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Ator Marco Furlan é indiciado por estupro de menino autista de 5 anos em SP


A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o ator Marco Furlan, de 48 anos, por estupro de vulnerável contra um menino autista de 5 anos. O caso ocorreu durante uma festa de aniversário em uma chácara de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, na madrugada do último dia 2.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe havia colocado o filho para dormir em um dos quartos enquanto participava da confraternização. Ela relatou à polícia que ouviu gritos e, ao entrar no cômodo, encontrou o menino e Furlan sem roupas. A criança reclamava de dores na região anal e foi encaminhada para atendimento médico.

Testemunhas ouvidas durante a investigação apresentaram relatos semelhantes. Uma delas afirmou ter ouvido a criança dizer “para, tá doendo” antes de ir até o quarto, onde disse ter encontrado o ator ao lado do menino. Outra testemunha relatou ter visto a mãe da criança em estado de choque após o episódio.

Furlan está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a investigação foi conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Pindamonhangaba e encaminhada ao Ministério Público de São Paulo. O processo corre sob segredo de Justiça.

Versões apresentadas

Aos policiais militares que atenderam a ocorrência, Furlan afirmou inicialmente que havia passado mal e entrado no quarto por engano, confundindo a criança com sua namorada.

Na delegacia, acompanhado por advogados, o ator apresentou outra versão. Ele disse ter consumido cerveja durante a festa e afirmou não se lembrar do que havia ocorrido, recordando apenas o momento em que foi colocado na viatura.

O atendimento médico realizado na criança não identificou lesões. A delegada responsável pelo caso, no entanto, considerou que os depoimentos reunidos durante a investigação apresentavam elementos suficientes para o indiciamento.

A Jovem Pan busca contato com a defesa de Furlan. O espaço segue aberto para manifestações.



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Kátia Abreu critica Trump e defende novos mercados

A ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu classificou como um “absurdo” a política tarifária adotada pelos Estados Unidos contra o Brasil e disse esperar que o governo de Donald Trump reconheça a importância do país para o comércio internacional.

A declaração foi dada em Luanda, onde ela acompanha as discussões sobre a ampliação da cooperação entre Brasil e Angola no agronegócio.

Para Kátia, a diplomacia brasileira tem capacidade para enfrentar a nova fase de tensão comercial com os Estados Unidos.

“É simplesmente um absurdo um país unilateralmente, com a influência e o poder dos Estados Unidos, fazer imposições que significam quase um massacre para os países, não só para o Brasil”, afirmou.

A ex-ministra, que também foi senadora e presidiu a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, elogiou a atuação do Itamaraty e disse estar confiante na capacidade de negociação brasileira.

“Eu tenho certeza de que, como lidaram com o tarifaço do início, o primeiro tarifaço do Trump, com certeza vão poder lidar com esse segundo tarifaço”, disse.

Segundo ela, o momento exige uma reação diplomática, mas também uma visão de longo prazo para diversificar os parceiros comerciais do Brasil. Kátia citou a aproximação com a China e defendeu que o país amplie as relações com a África.

Angola como nova fronteira

É nesse contexto de busca por novos mercados que Kátia vê uma oportunidade estratégica em Angola. Para ela, a ansiedade do governo angolano em acelerar a chegada de produtores brasileiros é compreensível diante do desafio de gerar empregos para uma população jovem, mas o processo precisa de algum tempo.

“A ansiedade é grande e a gente vê nesse governo um desejo das coisas acontecerem aqui com muita pressa”, afirmou.

A ex-ministra disse que a chegada de alguns produtores pode ser suficiente para desencadear um movimento maior de investimentos brasileiros no país. Ela citou como exemplo um grupo de quatro irmãos brasileiros que pretende investir em agricultura em Angola.

“Na hora que chegar um produtor, dois produtores do Brasil, está vindo um grupo grande, eles vão acabar puxando outros agricultores”, afirmou.

Angola tem condições de acelerar o desenvolvimento de sua agricultura porque não precisará repetir integralmente o caminho percorrido pelo Brasil, observou a ex-ministra. O país, porém, terá de avançar em infraestrutura, principalmente em estradas e energia.

“Para o Brasil chegar onde chegou, levou no mínimo 50 anos. Angola pode demorar muito menos, porque vai pegar a estrada parcialmente pronta”, disse.

Ela destacou ainda a necessidade de energia para viabilizar investimentos em agroindústrias, secadores, frigoríficos e outras estruturas de processamento.

Na avaliação da ex-ministra, o potencial agrícola é grande e as condições de produção têm semelhanças com as encontradas no Brasil.

“Se eu tivesse 10, 15 anos a menos, eu teria coragem de vir para cá e fazer agricultura. Aqui não vai ter erro. A agricultura é muito parecida”, afirmou.

Kátia prevê que, com investimentos e transferência de tecnologia, Angola pode recuperar uma posição de destaque na produção de alimentos no continente.

“Em um espaço muito curto de tempo, Angola poderá voltar a ser um dos celeiros da África”, disse.

Embrapa e a aproximação com a África

A ex-ministra também defendeu uma participação maior da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no desenvolvimento da agricultura africana.

Para ela, a transferência de tecnologia brasileira pode criar uma relação estratégica de longo prazo entre os dois lados do Atlântico.

“Disseminar a tecnologia é disseminar o conhecimento por um continente igual à África”, afirmou.

Kátia também associou a aproximação entre Brasil e Angola a uma dimensão histórica. Ela lembrou o papel de Angola no tráfico de escravizados para o Brasil e disse que a cooperação tecnológica pode ser uma forma de o país reconhecer essa história e contribuir para o desenvolvimento angolano.

“Tudo que a gente puder fazer para minimizar essa grande tragédia humanitária do passado, nós contribuímos com aquilo que podemos”, afirmou.

Na visão dela, a África deve ser tratada pelo Brasil não apenas como mercado consumidor, mas como parceira econômica estratégica.

“Não podemos olhar somente para Europa e Estados Unidos. Temos que olhar para o Sul, que são países que poderão ser prósperos e que podem fazer trocas econômicas e financeiras muito importantes com o Brasil”, disse.

Eleição de 2026

A entrevista também avançou para a eleição presidencial brasileira. Kátia, que se define como uma figura de centro e centro-direita, afirmou que não acredita ter força para determinar o resultado eleitoral, mas disse que sua aproximação com o governo Lula pode ajudar a reduzir resistências entre parte do eleitorado do agronegócio.

“Eu não tenho tanta ousadia de achar que vou influenciar a eleição dessa forma, com muita força”, afirmou.

Ela, no entanto, disse acreditar que eleitores moderados podem olhar para sua atuação e relativizar a resistência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Quem está numa posição não partidária, mas numa posição de centro, uma posição de centro-direita e que não tenha radicalismo, e que conhece a minha estrada, conhece o meu currículo, sabe o que eu fui e o que já fiz”, disse.

Kátia também afirmou que continua defendendo suas convicções em relação ao agronegócio, apesar da aproximação com o governo atual.

“Se a Kátia está lá, a coisa não pode ser tão feia assim”, afirmou, ao comentar a possibilidade de influenciar eleitores mais resistentes a Lula.

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Produção de açúcar nos EUA deve cair, enquanto importações devem crescer, prevê USDA


(Reuters) – A produção de açúcar nos EUA na safra que terá início em outubro foi estimada pelo governo nesta quarta-feira em 8,95 milhões de toneladas curtas (ST), 54 mil ST a menos do que o estimado no mês passado e o menor volume desde a safra de 2019/20.

O Departamento de Agricultura dos EUA reduziu sua projeção para a produção de açúcar de beterraba de 4,82 milhões de ST, em julho, para 4,79 milhões de ST, ao mesmo tempo em que reduziu ligeiramente sua estimativa para o açúcar de cana, para 4,15 milhões de ST.

A produção de beterraba foi afetada pelo clima quente e seco durante o desenvolvimento da safra, o que reduziu tanto a área total a ser colhida quanto os rendimentos.

Leia também: EUA reduzem cota de açúcar do Brasil e condicionam reversão a acordo comercial

Com a revisão — o terceiro corte consecutivo na projeção mensal –, espera-se que o país precise de mais importações para ter uma situação de abastecimento equilibrada em 2026/27.

O USDA agora espera que as importações atinjam 3,58 milhões de ST na nova safra, ante 2,84 milhões de ST na safra anterior. O México deve aumentar acentuadamente as exportações para os EUA, passando de apenas 220 mil ST na safra anterior para 1,34 milhão de ST.

O consumo de açúcar foi estimado em 12,57 milhões de ST, o que está em linha com os anos anteriores.



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ANPD suspende transmissões ao vivo do Discord no Brasil


A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou nesta quarta-feira (12) que o Discord suspenda, no Brasil, as transmissões ao vivo da plataforma. A empresa terá três dias úteis para interromper o recurso e outras ferramentas de transmissão e compartilhamento de vídeos. A suspensão deverá permanecer até que o Discord comprove à agência a adoção de medidas técnicas e de segurança para proteger crianças e adolescentes.

A decisão foi tomada pela Superintendência de Fiscalização da ANPD dentro de um processo aberto na sexta-feira (7), que investiga possíveis falhas da plataforma no cumprimento das regras de proteção de menores de 18 anos no ambiente digital.

A medida não determina o bloqueio do Discord no país. Segundo a ANPD, a decisão é específica para a funcionalidade “Go Live”, utilizada para transmissões ao vivo dentro de servidores, além de recursos equivalentes de transmissão e compartilhamento de vídeos.

A agência afirma ter identificado evidências de que a funcionalidade apresenta riscos relacionados à exposição de crianças e adolescentes a conteúdos e práticas que podem envolver violência, automutilação e suicídio.

Fiscalização da ANPD

O processo de fiscalização foi instaurado para verificar se o Discord adotou as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital) para prevenir e reduzir riscos aos usuários menores de idade.

Segundo a ANPD, a decisão desta quarta-feira ocorreu após a agência receber informações apresentadas pelo Discord na segunda-feira (10) e realizar uma reunião com representantes legais da empresa na terça (11).

A Superintendência de Fiscalização considerou que os elementos reunidos até o momento justificam uma intervenção específica sobre as transmissões ao vivo. A agência afirma que esse recurso tem sido utilizado de forma recorrente em episódios envolvendo violações contra crianças e adolescentes.

Entre as situações mencionadas pela ANPD estão:

  • Práticas de violência;
  • Assédio e ações de indução;
  • Incitação;
  • Instigação ou auxílio à automutilação e ao suicídio.

A agência também informou que, pela forma como a tecnologia do Discord funciona, a empresa não tem acesso ao conteúdo das transmissões de vídeo enquanto elas estão acontecendo. Segundo a fiscalização, isso dificulta a análise automática das imagens e a identificação, em tempo real, de possíveis violações.

Atualmente, de acordo com a ANPD, o Discord depende de sistemas automatizados e de denúncias feitas pelos próprios participantes dos servidores para identificar situações de risco.

Mudanças na função de transmissão

A ANPD afirma ainda que o Discord realizou mudanças técnicas na funcionalidade “Go Live” no início de março, período próximo à promulgação e à entrada em vigor do ECA Digital.

Segundo a agência, essas alterações reduziram as medidas de proteção disponíveis para crianças e adolescentes. A avaliação da fiscalização é de que as medidas apresentadas atualmente pela empresa são, em grande parte, posteriores à ocorrência dos danos ou possuem capacidade preventiva considerada limitada.

A legislação estabelece que plataformas devem considerar os riscos relacionados a seus recursos, funcionalidades e sistemas desde a fase de concepção e durante o gerenciamento contínuo desses serviços.

Por isso, além de suspender as transmissões ao vivo, a determinação da ANPD exige que o Discord adote mecanismos capazes de impedir tentativas de burlar a suspensão.

A decisão, no entanto, não impede o funcionamento das demais atividades da plataforma. O Discord poderá continuar oferecendo seus outros recursos e serviços que não estejam envolvidos na determinação.

Suspensão não tem prazo definido

A suspensão das lives não tem uma data previamente estabelecida para terminar.

De acordo com a ANPD, o recurso só poderá ser reativado, total ou parcialmente, depois que o Discord demonstrar que implementou medidas técnicas, de segurança e de governança adequadas aos riscos identificados.

A empresa também precisará comprovar a efetividade dessas medidas. A retomada das transmissões dependerá de autorização expressa e prévia da ANPD.

A medida desta quarta-feira é preventiva e faz parte do processo de fiscalização. Outras providências ainda poderão ser adotadas pela agência durante a investigação.

Entre as possibilidades está a elaboração de um plano de conformidade, no qual o Discord poderia assumir compromissos para implementar mudanças em outros aspectos de seus serviços e atender às exigências do ECA Digital.



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Minerva registra queda de 57% no lucro líquido do segundo trimestre de 2026

A Minerva registrou um lucro líquido de R$ 196,9 milhões no segundo trimestre de 2026, o que representa uma queda de 57% frente ao mesmo período do ano anterior. No segundo trimestre de 2025, o resultado havia sido de R$ 458,3 milhões.

A receita liquida somou R$ 14,1 bilhões neste segundo trimestre de 2026, com avanço de 1,3% frente ao mesmo trimestre do ano anterior. Nos últimos doze meses, a receita líquida consolidada totalizou R$ 57,2 bilhões, patamar recorde na base anual e alta de 29,1% no comparativo com o mesmo período do ano anterior

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 1.230,6 bilhão, redução de 5,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior, que estava em R$ 1.302,5 bilhão.

A margem EBITDA ajustada no trimestre foi de 8,7%, uma redução de 0,6 p.p. em comparação ao mesmo período de 2025, que estava em 9,4%.

Em comunicado, a companhia destacou que segue atenta às oportunidades de gestão do seu passivo financeiro, em busca de uma estrutura de capital menos onerosa e mais eficiente.

Além disso, a empresa reportou que a recente emissão de USD 600 milhões relativos aos Bond 2036, com uma demanda 2,5x superior à oferta, além de outras iniciativas no mercado de capitais local, confirmam esse movimento e contribuem para o alongamento do perfil de dívida.

No primeiro semestre deste ano, a empresa recomprou cerca de US$ 66,9 milhões relativos ao Bond 2031. Esses valores, em complemento ao resgate do Bond 2028, no valor de US$ 166,0 milhões, totalizaram US$ 232,9 milhões, ou R$ 1,2 bilhão em recompras no acumulado do ano.

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FDA mantém projeções para produção de soja e milho do Brasil em 2026/2027


A estimativa para a safra 2026/2027 de soja do Brasil foi mantida em 186 milhões toneladas de soja, segundo projeções do relatório WASDE divulgado nesta quarta-feira (12) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A projeção para as exportações brasileiras do grão também foi mantida nas mesmas 118 milhões de toneladas estimadas em julho.

Para o milho, as estimativas de agosto foram as mesmas divulgadas em julho, de produção de 134 milhões de toneladas e exportação de 44 milhões de toneladas.

Leia também: EUA aumenta previsão de área colhida de milho e soja, mas vê produtividade menor

Grãos grossos

O relatório WASDE estima uma produção global de grãos grossos (que não incluem arroz e trigo) de 1,593 bilhão de toneladas na safra 2026/2027, uma alta de 1,1 milhão de toneladas ante a estimativa feita no mês passado.

Em linhas gerais, as perspetivas para os grãos estrangeiros na safra apontam para uma produção maior, uma comercialização menor, uma utilização aumentada e estoques finais maiores em relação ao mês passado.

A produção estrangeira (fora dos EUA) de milho está aumentando, refletindo altas na Rússia, Ucrânia e Zâmbia, que são parcialmente compensados por uma redução na União Europeia. Segundo o FDA, o calor extremo e a seca nas principais áreas de produção de milho da UE reduzem as perspetivas de rendimento e a área também está reduzida.

As principais alterações no comércio global de grãos grossos para 2026/27 incluem exportações de milho mais elevadas para os Estados Unidos, mas reduções para a Ucrânia e a UE. Os estoques finais estrangeiros de milho estão aumentando, refletindo melhoras na Ucrânia, Rússia e Zâmbia, que são parcialmente compensados por um declínio no Brasil.

Leia também: PIB da cadeia de soja e biodiesel deve avançar 6,87% em 2026, aponta estudo

Oleaginosas

Para as oleaginosas, a previsão de produção estrangeira para 2026/27 foi ligeiramente reduzida, uma vez que a menor produção de soja e girassol tem sido largamente compensada pelo aumento da produção de canola e de caroço de algodão.

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As previsões globais de oferta e utilização de soja para 2026/27 incluem aumento da produção, aumento do esmagamento e estoques finais ligeiramente mais elevados. O aumento da produção nos EUA é parcialmente compensado pela menor produção na Ucrânia.

As exportações globais de soja permanecem inalteradas, uma vez que as menores exportações da Ucrânia são compensadas por maiores embarques da Argentina. O esmagamento global previsto cresceu para os Estados Unidos e Canadá, mas caiu para a Ucrânia.

Os estoques finais globais de soja aumentam ligeiramente no mês, para 124,2 milhões de toneladas.

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Leia também: Produção de soja do Brasil pode crescer menos de 1% em 26/27, limitada por El Niño

Algodão

Para o algodão, a oferta mundial para 2026/27 foi reduzida em quase 550.000 fardos, uma vez que a queda nos estoques iniciais excedeu o aumento na produção. A produção global de algodão é projetada em mais de 370.000 fardos acima do mês passado, para 117,6 milhões, uma vez que as safras maiores no Brasil, Grécia e Turquia mais do que compensaram uma redução nos Estados Unidos.

A projeção para o consumo foi aumentada em quase 1,0 milhão de fardos para 122,9 milhões, uma vez que os aumentos na China, Índia, Vietnã e Indonésia mais do que compensam as reduções em Bangladesh e no Egito.

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O comércio foi aumentado em quase 500.000 fardos para 43,8 milhões, com maiores exportações do Brasil e maiores importações pela Índia, Vietnã e Indonésia. Com estas alterações, os estoques finais para 2026/27 foram reduzidos em mais de 1,5 milhão de fardos, para 69,7 milhões, resultando numa relação de estoques/utilização de 56,7%.

Para a safra 2025/26, a produção mundial foi aumentada marginalmente, enquanto o consumo cresceu em mais de 900.000 fardos, com base numa maior utilização estimada pelas fiações na China, Índia, Vietnã e Indonésia, com pequenas alterações em outros locais.

A estimativa de exportações cresceu em mais de 720.000 fardos, com base em dados comerciais do Brasil, Grécia, Índia e Turquia, e pequenas alterações para alguns outros países. Os estoques finais foram reduzidos em mais de 900.000 fardos, principalmente devido a reduções na Índia, China e Brasil, levando a relação estoques/utilização para 61,9%.

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‘Você quer reprovar?’: professor é investigado por pedir foto de aluna nua no PR


Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

Um professor de um colégio estadual de Ponta Grossa, na região de Campos Gerais do Paraná, é investigado por assédio sexual após ameaçar uma aluna, exigindo que ela enviasse uma foto dela nua. A polícia teve acesso a prints das mensagens enviadas por ele à estudante. No diálogo, a adolescente nega e o professor responde: “eu tô mandando, você não tem escolha ou você quer reprovar?“, continua, “quer decepcionar toda a sua família?“.

Segundo a polícia, a pasta cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o professor no último sábado (8). Foram apreendidos um celular, um notebook e pendrives que serão periciados. O caso está sob responsabilidade do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria).

A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) informou em nota que o docente não integra mais o quadro da rede estadual de ensino, em “razão da rescisão de seu contrato decorrente de procedimento administrativo”.

Em seguida, disse que a Seed e o Núcleo Regional de Educação de Ponta Grossa permanecem à disposição das autoridades para colaborar com a investigação e fornecer informações eventualmente solicitadas pelos órgãos competentes.

Por envolver menor de idade, o caso tramita sob sigilo, conforme determina a legislação.



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Raízen Energia pede conversão de registro na CVM em meio à reestruturação

A Raízen Energia informou ao mercado que protocolou junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) o pedido de conversão de seu registro de emissor de valores mobiliários da Categoria B para a Categoria A.

Segundo a companhia, a mudança faz parte do processo de reestruturação societária do grupo Raízen e está alinhada aos termos e objetivos do plano de recuperação extrajudicial que envolve a controladora Raízen, a própria Raízen Energia e determinadas empresas controladas.

A conversão será realizada de acordo com os procedimentos previstos pela regulamentação da CVM. Com o registro de Categoria A, a empresa passa a ter autorização para negociar no mercado valores mobiliários mais amplos, incluindo ações, além de assumir exigências adicionais de divulgação de informações ao mercado.

A companhia afirmou que continuará informando acionistas e investidores sobre eventuais desdobramentos relacionados ao processo.

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IFI inclui terra e energia em estimativa e vê economia acima do limite estrutural


A economia brasileira roda sem folga produtiva e opera acima do seu limite estrutural de crescimento desde o primeiro trimestre de 2024. O diagnóstico de uma atividade aquecida, que aponta a ausência de capacidade ociosa relevante e a presença de pressões cíclicas, foi consolidado pela Instituição Fiscal Independente (IFI) após uma ampla revisão na forma de medir o fôlego da economia do país.

Segundo a nova estimativa, a sobrecarga sobre a capacidade de produção atingiu a marca de 1,0% no início de 2025, desacelerando de forma marginal para 0,9% no primeiro trimestre de 2026. 

Leia também: “Prévia do PIB” de maio comprova perda de potência da atividade econômica

Hiato do produto acende sinal de alerta

Esses percentuais representam o chamado hiato do produto, um termômetro macroeconômico que mede a diferença entre a riqueza que o país efetivamente produz, captado pelo Produto Interno Bruto (PIB) real, e o seu PIB potencial, que estabelece o teto do que pode ser gerado sem causar desequilíbrios, como pressões inflacionárias.

Quando o indicador entra no campo positivo, acende-se o sinal de alerta, porque significa que a economia está exigindo mais do que suas bases estruturais, ou fatores tendenciais, suportam entregar de forma sustentável. 

Leia também: Fazenda projeta alta de 2,3% para o PIB de 2026 com impulso da indústria

Terra e energia entram na conta do PIB

A constatação desse cenário ganhou mais precisão devido a uma mudança na metodologia da estatística. Tradicionalmente, os economistas calculam a capacidade produtiva por meio da função de produção, uma fórmula que projeta o teto de crescimento cruzando a força de trabalho disponível e o estoque de capital físico, como máquinas e infraestrutura.

A grande novidade metodológica da IFI foi expandir essa equação para incluir o peso do capital natural, reconhecendo o estoque de ativos ambientais como um insumo direto para o mercado. Na prática, a conta passou a quantificar a área colhida das lavouras e o consumo de energia elétrica como motores primários da atividade nacional. 

Com essa mudança, a distribuição dos fatores de produção passou a atribuir 43,87% ao fator trabalho, 33,76% ao capital físico, 12,98% à área colhida (uso da terra) e 9,40% ao consumo de energia.

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“No caso brasileiro, a inclusão de dimensões como área colhida e consumo de energia elétrica pode aprimorar a leitura da capacidade produtiva, dada a relevância da agropecuária, do uso do solo e da energia para a atividade econômica”, afirma Rafael Curi, analista da IFI responsável pela Nota Técnica.

Ele pontua, no entanto, que que o modelo atual é “uma especificação inicial e não exaustiva”, que poderá ser aperfeiçoada no futuro.

Leia também: Retração mais forte na indústria em junho pode contribuir para a calibração dos juros

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Essa ancoragem em dados físicos e observáveis resolve uma falha dos modelos macroeconômicos tradicionais. Anteriormente, qualquer expansão do PIB que não fosse diretamente explicada pelo aumento de mão de obra ou de maquinário recaía em uma rubrica residual chamada Produtividade Total dos Fatores (PTF). Esse componente de eficiência técnica era altamente instável, sofrendo oscilações bruscas que distorciam a realidade em momentos de choque, como no auge da pandemia em 2020.

Ao redistribuir a origem do crescimento, dando o devido peso às terras agricultáveis e à matriz energética, a dependência excessiva desse fator residual diminui e as projeções ganham consistência. 

Ainda assim, como projetar o limite ideal de uma economia envolve variáveis invisíveis a olho nu, o órgão construiu um escudo contra distorções estatísticas. O percentual final divulgado deixou de espelhar uma única fórmula e passou a refletir a mediana de diversos métodos — univariados, multivariados e a própria função de produção expandida.

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O resultado central ainda é filtrado por intervalos de plausibilidade para barrar valores extremos. Segundo Curi, essa combinação de técnicas e travas garante uma leitura mais “robusta, transparente e prudente da posição cíclica da economia brasileira”.



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