A FriGol registrou lucro líquido de R$ 2,2 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 97,5% em relação aos R$ 86,6 milhões apurados no mesmo período de 2025. Com o resultado, a margem líquida da companhia recuou de 8,8% para apenas 0,1% no trimestre, uma redução de 8,7 pontos percentuais.
A forte retração do lucro ocorreu mesmo diante do avanço da receita. A receita líquida somou R$ 1,55 bilhão neste segundo trimestre, alta de 57,6% ante os R$ 984,1 milhões registrados um ano antes. A receita bruta alcançou R$ 1,62 bilhão, crescimento de 56,5%.
O aumento do faturamento foi acompanhado por expansão dos volumes operacionais. A FriGol abateu 225,5 mil bovinos no trimestre, alta de 45,9% sobre os 154,6 mil animais abatidos sobre o mesmo período do ano passado. O volume de vendas de bovinos e subprodutos chegou a 85,6 mil toneladas, avanço de 47%.
Apesar do crescimento dos volumes e da receita, a rentabilidade operacional recuou de forma significativa. O EBITDA (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) foi de R$ 52,9 milhões, queda de 65,7% na comparação anual. A margem EBITDA passou de 15,7% no 2T25 para 3,4% neste segundo trimestre, uma redução de 12,3 pontos percentuais.
No acumulado dos últimos 12 meses até o segundo trimestre, a FriGol apresentou receita líquida de R$ 4,86 bilhões, crescimento de 26,6% em relação aos 12 meses anteriores. No mesmo período, porém, o EBITDA caiu 10,3%, para R$ 246,2 milhões, enquanto a margem EBITDA recuou para 5,1%.
O lucro líquido dos últimos 12 meses ficou em R$ 82,6 milhões, queda de 73,3% na comparação anual. A margem líquida foi de 1,7%, ante 8,1% no período anterior, segundo os dados apresentados pela companhia.
Alavancagem
A estrutura de capital também ficou mais pressionada no trimestre. A dívida bruta atingiu R$ 1,02 bilhão neste segundo trimestre, alta de 63,5% sobre o mesmo período do ano anterior. A companhia encerrou o trimestre com R$ 468,6 milhões em caixa, crescimento de 126,6%.
Com isso, a dívida líquida ficou em R$ 552,8 milhões, aumento de 32,3% na comparação anual. A alavancagem, calculada pela FriGol como dívida líquida contábil dividida pelo EBITDA, chegou a 2,25 vezes, ante 1,14 vez no 2T25, aumento de 1,11 vez.
Do total da dívida bruta, 45% estavam no curto prazo, equivalente a R$ 456,7 milhões, enquanto 55%, ou R$ 564,7 milhões, estavam no longo prazo. O prazo médio da dívida total era de 19,8 meses.
Fluxo de caixa e investimentos
O fluxo de caixa operacional apresentou melhora, já que a companhia gerou R$ 90,4 milhões em fluxo de caixa operacional no segundo trimestre, uma melhora de R$ 111,9 milhões em relação ao resultado negativo de R$ 21,5 milhões registrado no 2T25.
Por outro lado, o fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 187,4 milhões. A companhia registrou R$ 88,8 milhões em fluxo de caixa de investimentos, enquanto o caixa final passou de R$ 323,6 milhões em 2025 para R$ 468,6 milhões ao final do 2T26.
A apresentação de resultados não informa, de forma destacada, um valor específico de Capex para o trimestre. O material apresenta o fluxo de caixa de investimentos de R$ 88,8 milhões, mas não detalha esse montante como Capex.
A companhia também destacou a capitalização das plantas de Água Azul do Norte e São Félix do Xingu, movimento que contribuiu para o aumento do patrimônio líquido, que chegou a R$ 514 milhões neste segundo trimestre.



