FPA afirma que o PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) sofreu novos cortes orçamentários e alerta que a área coberta deve ser a menor dos últimos dez anos, estimada em 2,69 milhões de hectares, em um cenário de maior risco climático. A defesa de mais recursos para o seguro rural é uma pauta recorrente da bancada.

Apesar das críticas, a FPA reconheceu a redução das taxas de juros anunciada pelo governo, mas afirmou que a medida “é insuficiente diante da situação de endividamento do setor, da restrição de crédito enfrentada por produtores e da queda dos recursos equalizados”.

A bancada também criticou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Plano Safra da agricultura empresarial. Segundo a nota, a decisão “reforça uma tentativa equivocada do governo de dividir o agro brasileiro”.

A FPA afirmou que continuará defendendo no Congresso a aprovação do PL (Projeto de Lei) 5.122/2023, que trata da renegociação das dívidas rurais, e do PL 2.951/2024, que reformula o seguro rural.

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Brasil abre 72.960 vagas formais de trabalho em maio, menor saldo para mês desde 2020


BRASÍLIA, 30 Jun (Reuters) – O Brasil abriu 72.960 vagas formais de emprego em maio, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), saldo que veio abaixo do esperado por economistas e foi o mais fraco desde 2020, ano em que a pandemia de Covid-19 afetou fortemente o mercado de trabalho.

O resultado do mês passado, divulgado nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego, foi fruto de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos e ficou abaixo da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters de criação líquida de 115.000 vagas.

Em maio de 2025, foram criados 153.108 postos de trabalho. No mesmo mês de 2020, houve fechamento de 398.230 vagas.

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No acumulado do ano até maio, o saldo é positivo em 767.326 vagas, também o mais baixo desde 2020, ano em que se inicia a série histórica do Novo Caged, mês que registrou fechamento de 1.345.103 postos de trabalho. No mesmo período no ano passado, o saldo foi positivo em 1.067.108 postos.

Todos os cinco grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos de vagas no mês passado. O setor de serviços, como de costume, liderou a abertura, com 45.655 postos, seguido pelo setor de construção, com 12.096. Em último lugar, depois dos setores agropecuário (+10.205) e industrial (+4.974), respectivamente, ficou o setor de comércio com abertura de 40 vagas.



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Plano Safra: taxas são as melhores possíveis no momento, diz secretário

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Guilherme Campos, afirmou em coletiva de imprensa após o anúncio do Plano Safra 2026/27 que o programa foi impactado principalmente pela utilização de recursos equalizados em operações de renegociação de dívidas realizadas ao longo deste ano e do ano anterior.

Segundo o secretário, esses recursos têm origem no Tesouro Nacional e, quando há repactuação e renegociação de dívidas, parte do montante é comprometida com essas operações. Ele explicou que esse movimento influencia a disponibilidade de recursos para novas contratações dentro das condições do plano.

“As taxas de juros são as melhores que nós conseguimos colocar para esse momento. E desafio achar no mercado de financiamento brasileiro taxas de juros melhores que essas ofertadas pelo Plano Safra. Nós podemos entrar no contexto do patamar da taxa Selic, aí eu concordo em gênero, número e grau, é um patamar muito alto”, afirmou.

Em relação ao volume de recursos, o secretário defendeu que “se perguntar para nós se isso é suficiente, nós pleiteamos e lutamos por mais, mas entra a parte da responsabilidade fiscal do governo que dá o limite do que pode ser concedido”.

Em relação ao seguro rural, Campos afirmou que o tema está sempre presente na pauta, especialmente em meio à expectativa de um El Niño mais forte ao longo do ano-safra. Devido às limitações de orçamento, essa discussão de seguro, pela sua importância, vai ficar, juntamente com tudo aquilo que o governo federal vem fazendo de medidas de mitigação aos efeitos do El Niño (…) no grupo de trabalhos, comitê de crise para essa questão de analise de efeitos do El Niño”. 

Moveagro e EcoInvest

Sobre o Moveagro, o secretário afirmou que a iniciativa “é uma novidade muito bem-vinda”. Segundo o secretário, o programa prevê a aplicação de cerca de R$ 10 bilhões a uma taxa de juros de 9%. Ele destacou que, dentro das fontes atualmente disponíveis no Plano Safra, não seria possível estruturar um programa com essa mesma abrangência.

O secretário explicou ainda que, por estar inserido no âmbito da Finep, o mecanismo é voltado à pessoa jurídica. No entanto, segundo ele, havia a necessidade de permitir também o acesso por pessoas físicas. Por esse motivo, foi editada uma medida provisória para viabilizar a participação desse público no Moveagro.

Em relação ao EcoInvest, o secretário afirmou que o programa se caracteriza por utilizar recursos com menor impacto orçamentário e por ter origem em fontes internacionais.

De acordo com o secretário, o objetivo do EcoInvest é apoiar a recuperação de terras degradadas, permitindo a atração de capital externo para esse tipo de investimento. Ele destacou que essa estratégia possibilita a ampliação da área agrícola sem a necessidade de desmatamento, contribuindo para a recuperação de áreas produtivas e para a ampliação da oferta de recursos ao produtor rural no âmbito do Plano Safra.

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economia

Ex-presidentes e ex-diretores do BC divulgam carta em apoio à PEC da autonomia


Cinco ex-presidentes e 32 ex-diretores do Banco Central divulgaram nesta terça-feira uma carta em apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, que garante autonomia orçamentária, financeira e administrativa à autoridade monetária que tramita no Senado.

A lista de signatários inclui os ex-chefes da autarquia Waldico Bucchi (1989-1990), Gustavo Loyola (1992-1993 e 1995-1997), Henrique Meirelles (2003-2010), Alexandre Tombini (2011-2016) e Roberto Campos Neto (2019-2024), este último antecessor imediato do atual presidente, Gabriel Galípolo.

“Após quase três anos de tramitação no Senado Federal, amplo debate técnico e sucessivos aperfeiçoamentos, o texto aprovado pela CCJ revela maturidade institucional e reúne condições para apreciação definitiva pelo Plenário”, dizem. “O momento exige uma decisão orientada pelo interesse público e pela necessidade de dotar o Banco Central dos meios compatíveis com a relevância da sua missão.”

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No texto, os ex-BCs argumentam que a autonomia orçamentária e financeira seria um passo adicional de fortalecimento da autoridade monetária, de forma complementar à autonomia formal, aprovada em 2021, que fortaleceu a condução e a previsibilidade das decisões de política monetária.

“Sem condições adequadas de financiamento e planejamento, aumenta o risco de que restrições administrativas e orçamentárias comprometam a capacidade da instituição de cumprir com efetividade, as funções que lhe foram atribuídas pelo ordenamento jurídico”, dizem.

Eles destacam, ainda, que o BC vem recebendo responsabilidades crescentes de supervisão do sistema financeira e de operação de infraestruturas críticas, como o Pix, que não foram acompanhados de “instrumentos institucionais compatíveis” com as novas atribuições.

Na contramão de uma crítica da equipe econômica à PEC, a carta argumenta ainda que o texto aperfeiçoa a relação financeira entre BC e Tesouro Nacional ao proporcionar maior clareza institucional, previsibilidade e transparência para as estatísticas fiscais.

Assinam o texto:

Presidentes:

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– Wadico Waldir Bucchi

– Gustavo Loyola

– Henrique de Campos Meirelles

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– Alexandre Antonio Tombini

– Roberto Campos Neto

Diretores (em ordem alfabética):

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– Afonso Sant’Anna Bevilaqua

– Aldo Luiz Mendes

– Altamir Lopes

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– Alvir Alberto Hoffmann

– Antônio Gustavo Matos do Vale

– Beny Parnes

– Bruno Serra Fernandes

– Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo

– Carlos Viana de Carvalho

– Carolina de Assis Barros

– Daniel Luiz Gleizer

– Diogo Abry Guillen

– Fábio Kanczuk

– Fernanda Magalhães Rumenos Guardado

– Isaac Sidney Menezes Ferreira

– João Manoel Pinho de Mello

– João Antônio Fleury Teixeira

– Luiz Edson Feltrim

– Luiz Fernando Figueiredo

– Maria Celina Arraes

– Mario Gomes Torós

– Mário Magalhães Carvalho Mesquita

– Maurício Costa de Moura

– Otávio Ribeiro Damaso

– Paulo Sérgio Cavalheiro

– Reinaldo Le Grazie

– Renato Dias de Brito Gomes

– Roberto Castello Branco

– Rodrigo Telles da Rocha Azevedo

– Sérgio Ribeiro da Costa Werlang

– Sidnei Corrêa Marques

– Tony Volpon



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USDA reduz área de plantio de milho e amplia soja nos EUA para 2026

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou o relatório de intenções de plantio nesta terça-feira (30), trazendo as primeiras estimativas oficiais para a área para a safra americana de soja e milho.

O USDA estima que a área plantada de milho nos Estados Unidos para 2026 será de 95,3 milhões de acres, equivalente a aproximadamente 38,6 milhões de hectares. Esse volume representa uma redução de 3% em relação ao ano passado, mas ainda corresponde à quarta maior área plantada de milho nos Estados Unidos desde 1944.

A área destinada à colheita de milho para grãos está estimada em 87,4 milhões de acres, ou cerca de 35,4 milhões de hectares, uma queda de 4% em comparação com o ano anterior.

Para a soja, o USDA projeta uma área plantada de 85,4 milhões de acres em 2026, equivalente a aproximadamente 34,6 milhões de hectares. O número representa um aumento de 5% em relação ao ano passado.

Em relação aos estados produtores, a área plantada de milho diminuiu ou permaneceu estável em 40 dos 48 estados pesquisados, enquanto a área de soja aumentou ou ficou estável em 23 dos 29 estados avaliados.

De acordo com a Royal Rural, o mercado espera possíveis ajustes na distribuição de área entre milho e soja, influenciados pelas condições climáticas durante o plantio e pelas relações de preços entre as culturas. As expectativas antes da divulgação apontavam para uma leve redução na área de milho e um aumento na área destinada à soja.

Estoques trimestrais

Os estoques de milho em todas as posições totalizaram 5,29 bilhões de bushels em 1º de junho de 2026, equivalente a aproximadamente 134,4 milhões de toneladas, volume 14% superior ao registrado em 1º de junho de 2025.

Do total armazenado, 2,96 bilhões de bushels estavam nas propriedades rurais, o equivalente a 75,2 milhões de toneladas, aumento de 16% em relação ao ano anterior.

Os estoques fora das fazendas somaram 2,34 bilhões de bushels, equivalentes a aproximadamente 59,4 milhões de toneladas, alta de 12% na comparação anual.

O consumo aparente de milho entre março e maio de 2026 foi estimado em 3,74 bilhões de bushels, equivalente a 95,0 milhões de toneladas, acima dos 3,50 bilhões de bushels, ou cerca de 88,9 milhões de toneladas, registrados no mesmo período do ano passado.

Soja

Os estoques de soja em todas as posições alcançaram 1,06 bilhão de bushels em 1º de junho de 2026, equivalente a aproximadamente 28,8 milhões de toneladas, volume 5% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Os estoques armazenados nas propriedades rurais totalizaram 367 milhões de bushels, ou cerca de 10,0 milhões de toneladas, queda de 11% em relação ao ano passado.

Já os estoques comerciais, armazenados fora das fazendas, atingiram 694 milhões de bushels, equivalentes a aproximadamente 18,9 milhões de toneladas, aumento de 16% na comparação anual.

O consumo aparente de soja no trimestre entre março e maio de 2026 totalizou 1,06 bilhão de bushels, equivalente a 28,8 milhões de toneladas, crescimento de 18% frente ao mesmo período do ano anterior.

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