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Após audiência de custódia, PM suspeito de matar esposa continua preso


O policial militar Vinícius Costa Silva, suspeito de matar a esposa em Embu das Artes, região metropolitana de São Paulo, passou por audiência de custódia na manhã desta segunda-feira (8) e continuará preso.Silva foi detido nesta segunda-feira (7) no velório da vítima, a radiologista Larissa Cruz Morata, de 29 anos. Ela foi encontrada morta no último domingo (6), com um tiro na cabeça, no banheiro da casa em onde viviam. O casal tinha um filho de 2 anos.

O suspeito contou à polícia que encontrou Larissa caída no cômodo da casa e afirmou que ela teria cometido suicídio após ele anunciar que queria terminar o relacionamento.

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a prisão de Silva foi decretada após as investigações apontarem indícios de crime devido à dinâmica dos fatos e elementos encontrados. O caso foi registrado como “morte suspeita”.

A família de Larissa não acredita na hipótese de suicídio. Edson Morata, pai da vítima, afirmou à TV Brasil que o relacionamento da filha com o PM era complicado e que ela queria se separar:

“Ela conversava muito com a minha mãe, ela ligou [minutos antes de morrer] falando que ia se separar. O moleque dela era tudo pra ela, ela era uma supermãe. Ele é que era possessivo”, disse.

Vinícius está detido no Presídio Militar Romão Gomes (PMRG), na zona norte da capital paulista.



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Papa Leão XIV nomeia dois novos bispos no Brasil; saiba quem são


O papa Leão XIV nomeou nesta terça-feira (8) dois novos bispos para a Igreja no Brasil. Dom Júlio César Gomes Moreira foi nomeado bispo da Diocese de Rubiataba-Mozarlândia (GO). Para a Diocese de Porto Nacional (TO), o pontífice nomeou o padre José Paulino Francisco Neto, da Diocese de Araçuaí (MG).

Dom Júlio nasceu em Fortaleza (CE), em 18 de março de 1972. É formado em Psicologia pela Universidade de Brasília e cursou Filosofia e Teologia no Seminário Maior Arquidiocesano de Brasília Nossa Senhora de Fátima.

Foi ordenado sacerdote em 6 de dezembro de 2003 e foi pároco da Paróquia São José, em Brazlândia (DF), e da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Sobradinho (DF). Em dezembro de 2020, foi nomeado pelo papa Francisco como bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte.

O padre José Paulino Francisco Neto nasceu em 30 de agosto de 1972, em Comercinho (MG). Cursou Filosofia no Seminário Diocesano São José, em Araçuaí, e Teologia no Seminário Arquidiocesano de Diamantina. É bacharel em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora e licenciado em Letras pela Fevale de Diamantina.

É mestre em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana, por meio do Instituto Superior de Direito Canônico do Rio de Janeiro, e doutor na mesma área pela Pontifícia Universidade Católica da Argentina, em Buenos Aires. Foi ordenado sacerdote em 4 de agosto de 2000.

Desde 2020, é missionário na Arquidiocese de Vitória (ES). Atualmente, é vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Vila Velha (ES).



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Brasil vende mais para EUA apesar de tarifas e tem superávit comercial de US$7,394 bi


SÃO PAULO, 4 Set (Reuters) – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$7,394 bilhões em agosto, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta sexta-feira, com as vendas para os Estados Unidos apresentando alta na comparação com o mesmo período do ano passado, apesar das tarifas norte-americanas.

As exportações em agosto foram de US$33,158 bilhões e as importações somaram US$25,764 bilhões.

Pesquisa da Reuters com economistas apontava expectativa de saldo positivo de US$7,136 bilhões para o período. Na comparação com agosto de 2026, o saldo cresceu 23,8%.

A Secex, que está ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), informou que o saldo comercial acumulado no ano até agosto foi positivo em US$55,318 bilhões, valor 28,2% superior ao verificado no mesmo período do ano passado.

O desempenho foi resultado de exportações de US$250,855 bilhões, contra importações de US$195,538 bilhões.

Em meio às novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros, que começaram a ser aplicadas ao longo do mês de julho, os EUA mantiveram sua participação nas exportações do Brasil.

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Os EUA absorveram em agosto uma fatia de 9,6% das vendas do Brasil, mesmo percentual de um ano antes.

No mês, o valor exportado para os EUA foi de US$3,190 bilhões, o que representa um crescimento de 12,1% em relação ao verificado em agosto do ano passado.

O crescimento do valor exportado para os EUA está ligado, conforme os dados da Secex, ao aumento de 8,6% dos preços das mercadorias vendidas, uma vez que a quantidade de produtos comercializados caiu 3,1% em agosto.

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“O aumento de exportações para os EUA em agosto está calcado no crescimento de preços”, destacou o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, lembrando que cerca de 20% dos produtos brasileiros vendidos aos EUA passaram a ser afetados por tarifas.

“Temos produtos tarifados e não tarifados crescendo para os EUA, e é esperado que as tarifas já tenham algum efeito em agosto, já que elas começaram a vigorar no fim de julho”, disse Brandão, acrescentando que, como a pauta de bens atingidos é variada, o MDIC precisa de mais tempo para avaliar os impactos.

Entre os produtos de destaque na exportação do Brasil para os EUA em agosto estão aeronaves, suco de frutas e carnes — itens que estão fora da tarifação e, por isso, estão mais sujeitos às condições de mercado.

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Apesar do bom resultado em agosto, no acumulado dos oito primeiros meses do ano as exportações brasileiras para os EUA acumularam queda de 9,7% ante o mesmo período do ano passado, somando US$24,105 bilhões. Neste caso, os preços dos produtos cresceram 3,2%, mas a quantidade diminuiu 13,6%.



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CVM multa Vorcaro e outros 15 réus em R$ 203 milhões


O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) julgou o Banco Master, Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro – pai e primo do banqueiro, respectivamente – e Viking Participações, de Vorcaro, como culpados da acusação de fraude com cotas de um fundo de investimento imobiliário (FII). O caso envolvia um total de 19 acusados, dos quais três foram absolvidos. As multas aplicadas aos 16 réus condenados, que vão de R$ 5 milhões a R$ 24 milhões, somam R$ 203 milhões, de acordo com fontes da reguladora.

O caso se refere à 3ª emissão de cotas do Brazil Realty FII, que começou em outubro de 2018. De acordo com a acusação, ativos que teriam sido superavaliados por meio de laudos foram usados para integralizar cotas do FII, conferindo liquidez aos ativos. Depois, cotas do FII foram vendidas a outros fundos de investimento, permitindo que os ativos usados na integralização fossem convertidos, na prática, em recursos financeiros.

As cotas continuaram circulando no mercado secundário, inclusive entre fundos administrados pelo mesmo grupo relacionado aos acusados. Conforme a acusação, as três companhias investidas pelo fundo tinham, de alguma maneira, relação com cotistas do próprio fundo. Para a área técnica, isso poderia indicar que as operações funcionavam como mecanismo de transferência de recursos entre cotistas relacionados.

Segundo a acusação, os prejuízos acabavam sendo suportados pelos fundos que compravam as cotas e permaneciam com elas em carteira. O prejuízo concretizado atingiu R$ 5,8 milhões no mercado secundário, envolvendo fundos de investimento, inclusive alguns com regimes próprios de previdência de servidores (RPPS) entre os cotistas.

O presidente da CVM, Otto Lobo, lembrou que houve quatro rodadas de tentativas de acordo, sem sucesso, e acrescentou que o caso mostra que a supervisão precisa “enxergar” o mercado em tempo real. O processo remonta a 2020 e foi suspenso duas vezes por pedidos de vista de Lobo e do diretor relator, João Accioly.

Accioly destacou que o parentesco entre os réus, isoladamente, não demonstra nada, mas, frisou que “o que se imputa na acusação não é o vínculo, mas sim o uso que dele se fez”. “A coincidência, operação ou alteração, entre a posição compradora dos veículos de Daniel e a posição vendedora dos veículos revela que essa parte da família operou com unidade de coordenação do esquema. E é nessa qualidade que a fraude se lhe imputa.”

Também apontou que, embora Vorcaro tenha tido prejuízo nas operações, como demonstrou sua defesa, o Master e o Viking tiveram ganhos de R$ 11,7 milhões. “Alegar uma perda nominal na pessoa física enquanto outros veículos aferiam ganhos seria como o assaltante de banco dizer que teve prejuízo porque teve que pagar o táxi para ir até o banco para assaltar”, comparou Accioly.

Daniel e Henrique Vorcaro foram condenados a multas de R$ 20 milhões cada. O Master, em R$ 12,5 milhões. A Viking, em R$ 10 milhões. Felipe Vorcaro, com bons antecedentes, foi multado em R$ 5 milhões. Já a Índigo/Sefer Investimentos ficou com a maior multa, de R$ 24 milhões.

Procurados, os réus não retornaram às tentativas de contato até a conclusão desta reportagem.



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projeção de inflação para 2026 cai para 5%, enquanto PIB tem leve revisão


O mercado financeiro reduziu de 5,01% para 5% a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta terça-feira (8) pelo Banco Central.

A estimativa para o câmbio permaneceu em R$ 5,20 por dólar, enquanto a previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 1,92% para 1,93%. Para a Selic, a projeção continuou em 13,75% ao ano.

Inflação

A projeção para o IPCA de 2026 caiu pela segunda semana consecutiva, de 5,01% para 5%. Para 2027, a estimativa subiu de 4,28% para 4,29%. A projeção para 2028 permaneceu em 3,80% pela sexta semana consecutiva, enquanto a de 2029 ficou em 3,50% pela 53ª semana seguida.

Para o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), a projeção para 2026 caiu de 4,38% para 4,34%, após três semanas consecutivas de queda. Para 2027, houve alta de 4,10% para 4,11%. A previsão para 2028 recuou de 3,92% para 3,91%, enquanto a de 2029 caiu de 3,83% para 3,81%.

No caso dos preços administrados, a projeção para 2026 subiu de 4,69% para 4,71%. Para 2027, a estimativa caiu de 3,83% para 3,79%, mantendo uma sequência de quatro semanas de queda. A projeção para 2028 avançou de 3,60% para 3,61%, enquanto a de 2029 permaneceu em 3,50% pela 60ª semana consecutiva.

PIB

A projeção para o crescimento do PIB em 2026 subiu de 1,92% para 1,93%. Para 2027, a estimativa permaneceu em 1,50% pela terceira semana consecutiva. A previsão para 2028 caiu de 1,98% para 1,96%, enquanto a projeção para 2029 ficou em 2% pela 77ª semana seguida.

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Câmbio

A projeção para o dólar ao fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20 pela 12ª semana consecutiva. Para 2027, a estimativa continuou em R$ 5,30 pela segunda semana seguida. A previsão para 2028 também ficou em R$ 5,30 pela sétima semana consecutiva. Para 2029, a projeção caiu de R$ 5,36 para R$ 5,35.

Selic

A projeção para a Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano pela quinta semana consecutiva. Para 2027, a estimativa continuou em 12% pela 12ª semana seguida. A previsão para 2028 ficou em 10,50% pela 10ª semana consecutiva, enquanto a de 2029 permaneceu em 10% pela 18ª semana seguida.



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Smithfield prevê prejuízo de US$ 90 milhões com carne suína no 3º trimestre

A Smithfield Foods, uma das maiores empresas de carne suína dos Estados Unidos, revisou para baixo as perspectivas para o terceiro trimestre de 2026, pressionada pela queda nos preços dos suínos e pela redução das margens de processamento da indústria. A companhia espera registrar prejuízo operacional ajustado de US$ 70 milhões a US$ 90 milhões no segmento de carne suína fresca no período.

Segundo a empresa, o cenário piorou desde a divulgação dos resultados do segundo trimestre, em 11 de agosto. O preço de abate da carne suína recuou além do previsto anteriormente, comprimindo ainda mais os spreads do setor e afetando a rentabilidade da operação de carne suína fresca.

A companhia também adotou uma perspectiva mais conservadora para a produção de suínos. Ainda assim, o segmento deve permanecer no campo positivo, com lucro operacional ajustado estimado entre US$ 25 milhões e US$ 45 milhões no terceiro trimestre, beneficiado principalmente pela queda nos preços dos animais.

Com os resultados das duas operações, a Smithfield projeta lucro operacional ajustado total entre US$ 115 milhões e US$ 175 milhões no terceiro trimestre.

Apesar da pressão sobre a cadeia de carne suína, a companhia manteve a previsão para o segmento de carnes embaladas. A expectativa é de lucro operacional ajustado entre US$ 1,075 bilhão e US$ 1,150 bilhão no ano fiscal de 2026, mesma faixa divulgada anteriormente.

De acordo com a Smithfield, o desempenho das carnes embaladas continua sustentado pelo ganho de participação de mercado das marcas próprias, pela expansão da distribuição e pela execução da estratégia em um ambiente de consumo ainda cauteloso.

“Nosso segmento de negócios mais importante, o de Carnes Embaladas, continua apresentando bom desempenho, ganhando participação de mercado e expandindo a distribuição, mesmo com a cautela dos consumidores“, afirmou Shane Smith, presidente e CEO da companhia.

A empresa destacou que a revisão das perspectivas está concentrada nas condições do mercado de commodities ao longo da cadeia de produção de carne suína. A Smithfield informou ainda que pretende apresentar novas projeções para o ano completo dos segmentos de carne suína fresca, produção de suínos e do lucro operacional ajustado total quando divulgar os resultados do terceiro trimestre.

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Anac aprova voos após 23h no Aeroporto de Congonhas em situações excepcionais


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou um pedido da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) para ampliar o horário de operações do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, em situações excepcionais que provoquem impactos na operação.

A medida, que permite a conclusão de voos após as 23h, não altera o horário oficial de funcionamento do aeroporto, nem permite a programação regular de novos voos depois desse horário.

A decisão fixa uma interpretação da Resolução nº 55/2008, que estabelece os critérios de utilização de Congonhas e proíbe a operação de aeronaves civis após as 23h, com exceções de natureza humanitária, como transporte de enfermos ou feridos graves, órgãos para transplante e operações de busca e salvamento.

A mudança permite que voos já previstos sejam concluídos em casos de “contingência sistêmica”. Segundo o voto do relator, Cláudio Beschizza Ianelli, a medida busca dar uma resposta a eventos excepcionais que provoquem interrupções e tenham potencial para gerar impactos em cascata na malha aérea.

A proposta surgiu após um pedido da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). A entidade afirmou que a medida “é restrita a situações de emergência ou de força maior, como condições meteorológicas adversas, que determinem a interrupção da operação por motivos de segurança, o que tem efeitos em toda a malha aérea do país”.

“O objetivo é atualizar a norma para dar previsibilidade e agilidade às iniciativas adotadas pelas autoridades em coordenação com as empresas aéreas e a operadora aeroportuária para mitigar os impactos para os passageiros, sem qualquer prejuízo à segurança das operações em Congonhas”, concluiu.

No pedido, a Abear citou eventos meteorológicos e ocorrências excepcionais, como um vazamento de gás nas instalações da APP-SP, que levaram ao cancelamento de centenas de voos.

A decisão não permite, porém, que as companhias acrescentem novos voos à programação depois das 23h. A flexibilização ficará restrita à conclusão de operações que já estavam agendadas para a data em que ocorreu a situação excepcional.

A Superintendência de Serviços Aéreos (SSA) da Anac avaliou que a medida não representa uma ampliação permanente da capacidade do aeroporto nem autoriza a alocação de novos slots ou a programação regular de voos fora do horário de funcionamento.

A Superintendência de Padrões Operacionais (SPO), por sua vez, informou que, em relação às regras operacionais, não há distinção entre operações realizadas antes ou depois das 23h.

Critérios para operações excepcionais

A caracterização das situações excepcionais e a ativação das medidas deverão seguir critérios objetivos e uma governança estabelecidos em uma Carta de Acordo Operacional (CAOP), que está sendo construída entre o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a concessionária Aena Brasil e as companhias Latam, Azul e Gol.

A agência apontou ainda que extrapolações do horário regulamentar já ocorrem de forma excepcional e são gerenciadas por procedimentos existentes. Até junho deste ano, houve duas ocasiões em que o horário de funcionamento de Congonhas foi ultrapassado. Em todo o ano de 2025, isso ocorreu em cinco dias.

Ruído no entorno de Congonhas

A possibilidade de operações depois das 23h ocorre em meio às constantes reclamações do ruído provocado pelo aeroporto feitas por moradores da região.

Apesar do crescimento da frota de aeronaves mais silenciosas utilizada em Congonhas e da adoção de um novo procedimento de decolagem para reduzir o impacto sonoro, os níveis de ruído nos pontos de monitoramento do Jabaquara, Moema e Itaim Bibi estão em patamares semelhantes aos registrados há quatro anos, conforme dados da Aena.

O número de reclamações sobre barulho passou de 13 nos últimos cinco meses de 2021, quando o aeroporto ainda estava sob gestão da Infraero, para 160 entre janeiro e maio de 2026. Segundo a Aena, as três estações de monitoramento registraram níveis de ruído dentro do esperado pelo plano de zoneamento de ruído da região.



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Vendas de veículos usados caem em agosto; veja modelos mais procurados


As vendas no setor de veículos usados somaram 1,699 milhão em agosto, número 3,1% abaixo dos 1,754 milhão comercializados em julho, informou a Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores). No entanto, quando ajustada pela quantidade de dias úteis, a média diária de vendas avançou 1,5% no mês passado, consolidando-se no patamar acima de 80 mil veículos transacionados, disse a entidade.

Para a Fenauto, o mercado brasileiro de veículos usados segue demonstrando uma sólida resiliência quando analisados os dados anuais.  O setor acumula uma alta de 6,4% em volume nominal no ano, totalizando 12,532 milhões de unidades negociadas, ante 11,781 milhões no mesmo período de 2025. Na média por dia útil, o crescimento acumulado também é expressivo (+7,7%).

Leia também: Mercado de carros usados começa a desacelerar neste início de semestre

Segundo a associação, mesmo diante de um cenário de compasso de espera com os indicadores da economia e as incertezas provocadas pela proximidade das eleições de outubro, o segmento mantém sua trajetória positiva. Todos os segmentos analisados (Autos, Comerciais Leves, Comerciais Pesados e Motos) apresentaram evolução no acumulado do ano. O grande destaque fica por conta dos seminovos (0 a 3 anos de uso), que dispararam 13,5% em comparação com os números de 2025.

Para Everton Fernandes, presidente da Fenauto, a oscilação mensal negativa refletiu o momento político, mas não afetou o otimismo do setor. “A variação para menos de -3,1% entre julho e agosto não significa um movimento preocupante de retração. Ao contrário, acreditamos que é um movimento normal, levando-se em conta o momento pelo qual o país passa, cada dia mais próximo do pleito de outubro”, disse em nota.

Fernandes lembrou que a economia pode apresentar variações nesse período, o que é refletido no segmento, mas a entidade ainda espera um excelente resultado até o final do ano, com a possibilidade de um novo recorde de vendas.

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Veja abaixo o ranking dos modelos usados mais procurados em agosto de 2026:

Autos:

o          VW Gol (67.461 unidades)

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o          GM Onix (41.591 unidades)

o          Hyundai HB20 (40.404 unidades)

Comerciais Leves:

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o          Fiat Strada (41.851 unidades)

o          VW Saveiro (24.652 unidades)

o          Toyota Hilux (20.440 unidades)

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Motos:

o          Honda CG150 (dados de volume em processamento)

o          Honda Biz (40.002 unidades)

o          Honda NXR150 (30.192 unidades)

Comerciais Pesados:

o          Volvo FH (3.039 unidades)

o          Ford Cargo (2.465 unidades)

o          M.Benz Atego (1.584 unidades)



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CPRs representam 49,2% dos recursos contratados no início da safra 2026/27

As CPRs (Cédulas de Produto Rural) representaram 49,2% dos recursos contratados pelos produtores do Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e pelos demais produtores rurais nos dois primeiros meses da safra 2026/27. Entre julho e agosto, foram R$ 32,4 bilhões em operações com esses títulos, de um total de R$ 65,7 bilhões.

O levantamento foi divulgado pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), nesta terça-feira (8), com base em informações do Sicor (Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro), do Banco Central.

O volume contratado por meio de CPRs ficou acima dos R$ 23 bilhões registrados nas operações de custeio convencional, que representaram 34,9% do total no período.

A CPR é um título que permite ao produtor obter recursos mediante o compromisso de entregar produtos agropecuários em uma data futura. Os dados do Mapa consideram as operações de CPR dentro do levantamento sobre as contratações da agricultura empresarial.

No custeio convencional, os demais produtores empresariais contrataram R$ 12 bilhões, enquanto os produtores enquadrados no Pronamp contrataram R$ 11 bilhões.

As operações de investimento somaram R$ 3,5 bilhões no bimestre. A modalidade inclui financiamentos para máquinas e equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas. Entre os programas específicos, o Pronamp Investimento registrou R$ 428 milhões em contratações e o RenovAgro, R$ 413 milhões.

Para a comercialização da produção agropecuária, foram contratados R$ 4 bilhões. As operações destinadas à industrialização somaram R$ 2,9 bilhões.

Sul concentra maior volume

O Sul registrou o maior número de contratos entre as regiões, com 22.631 operações, e também o maior volume de recursos, de R$ 11,7 bilhões.

O Sudeste aparece na sequência, com R$ 9,6 bilhões, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 7,2 bilhões. O Nordeste registrou R$ 3,2 bilhões e o Norte, R$ 1,7 bilhão.

O valor médio por contrato também variou entre as regiões. O Nordeste teve a maior média, de R$ 1,05 milhão, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 1,03 milhão. No Sul, a média foi de R$ 516,5 mil.

LCA avança na modalidade controlada

Entre as fontes controladas de recursos, os Recursos Obrigatórios, parcela dos depósitos à vista destinada pelas instituições financeiras ao crédito rural, somaram R$ 9,9 bilhões.

A LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) na modalidade controlada respondeu por R$ 6,7 bilhões.

Já entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a que apresentou o maior volume no levantamento, com R$ 7,6 bilhões destinados ao crédito rural.

Recursos equalizáveis

Nos dois primeiros meses da safra, foram concedidos R$ 10,9 bilhões em recursos equalizáveis dos R$ 97,6 bilhões autorizados pelo Plano Safra 2026/27.

Entre os programas de investimento nessa modalidade, o RenovAgro registrou R$ 412,9 milhões em contratações, seguido pelo Pronamp, com R$ 380,3 milhões, e pelo Moderfrota (Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras), com R$ 250,2 milhões.

Nas operações equalizáveis de investimento, Banco do Brasil e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) concentraram cerca de 77% das concessões, com participações de 39,8% e 36,8%, respectivamente.

Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil respondeu por 45,6% das concessões. Sicredi e Cresol vieram na sequência, com 16,7% e 12,9%, respectivamente.

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Homem tenta fugir nadando no mar e é capturado por helicóptero da PM em Fortaleza


Homem de 40 anos tentou fugir da Polícia Militar nadando pelo mar perto da avenida Beira-Mar, em Fortaleza (CE), na tarde de segunda-feira (7). Ele foi capturado dentro da água pela polícia. A identidade do suspeito não foi divulgada.

Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS-CE), o suspeito tinha um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas, furto, receptação e falsa identidade. Ele era monitorado por tornozeleira eletrônica e estava em regime semiaberto. Ao perceber que seria preso pelos policiais militares, o homem entrou no mar.

A SSPDS informou que policiais militares do Batalhão de Polícia de Turismo (BPTur) localizaram o homem trafegando em uma via pública do bairro Meireles, em Fortaleza, e iniciaram a abordagem.

A ação contou com a atuação da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE).

O homem também tem outros antecedentes criminais por tráfico de drogas, duas vezes por roubo, três vezes por furto, uma vez por tentativa de furto, sete furtos qualificados, uma vez por receptação e uma vez por crime contra a administração pública.

“O homem foi encaminhado a 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, unidade da Polícia Civil do Estado do Ceará, onde o mandado de prisão foi cumprido e foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime de desobediência. O homem segue à disposição da Justiça”, informou a SSPDS.



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