Mato Grosso está entre os estados selecionados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para receber o Censo Experimental do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. A operação será realizada entre 3 de novembro e 4 de dezembro, em Barra do Bugres e nas terras indígenas Umutina e Figueiras, com o objetivo de testar procedimentos, sistemas e metodologias que serão utilizados na pesquisa nacional de 2027.
Além de Mato Grosso, o levantamento experimental ocorrerá em Rio Claro (SP), na Reserva Extrativista de Cururupu e no Território Quilombola Santa Tereza, ambos no Maranhão. A escolha das localidades considera diferentes realidades territoriais e sociais do país, permitindo avaliar a execução da pesquisa em contextos distintos.
O planejamento do Censo Experimental foi apresentado pelo IBGE em coletiva pública, no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF). A atividade reuniu representantes do governo federal, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da equipe técnica responsável pela operação.
O Censo Experimental é a última e mais abrangente etapa de testes em campo antes da realização do levantamento nacional. A iniciativa permitirá avaliar, em condições reais, os sistemas tecnológicos, a logística de campo, o treinamento das equipes e as metodologias de coleta de informações.
Segundo o coordenador-geral de Operações Censitárias do IBGE, Fernando Damasco, o planejamento da pesquisa vem sendo desenvolvido há pelo menos dois anos. A etapa experimental funciona como uma simulação completa da operação, na qual os diferentes componentes do trabalho são testados antes do início da coleta nacional.
CADASTRO PRÉVIO E PREPARAÇÃO DAS EQUIPES – Entre as novidades previstas para o Censo de 2027 está o lançamento do Cadastro Prévio de Estabelecimentos Agropecuários. A iniciativa integra as ações de preparação da pesquisa e deverá contribuir para a organização do levantamento.
O IBGE também realizará testes de ambientação em 24 unidades da Federação. A mobilização das equipes estaduais permitirá avaliar equipamentos, sistemas, fluxos operacionais e procedimentos de supervisão antes do início da coleta nacional.
Durante a coletiva, o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, ressaltou a importância histórica do levantamento para acompanhar as transformações da agropecuária brasileira. A pesquisa reúne informações fundamentais para conhecer a realidade do campo e subsidiar a formulação de políticas públicas.
O secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos, também destacou a importância dos dados para construir um retrato abrangente da produção rural brasileira, considerando propriedades de diferentes portes e as diversas atividades desenvolvidas no campo.
As informações coletadas durante a etapa experimental servirão para aperfeiçoar os instrumentos e procedimentos que serão adotados em todo o país no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, previsto para 2027.
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