Lorenz projeta faturamento de R$ 1,2 bilhão com mandioca até 2032 no Brasil

A Lorenz, empresa do grupo GTF e maior processadora de mandioca do Brasil, projeta encerrar 2026 com faturamento de R$ 420 milhões e mantém um plano estratégico de crescimento que prevê alcançar R$ 1,2 bilhão em receita até 2032.

A expansão será sustentada por investimentos em modernização industrial, desenvolvimento de novos amidos especiais, ampliação das exportações e possíveis aquisições ao longo dos próximos anos.

O desempenho da companhia acompanha um cenário favorável para a cadeia da mandioca no Brasil. Em 2026, a produtividade da cultura avançou cerca de 20% em comparação ao mesmo período do ano anterior, ampliando a oferta de matéria-prima para as indústrias.

Segundo a empresa, o aumento no rendimento das lavouras permitiu maior disponibilidade de raiz para processamento, beneficiando diretamente as operações da Lorenz, que atualmente possui quatro indústrias e processa aproximadamente 25 mil toneladas de mandioca por mês.

O diretor de novos negócios da Lorenz, Aleksandro Siqueira, destacou que a empresa vive um ciclo consistente de crescimento desde que a GTF adquiriu a antiga Cia Lorenz há dez anos.

Em 2016, o faturamento da operação era de R$ 35 milhões. Em 2025, a receita alcançou R$ 385 milhões, crescimento superior a dez vezes no período.

“A projeção para este ano é chegar aos R$ 420 milhões em faturamento e seguir crescendo em dois dígitos até 2032. Nosso planejamento estratégico prevê alcançar R$ 1,2 bilhão impulsionados por modernização, crescimento orgânico, inovação e expansão internacional”, afirmou Siqueira.

A expectativa da companhia para 2026 é avançar pelo menos 12% em faturamento e cerca de 10% em volume comercializado. A estratégia está apoiada principalmente no crescimento da demanda global por produtos plant-based , ingredientes clean label e soluções alimentícias mais saudáveis.

A empresa vem ampliando o portfólio de amidos especiais voltados tanto para o setor alimentício quanto para aplicações industriais. Entre os destaques estão soluções para embutidos, redução de óleo em maioneses, substituição parcial de gelatina em balas de goma e adesivos vegetais para embalagens biodegradáveis.

Mercado internacional

Segundo Siqueira, os produtos à base de mandioca ganharam competitividade no mercado internacional em função da alta dos custos de produção na Europa e da elevação dos fretes asiáticos, principalmente da Tailândia e do Vietnã, tradicionais fornecedores globais de amidos.

“O consumidor está olhando cada vez mais para produtos de origem vegetal, com menos açúcar, menos sódio e ingredientes mais saudáveis. A mandioca atende justamente essa demanda e o Brasil vem se consolidando como um fornecedor estratégico para o mercado global”, disse.

Atualmente, a Lorenz exporta para mais de 40 países. Entre os mercados que mais cresceram estão Colômbia, México, Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Venezuela e países do Norte da África. O segmento de embutidos lidera a demanda internacional, especialmente em mercados latino-americanos.

Outro fator que fortalece a expansão internacional da companhia é a consolidação das certificações globais das plantas industriais da empresa, incluindo BRC, IFS, Halal, Kosher e Smeta, voltadas para qualidade, segurança alimentar, responsabilidade social e sustentabilidade.

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