A MBRF, empresa dona das marcas Sadia, Perdigão e Qualy, teve um lucro líquido de R$ 69 milhões no segundo trimestre de 2026, o que representa uma queda de 19,5% se comparado ao mesmo período do ano anterior. No segundo trimestre de 2025, o resultado havia sido de R$ 85 milhões.
De acordo com o comunicado, a empresa destaca que mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador, a companhia manteve sua capacidade de geração de resultados e apoiada pela evolução operacional, expansão comercial e ganhos de sinergia e eficiência em diferentes mercados.
“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.
A receita liquida somou R$ 40,7 bilhões neste segundo trimestre de 2026, com avanço de 4,9% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.
O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 3,2 bilhões, um avanço de 5,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior, que estava em R$ 3.039 bilhões.
A margem EBITDA ajustada no trimestre foi de 7,9%, um aumento de 3 bps em comparação ao mesmo período de 2025, que estava em 7,8%.
A companhia também informou que o volume de vendas cresceu, atingindo 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.
Com relação à cota chinesa, a MBRF destacou que deve manter os fluxos de exportação por meio de suas operações internacionais. A companhia pode atender à demanda da China a partir de unidades localizadas em países como Argentina e Uruguai, que possuem acesso ao mercado chinês, enquanto a operação nos Estados Unidos também pode ser utilizada para abastecer o mercado asiático.
Operações de bovinos
Na América do Norte, o volume de vendas cresceu 2%, de 468 mil para 477 mil toneladas, contribuindo para mitigar os efeitos da menor disponibilidade de gado.
O maior peso médio das carcaças e a demanda firme mantiveram os preços em patamares elevados e impulsionaram a receita líquida para US$ 3,748 bilhões, avanço de 14,9% em relação aos US$ 3,263 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
Em coletiva de imprensa, a empresa destacou que a oferta restrita de animais nos Estados Unidos continua impactando as margens. Com o anúncio da reabertura das importações de gado do México, a expectativa é de um efeito positivo a partir de 2027, embora o impacto dependa do peso do gado americano.
Já na América do Sul, a empresa informou que a expansão da capacidade produtiva, os ganhos de produtividade e a forte demanda por proteína bovina nos mercados externos sustentaram o crescimento dos volumes e da receita.
No período, a receita líquida alcançou R$ 6,389 bilhões, alta de 26,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o EBITDA ajustado avançou 22,1%, para R$ 570 milhões.
Sadia Halal
A Sadia Halal encerrou o trimestre com receita líquida de US$ 590 milhões, alta de 16,6% em relação ao segundo trimestre de 2025.
O EBITDA ajustado alcançou US$ 95 milhões, crescimento de 104,3%, enquanto a margem EBITDA ajustada avançou 6,9 pontos percentuais, para 16,1%, novo recorde para a operação.
“Com mais de 50 anos de presença no Oriente Médio, contamos com uma sólida plataforma comercial e expertise logística que têm sido fundamentais para mitigar os desafios operacionais decorrentes do contexto geopolítico, assegurando o abastecimento e contribuindo para a segurança alimentar da região,” explica Fabio Mariano, CEO da Sadia Halal e Vice-Presidente do Mercado Halal da MBRF.



