O ministro Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), validou a delação premiada do empresário João Carlos Mansur, que foi dono da Reag.
Mansur é investigado em um dos inquéritos do Banco Master, relatado no STF pelo ministro André Mendonça. Os processos relacionados ao caso, no entanto, estão no gabinete de Fachin desde setembro.
A delação validada por Fachin foi fechada por Mansur com a PGR (Procuradoria-Geral da República). A decisão do ministro foi revelada pelo UOL e confirmada pela CNN.
O acordo de Mansur com a PGR foi assinado no início de setembro. Segundo fontes da PGR, o empresário foi o primeiro a apresentar provas e trazer novos detalhes sobre os crimes cometidos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Master.
Esta é a segunda delação homologada no âmbito das investigações sobre o Master. A primeira foi a de Antonio Carlos Freixo Jr., o Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações.
No acordo, Freixo detalha pagamentos ao fundo Havengate nos Estados Unidos, usado para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a pedido de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Além do caso ligado ao Master, a Reag, que era uma administradora de fundos de investimentos, também foi alvo da Polícia Federal na Operação Carbono Oculto.
A PF suspeita que a instituição tenha sido usada para lavagem de dinheiro de até R$ 1 bilhão da facção PCC (Primeiro Comando da Capital). O grupo foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em janeiro deste ano.



