IoT no agronegócio deve movimentar US$ 549 milhões no Brasil até 2030

IoT no agronegócio deve movimentar US$ 549 milhões no Brasil até 2030


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Maxtrack

O mercado brasileiro de Internet das Coisas (IoT) aplicada ao agronegócio deve alcançar US$ 549 milhões até 2030, ante US$ 367,5 milhões em 2025. A projeção da MarketsandMarkets indica crescimento médio de 8,4% ao ano, acompanhando a digitalização das operações e a busca por maior controle sobre máquinas, veículos e recursos utilizados no campo.

A expansão abre espaço para equipamentos capazes de reunir informações de sensores, câmeras, GPS e sistemas de processamento. Integrados a plataformas de gestão, esses recursos ajudam a acompanhar o funcionamento dos ativos e a identificar situações que exigem intervenção.

O movimento ocorre em um setor com investimentos expressivos em mecanização. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a indústria nacional de máquinas e implementos agrícolas faturou R$ 66,75 bilhões em 2025, alta de 7,4% sobre o ano anterior.

Tecnologia embarcada transforma máquinas em fontes de informação

Tratores, colheitadeiras, pulverizadores e caminhões podem incorporar dispositivos que registram localização, deslocamento, velocidade, tempo de funcionamento e condições de operação.

Além dos dados de telemetria, a captação de imagens acrescenta informações sobre o ambiente e as atividades executadas. Com apoio da visão computacional, sistemas podem interpretar essas imagens para reconhecer padrões e sinalizar ocorrências.

Para Braulio de Carvalho, CEO da Maxtrack, a integração amplia o papel dos equipamentos na gestão agrícola.

“A tecnologia embarcada permite que a máquina deixe de ser apenas um ativo operacional e passe a funcionar também como uma fonte contínua de inteligência”, afirma.

Segundo o executivo, a combinação de imagens com os dados gerados pelas máquinas oferece ao gestor mais elementos para avaliar o andamento das operações.

Visão computacional amplia acompanhamento de grandes áreas

Em propriedades extensas, com diferentes equipamentos trabalhando simultaneamente, acompanhar cada atividade de forma individual pode dificultar a identificação rápida de problemas.

A integração entre câmeras, sensores e videotelemetria busca ampliar essa capacidade de acompanhamento. Enquanto a telemetria registra parâmetros de utilização dos ativos, as imagens ajudam a contextualizar o que ocorre durante o trabalho.

De acordo com Carvalho, essa combinação pode reduzir o intervalo entre a identificação de uma situação e a tomada de decisão, especialmente em operações com grande número de máquinas e veículos.

O benefício depende da capacidade de transformar os registros em informações úteis para a rotina, direcionando a atenção dos responsáveis às ocorrências mais relevantes.

Conectividade rural é essencial para integrar dispositivos

A disponibilidade de conexão continua sendo um componente importante para o avanço da IoT no campo, sobretudo em regiões com cobertura limitada das redes convencionais.

Entre as alternativas estão tecnologias como a LoRa, utilizada para comunicação de dados a longas distâncias entre dispositivos. A escolha da infraestrutura precisa acompanhar as necessidades de cada aplicação e as características da propriedade.

Na avaliação do executivo, conectar equipamentos e integrar as informações permite ampliar a visibilidade sobre as atividades realizadas em diferentes pontos da operação.

Dados apoiam manutenção e uso mais eficiente dos ativos

O acompanhamento contínuo das máquinas também pode contribuir para o planejamento da manutenção. A análise dos registros permite identificar mudanças de comportamento e direcionar inspeções aos equipamentos que apresentem sinais fora do padrão.

Essa abordagem ajuda a antecipar intervenções e a reduzir o impacto de paradas não planejadas, que podem comprometer o andamento das atividades agrícolas.

Quando reunidas em plataformas de gestão, as informações também apoiam decisões sobre distribuição de máquinas, utilização da frota, segurança e organização das operações.

Segundo a MarketsandMarkets, sensores, GPS, conectividade e dispositivos de processamento estão entre as tecnologias que sustentam a expansão da IoT agrícola no Brasil, com aplicações em monitoramento de culturas, agricultura de precisão e otimização de recursos.

Integração das informações orienta gestão das máquinas agrícolas

Para a Maxtrack, o principal avanço está na possibilidade de cruzar diferentes fontes de dados. Saber onde uma máquina está e por quanto tempo funcionou ganha maior utilidade quando essas informações podem ser relacionadas às condições observadas durante a operação.

Carvalho avalia que a sofisticação dos equipamentos aumenta a importância de acompanhar seu uso e identificar oportunidades de melhoria.

Nesse contexto, a tecnologia embarcada pode apoiar uma gestão mais integrada, conectando o desempenho dos ativos ao planejamento das atividades e às necessidades de cada operação agrícola.

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