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O que se sabe sobre a morte do empresário norte-americano em hotel de luxo em SP


A Polícia Civil investiga a morte de um empresário norte-americano, de 44 anos, encontrado sem vida em um quarto de hotel na zona sul de São Paulo. A ocorrência foi registrada na quinta-feira (3) como morte suspeita, e as circunstâncias do óbito são apuradas. A vítima é Andres Barquero Dembo, diretor comercial do setor farmacêutico. Veja a seguir o que se sabe sobre o caso.

Onde ele foi encontrado?

O empresário estava hospedado no Sheraton São Paulo WTC Hotel, na zona sul da capital. Segundo o boletim de ocorrência, ele foi encontrado já sem vida no quarto.

Foram solicitados exames periciais ao Instituto Médico-Legal (IML). A Polícia Civil informou que realiza diligências para esclarecer as circunstâncias da morte e determinar a causa do óbito.

O que diz o hotel?

O Sheraton São Paulo WTC Hotel afirmou, em nota, que lamenta o ocorrido, presta o apoio necessário aos envolvidos e colabora com as autoridades responsáveis pela investigação.

O estabelecimento disse ainda que mantém a confidencialidade das informações relacionadas ao caso em respeito à privacidade da família e às investigações.

O que a polícia investiga?

O caso foi registrado como morte suspeita na 96ª DP (Cidade Monções). Até o momento, a causa da morte não foi divulgada.

Quem era o empresário?

Dembo era diretor comercial para a América Latina de uma empresa multinacional do setor farmacêutico.

Segundo publicações em suas redes sociais, mantinha uma rotina ligada à atividade física. Praticava corrida, ciclismo e musculação e participava de provas de longa distância.

Casado, Dembo também compartilhava registros da rotina ao lado do companheiro e dos dois cachorros do casal.



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XP vê “ressaca” antes da hora na economia e derruba projeção do PIB de 2026


A XP revisou sua projeção de crescimento da atividade econômica do Brasil em 2026. Após a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, a casa passou a prever PIB de 1,7%, ante estimativa anterior de 2%. A expectativa foi ajustada devido ao recuo dos componentes mais sensíveis aos juros, mas ainda não afetou a expectativa para 2027, que se mantém em 1%, porém com risco de baixa ainda maior.

“Nosso cenário anterior já previa uma ‘ressaca’ da atividade doméstica, porém a partir do quarto trimestre deste ano. Na prática, os sinais de arrefecimento começaram a ficar claros já no final do segundo trimestre”, afirma Rodolfo Margato, economista da XP, em relatório divulgado nesta sexta-feira (4).

O PIB do segundo trimestre avançou 0,5% comparado ao período anterior, mas o consumo das famílias diminuiu 0,4%, o que chamou a atenção dos economistas, apesar da expansão da renda real e das medidas de estímulo do governo de curto prazo.

“A economia brasileira está perdendo força mais cedo do que esperávamos”, diz o relatório da equipe de pesquisa macroeconômica da casa, liderada pelo economista-chefe Caio Megale. 

O documento cita que o cenário base já previa que o endividamento de empresas e famílias, em um ambiente de juros elevados, reduziria a demanda doméstica, o que já os fazia projetar crescimento do PIB abaixo do consenso no ano que vem.

“No entanto, também acreditávamos que medidas de estímulo fiscal manteriam a atividade aquecida neste ano. Nem tanto”, diz o relatório. Neste contexto, a XP afirma que a queda da atividade projetada para o ano que vem parece já ter chegado.

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Embora o ambiente global apresente um cenário misto para o Brasil, com a possibilidade de juros mais altos nos Estados Unidos e preços de commodities voltando a subir (petróleo, soja, milho e açúcar), o saldo geral é de uma desaceleração mais rápida que o previsto.

Os juros mais altos nos EUA trazem riscos para a taxa de câmbio – um dólar mais alto pode encarecer nossa cadeia de produção e diminuir a atratividade dos estrangeiros em investir no Brasil, diminuindo a circulação de dólares por aqui. Por outro lado, o saldo positivo das exportações e a postura do Banco Central em manter a atratividade tendem a diminuir este impacto, afirmam os economistas, em relatório.

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Desempenho deve ser fraco no terceiro trimestre

Segundo os economistas da XP Rodolfo Margato e Alexandre Maluf, o resultado do PIB do segundo trimestre deixa um carrego estatístico menos favorável à atividade econômica.

As projeções da XP para os principais indicadores de atividade de julho estão negativas. Agora, a e estimativa atualizada para o PIB do 3º trimestre aponta estabilidade em relação ao 2º trimestre quando antes previa-se um aumento de 0,3%. Neste contexto, o baixo dinamismo da atividade deve continuar no 4º trimestre, na avaliação da XP.

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O mercado de trabalho apresenta sinais de moderação na criação de vagas e aumento da renda, o que deve trazer uma contribuição menor para o crescimento econômico nos próximos trimestres, segundo  a XP.

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O risco segue sendo o mercado de crédito, com alta da inadimplëncia e queda na concessão de crédito. Isso leva ao menor apetite pelo consumo, o que impacta a produção como um todo e o acesso a serviços.

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Projeções para o câmbio, inflação e Selic

As projeções atualizadas da XP mantém o dólar em R$ 5 para o final de 2026 e em R$ 5,30 para 2027.

A inflação, capturada pelo IPCA, foi reduzida de 5,1% em 2026 para 5,0%, reflexo das surpresas baixistas recentes e da mudança da bandeira tarifária de energia, que alivia as contas de luz.

A projeção da taxa básica de juros, a Selic, está em 13,25% em 2026 e em 11,50% em 2027. Atualmente, a Selic está em 14%. 

Para a XP, com os sinais de desaceleração que os dados recentes apontam – menor inflação e menor avanço do PIB – aumentam as expectativas de que o Banco Central mantenha o ciclo de corte de juros. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está marcada para 21 e 22 de setembro.

A instituição alerta, porém, que os riscos ao cenário de inflação permanecem. O destaque fica com a política monetária do Fed, o banco central dos EUA, a pressão nos preços do petróleo, os efeitos do El Niño que podem encarecer os alimentos e incertezas sobre a política fiscal dos próximos anos.

“Algumas pressões inflacionárias de curto prazo (petróleo em alta, El Niño intenso e mercado de trabalho apertado) persistem, mas acreditamos que o BCB irá focar em horizontes mais longos”, escrevem os economistas.



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payroll em agosto fica positivo em 162 mil, acima da expectativa de mais 56 mil


O relatório de emprego do Departamento do Trabalho dos EUA divulgado hoje (4) apontou que foram criadas 162 mil vagas de emprego em agosto.

Economistas consultados pela Reuters projetavam criação de 56 mil vagas. Em julho, o indicador mostrou saldo negativo de 21 mil (revisado, agora, para mais 23 mil vagas).

A taxa de desemprego em agosto se manteve em 4,1%, como em julho e como esperado pelos economistas consultados pela Reuters.

O ganho médio por hora trabalhada em agosto, na relação com julho, subiu 0,3%, como esperado. Em julho, na relação com junho, houve alta de 0,2% (revisada de 0,1%).

O ganho médio por hora trabalhada em agosto, na relação com agosto de 2025, subiu 3,1%, acima da expectativa de mais 3,0%. Em julho, na relação com julho de 2025, houve alta de 3,2%.

O payroll de manufatura em agosto ficou com saldo positivo de 16 mil, acima da expectativa de 5 mil. Em julho, o saldo também ficou positivo, mas em 14 mil (revisado de 5 mil).

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O payroll privado em agosto ficou positivo em 127 mil, bem acima da expectativa de 45 mil positivos. Em julho, o indicador marcou 71 mil positivos (revisado de mais 30 mil).

A taxa de desemprego U6, conhecida como a “taxa de desemprego real”, em agosto, ficou em 7,7%, abaixo dos 7,9% em julho.

O payroll do governo em agosto ficou com 35 mil positivos, ante saldo negativo de 50 mil em julho (revisado de menos 53 mil).

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A taxa de participação em agosto avançou para 61,6%, ante 61,4% em julho.

Reação payroll

Após payroll, o Ibovespa futuro manteve queda, recuando 0,38%, por volta 9h45, aos 187.090 pontos. Dólar comercial agora subia 0,54%, a R$ 5,132.



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vendas no varejo caem em julho ante junho e contrariam previsão de alta


São Paulo, 04/09/2026 – As vendas no varejo da zona do euro recuaram 0,6% em julho ante junho , segundo dados com ajustes sazonais publicados hoje pela agência oficial de estatísticas da União Europeia (UE), a Eurostat. O resultado contrariou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta de 0,4% no período.

Na comparação anual, as vendas do setor varejista do bloco aumentaram 0,6% em julho.

Os dados das vendas de junho foram revisados em alta, passando a mostrar aumento de 0,2% ante maio e ganho anual de 1,4%.



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Ministro da Fazenda culpa juros altos e mudanças de hábito pela crise do varejo


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a crise em algumas empresas do varejo é causada por três fatores. Ele citou os juros elevados, a mudança de hábito dos consumidores, que têm preferido comprar pela internet, e a perda de receita financeira com o cartão das próprias empresas. Segundo ele, empresas aumentaram a dependência das vendas físicas.

As pessoas passaram a consumir muito mais pela via digital do que indo nas lojas desses varejistas. Isso mostra que tem uma dinâmica dentro do setor que existe, afetada pela taxa de juros, o que prejudica algumas empresas. Um terceiro elemento é o cartão que essas empresas ofereciam aos seus clientes e eles podiam usar para comprar um determinado sofá, por exemplo.

“A varejista ganhava a receita na venda do sofá e tinha uma receita financeira, porque ela também ganhava com alguns juros que cobrava nesse crediário, nesse cartão”, disse o ministro em entrevista ao Jormal da Record.

Ele mencionou a concorrência entre operadores desses cartões com as fintechs:

“Os cartões hoje que são utilizados para essas compras não são mais os cartões dessas lojas. Então elas tiveram uma redução muito drástica dessa receita financeira, passando a depender muito fortemente da venda física.”

Vem ocorrendo no país uma série de pedidos de recuperação judicial, como das redes Casas Bahia e Marabraz, o que vai gerar milhares de demissões.

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O ministro comemorou a aprovação de dois projetos pelo Senado na quarta-feira, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e o programa do Redata, Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter.

“Isso é muito positivo porque projeta a oportunidade de futuro para o brasileiro. O Redata é basicamente um programa de estímulo aos data centers sustentáveis no Brasil. Quando a gente fala de mineral crítico, eles são alguns minerais que não são comuns. Nós não estamos falando do minério de ferro, do cobre; nós estamos falando de terras- raras, nós estamos falando de outras coisas que, no mundo de hoje, são usados para você fazer celular, bateria elétrica, imã, chip. Em toda essa discussão de inteligência artificial, você consome mineral crítico”, destacou Durigan.



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Orçamento de 2027 é “obra de ficção” e crise está contratada, diz ex-Banco Mundial


A inflação está desacelerando, mas ainda não é possível afastar de vez o fantasma da estagflação, cenário que combina inflação alta e baixo crescimento econômico. A avaliação é do economista Carlos Primo Braga, ex-diretor de política econômica e dívida do Banco Mundial.

Ao analisar a atual conjuntura macroeconômica, ele alerta que o desequilíbrio fiscal e o alto endividamento público e privado criam um ambiente preocupante. “Independentemente de quem for eleito, nós temos um encontro marcado com essa crise em 2027”, afirma Braga, que também é professor associado da Fundação Dom Cabral (FDC).

Os recentes dados de atividade não surpreendem o mercado financeiro, que já projetava uma desaceleração devido aos juros restritivos por tempo prolongado. O Produto Interno bruto (PIB) do segundo trimestre avançou 0,5% frente ao trimestre anterior, mas foi a queda de -0,4% no consumo das famílias que chamou a atenção.

Segundo Braga, esse recuo reflete diretamente o impacto do alto nível de endividamento, que bateu mais um recorde e ficou em 82% em julho, segundo a Confederação Nacional das Indústrias (CNC). Segundo o Serasa, 83,9 milhões de pessoas estão inadimplentes.

Saiba mais: Diretor do BC diz que é indiscutível que bets são elemento central para endividamento

Esses números ocorrem em meio a um cenário positivo de emprego formal, com taxa de desemprego nas mínimas históricas e avanço da renda real. Braga pondera que, embora 40% da força de trabalho brasileira ainda atue na informalidade, os juros altos impedem que os demais consigam sair das dívidas, com a inflação corroendo o poder de compra. Soma-se a isso a proliferação das bets, que piora o endividamento. 

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O peso das dívidas ajuda a explicar a queda de 0,4% no consumo das famílias no segundo trimestre. Como o consumo domiciliar representa a maior fatia do Produto Interno Bruto (PIB) do país, essa asfixia financeira trava a capacidade de expansão da economia. O governo aposta em avanço do PIB de 2% ou mais no ano, mas o relatório Focus aponta taxa menor, na faixa de 1,9%.

Diante disso, o economista prevê a temida estagflação num horizonte próximo. Ele afirma que o Brasil continua preso ao que alguns especialistas chamam de “maldição dos 2%”, uma dificuldade estrutural de crescer acima desse patamar. Aliado a isso, a inflação deve encerrar o ano pressionando o teto da meta, podendo atingir a casa dos 5%, avalia Braga.

“Continuamos com o que alguns economistas chamam a maldição dos 2%, não conseguimos crescer muito acima disso. E com uma inflação próxima ou até um pouco acima do teto da meta, a previsão para 2027 é de estagflação. Essa é a realidade”, avalia.

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Leia também: Brasil está mais sujeito a risco cambial em cenário de estresse fiscal, alerta UBS

O controle da inflação esbarra no elevado patamar da taxa Selic. Mesmo com a possibilidade de novos cortes pelo Comitê de Política Monetária (Copom), o Brasil manterá uma das maiores taxas de juros reais do mundo, calculada acima de 9% ao se descontar a inflação. Braga alerta que esse cenário empurra a economia para a dominância fiscal – quando os gastos do governo anulam a capacidade do controle da inflação por meio dos juros.

A única solução viável para reequilibrar o sistema seria “apertar o freio” na política fiscal, ou seja, reduzir gastos e organizar as contas públicas. Mas, frente ao cenário eleitoral, essa medida se torna incerta.

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Orçamento de 2027 é “obra de ficção”

Braga critica a proposta orçamentária recém-anunciada pelo governo como uma “obra de ficção” por se basear em expectativas otimistas de crescimento e de aumento de receitas para fazer o superávit. Ao mesmo tempo, o mercado projeta déficits primários contínuos, na ordem de 0,5% do PIB para este ano e de 0,4% para 2027. “Acredite quem quiser. Certamente, o mercado não acredita”.

Ele cita que, desde 2023, as receitas subiram 17% em termos nominais, mas as despesas saltaram 22%. Como resultado desse avanço e dos juros, a dívida bruta atingiu 82% do PIB, e pode chegar a 96% no fim do ano, caso seja utilizada a metodologia do Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Será que nós vamos ver uma nova administração Lula na eventualidade da da reeleição do presidente adotar uma política fiscal austera? Tenho minhas dúvidas, porque de certa forma a expectativa do PT continua a ser baseada no conceito de que gasto é vida”, diz Braga.

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O ambiente externo adiciona camadas de complexidade aos desafios domésticos, ressalta, com a guerra sem fim no Oriente Médio que pressiona o petróleo e aumenta as preocupações inflacionárias. Sem falar nos juros globais em franca aceleração, apesar do arrefecimento nos últimos dias. Mas ele vê a questão local como central.

“O problema fundamental e mais premente para a macroeconomia brasileira é a necessidade de um rigoroso ajuste fiscal. Uma decisão que depende estritamente de vontade política e liderança, mas que, se adiada, sacramentará a eclosão de uma crise contratada para os próximos anos”, afirma.



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