O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe grupo de economistas, ministros e ex-ministros para debater plano de governo.
Os convidados têm em comum várias ideias sobre o Brasil atual. A primeira delas é de que o Banco Central é o maior culpado de tudo.
A segunda, derivada dessa, é que se o juro é o problema, o governo não precisa dar nenhum choque de credibilidade na gestão das contas públicas. E tudo pode ser feito com muita calma.
Tanto assim que, na saída do encontro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que não existe fórmula mágica, e que qualquer anúncio só virá depois que Lula voltar das viagens que fará ao exterior nos próximos dias.
O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega estava lá. Ele, que figurava na folha de pagamento do Banco Master com salário milionário, segue com acesso ao Palácio e aos ouvidos de Lula.
A presença de Mantega pode explicar a ausência de Gabriel Galípolo, já que o ex-ministro lidera os ataques contra o presidente do BC.
A falta de Rafael Fonteles, até aqui cotado para a Fazenda, confirma que quem quer que seja o escolhido (e Fonteles parece ter saído da lista) será apenas uma proxi do verdadeiro comandante da economia no governo: o proprio presidente Lula.



