SP lidera ranking de infecções por Mpox com 4 a cada 10 casos no Brasil | Blogs | CNN Brasil


Desde 2022, o estado de São Paulo é o que acumula a maior quantidade de infectados com Mpox em todo o Brasil. Em quase cinco anos, quatro em cada dez infectados no país estavam em território paulista.

Segundo um levantamento do Ministério da Saúde com dados desde o primeiro surto da doença, em 2022, há um total de 15.499 infecções registradas.

Desse total, 6.156 foram registradas em São Paulo. Na segunda posição está o Rio de Janeiro, com 2.225 casos, seguido por Minas Gerais, com 930 ocorrências.

O Ministério da Saúde aponta 288 casos confirmados em São Paulo, enquanto a Secretaria de Saúde estadual indica 300 infectados em 2026.

A pasta informou que pretende atualizar os dados que são enviados regularmente pelas secretarias estaduais de saúde e confirmou que continuará monitorando a evolução dos casos no país.

Taxa por 100 mil

Porém, ao levar em conta um grupo de 100 mil habitantes para entender a incidência da doença em proporção à população de um estado, o Amazonas lidera o ranking nacional. Os dados são referentes a todo o ano de 2025.

O estado tem uma taxa de 2,1 infectados a cada 100 mil pessoas. Santa Catarina está na segunda posição, com 1,2 casos a cada 100 mil.

Apesar do maior volume geral, os casos em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais se diluem quando comparados à população. São Paulo tem um índice de 0,8 a cada 100 mil, enquanto o Rio fica com 0,7 e Minas com 0,6.

Leia também: Casos de Mpox no Brasil chegam a 665 em 2026, diz Ministério da Saúde

Perfil médio dos infectados

O Painel Mpox aponta o perfil mais comum dos acometidos pela doença nos últimos anos. 92% dos infectados são do sexo masculino, têm idade média de 33 anos e 74% se declaram como homens cisgênero.

Nos registros, 43% são brancos e 32% são pardos. Segundo o Ministério da Saúde, 59% dos infectados tiveram relações sexuais com homens e 9% com mulheres.

O que é Mpox?

A Mpox é uma doença viral causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais e secreções respiratórias durante contato próximo e prolongado. O contato sexual também pode favorecer a transmissão.

Entre os principais sintomas estão febre, mal-estar, dores no corpo, aumento dos gânglios linfáticos e lesões cutâneas. Essas manifestações evoluem ao longo de diferentes estágios, até a formação de crostas.

A letalidade da Mpox varia de acordo com a variante do vírus. O clado 1 é considerado mais transmissível e grave do que o clado 2, responsável pelo surto em 2022.

Além disso, em setembro de 2023, foi identificada uma subvariante na República Democrática do Congo, a clado 1B, que é ainda mais transmissível e mais agressiva.

Tem cura?

Sim. No entanto, nenhum medicamento específico para Mpox foi aprovado pela OMS. Existe um tratamento que oferece suporte clínico para minimizar sintomas, prevenir e tratar complicações, além de evitar sequelas.

A Organização Pan-Americana da Saúde afirma que os sintomas dos casos leves a moderados da doença geralmente desaparecem por conta própria, sem a necessidade de intervenção médica.

As lesões na pele provocadas pela Mpox devem secar por conta própria ou com a ajuda de um curativo úmido que as proteja. Além disso, os infectados não devem usar produtos como enxaguantes bucais e colírios que contenham cortisona.

É importante ressaltar que evitar o contato direto com indivíduos que apresentam suspeita ou confirmação da doença, assim como lavar as mãos frequentemente com água e sabão, são as principais medidas de prevenção.

Os indivíduos infectados devem seguir o isolamento social, evitando compartilhar itens pessoais como toalhas, escovas, lençóis e roupas.



Veja a Matéria Completa

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.