Flávio é orientado a ser técnico em debate; Lula, a destacar legado | Blogs | CNN Brasil


As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) ajustam as últimas estratégias para o último debate presidencial, nesta sexta-feira (23), na TV Globo.

Flávio tem sido orientado a demonstrar maior domínio técnico e indignação com os problemas do país.

Lula recebeu recomendações para manter a calma, valorizar o legado dos governos petistas e evitar cair em provocações.

Escalado para participar da preparação de Flávio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cobra uma mudança de postura em relação ao debate anterior, na TV Band.

A avaliação no entorno de Tarcísio é que Flávio foi repetitivo, deixou passar oportunidades para explorar erros do governo Lula e não aprofundou temas considerados sensíveis, especialmente economia e segurança pública.

Na economia, uma das principais apostas é um amplo programa de renegociação de dívidas, com juros menores e prazos maiores de pagamento. Flávio também promete um “tesouraço” na máquina pública, com a extinção de pelo menos dez ministérios.

Na segurança, defende a redução da maioridade penal para 16 anos e o enquadramento de facções criminosas como organizações narcoterroristas.

Aliados querem que o senador vá além das críticas ao PT e consiga explicar o que faria de diferente caso fosse eleito.

Além de Tarcísio, participam dos treinamentos Duda Lima, Fábio Portela e o consultor de comunicação Mário Rosa, especialista em gestão de crises.

Rosa, segundo aliados, pode ajudar Flávio a responder a questões sensíveis, como suas relações com o advogado Willer Tomaz e o banqueiro Daniel Vorcaro. A Polícia Federal investiga suspeitas de que a relação entre o senador e Willer Tomaz envolva uma sociedade oculta em negócios de apostas esportivas.

Lula é orientado a manter a calma e valorizar legado

Do lado do presidente, a principal recomendação é evitar provocações e concentrar o discurso nas realizações dos governos petistas, sem deixar de apresentar propostas para um eventual novo mandato.

A campanha pretende explorar a experiência de Lula na Presidência, especialmente na área social, mas também prepara o candidato para confrontar Flávio em temas considerados delicados.

A orientação é impedir que o debate seja apenas uma troca de acusações, como ocorreu na Band.

Lula passou a quinta-feira (22) em preparação com integrantes da campanha. Participaram dos treinamentos o senador Camilo Santana, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, o ministro Sidônio Palmeira e a jornalista Olga Curado. O presidente também foi orientado a poupar a voz antes do confronto.

A equipe simulou perguntas sobre economia, custo de vida, segurança pública, benefícios sociais e assuntos que poderão ser explorados pelo adversário.

Entre eles está a relação com a lobista Roberta Luchsinger. Caso seja questionado, Lula foi orientado a afirmar que a atuação dela está sendo investigada pela Polícia Federal, sem entrar em detalhes.

O presidente também foi preparado para questionar Flávio sobre Willer Tomaz e Daniel Vorcaro. Aliados reconhecem, porém, que Lula evita citar nominalmente personagens envolvidos em controvérsias e prefere concentrar o confronto no próprio adversário.

Na economia, Lula deve reconhecer as dificuldades da população, especialmente com o custo de vida, e destacar medidas adotadas pelo governo para melhorar a renda das famílias.

A campanha também pretende ressaltar o histórico dos governos petistas na área social, com destaque para os programas de transferência de renda.



Veja a Matéria Completa

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.