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Cidade de SP registra 1.445 km de lentidão, o 2º maior índice de 2026


A cidade de São Paulo registrou 1.445 km de lentidão na tarde desta sexta-feira (4). O índice é o segundo maior de 2026 e o terceiro dos últimos sete anos, segundo monitoramento feito pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

O número foi alcançado por volta das 18h, em uma sexta que precede um feriado prolongado do 7 de setembro. A virada brusca no tempo, com chuva a partir do início da noite, também ajudou a complicar ainda mais a vida do motorista.

O pior índice de congestionamento de 2026 na capital paulista foi registrado no dia 24 de junho, dia em que a seleção brasileira jogou pela Copa do Mundo. A cidade contabilizou 1.690 quilômetros de lentidão.

O recorde histórico de trânsito na capital paulista é do dia 5 de setembro de 2019, quando São Paulo atingiu 1.902 km de congestionamento — na época, a CET já tinha firmado parceria com o Waze e a base de dados foi modificada, uma vez que o número de vias foi ampliado e mais lentidão passou a ser registrada.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu um alerta para a previsão de chuvas fortes entre sábado (5) e segunda-feira (7) durante o feriado prolongado. A passagem de uma frente fria pode provocar acumulados elevados e aumentar o risco de alagamentos, inundações e deslizamentos de terra.

No momento, nenhuma área da cidade está em estado de atenção, nem há pontos de alagamento, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).



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Trump celebra payroll e atribui alta do emprego nos EUA às tarifas


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou na noite desta sexta-feira, 4, os dados do payroll em agosto, que vieram acima das projeções de analistas, e associou o desempenho da economia a políticas comerciais e tributárias de seu governo.

Em mensagens na Truth Social, Trump classificou o resultado como “ótima notícia” e criticou as estimativas de consultorias e casas de análise, que projetavam números quase três vezes menores do que o dado oficial.

A economia dos Estados Unidos criou 162 mil empregos em agosto, em termos líquidos. As estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast variavam de zero até criação de 125 mil postos de trabalho, com mediana de 55 mil. Trump também defendeu o uso das tarifas e destacou que os efeitos de sua gestão estariam aparecendo em “muitas indústrias”, e estariam trazendo de volta empregos de manufatura para os Estados Unidos “como nunca antes”.

O presidente também citou a expansão de investimentos industriais e disse que, em breve, as fábricas nos Estados Unidos estarão “repletas de trabalhadores americanos”. O presidente também citou o setor de viagens e turismo, classificando o período do verão no Hemisfério Norte como “incrível para as viagens americanas” e destacou a Copa do Mundo da Fifa, dizendo que o evento sozinho teria gerado mais de US$ 18 bilhões para a economia e apoiado mais de 160 mil empregos.



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Exportações de carne bovina para a China despencam 89,8% em agosto

As exportações brasileiras de carne bovina in natura para a China despencaram em agosto e registraram o pior resultado desde dezembro de 2021. O Brasil embarcou apenas 16 mil toneladas para o mercado chinês no mês, queda de 89,83% em relação às 158 mil toneladas exportadas em agosto de 2025.

Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, o volume exportado em agosto foi excepcionalmente baixo.“16 mil toneladas de carnes exportadas em agosto pra China, pior desempenho desde dezembro de 2021.”

O analista destaca que o resultado representa uma forte desaceleração dos embarques brasileiros para o principal destino da carne bovina do país.“Fazia muito tempo que eu não via um desempenho assim tão ruim assim””, comentou.

A retração ocorre após o Brasil ultrapassar a cota tarifária estabelecida pela China para as importações de carne bovina. Com o limite atingido, o volume excedente fica sujeito à tarifa integral de importação, reduzindo a competitividade do produto brasileiro no mercado chinês.

Segundo dados do Secex (Secretária do Comércio Exterior), compilados pela Safras & Mercado, o Brasil exportou 1,205 milhão de toneladas de carne bovina para a China entre janeiro e agosto de 2026. O volume equivale a 108,99% da cota anual de 1,106 milhão de toneladas.

O ritmo de embarques acelerou principalmente no segundo trimestre deste ano. O pico dos embarques foi registrado em maio, o Brasil exportou 154,8 mil toneladas para a China, alta de 39,42% em relação ao mesmo mês de 2025. Em junho, foram 158,3 mil toneladas, avanço de 17,81% na comparação anual.

Depois disso, o fluxo começou a perder força e em julho, os embarques recuaram para 82,7 mil toneladas, queda de 47,78% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em agosto, o volume desabou para 16,08 mil toneladas.

O cenário também aumenta a pressão sobre os frigoríficos brasileiros, que precisam buscar destinos alternativos para parte da produção. A China concentra uma parcela relevante das compras externas de carne bovina do Brasil, e substituir rapidamente esse volume por outros mercados não é simples.

Enquanto o Brasil já ultrapassou sua cota anual, outros fornecedores ainda possuem espaço relevante para ampliar as vendas ao mercado chinês. Até julho, a Argentina havia utilizado 52,40% de sua cota de 511 mil toneladas, enquanto o Uruguai havia utilizado apenas 28,05% de um limite de 324 mil toneladas.

A Nova Zelândia também tinha utilizado 36,44% de sua cota de 206 mil toneladas. Os Estados Unidos, por sua vez, haviam utilizado apenas 0,60% de um limite de 164 mil toneladas.

Mesmo diante da forte redução das exportações para a China, o analista aponta que a arroba do boi gordo permanece sustentada no mercado físico brasileiro. Um dos principais fatores de suporte está na menor disponibilidade de animais prontos para o abate no segundo semestre.

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Café fecha em alta em Nova York após semana de baixas

Os preços do café encerraram a sessão desta sexta-feira (04) em alta, em um movimento de consolidação após as perdas acumuladas ao longo da semana. Na bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em dezembro avançou 0,08%, negociado a US$ 2,95 por libra-peso.

A recuperação ocorre depois de uma forte pressão sobre as cotações nos últimos dias. A análise do Barchart apontou que o arábica chegou à mínima de um mês, enquanto o robusta atingiu o menor nível em três meses.

Segundo a Barchart, o mercado vem sendo pressionado pela expectativa de aumento da oferta com o avanço da safra brasileira. A situação nos armazéns também reforça essa percepção. A maioria das unidades no Brasil já não está aceitando novos carregamentos devido à redução do espaço disponível.

O cenário pode aumentar a pressão para que produtores que vinham segurando as vendas na expectativa de preços mais altos coloquem mais café no mercado, à medida que a capacidade de armazenamento se aproxima do limite.

Cacau

O mercado de cacau encerrou a sessão em alta moderada, com os preços sustentados por movimentos de cobertura de posições vendidas antes do fim de semana.

O contrato para entrega em dezembro avançou 0,23% e terminou o dia negociado a US$ 6.188 por tonelada. Com o resultado, as cotações se mantiveram acima das mínimas de uma semana registradas na sessão anterior.

Na sessão anterior, os preços recuaram para os menores níveis da semana diante de sinais de que a oferta deve ser suficiente para atender à demanda no curto prazo.

A Barry Callebaut AG, maior processadora de cacau do mundo, afirmou que o mercado global está bem abastecido. Segundo a companhia, esse cenário deixa a cadeia mais preparada para administrar eventuais riscos de oferta do que durante o El Niño de 2023/24, quando as condições climáticas contribuíram para levar os preços do cacau a níveis recordes.

Algodão

Os contratos futuros de algodão encerraram a sessão próximos da estabilidade, com o mercado acompanhando fatores externos e os dados de exportação da commodity.

O contrato para entrega em dezembro recuou 0,14% e terminou negociado a 86,33 centavos de dólar por libra-peso. O vencimento de outubro também registrou baixa, acumulando queda de 73 pontos.

De acordo com o Barchart, entre os fatores acompanhados pelos investidores estiveram o avanço do petróleo bruto, que subiu 38 centavos de dólar por barril, e a queda de 0,190 ponto no índice do dólar americano. As negociações serão retomadas após o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.

No mercado externo, o relatório de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostrou que as vendas de algodão para a safra 2026/27 somam 4,36 milhões de fardos, alta de 19% em relação ao mesmo período do ano passado.

O volume representa 38% da projeção de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, abaixo da média de 45% registrada nos últimos cinco anos.

Açúcar

Os preços do açúcar encerraram a sessão sem direção definida nas bolsas internacionais, enquanto o mercado segue pressionado pelas incertezas sobre a demanda indiana.

Em Nova York, o contrato com vencimento em outubro ficou estável, a 18,07 centavos de dólar por libra-peso. O Barchart apontou que as cotações recuaram nas duas últimas sessões diante das especulações de que a Índia poderá importar menos açúcar do que o inicialmente previsto.

O governo indiano reduziu de 400 para 200 toneladas o limite de estoque permitido para revendedores de açúcar, em uma medida válida entre 15 de setembro e 20 de novembro. A decisão busca conter a especulação e ampliar a disponibilidade do produto no mercado doméstico.

Com estoques internos maiores, a medida pode reduzir a necessidade de importações pela Índia e aumentar a oferta disponível no mercado, limitando o espaço para novas altas nas cotações.

Apesar da pressão recente, o mercado vinha sustentado pela perspectiva de déficit global. A Organização Internacional do Açúcar projetou nesta semana um déficit de 200 mil toneladas para a safra 2026/27, após estimar um superávit de 1,1 milhão de toneladas na temporada 2025/26.

Esse cenário chegou a levar o açúcar negociado em Nova York à maior cotação em cerca de 16 meses, enquanto o contrato em Londres atingiu o maior nível em uma semana.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja com vencimento em novembro encerrou a sessão em alta de 0,26%, negociado a US$ 1,56 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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Com novo tarifaço de Trump, exportações para os EUA caem quase 10% no ano até agosto


Com o novo tarifaço do governo de Donald Trump contra o Brasil, as exportações para os Estados Unidos já acumulam queda de 9,7% no ano até agosto, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Em agosto, primeiro mês fechado da taxação de 37,5% sobre parte da pauta exportadora brasileira, houve alta de 12,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, que foi quando Trump implementou a primeira taxação sobre o Brasil – naquela época a tarifa chegava a 50%.

Foram US$ 3,190 bilhões (contra US$ 2,845 bilhões no mesmo mês de 2025) em artigos enviados para a maior economia do mundo no mês passado e US$ 24,105 bilhões no acumulado do ano (contra US$ 26,705 bilhões de janeiro a agosto do ano passado).

Apesar do baque nas vendas para os americanos, as exportações brasileiras cresceram 10,3% (US$ 250,9 bilhões) no acumulado do ano até agosto graças ao aumento dos embarques para outros países. As importações aumentaram 6,1% (US$ 195,5 bilhões). O saldo foi superavitário em US$ 55,3 bilhões.

Em agosto, o superávit foi de US$ 7,394 bilhões, um aumento de 23,8% frente ao oitavo mês de 2025. O número foi resultado de US$ 33,2 bilhões em exportações (12,2%) US$ 25,8 bilhões em compras do exterior (9,2%) .

No final de julho, o governo Trump adotou duas novas tarifas adicionais sobre as exportações brasileiras. A primeira sobretaxa, de 25%, foi imposta sob a acusação de supostas práticas comerciais desleais por parte do Brasil. Já a taxação de 12,5% foi aplicada por suposta falha do país em barrar importações de produtos fabricados com trabalho forçado. 



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Trump anuncia pacote para ampliar concorrência e recuperar rebanho nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (4) duas ordens executivas voltadas à pecuária americana, com medidas para ampliar a proteção dos rebanhos, aumentar a concorrência entre frigoríficos, expandir a capacidade de processamento e dar mais transparência aos consumidores sobre a origem da carne bovina.

As ações fazem parte da estratégia do governo americano para reconstruir o rebanho bovino do país, que está no menor nível desde a década de 1950. Segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), as novas medidas dão continuidade ao Plano do USDA para Fortalecer a Indústria de Carne Bovina Americana, lançado em 2025, e à iniciativa “Pecuaristas em Primeiro Lugar”, anunciada nesta semana.

“Nos últimos 19 meses, o USDA trabalhou incansavelmente para defender e promover os pecuaristas do nosso país”, afirmou a secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins. Segundo ela, as ações buscam aumentar a retenção de novilhas, ampliar as oportunidades de mercado e modernizar a indústria sem reduzir os padrões de segurança alimentar.

Uma das ordens executivas determina que o Departamento do Interior avalie a possibilidade de retirar ou reclassificar lobos-cinzentos e lobos-mexicanos da lista de espécies ameaçadas de extinção, sendo que esses animais estão sendo responsáveis por atacar o rebanho americano.

A medida também prevê mudanças nos mecanismos de indenização a pecuaristas por perdas provocadas por predadores e facilita autorizações para abates letais quando considerados necessários.

O governo também pretende avançar na rotulagem de origem da carne bovina. A Casa Branca determinou que o USDA, em conjunto com o Representante Comercial dos Estados Unidos, revise as regras relacionadas à rotulagem obrigatória do país de origem para produtos bovinos. A iniciativa parte do atual selo voluntário “Produto dos EUA”.

Outro eixo do pacote é o aumento da concorrência no mercado de gado e de carne. O USDA deverá priorizar investigações sobre possíveis violações da legislação que regula frigoríficos e mercados pecuários e ampliar recursos e pessoal destinados à fiscalização. O departamento também deverá manter coordenação com o Departamento de Justiça para fortalecer as ações de fiscalização.

O governo Trump também quer ampliar a participação de pequenos frigoríficos regionais. A ordem executiva determina a expansão de programas que permitem que carne inspecionada em âmbito estadual seja comercializada entre diferentes estados. Além disso, o USDA deverá criar um “balcão único” e um programa de assistência técnica para pequenos e microprocessadores, além de modernizar normas de inspeção para reduzir burocracia.

Entre as medidas anunciadas nesta sexta-feira está ainda a inclusão de quase 1 milhão de novas áreas de pastagens no Programa de Reserva de Conservação, que prevê pagamentos de arrendamento e compartilhamento de custos para produtores que mantêm áreas de pastagem e campos de pastoreio.

O USDA também pretende quase dobrar o número de produtores e frigoríficos participantes do Programa de Classificação Remota do Serviço de Marketing Agrícola. A iniciativa utiliza smartphones, aplicativos e sistemas de gerenciamento de dados para permitir que classificações de carcaças sejam realizadas remotamente.

Outra frente envolve a expansão do Programa de Classificação Aprimorada por Instrumentos. Atualmente, a tecnologia é utilizada em cerca de 20% do gado confinado abatido nos Estados Unidos, equivalente a aproximadamente 20 mil animais por dia. Segundo o USDA, a ferramenta pode reduzir a necessidade de mão de obra para classificação em algumas unidades, gerando economia para os frigoríficos.

O departamento também pretende utilizar sua força-tarefa jurídica para enfrentar processos considerados abusivos que afetem operações pecuárias, especialmente ações relacionadas a alegações de desapropriação.

Reconstrução do rebanho

A reconstrução do rebanho americano é um dos principais objetivos da política anunciada pelo governo Trump. Entre as medidas apresentadas anteriormente está a criação de ferramentas para estimular a retenção de novilhas, incluindo um selo de aprovação para iniciativas de retenção e desenvolvimento do rebanho.

O governo também ampliou mecanismos de gestão de risco para produtores afetados por incêndios, secas e outros desastres naturais, além de reduzir o limite para acesso a pagamentos destinados a perdas de pastagens provocadas pela seca.

Outra medida elevou para 100% do valor de mercado a indenização por perdas de gado provocadas por predadores classificados como ameaçados ou protegidos. O USDA também aumentou a indenização relacionada à morte de animais não nascidos.

Na área de crédito e processamento, o governo criou o programa SPUR, destinado a fortalecer a capacidade de processamento regional. A iniciativa recebeu US$ 500 milhões para apoiar pequenos e médios frigoríficos de carne bovina.

O USDA também destinou US$ 60 milhões para uma nova rodada do Programa de Expansão do Processamento de Carnes e Aves e outros US$ 20 milhões para reduzir custos relacionados a horas extras e inspeções em feriados para pequenos e microprocessadores.

Mais acesso ao mercado

A estratégia americana também inclui a abertura de novos mercados para a carne bovina produzida no país. Segundo o USDA, o governo Trump estabeleceu 20 novos acordos ou estruturas comerciais envolvendo países e regiões como China, Reino Unido, Indonésia, União Europeia, Coreia do Sul, Japão, Argentina, Austrália e Vietnã, entre outros.

O governo também passou a priorizar a compra de carne bovina americana em programas e instalações federais, incluindo ações envolvendo os departamentos de Defesa, Saúde e Serviços Humanos, Justiça e Assuntos de Veteranos.

A estratégia inclui ainda a ampliação do acesso à carne bovina produzida localmente em programas de alimentação escolar.

No campo tecnológico, o USDA lançou o projeto de inteligência artificial, que utiliza novas tecnologias para automatizar a avaliação de bovinos vivos e aumentar a consistência das informações disponíveis ao mercado.

As medidas desta sexta-feira se somam a outras iniciativas do governo Trump voltadas à pecuária, incluindo ações contra o verme-da-berne do Novo Mundo, investimentos em fertilizantes, apoio a serviços veterinários rurais e programas de formação de novos profissionais para o setor.

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Mansão considerada mais cara do Brasil começa a ser demolida para dar lugar a condomínio


Considerada uma das casas mais cara do País, a mansão em estilo clássico inglês erguida na década de 1980 no Jardim Pernambuco, no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro, começou a ser demolida esta semana. O imóvel, que já foi cenário de novelas da Rede Globo, é avaliado em R$ 220 milhões e dará lugar a um condomínio fechado com dez casas.

Construída em 1986 pela família Amaral, ex-proprietária da antiga rede de supermercados Disco, a residência principal conta com 2,5 mil metros quadrados de área construída, seis suítes, 18 banheiros, piscina semiolímpica, biblioteca, heliponto e estrutura de apoio independente dedicada aos funcionários do complexo.

O projeto imobiliário, batizado de Estância Pernambuco, prevê o fracionamento do terreno de 11,5 mil metros quadrados em dez lotes. As unidades do novo empreendimento estão cotadas a partir de R$ 19 milhões, com estimativas de que o Valor Geral de Vendas (VGV) do projeto ultrapasse R$ 350 milhões.

O processo de desmontagem e demolição da estrutura deve se estender pelos próximos três meses.

O novo condomínio

O condomínio que será construído no local conta com um parque e bosque de mata nativa com acesso privativo em uma área de 8.000 m², além de um mirante exclusivo, praça, playground e quadras esportivas. O empreendimento vai oferecer aos moradores serviços compartilhados, como jardineiro, piscineiro, manutenção, administração, portaria 24h e serviços de apoio para deslocamento interno.



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Exportações brasileiras à China caem 10,9% em agosto ante igual mês de 2025


As exportações de produtos brasileiros para a China caíram 10,9% em agosto de 2026, somando US$ 8,340 bilhões, ante US$ 9,361 bilhões em agosto de 2025.

Pelo lado das importações, houve crescimento de 21,3% nas compras vindas da China em agosto, totalizando US$ 6,609 bilhões no mês, ante US$ 5,449 bilhões em igual mês do ano passado.

Com isso, o Brasil teve superávit de US$ 1,731 bilhão com o país asiático no oitavo mês deste ano.

Acumulado do ano

No período de janeiro a agosto de 2026, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para China cresceram 15,0% e atingiram US$ 77,070 bilhões. As importações cresceram 9,5% e totalizaram US$ 51,561 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial com a China apresentou superávit de US$ 25,509 bilhões.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Cota de carne

O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, afirmou que o Ministério do Comércio chinês fez a última comunicação sobre o porcentual da cota brasileira à carne bovina em 10 de agosto, com a informação de que o Brasil já utilizou 90% da cota. Segundo ele, provavelmente esse comunicado causou o efeito de redução do ritmo de embarques do produto ao país asiático.

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O governo chinês anunciou ainda no ano passado a decisão de aplicar uma tarifa de 55% sobre a carne bovina para as importações que ultrapassarem a cota estabelecida para cada país. A cota brasileira livre de taxação adicional é de 1,106 milhão de toneladas para 2026.

Brandão disse que o governo da China não apresentou um novo comunicado, mas é esperado o atingimento dessa cota no mês de agosto.

“Provavelmente os exportadores já se anteciparam, já diminuíram o volume de embarques para não correr o risco ou diminuir o risco de serem tarifados na China na tarifa extra-cota”, avaliou o técnico, em coletiva de imprensa sobre os dados da balança comercial brasileira de julho. “É esperado, sim, que a a extra-cota na taxa de 55% cause uma redução dos embarques de carne para esse destino, mas o Ministério de Comércio da China ainda não comunicou sobre esse atingimento.”

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Exportações do agro crescem 11,4% em agosto, puxadas por soja e café

As exportações brasileiras da Agropecuária cresceram 11,4% em agosto, equivalente a um incremento de US$ 7,6 bilhões na comparação com o mesmo mês do ano passado. Entre julho e agosto, o setor acrescentou US$ 760 milhões às vendas externas no período, segundo os dados divulgados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) nesta sexta-feira (4).

O resultado veio principalmente do avanço da soja, do café não torrado e dos animais vivos.

A soja foi o principal produto responsável pelo crescimento da Agropecuária. As exportações aumentaram 14% em relação a agosto de 2025, com acréscimo de US$ 540 milhões.

O café não torrado avançou 24,1%, com US$ 210 milhões a mais em vendas. Já os embarques de animais vivos cresceram 174,3%, com aumento de US$ 170 milhões. Também houve alta de 45,5% nas exportações de algodão em bruto.

Europa ganha espaço

O avanço do agro ocorreu em diferentes mercados. Na Europa, as exportações de soja cresceram 180,5% em agosto, com incremento de US$ 300 milhões ante o mesmo mês do ano anterior. A carne bovina também teve forte expansão, de 100,7%, enquanto as vendas de café não torrado avançaram 33,7%, com acréscimo de US$ 200 milhões.

Na Ásia, as carnes de aves foram um dos principais destaques entre os produtos ligados ao agronegócio, com crescimento de 119,3% e aumento de US$ 200 milhões. As vendas de farelo de soja e outros alimentos para animais cresceram 46,5%, com acréscimo de US$ 100 milhões. A soja teve alta de 1,9% no mercado asiático, com aumento de US$ 100 milhões.

Na América do Norte, as exportações de carne bovina cresceram 130,8%, enquanto as de soja avançaram 171,5%. Em ambos os casos, o aumento foi de cerca de US$ 100 milhões.

Exportações para China caem

O mapa dos destinos, porém, não foi uniforme. Enquanto países europeus e asiáticos ampliaram as compras brasileiras, a China registrou queda nas importações de produtos brasileiros em agosto. As exportações totais para o país recuaram 10,9%, de US$ 9,36 bilhões para US$ 8,34 bilhões.

A queda também apareceu na América do Sul. As exportações para a Argentina diminuíram 9,6%, com redução de US$ 200 milhões, enquanto as vendas para o Chile caíram 22,7%, com recuo de US$ 100 milhões.

Do outro lado, a Índia teve o maior crescimento entre os destinos brasileiros em agosto. As exportações para o país aumentaram 213%, com acréscimo de US$ 1 bilhão. Taiwan, Bangladesh e Paquistão também registraram expansão. Na Europa, Espanha, Itália, Polônia, Alemanha e Bélgica ampliaram as compras brasileiras.

Os Estados Unidos também registraram aumento de 12,1% nas exportações brasileiras, com acréscimo de US$ 300 milhões.

Resultado do ano continua positivo

No acumulado de janeiro a agosto, a Agropecuária mantém trajetória de crescimento. As exportações do setor aumentaram 9,5% em relação ao mesmo período de 2025, com acréscimo de US$ 5 bilhões.

A soja continua sendo o principal motor desse resultado, com alta de 15,2% e aumento de US$ 5,19 bilhões nas vendas. Também cresceram os embarques de animais vivos, algodão em bruto, frutas e nozes e arroz.

No conceito mais amplo de agronegócio, que inclui produtos agroindustriais classificados pela Secex na Indústria de Transformação, o desempenho também foi positivo. Em agosto, as exportações de carnes de aves cresceram 40,5%, com aumento de US$ 270 milhões, e as de farelos de soja e outros alimentos para animais avançaram 36,6%, com acréscimo de US$ 250 milhões.

No acumulado do ano, as vendas externas de carnes de aves cresceram 22,4%, com US$ 1,27 bilhão a mais, enquanto as de farelos de soja e outros alimentos para animais avançaram 18,8%, com aumento de US$ 1,08 bilhão.

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Brasil vende mais para EUA apesar de tarifas e tem superávit comercial de US$7,394 bi


SÃO PAULO, 4 Set (Reuters) – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$7,394 bilhões em agosto, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta sexta-feira, com as vendas para os Estados Unidos apresentando alta na comparação com o mesmo período do ano passado, apesar das tarifas norte-americanas.

As exportações em agosto foram de US$33,158 bilhões e as importações somaram US$25,764 bilhões.

Pesquisa da Reuters com economistas apontava expectativa de saldo positivo de US$7,136 bilhões para o período. Na comparação com agosto de 2026, o saldo cresceu 23,8%.

A Secex, que está ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), informou que o saldo comercial acumulado no ano até agosto foi positivo em US$55,318 bilhões, valor 28,2% superior ao verificado no mesmo período do ano passado.

O desempenho foi resultado de exportações de US$250,855 bilhões, contra importações de US$195,538 bilhões.

Em meio às novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros, que começaram a ser aplicadas ao longo do mês de julho, os EUA mantiveram sua participação nas exportações do Brasil.

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Os EUA absorveram em agosto uma fatia de 9,6% das vendas do Brasil, mesmo percentual de um ano antes.

No mês, o valor exportado para os EUA foi de US$3,190 bilhões, o que representa um crescimento de 12,1% em relação ao verificado em agosto do ano passado.

O crescimento do valor exportado para os EUA está ligado, conforme os dados da Secex, ao aumento de 8,6% dos preços das mercadorias vendidas, uma vez que a quantidade de produtos comercializados caiu 3,1% em agosto.

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“O aumento de exportações para os EUA em agosto está calcado no crescimento de preços”, destacou o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, lembrando que cerca de 20% dos produtos brasileiros vendidos aos EUA passaram a ser afetados por tarifas.

“Temos produtos tarifados e não tarifados crescendo para os EUA, e é esperado que as tarifas já tenham algum efeito em agosto, já que elas começaram a vigorar no fim de julho”, disse Brandão, acrescentando que, como a pauta de bens atingidos é variada, o MDIC precisa de mais tempo para avaliar os impactos.

Entre os produtos de destaque na exportação do Brasil para os EUA em agosto estão aeronaves, suco de frutas e carnes — itens que estão fora da tarifação e, por isso, estão mais sujeitos às condições de mercado.

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Apesar do bom resultado em agosto, no acumulado dos oito primeiros meses do ano as exportações brasileiras para os EUA acumularam queda de 9,7% ante o mesmo período do ano passado, somando US$24,105 bilhões. Neste caso, os preços dos produtos cresceram 3,2%, mas a quantidade diminuiu 13,6%.



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