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De olho em mercado halal, VPJ quer vender mais carne de cordeiro

A VPJ Alimentos está estruturando uma cadeia própria de produção de cordeiros e vê espaço para ampliar a ovinocultura brasileira como uma alternativa de renda para pequenos e médios produtores. O projeto envolve genética Dorper, comercialização de reprodutores, aquisição de cordeiros para abate e uma planta industrial em Jundiaí, no interior de São Paulo.

A empresa trabalha há cerca de dois anos com um frigorífico voltado ao abate de cordeiros Dorper, raça de ovelhas com mais carne por animal . A operação segue uma lógica semelhante à utilizada pela companhia na cadeia bovina, com atuação desde a genética até a indústria.

“Nós temos um rebanho muito importante de criação de reprodutores Dorper, onde a gente comercializa quase 250 reprodutores por ano e a gente adquire os cordeiros para abate”, afirma Valdomiro Poliseli Junior, proprietário da empresa.

A operação industrial está localizada em Jundiaí, no interior de São Paulo. Segundo a empresa, a planta possui certificação e está em processo de obtenção da certificação halal.

A autorização é considerada estratégica para ampliar o mercado consumidor e abrir possibilidades de exportação para países de maioria muçulmana. Com a certificação, a VPJ pretende avançar na comercialização de carne de cordeiro para o mercado árabe e outros destinos internacionais.

“Essa certificação halal vai nos dar a condição também da exportação para a Arábia Saudita, para o mundo árabe”, afirma Valdomiro.

Internacionalização no foco

O projeto coloca a ovinocultura dentro da estratégia de internacionalização da companhia, que também pretende levar produtos de carne bovina para os Estados Unidos.

Além da indústria, a VPJ aposta em um modelo de produção que envolve pequenos e médios produtores. Em Minas Gerais, a empresa desenvolveu um núcleo com cerca de 50 produtores que adquirem reprodutores da companhia e produzem cordeiros para comercialização.

Segundo Poliseli Junior, um cordeiro pode representar uma receita de até R$ 1 mil para o produtor, dependendo das características e do mercado.

 A estratégia da VPJ é combinar genética, assistência à produção e garantia de compra dos animais para criar maior previsibilidade de receita dentro das propriedades. “É uma ferramenta fantástica para o pequeno e médio produtor, que consegue criar uma receita contínua mensal na fazenda ou na propriedade”, afirma.

O modelo também busca dar previsibilidade à indústria, já que a empresa consegue programar a frequência de abates.

Para a VPJ, essa organização pode ajudar a enfrentar um dos principais desafios da ovinocultura brasileira, que é a dificuldade de estruturar uma cadeia regular de produção e comercialização.

Na avaliação de Poliseli Junior, o Brasil possui potencial para ampliar significativamente a produção de carne ovina, mas a atividade ainda é pouco desenvolvida em comparação com outras cadeias de proteína animal.

A estratégia da VPJ é justamente aproximar genética, produtor e indústria para criar uma cadeia com maior previsibilidade de produção.

Além disso, a empresa mantém um rebanho voltado à produção de reprodutores e utiliza essa genética para fomentar a produção de cordeiros comerciais.

O modelo permite que a empresa atue em diferentes etapas da cadeia, desde a venda de genética até a aquisição dos animais para abate.

A lógica é semelhante à utilizada pela companhia na bovinocultura, na qual a genética é utilizada como ponto de partida para melhorar características dos animais e, posteriormente, agregar valor à carne.

Mercado de hambúrguer

A empresa também desenvolveu um hambúrguer de cordeiro, ampliando as possibilidades de consumo da proteína. A iniciativa acompanha o movimento de expansão do mercado de hambúrgueres e busca aproximar a carne ovina de consumidores que já estão familiarizados com produtos de preparo rápido.

Para a empresa, a diversificação também ajuda a criar novas possibilidades de agregação de valor para a carne de cordeiro.

Com relação ao varejo brasileiro, o produto vem ganhando espaço nas gôndolas de supermercados, indicando uma ampliação das opções disponíveis ao consumidor.

O avanço, porém, ainda ocorre em um mercado menor que o das principais proteínas animais. É justamente nesse espaço que a empresa pretende atuar, estruturando uma cadeia que combine genética, produção, abate, industrialização e comercialização.

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Voo internacional da Azul enfrenta forte turbulência, 4 passageiros sem cinto ‘saem voando’ e sofrem diversas lesões


Uma investigação sobre uma turbulência durante um voo da Azul, em novembro de 2022, apontou que quatro passageiros ficaram feridos, um deles com lesões graves. O relatório sobre a ocorrência afirmou que o avião, ao se aproximar de uma área com instabilidade climática teve o luminoso “apertem os cintos” aceso e, 40 segundos depois, a aeronave enfrentou uma área de turbulência severa e de curto prazo.

Quatro passageiros que estavam sem os cintos foram arremessados dos assentos. O documento aponta que a pessoa que estava na poltrona 25D quebrou o pulso e uma vértebra lombar; os outros três tiveram ferimentos leves. Nenhum tripulante se machucou.

Ao todo, o Airbus A330 transportava 193 passageiros e 14 tripulantes. 

CNN Brasil teve acesso ao relatório do CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) publicado nesta sexta-feira (21).

O voo

O avião decolou de Viracopos, em Campinas (SP), com destino ao Aeroporto de Orlando, nos Estados Unidos. Durante a fase de cruzeiro, quando o Airbus passava por cima de Manaus (AM), na região amazônica, enfrentou uma área de turbulência severa.  

A turbulência durou 55 segundos e o passageiro com lesões graves foi projetado para cima, bateu o próprio braço na poltrona e caiu no corredor.

Lesões dos passageiros

  • Assento 25D –  Fratura punho e vértebra lombar (grave)
  • Assento 35C –  Contusão na região do abdômen (leve).
  • Assento 26G – Contusão na cabeça (leve)
  • Assento 28D – Contusão na cabeça (leve)

A investigação concluiu  as condições meteorológicas adversas estão entre os fatores contribuintes da ocorrência e a importância das companhias áreas de reforçarem a conscientização do cinto de segurança afivelado sempre que estiverem sentados, independentemente das condições meteorológicas ou da indicação do aviso luminoso

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A importância do cinto

Ainda segundo o documento, de acordo com o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos, o uso do cinto de segurança é essencial para prevenção de acidentes como este.

“O estudo analisou 111 acidentes relacionados à turbulência registrados e concluiu que o uso do cinto de segurança foi fator crítico para a prevenção de lesões graves. Entre os 123 ocupantes gravemente lesionados nos acidentes, apenas um passageiro estava utilizando o cinto no momento do evento de turbulência e […] 83,5% dos comissários de bordo não faziam uso do cinto de segurança quando sofreram lesões”, diz trecho da investigação do Cenipa.

A CNN Brasil entrou em contato com a empresa Azul e aguarda retorno. O espaço segue aberto.



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