A primeira semana depois das eleições foi marcada pela reorganização política em torno da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Uma semana de paradoxos e pragmatismo.
A fuga para os Estados Unidos provocou um abalo no PL e nas alianças que sustentaram Flávio no segundo turno. A carta golpista acelerou o distanciamento de aliados e o rearranjo da direita.
Do outro lado, Lula articula a formação do quarto governo. Além da pressão pelo plano econômico, terá de acomodar aliados derrotados nas urnas e um centrão que rapidamente redescobriu o caminho do Palácio do Planalto.
À espera do nome do proximo ministro da Fazenda, o mercado fecha semana com dólar e juros mais altos.
No Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), antes considerados cartas fora do baralho para a próxima legislatura, agora têm apoios do centro e da direita, inclusive com uma aproximação até então impensável do PL, pelo menos na Câmara dos Deputados.
Ainda estamos longe de conhecer o novo equilíbrio de forças a partir de 2027. Mas uma coisa já ficou clara: Flávio Bolsonaro deixou uma cadeira vazia ao fugir do Brasil e a política não espera, nem se lamenta.



