O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, criticou a atuação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos, após o país classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
Pimenta chamou de “traição” ao Brasil, caso seja verdade que Flávio e Eduardo Bolsonaro atuaram para a decisão dos norte-americanos. O deputado também afirmou que “o Brasil não precisa se ajoelhar para combater o crime”. A manifestação foi feita pelas redes sociais na noite desta quinta-feira (28/5).
“O que a extrema direita tenta vender como ‘grande dia’ pode abrir caminho para interferência externa, sanções contra o país e uma lógica militarizada sobre um problema que precisa ser enfrentado com inteligência, coordenação e responsabilidade. Ninguém está defendendo facção. Estamos defendendo o Brasil”, disse Pimenta.
Para o deputado, a segurança pública não deve ser usada para palanque político. “Sem facção. Sem entreguismo. Com lei e trabalho concreto”, completou.
Crime organizado se enfrenta com investigação, inteligência, cooperação internacional, asfixia financeira e presença forte do Estado. Não com bravata, oportunismo eleitoral ou submissão a interesses estrangeiros.
O governo do presidente Lula tem uma posição clara: combater PCC,… pic.twitter.com/H4qgj2TIrO
— Paulo Pimenta (@Pimenta13Br) May 29, 2026
Decisão dos EUA
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (28/5), que classificará o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras. A decisão ocorreu um dia após o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Flávio também esteve nesta semana com o presidente Donald Trump e afirmou ter conversado com o norte-americano sobre as organizações terroristas brasileiras.
Após a decisão dos EUA, Flávio comemorou pelas redes sociais. “Grande dia”, escreveu no X.



