O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sinalizou a interlocutores que pretende trabalhar para liderar a oposição no Brasil após a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do país e projetar uma candidatura à Presidência em 2030.
Ele avaliou com aliados políticos que, daqui a quatro anos, não terá nenhuma amarra, estará terminando o segundo mandato e, portanto, livre para a disputa. Mas pontuou que, até lá, outros nomes da direita devem aparecer e que dependerá de bons resultados em seu governo para poder se lançar.
Disse ainda que, se chegar a 2030 com os índices que tem hoje, mais de 60% de aprovação, deverá ser candidato.
O plano de liderar a oposição já vinha sendo traçado desde a derrota de Flávio no domingo, mas ganhou tração após a fuga do senador para os Estados Unidos com sua família.
Segundo relatos, Tarcísio entende que é necessário organizar a oposição a partir de agora, já que, na sua avaliação, ela sempre foi desorganizada e individualista e agora terá que trabalhar como um time, de forma conjunta e orgânica, tal qual, nas suas palavras, a esquerda faz.
Nesse sentido, a definição de uma agenda é essencial e deve ser estruturada com base nas duas mensagens da campanha de Flávio: economia e segurança pública. Tarcísio tem a percepção de que o governo Lula não conseguirá responder a esses dois pontos.
Principalmente na economia. O governador tem dito a interlocutores que entende que a próxima quadra da política brasileira será um terreno fértil para a oposição porque o governo Lula 4 já tem uma crise fiscal contratada e que, se o petista honrar tudo o que prometeu durante a campanha, o país vai quebrar; se não entregar, será acusado de estelionato eleitoral.
Para ele, a crise fiscal irá impactar a taxa de juros, freando investimentos, fazendo com que as empresas percam valor e gerando pânico nos agentes econômicos.
Ele avisou interlocutores que pretende liderar essa agenda econômica em nível nacional, uma vez que governa o estado com maior atividade econômica do país, e que pretende atuar de forma mais firme para ser porta-voz dos setores produtivos de São Paulo em relação às questões nacionais.
Pretende também fazer uma interface entre a questão econômica e a questão social, por exemplo, na necessidade de preparar os serviços públicos do país para receber um número maior de idosos no SUS e estruturar melhor a poupança para atender a essa mudança na pirâmide demográfica.
Do ponto de vista político, ele defende que haja uma candidatura única da oposição ao Senado contra a reeleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
A CNN revelou nesta segunda-feira (27) que os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) têm articulado qual dos dois deverá ser o nome da oposição para enfrentar Alcolumbre.



