Índice de aluguéis da FGV sobe 0,29% em agosto; BH lidera altas nas capitais


O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), que mede a evolução mensal dos valores de aluguéis residenciais em quatro das principais capitais brasileiras, registrou alta de 0,29% em agosto. A variação acumulada em 12 meses ficou praticamente estável no mês, saindo de 5,08% em julho de 2026 para 5,09% em agosto de 2026.

Em agosto, o IVAR registrou alta mensal dos aluguéis em três das quatro capitais pesquisadas, mas em Belo Horizonte os preços avançaram 1,05%, a maior variação entre as capitais.

Em São Paulo, os aluguéis subiram, em média, 0,30%, enquanto no Rio de Janeiro o aumento foi de 0,24%. Por fim, Porto Alegre foi a única capital a apresentar queda, com recuo de 0,14% nos preços de locações residenciais.

(Fonte: FGV/Ibre)

Leia também: Inadimplência do aluguel cai ao menor nível em 3 anos, mas melhora é desigual

A leitura interanual do aluguel residencial ganhou fôlego em duas das quatro capitais analisadas. Belo Horizonte liderou a aceleração, com a taxa em 12 meses saltando de 7,77% em julho para 8,47% em agosto de 2026. Em São Paulo, a taxa de variação passou de 4,33% para 4,58% no mesmo período.

Entre as capitais que desaceleraram, Porto Alegre mostrou ajuste mais intenso, com a taxa em 12 meses suavizando de 4,12% para 3,36%. Já Rio de Janeiro seguiu na mesma direção, mas com movimento próximo da estabilidade, com desaceleração de 0,03 pontos percentuais, com a taxa saindo de 6,40% para 6,37%.

Continua depois da publicidade

Segundo avaliação de Matheus Dias, economista do FGV/Ibre, o IVAR Brasil encerrou agosto sustentando o processo de moderação que já vinha se desenhando desde o pico observado no fim de 2025, com a taxa em 12 meses recuando de patamares acima de 8% para o intervalo em torno de 5%, num movimento consistente com a menor pressão de demanda por locação residencial diante do arrefecimento gradual da atividade e do custo de crédito ainda elevado.

“Esse quadro nacional de acomodação, no entanto, convive com dinâmicas locais bastante distintas: Belo Horizonte segue na contramão, com reajustes ainda em aceleração e evidenciando um mercado de locação mais apertado, possivelmente refletindo restrições de oferta”, afirmou Dias em nota.



Veja matéria completa!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.