Produção de peixes cresce 7,1% em 2025, e produção de camarão bate recorde

A produção de peixes no Brasil cresceu 7,1% em 2025 e chegou a 783 mil toneladas, segundo a Pesquisa da Produção da Pecuária Municipal, divulgada nesta quarta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O valor da produção também aumentou, 9,6%, para R$ 8,5 bilhões.

A tilápia respondeu por 68,2% da produção nacional de peixes. Foram 533,7 mil toneladas da espécie em 2025, alta de 5,4% em relação ao ano anterior.

O Paraná liderou a produção de tilápia, com 209,3 mil toneladas, o equivalente a 39,2% do total nacional. Na sequência aparecem São Paulo, com 68,4 mil toneladas (12,8%), e Minas Gerais, com 62,3 mil toneladas (11,7%).

Entre os municípios, Morada Nova de Minas (MG) foi o maior produtor de peixes do país em 2025, com 32,4 mil toneladas. Nova Aurora (PR), com 26,0 mil toneladas, e Palotina (PR), com 18,1 mil toneladas, aparecem na sequência.

Camarão bate recorde

A produção de camarão também registrou crescimento em 2025 e atingiu um recorde de 172,4 mil toneladas, alta de 18,2% em relação a 2024. O valor da produção avançou 19,4%, para R$ 3,6 bilhões.

A atividade mantém trajetória de crescimento desde 2017, após os impactos provocados pelo vírus da mancha branca.

O Nordeste concentra praticamente toda a produção brasileira de camarão, com 99,7% do total. O Ceará responde por 53,3% e o Rio Grande do Norte, por 22,0%.Entre os municípios, Aracati (CE) lidera a produção nacional, com 21,3 mil toneladas, seguido por Jaguaruana (CE), com 12,0 mil toneladas, e Pendências (RN), com 8,9 mil toneladas.

Ostras, vieiras e mexilhões

A produção de ostras, vieiras e mexilhões também cresceu em 2025. A chamada malacocultura atingiu 9,9 mil toneladas, alta de 3,3% em relação a 2024. O valor da produção chegou a R$ 135,2 milhões, aumento de 12,5%.

A região Sul respondeu por 90,0% da produção nacional, enquanto Santa Catarina concentrou 88,1% do total.

Os maiores produtores municipais estão no estado catarinense. Palhoça liderou, com 3,3 mil toneladas, seguida por Florianópolis, com 2,1 mil toneladas. Na sequência aparecem Bombinhas, Penha, Governador Celso Ramos e São José.

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