O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Núcleo da Cidadania (Nuci), elaborou orientações para subsidiar a atuação do órgão em casos de discriminação motivada por convicções político-partidárias após o segundo turno das eleições gerais de 2026.
Segundo o MPMS, o material foi produzido diante de situações como a divulgação de listas de boicote, o incentivo à exclusão econômica, represálias em relações de trabalho e manifestações hostis contra pessoas ou grupos por posicionamentos políticos atribuídos ou manifestados publicamente.
O que diz o documento
O texto afirma que divergências políticas não podem justificar discriminação, constrangimento ou exclusão social, e lembra que a cidadania, a liberdade de convicção e o pluralismo político são assegurados pela Constituição Federal.
As orientações esclarecem também que nem toda controvérsia ligada ao processo eleitoral é matéria eleitoral. Eventuais ilícitos decorrentes de represálias pelo voto podem repercutir nas esferas cível, criminal ou trabalhista, conforme cada caso.
Outro ponto é a distinção entre a livre manifestação do pensamento, protegida pela Constituição, e condutas destinadas a constranger, isolar ou prejudicar pessoas por suas convicções políticas.
O MPMS ressalta que o respeito à pluralidade de ideias e à participação democrática é um dos pilares do Estado Democrático de Direito.
Com informações da Ministério Público de Mato Grosso do Sul.





