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Com novo tarifaço de Trump, exportações para os EUA caem quase 10% no ano até agosto


Com o novo tarifaço do governo de Donald Trump contra o Brasil, as exportações para os Estados Unidos já acumulam queda de 9,7% no ano até agosto, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Em agosto, primeiro mês fechado da taxação de 37,5% sobre parte da pauta exportadora brasileira, houve alta de 12,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, que foi quando Trump implementou a primeira taxação sobre o Brasil – naquela época a tarifa chegava a 50%.

Foram US$ 3,190 bilhões (contra US$ 2,845 bilhões no mesmo mês de 2025) em artigos enviados para a maior economia do mundo no mês passado e US$ 24,105 bilhões no acumulado do ano (contra US$ 26,705 bilhões de janeiro a agosto do ano passado).

Apesar do baque nas vendas para os americanos, as exportações brasileiras cresceram 10,3% (US$ 250,9 bilhões) no acumulado do ano até agosto graças ao aumento dos embarques para outros países. As importações aumentaram 6,1% (US$ 195,5 bilhões). O saldo foi superavitário em US$ 55,3 bilhões.

Em agosto, o superávit foi de US$ 7,394 bilhões, um aumento de 23,8% frente ao oitavo mês de 2025. O número foi resultado de US$ 33,2 bilhões em exportações (12,2%) US$ 25,8 bilhões em compras do exterior (9,2%) .

No final de julho, o governo Trump adotou duas novas tarifas adicionais sobre as exportações brasileiras. A primeira sobretaxa, de 25%, foi imposta sob a acusação de supostas práticas comerciais desleais por parte do Brasil. Já a taxação de 12,5% foi aplicada por suposta falha do país em barrar importações de produtos fabricados com trabalho forçado. 



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Trump anuncia pacote para ampliar concorrência e recuperar rebanho nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (4) duas ordens executivas voltadas à pecuária americana, com medidas para ampliar a proteção dos rebanhos, aumentar a concorrência entre frigoríficos, expandir a capacidade de processamento e dar mais transparência aos consumidores sobre a origem da carne bovina.

As ações fazem parte da estratégia do governo americano para reconstruir o rebanho bovino do país, que está no menor nível desde a década de 1950. Segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), as novas medidas dão continuidade ao Plano do USDA para Fortalecer a Indústria de Carne Bovina Americana, lançado em 2025, e à iniciativa “Pecuaristas em Primeiro Lugar”, anunciada nesta semana.

“Nos últimos 19 meses, o USDA trabalhou incansavelmente para defender e promover os pecuaristas do nosso país”, afirmou a secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins. Segundo ela, as ações buscam aumentar a retenção de novilhas, ampliar as oportunidades de mercado e modernizar a indústria sem reduzir os padrões de segurança alimentar.

Uma das ordens executivas determina que o Departamento do Interior avalie a possibilidade de retirar ou reclassificar lobos-cinzentos e lobos-mexicanos da lista de espécies ameaçadas de extinção, sendo que esses animais estão sendo responsáveis por atacar o rebanho americano.

A medida também prevê mudanças nos mecanismos de indenização a pecuaristas por perdas provocadas por predadores e facilita autorizações para abates letais quando considerados necessários.

O governo também pretende avançar na rotulagem de origem da carne bovina. A Casa Branca determinou que o USDA, em conjunto com o Representante Comercial dos Estados Unidos, revise as regras relacionadas à rotulagem obrigatória do país de origem para produtos bovinos. A iniciativa parte do atual selo voluntário “Produto dos EUA”.

Outro eixo do pacote é o aumento da concorrência no mercado de gado e de carne. O USDA deverá priorizar investigações sobre possíveis violações da legislação que regula frigoríficos e mercados pecuários e ampliar recursos e pessoal destinados à fiscalização. O departamento também deverá manter coordenação com o Departamento de Justiça para fortalecer as ações de fiscalização.

O governo Trump também quer ampliar a participação de pequenos frigoríficos regionais. A ordem executiva determina a expansão de programas que permitem que carne inspecionada em âmbito estadual seja comercializada entre diferentes estados. Além disso, o USDA deverá criar um “balcão único” e um programa de assistência técnica para pequenos e microprocessadores, além de modernizar normas de inspeção para reduzir burocracia.

Entre as medidas anunciadas nesta sexta-feira está ainda a inclusão de quase 1 milhão de novas áreas de pastagens no Programa de Reserva de Conservação, que prevê pagamentos de arrendamento e compartilhamento de custos para produtores que mantêm áreas de pastagem e campos de pastoreio.

O USDA também pretende quase dobrar o número de produtores e frigoríficos participantes do Programa de Classificação Remota do Serviço de Marketing Agrícola. A iniciativa utiliza smartphones, aplicativos e sistemas de gerenciamento de dados para permitir que classificações de carcaças sejam realizadas remotamente.

Outra frente envolve a expansão do Programa de Classificação Aprimorada por Instrumentos. Atualmente, a tecnologia é utilizada em cerca de 20% do gado confinado abatido nos Estados Unidos, equivalente a aproximadamente 20 mil animais por dia. Segundo o USDA, a ferramenta pode reduzir a necessidade de mão de obra para classificação em algumas unidades, gerando economia para os frigoríficos.

O departamento também pretende utilizar sua força-tarefa jurídica para enfrentar processos considerados abusivos que afetem operações pecuárias, especialmente ações relacionadas a alegações de desapropriação.

Reconstrução do rebanho

A reconstrução do rebanho americano é um dos principais objetivos da política anunciada pelo governo Trump. Entre as medidas apresentadas anteriormente está a criação de ferramentas para estimular a retenção de novilhas, incluindo um selo de aprovação para iniciativas de retenção e desenvolvimento do rebanho.

O governo também ampliou mecanismos de gestão de risco para produtores afetados por incêndios, secas e outros desastres naturais, além de reduzir o limite para acesso a pagamentos destinados a perdas de pastagens provocadas pela seca.

Outra medida elevou para 100% do valor de mercado a indenização por perdas de gado provocadas por predadores classificados como ameaçados ou protegidos. O USDA também aumentou a indenização relacionada à morte de animais não nascidos.

Na área de crédito e processamento, o governo criou o programa SPUR, destinado a fortalecer a capacidade de processamento regional. A iniciativa recebeu US$ 500 milhões para apoiar pequenos e médios frigoríficos de carne bovina.

O USDA também destinou US$ 60 milhões para uma nova rodada do Programa de Expansão do Processamento de Carnes e Aves e outros US$ 20 milhões para reduzir custos relacionados a horas extras e inspeções em feriados para pequenos e microprocessadores.

Mais acesso ao mercado

A estratégia americana também inclui a abertura de novos mercados para a carne bovina produzida no país. Segundo o USDA, o governo Trump estabeleceu 20 novos acordos ou estruturas comerciais envolvendo países e regiões como China, Reino Unido, Indonésia, União Europeia, Coreia do Sul, Japão, Argentina, Austrália e Vietnã, entre outros.

O governo também passou a priorizar a compra de carne bovina americana em programas e instalações federais, incluindo ações envolvendo os departamentos de Defesa, Saúde e Serviços Humanos, Justiça e Assuntos de Veteranos.

A estratégia inclui ainda a ampliação do acesso à carne bovina produzida localmente em programas de alimentação escolar.

No campo tecnológico, o USDA lançou o projeto de inteligência artificial, que utiliza novas tecnologias para automatizar a avaliação de bovinos vivos e aumentar a consistência das informações disponíveis ao mercado.

As medidas desta sexta-feira se somam a outras iniciativas do governo Trump voltadas à pecuária, incluindo ações contra o verme-da-berne do Novo Mundo, investimentos em fertilizantes, apoio a serviços veterinários rurais e programas de formação de novos profissionais para o setor.

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Mansão considerada mais cara do Brasil começa a ser demolida para dar lugar a condomínio


Considerada uma das casas mais cara do País, a mansão em estilo clássico inglês erguida na década de 1980 no Jardim Pernambuco, no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro, começou a ser demolida esta semana. O imóvel, que já foi cenário de novelas da Rede Globo, é avaliado em R$ 220 milhões e dará lugar a um condomínio fechado com dez casas.

Construída em 1986 pela família Amaral, ex-proprietária da antiga rede de supermercados Disco, a residência principal conta com 2,5 mil metros quadrados de área construída, seis suítes, 18 banheiros, piscina semiolímpica, biblioteca, heliponto e estrutura de apoio independente dedicada aos funcionários do complexo.

O projeto imobiliário, batizado de Estância Pernambuco, prevê o fracionamento do terreno de 11,5 mil metros quadrados em dez lotes. As unidades do novo empreendimento estão cotadas a partir de R$ 19 milhões, com estimativas de que o Valor Geral de Vendas (VGV) do projeto ultrapasse R$ 350 milhões.

O processo de desmontagem e demolição da estrutura deve se estender pelos próximos três meses.

O novo condomínio

O condomínio que será construído no local conta com um parque e bosque de mata nativa com acesso privativo em uma área de 8.000 m², além de um mirante exclusivo, praça, playground e quadras esportivas. O empreendimento vai oferecer aos moradores serviços compartilhados, como jardineiro, piscineiro, manutenção, administração, portaria 24h e serviços de apoio para deslocamento interno.



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Exportações brasileiras à China caem 10,9% em agosto ante igual mês de 2025


As exportações de produtos brasileiros para a China caíram 10,9% em agosto de 2026, somando US$ 8,340 bilhões, ante US$ 9,361 bilhões em agosto de 2025.

Pelo lado das importações, houve crescimento de 21,3% nas compras vindas da China em agosto, totalizando US$ 6,609 bilhões no mês, ante US$ 5,449 bilhões em igual mês do ano passado.

Com isso, o Brasil teve superávit de US$ 1,731 bilhão com o país asiático no oitavo mês deste ano.

Acumulado do ano

No período de janeiro a agosto de 2026, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para China cresceram 15,0% e atingiram US$ 77,070 bilhões. As importações cresceram 9,5% e totalizaram US$ 51,561 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial com a China apresentou superávit de US$ 25,509 bilhões.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Cota de carne

O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, afirmou que o Ministério do Comércio chinês fez a última comunicação sobre o porcentual da cota brasileira à carne bovina em 10 de agosto, com a informação de que o Brasil já utilizou 90% da cota. Segundo ele, provavelmente esse comunicado causou o efeito de redução do ritmo de embarques do produto ao país asiático.

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O governo chinês anunciou ainda no ano passado a decisão de aplicar uma tarifa de 55% sobre a carne bovina para as importações que ultrapassarem a cota estabelecida para cada país. A cota brasileira livre de taxação adicional é de 1,106 milhão de toneladas para 2026.

Brandão disse que o governo da China não apresentou um novo comunicado, mas é esperado o atingimento dessa cota no mês de agosto.

“Provavelmente os exportadores já se anteciparam, já diminuíram o volume de embarques para não correr o risco ou diminuir o risco de serem tarifados na China na tarifa extra-cota”, avaliou o técnico, em coletiva de imprensa sobre os dados da balança comercial brasileira de julho. “É esperado, sim, que a a extra-cota na taxa de 55% cause uma redução dos embarques de carne para esse destino, mas o Ministério de Comércio da China ainda não comunicou sobre esse atingimento.”

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Exportações do agro crescem 11,4% em agosto, puxadas por soja e café

As exportações brasileiras da Agropecuária cresceram 11,4% em agosto, equivalente a um incremento de US$ 7,6 bilhões na comparação com o mesmo mês do ano passado. Entre julho e agosto, o setor acrescentou US$ 760 milhões às vendas externas no período, segundo os dados divulgados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) nesta sexta-feira (4).

O resultado veio principalmente do avanço da soja, do café não torrado e dos animais vivos.

A soja foi o principal produto responsável pelo crescimento da Agropecuária. As exportações aumentaram 14% em relação a agosto de 2025, com acréscimo de US$ 540 milhões.

O café não torrado avançou 24,1%, com US$ 210 milhões a mais em vendas. Já os embarques de animais vivos cresceram 174,3%, com aumento de US$ 170 milhões. Também houve alta de 45,5% nas exportações de algodão em bruto.

Europa ganha espaço

O avanço do agro ocorreu em diferentes mercados. Na Europa, as exportações de soja cresceram 180,5% em agosto, com incremento de US$ 300 milhões ante o mesmo mês do ano anterior. A carne bovina também teve forte expansão, de 100,7%, enquanto as vendas de café não torrado avançaram 33,7%, com acréscimo de US$ 200 milhões.

Na Ásia, as carnes de aves foram um dos principais destaques entre os produtos ligados ao agronegócio, com crescimento de 119,3% e aumento de US$ 200 milhões. As vendas de farelo de soja e outros alimentos para animais cresceram 46,5%, com acréscimo de US$ 100 milhões. A soja teve alta de 1,9% no mercado asiático, com aumento de US$ 100 milhões.

Na América do Norte, as exportações de carne bovina cresceram 130,8%, enquanto as de soja avançaram 171,5%. Em ambos os casos, o aumento foi de cerca de US$ 100 milhões.

Exportações para China caem

O mapa dos destinos, porém, não foi uniforme. Enquanto países europeus e asiáticos ampliaram as compras brasileiras, a China registrou queda nas importações de produtos brasileiros em agosto. As exportações totais para o país recuaram 10,9%, de US$ 9,36 bilhões para US$ 8,34 bilhões.

A queda também apareceu na América do Sul. As exportações para a Argentina diminuíram 9,6%, com redução de US$ 200 milhões, enquanto as vendas para o Chile caíram 22,7%, com recuo de US$ 100 milhões.

Do outro lado, a Índia teve o maior crescimento entre os destinos brasileiros em agosto. As exportações para o país aumentaram 213%, com acréscimo de US$ 1 bilhão. Taiwan, Bangladesh e Paquistão também registraram expansão. Na Europa, Espanha, Itália, Polônia, Alemanha e Bélgica ampliaram as compras brasileiras.

Os Estados Unidos também registraram aumento de 12,1% nas exportações brasileiras, com acréscimo de US$ 300 milhões.

Resultado do ano continua positivo

No acumulado de janeiro a agosto, a Agropecuária mantém trajetória de crescimento. As exportações do setor aumentaram 9,5% em relação ao mesmo período de 2025, com acréscimo de US$ 5 bilhões.

A soja continua sendo o principal motor desse resultado, com alta de 15,2% e aumento de US$ 5,19 bilhões nas vendas. Também cresceram os embarques de animais vivos, algodão em bruto, frutas e nozes e arroz.

No conceito mais amplo de agronegócio, que inclui produtos agroindustriais classificados pela Secex na Indústria de Transformação, o desempenho também foi positivo. Em agosto, as exportações de carnes de aves cresceram 40,5%, com aumento de US$ 270 milhões, e as de farelos de soja e outros alimentos para animais avançaram 36,6%, com acréscimo de US$ 250 milhões.

No acumulado do ano, as vendas externas de carnes de aves cresceram 22,4%, com US$ 1,27 bilhão a mais, enquanto as de farelos de soja e outros alimentos para animais avançaram 18,8%, com aumento de US$ 1,08 bilhão.

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Brasil vende mais para EUA apesar de tarifas e tem superávit comercial de US$7,394 bi


SÃO PAULO, 4 Set (Reuters) – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$7,394 bilhões em agosto, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta sexta-feira, com as vendas para os Estados Unidos apresentando alta na comparação com o mesmo período do ano passado, apesar das tarifas norte-americanas.

As exportações em agosto foram de US$33,158 bilhões e as importações somaram US$25,764 bilhões.

Pesquisa da Reuters com economistas apontava expectativa de saldo positivo de US$7,136 bilhões para o período. Na comparação com agosto de 2026, o saldo cresceu 23,8%.

A Secex, que está ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), informou que o saldo comercial acumulado no ano até agosto foi positivo em US$55,318 bilhões, valor 28,2% superior ao verificado no mesmo período do ano passado.

O desempenho foi resultado de exportações de US$250,855 bilhões, contra importações de US$195,538 bilhões.

Em meio às novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros, que começaram a ser aplicadas ao longo do mês de julho, os EUA mantiveram sua participação nas exportações do Brasil.

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Os EUA absorveram em agosto uma fatia de 9,6% das vendas do Brasil, mesmo percentual de um ano antes.

No mês, o valor exportado para os EUA foi de US$3,190 bilhões, o que representa um crescimento de 12,1% em relação ao verificado em agosto do ano passado.

O crescimento do valor exportado para os EUA está ligado, conforme os dados da Secex, ao aumento de 8,6% dos preços das mercadorias vendidas, uma vez que a quantidade de produtos comercializados caiu 3,1% em agosto.

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“O aumento de exportações para os EUA em agosto está calcado no crescimento de preços”, destacou o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, lembrando que cerca de 20% dos produtos brasileiros vendidos aos EUA passaram a ser afetados por tarifas.

“Temos produtos tarifados e não tarifados crescendo para os EUA, e é esperado que as tarifas já tenham algum efeito em agosto, já que elas começaram a vigorar no fim de julho”, disse Brandão, acrescentando que, como a pauta de bens atingidos é variada, o MDIC precisa de mais tempo para avaliar os impactos.

Entre os produtos de destaque na exportação do Brasil para os EUA em agosto estão aeronaves, suco de frutas e carnes — itens que estão fora da tarifação e, por isso, estão mais sujeitos às condições de mercado.

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Apesar do bom resultado em agosto, no acumulado dos oito primeiros meses do ano as exportações brasileiras para os EUA acumularam queda de 9,7% ante o mesmo período do ano passado, somando US$24,105 bilhões. Neste caso, os preços dos produtos cresceram 3,2%, mas a quantidade diminuiu 13,6%.



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Realização de lucros pressiona cotações futuras do milho em Chicago

Os preços do milho recuaram pelo terceiro pregão consecutivo na bolsa de Chicago, em uma sessão marcada pela realização de lucros e pela proximidade do início da colheita nos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira (04), o contrato para entrega em dezembro caiu 0,51% e encerrou o dia negociado a US$ 5,40 por bushel. Apesar da queda, o mercado terminou a semana praticamente estável, após três semanas consecutivas de valorização.

A Granar apontou que a pressão sobre as cotações também veio do aumento das vendas por parte dos agricultores americanos, que aproveitam os preços elevados para comercializar a produção e liberar espaço para a chegada da nova safra.

Por outro lado, as perspectivas para a produção de milho na União Europeia continuam dando sustentação ao mercado. A oferta menor tem levado o bloco a ampliar as importações de grãos e a utilizar mais trigo na alimentação animal.

Outro fator acompanhado pelos investidores são as dificuldades da Ucrânia para escoar a produção pelo Mar Negro. Os sucessivos ataques russos contra portos ucranianos continuam afetando o fluxo de embarques e limitando a oferta disponível no mercado internacional.

Soja

A soja encerrou a sessão em queda na bolsa de Chicago, em um movimento de realização de lucros antes do feriado prolongado nos Estados Unidos. Apesar do recuo, a oleaginosa acumulou a quarta semana consecutiva de valorização.

O contrato para entrega em novembro caiu 0,49% e terminou o dia negociado a US$ 13,09 por bushel.

A Granar apontou que a realização de lucros por fundos de investimento também influenciou outros mercados de commodities. No petróleo, as cotações foram pressionadas ao longo da semana pelas isenções concedidas pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos a 29 pequenas refinarias, que solicitaram dispensa do cumprimento das exigências obrigatórias de mistura de biocombustíveis.

Além disso, a proximidade do início da colheita de soja nos Estados Unidos começa a exercer pressão sobre os preços, com o mercado avaliando as perspectivas de aumento da oferta no país.

Trigo

Os preços do trigo recuaram pelo terceiro pregão consecutivo na bolsa americana, encerrando uma sequência de quatro semanas de valorização. O movimento foi marcado pela realização de lucros por fundos de investimento, que reduziram posições no mercado.

O contrato para entrega em dezembro caiu 2,68% e terminou a sessão negociado a US$ 7,34 por bushel.

A consultoria Granar apontou que entre os fatores que influenciaram as vendas dos contratos estão as declarações do presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre as possibilidades de avanço nas negociações de paz com a Ucrânia. As sinalizações trouxeram algum alívio aos mercados, apesar da continuidade dos ataques entre os dois países.

O conflito também segue afetando o fluxo de cargas pelo Mar Negro. Os ataques à infraestrutura portuária e os riscos à segurança mantêm as operações de embarque e despacho de navios na região bastante restritas, fator que continua sendo acompanhado pelo mercado internacional de trigo.


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Indonésia habilita 21 novas plantas brasileiras de carne bovina

A Indonésia habilitou 21 novas plantas brasileiras para exportação de carne bovina e elevou para 73 o número de estabelecimentos autorizados a vender a proteína ao país asiático. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (4) pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).

A decisão confirma uma movimentação que já havia sido antecipada pela CNN Agro em julho. Na ocasião, a CNN Brasil informou que a Indonésia havia realizado uma nova rodada de auditorias em frigoríficos brasileiros como parte do processo para ampliar o número de unidades autorizadas a exportar ao país.

Segundo apuração da CNN Agro, uma das empresas inspecionadas foi a Golden Imex, localizada em Paranaíba, em Mato Grosso do Sul. Na época, as auditorias eram consideradas uma etapa final antes da possível habilitação das plantas para embarques ao mercado indonésio.

A nova lista inclui estabelecimentos de dez Estados brasileiros, entre eles Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins.

  • Masterboi – 3 unidades
  • Frigosul – 2 unidades
  • JBS – 6 unidades
  • Naturafrig – 2 unidades
  • Silva – 1 unidade
  • Golden Imex – 1 unidade
  • Plena – 2 unidades
  • Frigomarca – 2 unidades
  • Boa Vista – 1 unidade

Com as 21 novas autorizações, o Brasil passa a contar com 73 plantas habilitadas a exportar carne bovina para a Indonésia. Desde 2025, foram 52 novas habilitações para o mercado.

A ampliação ocorre em um momento de busca do setor brasileiro por maior diversificação dos destinos de exportação. A Indonésia, com mais de 280 milhões de habitantes, representa um mercado relevante no Sudeste Asiático e vem ampliando a abertura para fornecedores internacionais de carne bovina.

“Esse resultado mostra a importância do trabalho que o Mapa vem realizando na abertura e ampliação de mercados para a carne bovina brasileira. A Indonésia é um parceiro importante, com o qual temos muito espaço para avançar. A diversificação de destinos fortalece o setor sem alterar uma característica fundamental da nossa produção: cerca de 70% da carne bovina produzida no Brasil permanece no mercado interno. Quanto mais mercados e plantas habilitadas, mais oportunidades criamos para toda a cadeia”, destacou Roberto Perosa, presidente da ABIEC.

Em 2025, o Brasil exportou 43,2 mil toneladas de carne bovina para a Indonésia, que terminou o ano como o 13º maior destino da proteína brasileira.

O movimento também ganha importância diante das restrições enfrentadas atualmente por outros mercados. A União Europeia suspendeu, desde quinta-feira (3), a entrada de produtos de origem animal brasileiros, incluindo carne bovina, em razão das regras do bloco relacionadas ao uso de antimicrobianos. A indústria também acompanha as condições de acesso ao mercado chinês.

A ampliação das habilitações na Indonésia não substitui esses mercados, especialmente China e União Europeia, que possuem peso significativo nas exportações brasileiras. A medida, porém, aumenta o número de alternativas disponíveis para os frigoríficos e amplia a capacidade de distribuição da carne brasileira no mercado internacional.

A habilitação é resultado das negociações conduzidas pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) e pelo Itamaraty, com participação da ApexBrasil e da iniciativa privada. Para a indústria, a abertura de novas plantas representa mais oportunidades comerciais e reforça a confiança dos compradores internacionais na qualidade, na sanidade e na capacidade de atendimento dos frigoríficos brasileiros.

A Indonésia também vem buscando diversificar seus fornecedores de carne bovina em um cenário de crescimento do consumo e preocupação com a segurança do abastecimento. Para o Brasil, a ampliação das plantas autorizadas fortalece a presença no mercado asiático e cria espaço para novos embarques.

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Emprego forte revive aposta em alta de juros nos EUA e embaralha caminho da Selic


A economia dos Estados Unidos criou 162 mil vagas de emprego não agrícolas (payroll) em agosto, número muito acima das projeções do mercado, que estimavam entre 50 mil e 56 mil postos. Rapidamente, o mercado aumentou suas apostas em um aumento da taxa de juros pelo Fed na reunião de 15 e 16 de setembro: a probabilidade de um aumento de 0,25 ponto percentual subiu para 58%, cerca de 9 pontos percentuais a mais do que no dia anterior, de acordo com a ferramenta FedWatch.

A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,1%, em linha com o esperado. O setor privado respondeu pela maior parte do resultado, com 127 mil vagas, e a categoria de lazer e hospitalidade, que reúne serviços de alimentação e bares, puxou a alta com 62 mil novos postos.

Com o mercado de trabalho mostrando resiliência, o temor de uma recessão iminente perde força e as atenções do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, se voltam aos dados de inflação na decisão de política monetária marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

“O mês negativo que acendeu o alerta de recessão e derrubou os mercados em agosto simplesmente deixou de existir”, afirma Marcelo Bassani, economista e sócio da Boa Brasil Capital. Bassani avalia que o resultado afasta o risco de recessão ao “enterrar a narrativa do verão sem empregos”, em referência ao verão do hemisfério norte.

Um dos pontos mais relevantes do relatório foi a forte revisão dos dados dos meses anteriores. Julho, que havia acendido o alerta com o fechamento de 23 mil vagas, foi corrigido para uma criação positiva de 21 mil postos. Junho também subiu, de 20 mil para 31 mil vagas. No conjunto, o bimestre ganhou 55 mil postos frente ao que havia sido reportado.

Fim da cautela e foco na inflação

A força do payroll retira o principal argumento de cautela do Fed em relação à economia real e sustenta o viés contracionista (hawkish) da autoridade monetária.

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Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, destaca que a solidez do emprego “retira qualquer contrapeso à prioridade declarada de Warsh [Kevin Warsh, membro do Fed] no combate à inflação ainda distante da meta de 2%”.

Para André Valério, economista sênior do Inter, o mercado de trabalho apresenta dinâmicas descoladas de oferta e demanda por causa do combate à imigração ilegal. Ainda assim, ele ressalta que “o mandato de inflação prevalece” e que os dados do CPI (índice de preços ao consumidor), que serão divulgados na próxima sexta-feira (11), serão fundamentais para a decisão de juros. Valério lembra que Warsh, em discurso recente em Jackson Hole, deixou implícito que favorecerá uma alta de juros em setembro caso a inflação venha muito acima do esperado.

Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital, aponta que os Estados Unidos estão diante de uma economia resiliente, que continua crescendo apesar das recentes volatilidades globais. “Acredito que o dado aumenta as chances de um aumento de 25bps na taxa de juros americana na reunião de setembro, pois reforça que estamos em uma economia aquecida”, projeta Flores, referindo-se a uma elevação de 0,25 ponto percentual.

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Apesar da forte geração de vagas e da alta da taxa de participação na força de trabalho, que subiu para 61,6%, os ganhos salariais seguem em acomodação. Os salários avançaram 0,3% no mês e acumulam alta de 3,1% em 12 meses, o menor ritmo desde maio de 2021.

Impactos nos mercados e no Brasil

A reação imediata dos investidores foi de alta do dólar e das taxas dos Treasuries (títulos públicos dos EUA), além de leve queda nos futuros das bolsas de Nova York. A moeda americana chegou a subir cerca de 0,46% frente ao real nesta sexta-feira (4), negociada na casa de R$ 5,12. Para Bruno Yamashita, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, o movimento acompanha a leve abertura da curva de juros americana.

Para o Brasil, juros persistentemente altos na maior economia do mundo afetam diretamente o câmbio e estreitam o caminho do Banco Central brasileiro. Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos, explica que as taxas americanas mais altas reduzem a vantagem do carry trade local, operação que lucra com o diferencial de juros. “Com um câmbio mais pressionado, o Banco Central brasileiro tende a ter menos espaço para acelerar os cortes da Selic”, analisa Mendes, que classifica o dado como marginalmente negativo para a velocidade de queda dos juros no Brasil e para os ativos mais sensíveis à curva.

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Gabriel Uarian, analista-chefe da Cultura Capital, complementa que a perspectiva de juros americanos em patamares elevados por mais tempo reduz consideravelmente o apetite por ativos de risco em países emergentes. “A leitura inicial é de pressão sobre o nosso Ibovespa (…) O dado eleva a volatilidade do curto prazo e coloca ainda mais relevância nos próximos indicadores de inflação lá nos Estados Unidos”, conclui Uarian.



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O que se sabe sobre a morte do empresário norte-americano em hotel de luxo em SP


A Polícia Civil investiga a morte de um empresário norte-americano, de 44 anos, encontrado sem vida em um quarto de hotel na zona sul de São Paulo. A ocorrência foi registrada na quinta-feira (3) como morte suspeita, e as circunstâncias do óbito são apuradas. A vítima é Andres Barquero Dembo, diretor comercial do setor farmacêutico. Veja a seguir o que se sabe sobre o caso.

Onde ele foi encontrado?

O empresário estava hospedado no Sheraton São Paulo WTC Hotel, na zona sul da capital. Segundo o boletim de ocorrência, ele foi encontrado já sem vida no quarto.

Foram solicitados exames periciais ao Instituto Médico-Legal (IML). A Polícia Civil informou que realiza diligências para esclarecer as circunstâncias da morte e determinar a causa do óbito.

O que diz o hotel?

O Sheraton São Paulo WTC Hotel afirmou, em nota, que lamenta o ocorrido, presta o apoio necessário aos envolvidos e colabora com as autoridades responsáveis pela investigação.

O estabelecimento disse ainda que mantém a confidencialidade das informações relacionadas ao caso em respeito à privacidade da família e às investigações.

O que a polícia investiga?

O caso foi registrado como morte suspeita na 96ª DP (Cidade Monções). Até o momento, a causa da morte não foi divulgada.

Quem era o empresário?

Dembo era diretor comercial para a América Latina de uma empresa multinacional do setor farmacêutico.

Segundo publicações em suas redes sociais, mantinha uma rotina ligada à atividade física. Praticava corrida, ciclismo e musculação e participava de provas de longa distância.

Casado, Dembo também compartilhava registros da rotina ao lado do companheiro e dos dois cachorros do casal.



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