As exportações brasileiras da Agropecuária cresceram 11,4% em agosto, equivalente a um incremento de US$ 7,6 bilhões na comparação com o mesmo mês do ano passado. Entre julho e agosto, o setor acrescentou US$ 760 milhões às vendas externas no período, segundo os dados divulgados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) nesta sexta-feira (4).
O resultado veio principalmente do avanço da soja, do café não torrado e dos animais vivos.
A soja foi o principal produto responsável pelo crescimento da Agropecuária. As exportações aumentaram 14% em relação a agosto de 2025, com acréscimo de US$ 540 milhões.
O café não torrado avançou 24,1%, com US$ 210 milhões a mais em vendas. Já os embarques de animais vivos cresceram 174,3%, com aumento de US$ 170 milhões. Também houve alta de 45,5% nas exportações de algodão em bruto.
Europa ganha espaço
O avanço do agro ocorreu em diferentes mercados. Na Europa, as exportações de soja cresceram 180,5% em agosto, com incremento de US$ 300 milhões ante o mesmo mês do ano anterior. A carne bovina também teve forte expansão, de 100,7%, enquanto as vendas de café não torrado avançaram 33,7%, com acréscimo de US$ 200 milhões.
Na Ásia, as carnes de aves foram um dos principais destaques entre os produtos ligados ao agronegócio, com crescimento de 119,3% e aumento de US$ 200 milhões. As vendas de farelo de soja e outros alimentos para animais cresceram 46,5%, com acréscimo de US$ 100 milhões. A soja teve alta de 1,9% no mercado asiático, com aumento de US$ 100 milhões.
Na América do Norte, as exportações de carne bovina cresceram 130,8%, enquanto as de soja avançaram 171,5%. Em ambos os casos, o aumento foi de cerca de US$ 100 milhões.
Exportações para China caem
O mapa dos destinos, porém, não foi uniforme. Enquanto países europeus e asiáticos ampliaram as compras brasileiras, a China registrou queda nas importações de produtos brasileiros em agosto. As exportações totais para o país recuaram 10,9%, de US$ 9,36 bilhões para US$ 8,34 bilhões.
A queda também apareceu na América do Sul. As exportações para a Argentina diminuíram 9,6%, com redução de US$ 200 milhões, enquanto as vendas para o Chile caíram 22,7%, com recuo de US$ 100 milhões.
Do outro lado, a Índia teve o maior crescimento entre os destinos brasileiros em agosto. As exportações para o país aumentaram 213%, com acréscimo de US$ 1 bilhão. Taiwan, Bangladesh e Paquistão também registraram expansão. Na Europa, Espanha, Itália, Polônia, Alemanha e Bélgica ampliaram as compras brasileiras.
Os Estados Unidos também registraram aumento de 12,1% nas exportações brasileiras, com acréscimo de US$ 300 milhões.
Resultado do ano continua positivo
No acumulado de janeiro a agosto, a Agropecuária mantém trajetória de crescimento. As exportações do setor aumentaram 9,5% em relação ao mesmo período de 2025, com acréscimo de US$ 5 bilhões.
A soja continua sendo o principal motor desse resultado, com alta de 15,2% e aumento de US$ 5,19 bilhões nas vendas. Também cresceram os embarques de animais vivos, algodão em bruto, frutas e nozes e arroz.
No conceito mais amplo de agronegócio, que inclui produtos agroindustriais classificados pela Secex na Indústria de Transformação, o desempenho também foi positivo. Em agosto, as exportações de carnes de aves cresceram 40,5%, com aumento de US$ 270 milhões, e as de farelos de soja e outros alimentos para animais avançaram 36,6%, com acréscimo de US$ 250 milhões.
No acumulado do ano, as vendas externas de carnes de aves cresceram 22,4%, com US$ 1,27 bilhão a mais, enquanto as de farelos de soja e outros alimentos para animais avançaram 18,8%, com aumento de US$ 1,08 bilhão.



