Temporal provoca prejuízo de R$ 13 milhões ao agronegócio de Chapecó

O temporal que atingiu Chapecó, no oeste de Santa Catarina, em 4 de novembro, provocou prejuízos estimados em R$ 13 milhões ao setor agropecuário do município. Os dados constam de um levantamento preliminar divulgado nesta quinta-feira (5) pela Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca.

O relatório aponta perdas em diferentes atividades do campo, incluindo produção de grãos, pecuária leiteira, horticultura, reflorestamento e criação de aves. O valor total estimado é de R$ 13.019.070,83.

Entre as lavouras afetadas, estão as de milho e trigo. Segundo a secretaria, foram perdidos 4,095 milhões de quilos de milho, com prejuízo estimado em R$ 3,74 milhões. No caso do trigo, a perda foi calculada em 490 mil quilos, o equivalente a aproximadamente R$ 653,3 mil.

A produção de leite também foi atingida. O levantamento estima perdas de 150 mil litros, avaliadas em R$ 417 mil.

Hortaliças e estruturas de produção também foram afetadas

A horticultura concentra um dos maiores prejuízos estimados no relatório: R$ 6 milhões. O documento aponta danos às estruturas de produção, mas não detalha a extensão das áreas atingidas nem o volume de alimentos comprometido.

O temporal também provocou danos em estruturas destinadas à produção avícola, com prejuízo estimado em R$ 500 mil. Na criação de perus, foram registradas perdas de 6,5 mil aves, avaliadas em R$ 52 mil.

Outro impacto ocorreu em áreas de reflorestamento. De acordo com a secretaria, 90 hectares foram atingidos. A estimativa considera uma perda econômica de 50% da madeira em pé, em uma área com árvores de aproximadamente nove anos, o que representa prejuízo de R$ 1,65 milhão.

Segundo Mauro Zandavalli, secretário de desenvolvimento rural de Chapecó, também houve prejuízos nas estruturas de aviários e há problemas na logística de armazenamento de leite, devido à falta de energia. Algumas regiões ainda permanecem sem luz.

O documento foi elaborado com base em estimativas e informações coletadas pela Secretaria de Agricultura e Pesca e pela Epagri diretamente com os agricultores afetados.

Segundo a secretaria, o objetivo é quantificar os danos econômicos provocados pelo temporal e subsidiar a avaliação dos impactos no setor agropecuário, além de uma eventual solicitação de reconhecimento de situação de emergência ou estado de calamidade pública.

Os valores ainda são preliminares e podem ser atualizados após a continuidade do levantamento.

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