Lia Nogueira destaca urgência no combate à violência e participa de inauguração da Procuradoria da Mulher em Fátima do Sul


“Não estamos falando de números, estamos falando de vidas.” Foi com esse alerta firme e carregado de emoção que a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB), iniciou sua fala durante a inauguração da Procuradoria Especial da Mulher na Câmara Municipal de Fátima do Sul. Ao lembrar que o estado já registra, somente neste ano, oito vítimas de feminicídio, a parlamentar reforçou que cada estatística representa uma história interrompida, uma família destruída e um pedido de socorro que não pode mais ser ignorado.

A criação da Procuradoria da Mulher se consolida como uma resposta institucional necessária, ampliando a rede de proteção e garantindo um espaço de escuta qualificada, acolhimento e encaminhamento para vítimas que, muitas vezes, ainda encontram barreiras para denunciar.
Na ocasião, Lia trouxe dados alarmantes da violência no Estado, reforçando a urgência de ações concretas. De acordo com informações da Secretaria de Justiça e Segurança Pública, Mato Grosso do Sul registra, em média, de 55 a 60 ocorrências de violência doméstica por dia. No ano passado, uma mulher foi assassinada a cada sete dias, números que evidenciam o avanço da violência, especialmente no interior.
A deputada também chamou atenção para a necessidade de ampliar a estrutura de segurança pública fora da Capital. Ela relembrou sua luta pela implantação de delegacias especializadas no atendimento à mulher funcionando 24 horas no interior, defendendo que investir em proteção não é custo, mas sim compromisso com a vida. “É durante a noite e a madrugada que muitas dessas violências acontecem, e é nesse momento que a mulher precisa encontrar portas abertas”, afirmou.
Além da atuação legislativa, Lia Nogueira destacou iniciativas de sua autoria que já impactam diretamente a vida das mulheres, como o programa “Recomeços”, que incentiva a contratação de vítimas de violência doméstica, oferecendo autonomia financeira para romper o ciclo de abusos. Ela também mencionou a lei que garante a presença de uma profissional de saúde do sexo feminino durante atendimentos em que a mulher esteja inconsciente, medida criada para evitar casos de violência em momentos de extrema vulnerabilidade.

Ao final, Lia reforçou que o enfrentamento à violência contra a mulher exige mais do que estruturas físicas, demanda compromisso contínuo, sensibilidade e ação efetiva do poder público. Para ela, cada política implementada representa uma oportunidade de interromper ciclos de dor e reescrever histórias.



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