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IBGE projeta safra recorde de 66 milhões de sacas para 2026

A produção brasileira de café em ​2026 foi estimada nesta ​terça-feira em recorde de 66 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 1,2% em relação ao previsto no mês anterior, de acordo com avaliação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que realizou ⁠um ajuste na ​safra de grãos canéforas, com colheita em ​estágio mais avançado.

O volume representa um aumento de ⁠14,7% em relação a 2025, ⁠com impulso da safra de café ​arábica, ‌que responde pela maior parte da produção nacional.

A ⁠safra de arábica foi prevista em 44,4 milhões de sacas de 60 kg, praticamente estável ante o mês ‌anterior.

“O ⁠clima tem ‌beneficiado as lavouras do centro-sul… além disso, para a safra de 2026, aguarda-se uma bienalidade positiva”, disse ⁠o IBGE em nota.

Para ⁠o café canéfora (robusta e conilon), a estimativa da produção passou ‌para 21,6 milhões de sacas, decréscimo de 3,6% em relação ao estimado um mês antes e crescimento de 3% em relação ao volume produzido em ‌2025.

A safra total, incluindo as duas espécies, deverá aumentar ante 2025 com uma produtividade média 11,7% ⁠maior, enquanto a área plantada cresceu 2,7%.

O ajuste na produtividade média foi feito já com a ​colheita no Brasil, maior produtor global, tendo superado mais ​da metade da área. No caso específico dos canéforas, produtores já colheram mais de 70% dos cafezais.

(Por Roberto Samora; edição de ‌Letícia Fucuchima)

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Governo monitora potenciais impactos do ‘Super El Niño’ no agronegócio


O governo federal vem monitorando, com mais atenção, os potenciais impactos do fenômeno climático El Niño sobre o setor agropecuário. A atuação se concentra em duas frentes: apoiar os produtores em medidas preventivas e mitigar eventuais pressões inflacionárias nos alimentos. A estratégia deve incluir, ainda, a revisão orçamentária do seguro rural.

O movimento do governo, capitaneado pela equipe agrícola do Executivo, vem em meio à expectativa de um “Super El Niño”, que ameaça a produção brasileira de grãos na safra 2026/27. A previsão meteorológica é a de que ele se converta em um “episódio forte” entre julho e setembro, o que aumenta a probabilidade de ondas de calor, secas e chuvas intensas que podem prejudicar a produtividade das lavouras da nova safra, que começa a ser semeada em setembro.

Na última semana, o Ministério da Agricultura instituiu, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, um grupo de trabalho para avaliar os impactos de El Niño. Entre as funções da equipe, estão mapear vulnerabilidades regionais e setoriais e propor estratégias de mitigação e instrumentos de proteção do produtor rural. A avaliação deverá considerar os impactos por região geográfica e nas principais culturas, como soja, trigo, milho, feijão, cana-de-açúcar, café e mandioca.

Deverá, também, formular propostas institucionais relativas aos efeitos do El Niño na produção e produtividade da agropecuária brasileira e elaborar um relatório contendo estratégias de adaptação e mitigação frente ao fenômeno climático com um plano de trabalho e um cronograma de ações e respectivos impactos na agropecuária brasileira. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participam do grupo.

O colegiado deverá atuar, além disso, como uma espécie de “comitê de crise” para subsidiar as ações do ministério e eventualmente orientar a necessidade de suplementações ou remanejamentos orçamentários para o enfrentamento do fenômeno climático. “A avaliação preliminar é a de que instrumentos de gestão e mitigação de risco, como o seguro rural, precisarão ser fortalecidos com urgência”, apontou uma fonte.

No seguro rural, a intenção é incluir a discussão nos debates de estratégias de mitigação do El Niño. O orçamento do seguro rural foi contingenciado em mais de 53% pelo governo ao longo do último mês, com os recursos para subvenção ao prêmio caindo para R$ 473,8 milhões neste ano. A partir das análises do colegiado, entretanto, técnicos da equipe agrícola veem espaço para recomposição do orçamento do seguro rural, relatam fontes ao Broadcast Agro.

O governo optou por não incluir eventuais anúncios ao seguro rural no lançamento do Plano Safra, política oficial de crédito rural, e tratá-lo sob a ótica ampliada dos desdobramentos de El Niño, disse ao Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos. “O indicativo foi tratar o Plano Safra na área do financiamento e deixar o seguro rural para ser tratado dentro do esforço do governo sobre a potencialidade dos impactos de El Niño, em uma análise mais ampla e interministerial”, continuou. “A ideia é pensar não apenas no resultado final de El Niño, mas no potencial impacto inflacionário, mas na segurança ao produtor rural para ter apetite para plantar a safra, em meio à situação de endividamento, aos preços baixos das commodities e à insegurança climática dominante”, esclareceu. “O seguro rural minimiza o efeito limitador da questão climática sobre a safra”, afirmou.

Campos destaca ainda o aspecto inflacionário de um eventual impacto de El Niño sobre a safra. “Dois componentes preocupam: El Niño sobre a safra 2026/27 e o aumento do custo de produção, com a alta dos fertilizantes em virtude do conflito no Oriente Médio. Há canal de repasse direto à inflação dos alimentos e os instrumentos para contê-la não estão sendo eficazes como esperado”, pontuou, mencionando o peso do agronegócio para o desempenho da economia, já que responde por mais de 25% do Produto Interno Bruto (PIB).

Na inflação, antes mesmo dos efeitos de El Niño, o grupo alimentação e bebidas vem contribuindo para a aceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA 15), que acumula alta de 3,45% neste ano até junho. “Há uma preocupação latente com o aumento do custo dos alimentos”, reforçou Campos.

No segmento da agricultura familiar, o Ministério do Desenvolvimento e Agricultura Familiar busca recursos, no âmbito do grupo que estuda impactos de El Niño, para formar brigadas de incêndio em assentamentos da reforma agrária, assim como ocorre em territórios indígenas, sobretudo na Região Norte do País, no Estado do Amazonas. A intenção é a de que a formação das brigadas seja financiada pelo Fundo Amazônia, disse a ministra do MDA, Fernanda Machiaveli, em coletiva de imprensa.

Outro tema em debate pelo MDA é a necessidade de ampliação da formação de estoques de produtos agropecuários para enfrentamento de oscilações de preço – hoje, entretanto, não é possível legalmente a dotação de recursos extraordinários para estoques de forma preventiva, apenas em emergências. “Ao longo dos últimos anos, compramos 800 mil toneladas de alimentos que estão armazenados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)”, apontou Machiaveli, citando ainda a discussão com o Ministério do Planejamento e Orçamento em relação à construção de contratos de opções para a safra.

Os impactos de El Niño também são acompanhados, pelo MDA, no âmbito do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Em anos de adversidades climáticas, é comum as indenizações do Proagro dispararem. No momento, o MDA descarta a possibilidade de “estouro” do orçamento do programa, previsto em R$ 6,6 bilhões para indenizações neste ano. “O Proagro foi aperfeiçoado. Ainda há espaço confortável, mas precisamos monitorar. Todas as evidências científicas apontam que El Niño será grave e continuaremos monitorando”, apontou o diretor de Financiamento, Proteção e Apoio à Inclusão Produtiva Familiar do MDA, José Henrique Silva.

O Proagro é uma espécie de seguro rural usado para socorrer pequenos e médios produtores em caso de eventos climáticos extremos, pragas ou doenças e, nessas hipóteses, o beneficiário fica isento de pagar os financiamentos contratados com bancos ou cooperativas, e o custo é assumido pela União. O programa, que tem participação do Tesouro e é rubrica obrigatória, vem sendo alvo de escrutínio pelo Banco Central e pelo Executivo, após o orçamento do programa ter quintuplicado e do aumento de denúncias de fraudes relacionadas ao Proagro. O programa é obrigatório na contratação de financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O tema perpassa ainda a equipe econômica do Executivo, que já considera os efeitos de um “Super El Niño” nas projeções macroeconômicas do próximo ano. No seu último Boletim Macrofiscal, o Ministério da Fazenda apontou que a maior probabilidade de ocorrência de El Niño neste segundo semestre e o prolongamento do choque nos preços de fertilizantes são vetores que podem afetar em maior medida a safra de 2027 e pressionar a inflação de alimentos, com alguma antecipação ainda para este ano. A expectativa de inflação da pasta foi revisada de 3% para 3,5% em 2027.



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Brasil deve exportar 13,76 milhões de toneladas de soja em julho

As exportações de soja, ​farelo de soja e ​milho do Brasil em julho deverão superar as expectativas iniciais, de acordo com avaliação semanal divulgada pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

A exportação de soja brasileira ⁠deve alcançar ​13,76 milhões de toneladas em julho, ​aumento de 1,5 milhão de toneladas ⁠na comparação com a ⁠estimativa divulgada na semana passada.

Com ​o ‌ajuste, a Anec projeta que os ⁠embarques da oleaginosa vão superar em 1,8 milhão de toneladas os totais do mesmo mês ‌do ⁠ano passado.

Segundo ‌números da Anec baseados nos embarques já efetivados e na programação de navios, ⁠as exportações de ⁠farelo de soja em julho estão previstas em 2,57 ‌milhões de toneladas, cerca de 200 mil a mais na comparação semanal e um aumento anual de mais de ‌400 mil toneladas.

Já a exportação de milho foi prevista em 3,44 milhões de ⁠toneladas em julho, aumento de quase 1 milhão de toneladas ante a previsão ​da semana passada, mas uma queda versus ​julho de 2025, quando os embarques se aproximaram de 4 milhões de toneladas.

(Por Roberto Samora; edição de ‌Letícia Fucuchima)

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Fisioculturista baiano morre aos 35 anos após passar mal em casa


O fisiculturista baiano Mailson Araújo dos Santos, de 35 anos, morreu na segunda-feira (13) após passar mal em casa, na cidade de Alagoinhas, no interior da Bahia. O atleta era conhecido no cenário baiano da modalidade.

Após passar mal, Mailson pediu ajuda aos pais. A mãe do atleta e técnica de enfermagem iniciou manobras de reanimação até a chegada do Corpo de Bombeiros. Agentes da corporação deram continuidade ao atendimento, mas o atleta não resistiu. As informações são do portal g1.

A causa da morte também não foi divulgada. O baiano foi sepultado na tarde desta terça-feira (14), no Cemitério Jardim Paraíso da Saudade, em Alagoinhas.

Quem era Mailson Araújo dos Santos

O atleta baiano disputava a categoria Men’s Physique. Ele ganhou destaque na modalidade após conquistar o cartão profissional ao vencer a classificação geral da divisão amadora no Arnold Classic South America de 2023.

No mesmo ano, Mailson terminou o Musclecontest Brazil em terceiro lugar.

De 2023 a 2024, o baiano era treinado por Fabricio Pacholok, técnico de Ramon Dino, um dos principais atletas do esporte no Brasil.

Nas redes sociais, o fisiculturista baiano acumulava mais de 32 mil seguidores. Ele compartilhava a sua rotina de treinos e de alimentação.



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Camil amplia vendas, mas lucro cai 57,6% no 1º trimestre fiscal de 2026

A Camil iniciou o ano fiscal de 2026 com crescimento nas vendas, mas registrou queda no lucro líquido entre março e maio. A companhia encerrou o primeiro trimestre do exercício com lucro líquido de R$ 28 milhões, retração de 57,6% em relação aos R$ 66 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. A margem líquida também recuou de 2,5% para 1,0%.

O desempenho foi impactado principalmente pelo aumento das despesas financeiras, reflexo da elevação das taxas de juros, da variação cambial e dos efeitos de instrumentos financeiros derivativos. Ainda assim, a companhia voltou ao lucro após registrar prejuízo de R$ 40,3 milhões no trimestre imediatamente anterior.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 210 milhões entre março e maio, queda de 9,9% na comparação anual. A margem Ebitda ficou em 7,9%, ante 8,7% no mesmo período do ano passado.

Apesar da redução da rentabilidade, a Camil ampliou sua presença no mercado. O volume de vendas atingiu 593,6 mil toneladas, alta de 17,9% na comparação anual, impulsionado tanto pelo mercado brasileiro quanto pelas operações internacionais.

No Brasil, a categoria de alto giro, que reúne grãos e produtos adoçados, registrou crescimento de 13,9% nos volumes vendidos em relação ao primeiro trimestre do ano fiscal anterior. Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado principalmente pelo desempenho de grãos e açúcar, refletindo o fortalecimento das marcas, a evolução da execução comercial e a estratégia de expansão adotada desde o ano passado.

Nas categorias de alto valor agregado, os volumes avançaram 14,6%, com destaque para pescados, café e biscoitos. A empresa destacou que o café segue como um dos principais motores de crescimento, com ampliação do portfólio, expansão da presença nos canais de venda e ganho de participação de mercado. Os biscoitos também registraram aumento nas vendas, reforçando a estratégia de crescimento em categorias de maior valor agregado.

No mercado internacional, os volumes cresceram 26% na comparação anual, impulsionados principalmente pelas operações no Uruguai, Paraguai e Chile. Apesar da queda de 32,4% no preço médio do arroz na região, a empresa afirmou que manteve a estratégia de ampliar participação nos mercados em que atua, fortalecendo sua plataforma regional e diversificando as operações.

O balanço também mostrou deterioração dos indicadores de alavancagem financeira. A relação dívida líquida/Ebitda passou de 4,1 vezes para 4,7 vezes em 12 meses. A dívida líquida atingiu R$ 4,2 bilhões, aumento de 16,6% na comparação anual. Segundo a companhia, durante o trimestre foram captados aproximadamente R$ 600 milhões para reforçar a liquidez e atender ao cronograma de amortizações dos próximos 12 a 14 meses.

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AGU rejeita argumentos da Enel e defende o processo para cassar concessão em SP


A Advocacia-Geral da União (AGU) rejeitou os argumentos apresentados pela Enel São Paulo contra a abertura de um processo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que pode resultar no fim antecipado da concessão da distribuidora por causa do descumprimento das suas obrigações após os apagões de 2023 a 2025.

Em um parecer assinado na sexta-feira (10), o procurador federal Marcelo Escalante Gonçalves afirma que o recurso da empresa traz apenas divergências técnicas, sem apontar ilegalidades que justifiquem rever a abertura do processo. Dessa forma, a investigação que pode resultar na caducidade da concessão deve continuar, segundo o membro da AGU.

“O inconformismo da Enel-SP resume-se a uma tentativa de adotar uma metodologia alternativa de cálculo, o que caracteriza mera discordância técnica e não possuía capacidade de anular o ato por vício de motivação”, escreveu Gonçalves.

Em abril, a distribuidora havia pedido à Aneel que reconsiderasse a abertura do processo de caducidade da concessão. A Enel apontou erro no método usado pela agência para medir o restabelecimento de energia após os apagões causados por um ciclone extratropical na cidade de São Paulo em dezembro de 2025, que deixaram mais de 2,2 milhões de clientes sem luz.

À época, a própria Enel apontou que 80,2% das unidades atingidas tiveram a luz religada em até 24 horas. A Aneel, na outra ponta, concluiu que o índice foi bem menor, de 67%. O argumento da distribuidora era de que a divergência entre os porcentuais seria explicada pela aplicação de metodologias diferentes.

Mas, para a AGU, ficou explícito que a Aneel sempre aplicou, de forma linear e contínua, a metodologia de “pico simultâneo” para avaliar a curva de distribuição da Enel e de outras distribuidoras. A empresa estaria pedindo, portanto, a aplicação de uma metodologia alternativa, e não apontando um erro material na apuração da agência.

“Trata-se, portanto, de matéria de mérito probatório, incapaz de inquinar o ato de nulidade, visto que os motivos declarados pela Aneel guardam perfeita correspondência fática com a metodologia por ela adotada”, diz o parecer.

Além disso, a AGU aponta que a abertura do processo de caducidade não levou em conta apenas a curva de recomposição 24 horas após os apagões de 2025, mas também considerou uma série de “não-conformidades” que incluem elevado tempo médio de atendimento a ocorrências emergenciais, elevada quantidade de interrupções no fornecimento de energia por 24 horas ou mais, entre outros.

“Assim, ainda que em uma hipótese puramente teórica fosse acolhido o porcentual de 80,2% defendido pela Enel-SP, o despacho nº 1.214/2026 permaneceria plenamente válido, sustentado pela persistência de todas as demais falhas operacionais e de planejamento que restaram apontadas pela fiscalização”, afirma a AGU.

Nota da Enel SP

A Enel São Paulo afirmou, em nota, que manifesta discordância em relação ao parecer da Procuradoria da Aneel. Em parecer assinado ontem, a Advocacia-Geral da União (AGU) rejeitou os argumentos apresentados pela Enel São Paulo contra a abertura de um processo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“A companhia seguirá atuando de forma transparente e colaborativa para demonstrar, em todas as instâncias competentes, o cumprimento integral das metas estabelecidas em contrato e no plano de melhoria apresentado ao regulador em 2024 A distribuidora mantém plena confiança nos fundamentos técnicos e legais que orientam sua atuação no País e reitera seu compromisso com a qualidade do serviço prestado a seus mais de 8,5 milhões de clientes na Grande São Paulo”, afirmou a Enel em nota.

A companhia acrescentou que a análise da Aneel representa uma etapa do processo. “A Enel São Paulo permanece à disposição da Aneel, do Ministério de Minas e Energia e de todos os órgãos competentes para colaborar com os esclarecimentos necessários. Os avanços operacionais recentes e os investimentos realizados refletem o compromisso permanente e de longo prazo da companhia com todos os consumidores da Grande São Paulo”, complementou a Enel São Paulo.



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Massa de ar frio derruba temperaturas no Sul e Sudeste a partir deste fim de semana


Uma massa de ar frio deve avançar pelo Sul do Brasil a partir deste fim de semana e provocar queda das temperaturas também em parte do Sudeste no início da próxima semana. O frio será sentido primeiro no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, onde pode haver chuva e temporais, depois, alcançará o sul e o leste de São Paulo, incluindo a capital paulista.

Neste sábado (11) a região metropolitana de Porto Alegre foi atingida por uma tempestade com granizo. Em Eldorado do Sul, uma centena de casas teve os telhados destruídos e cerca de 400 pessoas ficaram desalojadas.

As instabilidades ganham força por causa da passagem de uma frente fria e da formação de uma área de baixa pressão próxima à costa no sul do País.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê mínimas próximas de 4 graus em grande parte da Região Sul na segunda-feira (13). Há também possibilidade de geada em áreas dos três Estados, principalmente nas regiões serranas e nos pontos de maior altitude.

Neste domingo (12) a chuva avança pelo sul do Estado de São Paulo, litoral, capital, Vale do Paraíba, leste, oeste e norte do Estado.

Há possibilidade de pancadas moderadas a fortes, trovoadas e temporais isolados, especialmente na Baixada Santista.

Entre a tarde e a noite, as instabilidades também podem alcançar o extremo sul de Minas Gerais, o sul do Rio de Janeiro, incluindo Paraty, e a região metropolitana do Rio de Janeiro. Nas demais áreas do Sudeste, o tempo permanece firme e quente durante boa parte do fim de semana.

Chuva e vento na capital paulista

Na capital paulista, neste domingo, há previsão de chuva desde a madrugada e ao longo do dia, além de rajadas que podem variar entre 50 km/h e 70 km/h. A máxima deve cair para perto de 21 graus.

O ar frio chega com mais força na segunda e deve manter as máximas abaixo de 20 graus na capital paulista também na terça-feira (14).

A madrugada mais fria pode ocorrer na quarta-feira (15) quando os termômetros têm possibilidade de marcar menos de 10°C.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo também emitiu alerta para queda de temperatura a partir do fim de semana, já que a aproximação e o avanço gradual da frente fria começam a alterar as condições do tempo no Estado.

O aumento da nebulosidade favorece pancadas isoladas de chuva, principalmente na metade sul e na faixa leste paulista, mas os modelos meteorológicos não indicam acumulados significativos.

Nos dias seguintes, a frente fria mantém o cenário de maior nebulosidade e instabilidade, com previsão de precipitações de baixa intensidade.

Durante as madrugadas e as primeiras horas da manhã, permanecem favoráveis as condições para formação de nevoeiros e neblinas, especialmente em áreas litorâneas, serranas e na faixa leste paulista.

Com a atuação de uma massa de ar fria, as temperaturas não devem subir tanto e a sensação de frio será mais intensa em todo o Estado.

A duração da onda de frio deve ser curta: a previsão é que o calor retorne a partir da metade da semana.



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Morre um dos homens baleados por policial de folga em ‘brincadeira’ de falso assalto em SP


Um dos homens baleados por um policial civil de folga na tarde de segunda-feira (13), na Vila Regente Feijó, na zona leste de São Paulo, durante uma “brincadeira” de falso assalto, morreu horas depois no hospital.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) afirmou que os dois homens, de 36 e 21 anos, que ficaram feridos durante a ação, foram encaminhados ao Hospital Vila Alpina. O mais velho, que conduzia a motocicleta, não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade no fim da tarde de segunda-feira.

A dupla foi baleada durante uma “brincadeira” de falso assalto, em frente a uma concessionária na Avenida Sapopemba. Um policial civil, de 31 anos, estava no estabelecimento. Uma câmera de monitoramento registrou o momento em que o agente observava um carro ao lado de dois funcionários da loja. Em seguida, os dois homens se aproximam em uma motocicleta, sobem na calçada, anunciam o assalto e fazem menção de estar armados.

O policial, que estava de folga, intervém e atinge os dois. O condutor, que morreu horas depois, cai na calçada com a motocicleta. Após serem atingidos pelos disparos, os feridos alegaram que se tratava de uma brincadeira, porque eram conhecidos dos funcionários da loja.

O caso foi registrado como lesão corporal decorrente de intervenção policial e legítima defesa no 42º Distrito Policial, do Parque São Lucas. A Corregedoria da Polícia Civil acompanha o caso.



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Brasil movimentou US$ 11,4 bilhões com exportações de minerais críticos em 2025


O conjunto de minerais críticos — cobre, nióbio, silício, níquel, lítio, grafite, elementos de terras raras (ETR), fosfato e potássio –, incluindo suas cadeias produtivas, renderam ao Brasil em 2025 US$ 11,4 bilhões em exportações para o Brasil, das quais US$ 4,3 bilhões foram destinadas ao mercado europeu. Isso significa dizer que a União Europeia absorveu 37,6% das exportações brasileiras desses nove minerais críticos no ano passado.

Os dados fazem parte de estudo técnico realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e que divulgado nesta terça-feira (14), em Brasília.

Leia também: Senado adia votação de política nacional para minerais críticos e estratégicos

Segundo a ApexBrasil, o documento mapeou os fluxos de comércio ao longo das respectivas cadeias, instrumentos de incentivo governamental e projetos relacionados a minerais críticos em prontidão para receber investimentos estrangeiros.

“Em razão das vastas reservas em diversos desses minerais, o Brasil figura como fornecedor estratégico para atender à expansão global da demanda gerada pelos processos de transição energética, digitalização e segurança das cadeias globais de valor”, disse a agência em nota.

Tendo em vista a busca da União Europeia por diversificação de fornecedores, o estudo indica haver espaço para parcerias mutuamente benéficas. “Marcos regulatórios e programas de financiamento específicos da União Europeia, como o Critical Raw Materials Act (CRMA), a iniciativa Global Gateway e a European Raw Materials Alliance (ERMA) podem servir de base para esse fim. Além disso, a recente conclusão do Acordo Mercosul-União Europeia e a matriz energética brasileira — predominantemente renovável — atuam como fatores que reforçam a posição do Brasil como receptor de investimentos de longo prazo em cadeias de minerais críticos.”

O relatório técnico do estudo da ApexBrasil aponta que as perspectivas de cooperação econômica não se restringem à atividade extrativa primária. “Existe potencial mapeado para a ampliação das etapas de processamento, refino, transformação industrial e fabricação de produtos de maior valor agregado em território brasileiro, afirma a agência.

É indicado ainda que, para dar suporte ao desenvolvimento de projetos nestas fases da cadeia, o mercado nacional dispõe de mecanismos de financiamento institucional que incluem linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), debêntures incentivadas e programas vinculados à Nova Indústria Brasil (NIB) e ao Novo PAC.



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Café perde força em Nova York com pressão da safra brasileira

O mercado do café encerrou a sessão desta terça-feira (14) em queda na Bolsa de Nova York. O contrato do arábica com vencimento em setembro recuou 1,18% e fechou cotado a US$ 3,26 por libra-peso.

Segundo o Barchart, os preços oscilaram ao longo do pregão em um ambiente de baixa liquidez, fator que ampliou a volatilidade das negociações.

Na avaliação da Hedgepoint Global Markets, os fundamentos seguem pressionando as cotações diante da expectativa de uma safra recorde de café no Brasil no ciclo 2026/27. Apesar desse cenário de maior oferta, alguns fatores continuam dando sustentação ao mercado.

Entre eles estão os estoques reduzidos nos países consumidores, o atraso no ritmo da colheita brasileira e o risco de impactos do El Niño sobre a produção em outras origens, o que mantém os investidores atentos ao equilíbrio entre oferta e demanda.

Cacau

O contrato do cacau com vencimento em setembro encerrou o pregão em queda de 0,62% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 5.806 por tonelada.

As cotações acumulam a terceira sessão consecutiva de desvalorização, refletindo o alívio nas preocupações com a oferta após notícias divulgadas na última sexta-feira sobre a evolução das entregas de cacau na Costa do Marfim, principal produtor mundial da commodity.

Agora, as atenções do mercado se voltam para os dados de moagem de cacau do segundo trimestre na Ásia, Europa e América do Norte, que serão divulgados ao longo desta semana e servirão como um importante indicador da demanda global.

As projeções apontam para uma retração de 1,5% na moagem na Europa e de 1% na América do Norte. Em contrapartida, a expectativa é de crescimento de 9% na Ásia, reforçando a recuperação da demanda observada na região desde o primeiro trimestre.

Açúcar

O contrato do açúcar com vencimento em outubro encerrou o pregão cotado a 14,88 centavos de dólar por libra-peso na Bolsa de Nova York, com ganho de 0,88%.

De acordo com o Barchart, o mercado reagiu positivamente após a decisão do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) de elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%.

A expectativa é que a medida aumente a demanda por etanol e incentive parte das usinas brasileiras a direcionar uma parcela maior da cana para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar e dando sustentação aos preços da commodity.

Segundo a Hedgepoint Global Markets, a safra recorde 2026/27 no Centro-Sul do Brasil continua pressionando as cotações, que chegaram aos menores níveis desde 2020. Apesar disso, riscos climáticos que podem comprometer a produção no Hemisfério Norte durante a temporada 2026/27 oferecem suporte às cotações no médio prazo e sustentam o prêmio do açúcar branco.

Algodão

O contrato futuro do algodão com vencimento em dezembro fechou o pregão com leve queda de 0,79%, cotado a 80,87 centavos de dólar por libra-peso.

No mercado físico, o relatório semanal de acompanhamento das lavouras dos Estados Unidos mostrou que 60% da safra já havia formado maçãs até o último domingo, um ponto percentual acima da média dos últimos cinco anos. A formação de cápsulas atingiu 22%, em linha com a média histórica.

Já a qualidade das lavouras apresentou deterioração. Segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), 44% das áreas foram classificadas entre boas e excelentes, dois pontos percentuais abaixo da semana anterior.

Entre os principais estados produtores, o Texas registrou uma piora de sete pontos na avaliação das lavouras, enquanto a Geórgia apresentou melhora de dois pontos em relação à semana anterior.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 2,22% em que o contrato fechou negociado a US1,40 por libra-peso.

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