Café arábica cai pelo segundo dia em Nova York com oferta brasileira

Pela segunda sessão consecutiva, os preços futuros do café arábica registraram queda nesta sessão de quinta-feira (08) na bolsa de Nova York. O vencimento futuro para entrega em dezembro teve baixa de 1,25% e precificado em U$S 2,89 por libra-peso. 

De acordo do Barchart, os preços do café estão sob pressão devido a sinais de aumento da oferta brasileira. Em setembro, o Brasil informou que as exportações brasileiras de café tiveram um aumento de mais de 20% em relação ao ano anterior, atingindo 236 mil toneladas. 

Na sessão anterior, o café arábica atingiu a maior cotação em um mês e já o robusta teve a maior em seis semanas, em meio à valorização do real brasileiro. “O real chegou a atingir a maior cotação em quase cinco meses frente ao dólar na terça-feira, desestimulando as exportações dos cafeicultores brasileiros”, informou o Barchart. 

Cacau

O contrato futuro do cacau para entrega em dezembro fechou a sessão desta quinta-feira (8) com alta de 1,49% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 5.665 por tonelada.

Segundo a Barchart, os preços se recuperaram das perdas registradas no início do pregão, em meio às previsões de continuidade das chuvas na Costa do Marfim, principal produtor mundial. O excesso de precipitações já provoca impactos sobre a logística no país, com relatos de estradas interrompidas e pontes danificadas, o que tem atrasado o transporte do cacau até os portos.

No início desta semana, os contratos atingiram o maior nível em duas semanas justamente diante das preocupações com a oferta. O mercado, no entanto, segue pressionado pelo aumento dos estoques monitorados pela ICE, que alcançaram na quarta-feira o maior patamar em dois anos e três meses, com 3.549.555 sacas.

Do lado da demanda, a Cargill, segunda maior processadora de cacau do mundo, informou nesta semana prejuízos de marcação a mercado relacionados ao cacau no trimestre encerrado em 31 de agosto. O resultado indica dificuldades da empresa em repassar aos clientes o aumento dos custos da matéria-prima, reforçando as preocupações sobre o consumo e limitando uma recuperação mais consistente dos preços.

Suco de laranja

Os contratos futuros do suco de laranja para entrega em novembro encerraram a sessão com alta de 2,32% na Bolsa de Nova York, em que a libra-peso foi negociada a US$ 1,49 ao final do pregão.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro encerrou o dia com queda de 0,11% na Bolsa de Nova York, cotado a 79,94 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o relatório de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), foram comercializados 165 mil fardos de algodão na semana encerrada em 1º de outubro, queda de 18,51% em relação à semana anterior. Para a safra 2027/28, as vendas somaram 56.058 fardos.

Os embarques alcançaram 161.588 fardos no período, acima do registrado na semana anterior e 2,45% acima do volume observado na mesma semana do ano passado.

Além dos dados de exportação, os operadores mantiveram uma postura mais cautelosa antes da divulgação, nesta sexta-feira, de relatórios do USDA sobre as condições das safras e o balanço entre oferta e demanda nos Estados Unidos.

Açúcar

Após alcançar o maior nível em 19 meses na sessão anterior, os contratos futuros do açúcar passaram por uma correção na Bolsa de Nova York. O vencimento para março terminou o pregão com queda de 3,26%, cotado a 20,15 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, a baixa ocorreu em meio à realização de lucros por parte dos fundos, depois da forte valorização acumulada nas últimas duas semanas.

“A alta recente foi sustentada principalmente pelas chuvas persistentes na região Centro-Sul do Brasil, que atrasaram a colheita e reduziram o ritmo de moagem da cana nas usinas, limitando a oferta no curto prazo”, informou o Barchart.

As perspectivas para o balanço global também continuam dando suporte aos preços. Em 1º de setembro, a ISO (Organização Internacional do Açúcar) projetou déficit mundial de 200 mil toneladas na safra 2026/27, após um superávit estimado em 1,1 milhão de toneladas na temporada 2025/26.

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