IBGE projeta safra recorde de 66 milhões de sacas para 2026

A produção brasileira de café em ​2026 foi estimada nesta ​terça-feira em recorde de 66 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 1,2% em relação ao previsto no mês anterior, de acordo com avaliação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que realizou ⁠um ajuste na ​safra de grãos canéforas, com colheita em ​estágio mais avançado.

O volume representa um aumento de ⁠14,7% em relação a 2025, ⁠com impulso da safra de café ​arábica, ‌que responde pela maior parte da produção nacional.

A ⁠safra de arábica foi prevista em 44,4 milhões de sacas de 60 kg, praticamente estável ante o mês ‌anterior.

“O ⁠clima tem ‌beneficiado as lavouras do centro-sul… além disso, para a safra de 2026, aguarda-se uma bienalidade positiva”, disse ⁠o IBGE em nota.

Para ⁠o café canéfora (robusta e conilon), a estimativa da produção passou ‌para 21,6 milhões de sacas, decréscimo de 3,6% em relação ao estimado um mês antes e crescimento de 3% em relação ao volume produzido em ‌2025.

A safra total, incluindo as duas espécies, deverá aumentar ante 2025 com uma produtividade média 11,7% ⁠maior, enquanto a área plantada cresceu 2,7%.

O ajuste na produtividade média foi feito já com a ​colheita no Brasil, maior produtor global, tendo superado mais ​da metade da área. No caso específico dos canéforas, produtores já colheram mais de 70% dos cafezais.

(Por Roberto Samora; edição de ‌Letícia Fucuchima)

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