Dunas de 30 metros e chuvas: o que chamou a atenção da Nasa nos Lençóis Maranhenses


A paisagem dos Lençóis Maranhenses chamou a atenção da Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) por reunir características que fazem o parque parecer um deserto, apesar de receber um volume elevado de chuvas. A agência publicou na quinta-feira (20) uma imagem da região vista do espaço e descreveu o local como um “deserto feito de água”.

Na publicação, a Nasa destacou as fileiras de dunas de quartzo branco e brilhante que se espalham pelo parque e se sobrepõem a lagoas de água doce. Algumas das dunas chegam a 30 metros de altura.

Outro ponto citado pela Nasa foi o volume de chuvas da região. Os Lençóis Maranhenses recebem cerca de 125 centímetros de chuva por ano, volume ligeiramente superior ao registrado em Seattle, nos Estados Unidos, e aproximadamente o dobro do observado em Londres, na Inglaterra.

A combinação entre chuva, areia e relevo contribui para a formação da paisagem. Segundo a Nasa, rios transportam grandes quantidades de areia de quartzo para esse trecho do litoral do Maranhão. O material se acumulou ao longo de centenas de milhares de anos, formando o extenso campo de dunas.

Durante o período chuvoso, a água se acumula nas áreas entre as dunas e forma as lagoas que caracterizam a paisagem do parque. A Nasa classificou a formação dos Lençóis Maranhenses como resultado de uma rara combinação de fatores geológicos e climáticos.

A imagem publicada pela agência foi capturada pelo satélite Landsat 9, que orbita a Terra.

Patrimônio Natural da Humanidade

Os Lençóis Maranhenses foram reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Natural da Humanidade em 2024, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses também é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, criada pelo Decreto nº 86.060, de 2 de junho de 1981.

Com mais de 156 mil hectares, o parque está localizado em uma área de transição entre os biomas Cerrado, Caatinga e Amazônia, sob influência do ambiente marinho costeiro, de acordo com o MMA.

Além das dunas e lagoas de água doce, a região abriga ecossistemas como manguezais e restingas.





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