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Anvisa proíbe comercialização de 12 produtos de limpeza; veja a lista


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (12) a proibição da comercialização de 12 produtos de limpeza, segundo publicado no Diário Oficial da União.

A medida afeta todos os lotes de itens como alvejantes, tira-manchas e soluções de percarbonato de sódio.

Veja a lista dos produtos:

  • OXYPUR – QUIMPACK
  • PERCARBONATO DE SÓDIO – LOS CHEFS
  • ALVEJANTE NATURAL MULTIUSO – NOVA FÓRMULA
  • PERCARBONATO DE SÓDIO – VONG HOME
  • BOA ALVEJANTE PERCARBONATO DE SÓDIO EM PÓ
  • PERCARBONATO PLUS – ANS AGRÁRIA
  • PERCARBONATO DE SÓDIO – NATIVA
  • YTA CLEAN
  • ALVEJANTE TIRA MANCHAS – AMIGOS DISTRIBUIDORA
  • ERCARBONATO DE SÓDIO – OXGEN
  • TIRA MANCHAS – FV GROUP
  • PERCARBONATO TOP BRILHO

Segundo a Anvisa, os produtos foram fabricados e vendidos por empresas sem autorização de funcionamento ou registro sanitário. A agência ordenou a retirada imediata dos produtos de circulação em todo o país para garantir a segurança dos consumidores.



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Ministério da Agricultura debate produção nacional de vacinas para rebanhos

O MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) discutiu nesta quarta-feira (12) com representantes da indústria farmacêutica medidas para ampliar a produção nacional e garantir o abastecimento de vacinas para rebanhos brasileiros.

O encontro teve participação dos representantes da Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais) e discutiu medidas para ampliar a fabricação de vacinas destinadas à pecuária, especialmente contra raiva e brucelose.

Também foram avaliadas oportunidades para desenvolver imunizantes voltados à exportação, inclusive para países que ainda utilizam a vacinação contra a febre aftosa.

Entre os pontos debatidos esteve a retomada da produção nacional da vacina contra a raiva, além de iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de imunizantes veterinários.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, governo e indústria têm interesse comum em ampliar a capacidade produtiva brasileira e reduzir riscos de desabastecimento.

O ministro afirmou que a intenção é criar condições para produzir vacinas no país com segurança e qualidade, evitando que o Brasil fique vulnerável à falta de imunizantes.

A reunião também tratou da atuação do Ministério da Agricultura dentro de suas competências regulatórias e sanitárias e da interlocução com o setor privado para ampliar a produção nacional.

Para André de Paula, o fortalecimento da indústria de vacinas veterinárias pode gerar empregos, ampliar a capacidade produtiva brasileira e contribuir para a segurança sanitária dos rebanhos.

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economia

Déficit orçamentário dos EUA sobe em julho e já atinge em 10 meses o rombo de 2025







O Tesouro dos Estados Unidos tomou emprestado US$ 1,8 trilhão nos primeiros dez meses do ano fiscal de 2026, incluindo US$ 432 bilhões em julho, de acordo com o Relatório Mensal do Tesouro divulgado pelo Departamento do Tesouro nesta quarta-feira, 12.

O déficit acumulado nos 10 meses deste ano fiscal superou o registrado em todo o período de 12 meses do ano fiscal de 2025 (US$ 1,775 trilhão).

Em julho de 2026, as receitas que entraram nos cofres do Tesouro somaram US$ 334,0 bilhões, ante saídas de US$ 766,3 bilhões.

Em julho de 2025, o déficit foi de US$ 291,14 bilhões. No mesmo mês do ano passado, as receitas foram maiores, totalizando US$ 338,49 bilhões, e as despesas, menores: US$ 629,64 bilhões.

O Tesouro informou que julho tem sido um mês de déficit em 70 de 72 anos fiscais, pois normalmente não há datas importantes de vencimento de impostos corporativos ou de pessoas físicas nesse mês.

Nos dados de julho deste ano, o Tesouro citou que os desembolsos com militares em serviço ativo e aposentadoria, benefícios para veteranos, Renda Suplementar de Segurança (SSI) e pagamentos do Medicare a organizações de manutenção da saúde (HMOs) e a planos de medicamentos prescritos foram antecipados para julho, porque 1º de agosto de 2026, a data normal de pagamento, caiu em um dia não útil.

Os Estados Unidos registraram arrecadação de US$ 4,49 trilhões no ano até julho, ante despesas de US$ 6,28 trilhões em igual período.

Nos Estados Unidos, o ano fiscal do governo federal começa em 1 de outubro e termina em 30 de setembro do ano seguinte.



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Polícia Civil recupera obras de Matisse roubadas em 2025 da Biblioteca Mário de Andrade


A Polícia Civil informou nesta quinta-feira (13) que recuperou as obras do artista francês Henri Matisse, roubadas em 2025 da Biblioteca Municipal Mário de Andrade, no Centro de São Paulo. O assalto aconteceu na manhã do dia 7 de dezembro, quando criminosos levaram oito gravuras do artista francês Henri Matisse e outras cinco do pintor brasileiro Candido Portinari.

A ação ocorreu durante o horário de funcionamento e atingiu um dos acervos públicos mais relevantes do país.

Entre as gravuras furtadas de Matisse estão obras reconhecidas internacionalmente por seu valor artístico e histórico. Segundo a instituição, foram levadas:

  • Le clown (O palhaço)
  • Le cirque (O circo)
  • Monsieur loyal (Senhor leal)
  • Cauchemar de l’Éléphant Blanc (O pesadelo do elefante branco)
  • Le Codomas (Os Codomas)
  • La nageuse dans l’aquarium (O nadador no aquário)
  • L’avaleur de sabres (O engolidor de palavras)
  • Le Cowboy (O cowboy)

As peças integram séries raras do modernismo europeu, frequentemente exibidas em mostras temáticas. Já as cinco obras de Portinari — cujos detalhes ainda não foram divulgados — pertenciam ao núcleo de arte brasileira do acervo gráfico da biblioteca.

*Com informações da AFP



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Açúcar fecha em alta de 2,44% em NY com preocupação sobre oferta global

Na bolsa de Nova York, o contrato futuro do açúcar para entrega em outubro fechou a sessão desta quinta-feira (13) com alta de 2,44%, cotado a 16,82 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, a alta foi sustentada pelas preocupações com os impactos do clima sobre a produção global de açúcar.

Na Europa, a seca e as temperaturas elevadas devem reduzir a produção da União Europeia e do Reino Unido para 14,98 milhões de toneladas neste ano, o menor volume em 11 anos, de acordo com dados da S&P Global Energy.

Na Índia, as condições climáticas também seguem no radar dos investidores. Segundo o Departamento Meteorológico da Índia, o acumulado de chuvas da temporada de monções, entre junho e setembro, estava 12% abaixo da média até 13 de agosto.

Apesar do déficit, o cenário representa melhora em relação ao registrado em 30 de junho, quando as precipitações estavam 42% abaixo do normal.

Em 31 de julho, o Departamento Meteorológico da Índia havia informado que as chuvas durante agosto e setembro provavelmente ficariam abaixo da média. O Ministério de Ciências da Terra do país também alertou que a temporada de monções deste ano pode ser a mais fraca em 11 anos.

A Índia é o segundo maior produtor de açúcar do mundo, e a temporada de monções é considerada fundamental para o desenvolvimento das lavouras de cana.

Cacau

O contrato futuro do cacau para entrega em setembro encerrou o dia com leve baixa de 0,10%, negociado a US$ 5.719 por tonelada.

Segundo a Barchart, os preços do cacau chegaram a subir durante a sessão, recuperando parte das perdas registradas na terça-feira, quando os contratos em Nova York e Londres recuaram mais de 4%.

A queda anterior foi pressionada por relatos de condições favoráveis de cultivo na Costa do Marfim e em Gana. O clima tem favorecido a floração dos cacaueiros nos dois países, aumentando as expectativas para a oferta antes do início da principal colheita, previsto para o próximo mês.

Costa do Marfim e Gana estão entre os principais produtores mundiais de cacau, e as condições das lavouras nos dois países influenciam diretamente as expectativas de oferta no mercado internacional.

Café

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para entrega em dezembro fechou a sessão com queda de 2,23%, cotado a US$ 3,12 por libra-peso.

Segundo a Barchart, os preços recuaram após atingirem na terça-feira o maior nível em um mês. Na sessão anterior, o mercado havia sido impulsionado pelos impactos de um terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira.

O tremor provocou interrupções nas exportações de café do país, que é o segundo maior produtor mundial de café arábica.

Entre as regiões afetadas estão Caldas e Risaralda, importantes áreas produtoras que, juntas, respondem por cerca de um quarto da produção colombiana.

Apesar das preocupações com a oferta colombiana, os preços perderam força nesta sessão e devolveram parte dos ganhos registrados anteriormente.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou a sessão com alta de 1,04%, cotado a 83,50 centavos de dólar por libra-peso.

Na sessão desta quinta-feira, porém, os contratos futuros passaram a operar em queda na maioria dos vencimentos, com recuos entre 85 e 109 pontos. O movimento ocorre em meio à queda do petróleo bruto, de US$ 1,32 por barril, enquanto o índice do dólar recua 0,054 ponto.

Segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), as vendas para exportação de algodão somaram 778.939 fardos equivalentes ao longo da semana encerrada em 6 de agosto, considerando o ano comercial de 2025/26. As novas vendas totalizaram 126.050 fardos, enquanto os embarques chegaram a 208.374 fardos.

O relatório de produção agrícola do USDA, divulgado na quarta-feira, apontou redução de 90 mil fardos na estimativa de produção de algodão dos Estados Unidos, para 13,61 milhões de fardos.

A área plantada foi elevada em 620 mil acres, para 10,47 milhões de acres. Já a produtividade estimada recuou 74 libras por acre, para 798 libras por acre.

Nos estoques, a projeção para a safra antiga permaneceu em 4,2 milhões de fardos. Para a nova safra, a estimativa caiu em 100 mil fardos, para 4 milhões de fardos.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 0,94% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,39 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/mercado-de-leite-no-brasil-recuperacao-gradual-de-precos-em-2026/

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Aeroporto sul-coreano de Incheon foi o mais movimentado do mundo no 1º semestre


O Aeroporto de Incheon, na Coreia do Sul, teve movimentação de 38,39 milhões de passageiros internacionais no primeiro semestre de 2026 e apareceu na liderança do ranking da categoria compilado pelo Airports Council International (ACI), o órgão global do setor aeroportuário.

Segundo especialistas, boa parte desse fluxo veio do desvio do fluxo devido aos efeitos da guerra nos aeroportos do Oriente Médio, em especial o de Dubai, nos Emirados Árabes.

Leia também: Tráfego aéreo doméstico do Brasil cresce em junho e destoa da retração global

É a primeira vez que o Incheon — localizado a 48 km de Seul e considerado a porta de entrada para a Coreia do Sul — lidera o ranking internacional de passageiros desde sua inauguração, em 2001. Sua evolução tem sido constante: o aeroporto estava em 10º lugar no mundo em 2002, subindo para 5º em 2018 e 3º em 2024 e 2025.

O tráfego internacional de passageiros por Incheon cresceu 6,3% em relação ao ano anterior, com o aumento do número de visitantes estrangeiros também contribuindo para o crescimento.

O Heathrow, no Reino Unido, ficou em segundo lugar, com 37,79 milhões de passageiros internacionais, seguido pelo Aeroporto de Changi, em Cingapura, com 34,53 milhões.

Leia também: Estrangeiros operam 90% dos aeroportos em capitais e Infraero encolhe

Carga

Ainda segundo os dados preliminares do ACI Europe, o Aeroporto de Istambul, na Turquia, viu os volumes de carga no primeiro semestre do ano aumentarem 10,8% em relação ao ano anterior, para pouco mais de 1 milhão de toneladas.

A pista se tornou assim uma das principais beneficiadas do desvio de grandes volumes de carga dos hubs do Oriente Médio, que agora transitam por aeroportos alternativos.

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Só a Turkish Airlines viu seus próprios volumes de carga aumentarem 11,3%, enquanto as receitas de carga cresceram 58%, para quase US$ 1,3 bilhão.

Leia também: Setor de carga área aproveita cessar-fogo em junho e cresce 8,5% anuais

Enquanto isso, o Aeroporto de Frankfurt, que nos últimos anos foi o aeroporto mais movimentado do continente, caiu para o segundo lugar, com seus volumes crescendo em menor quantidade, 1,3% em relação ao ano anterior, para 980.731 toneladas.

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Segundo agências de notícias, a Fraport, operadora do aeroporto, disse que o desempenho foi afetado pelo crescimento econômico contido na Zona do Euro, além de uma greve de seis dias em abril na Lufthansa e a suspensão dos cargueiros Airbus A321 da Lufthansa Cargo.

O desempenho também foi afetado pela guerra no Irã, com mais voos diretos da Ásia e África para a Europa, enquanto a capacidade para o Oriente Médio foi impactada negativamente.

O Aeroporto de Paris Charles de Gaulle, que no ano passado foi o terceiro maior aeroporto de carga da Europa, ainda não publicou seus números de junho. No primeiro trimestre, os volumes de carga do aeroporto francês cresceram 6,8% em relação ao ano anterior, para 474.427 toneladas.

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Os aeroportos de crescimento mais rápido entre os 10 principais hubs de carga europeus incluíram Leipzig, onde os volumes aumentaram 12,7% em relação ao ano anterior, para 745.278 toneladas, e Amsterdã, que registrou um aumento de 10%, para 757.049 toneladas.



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Audiência no STF sobre BRB termina sem avanços


O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), realizou nesta quinta-feira (13) uma audiência de mediação para tentar destravar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões que o Banco de Brasília (BRB) busca junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para cobrir parte do rombo provocado pela compra de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master.

A audiência terminou sem avanços, e as partes envolvidas no caso decidiram que as negociações vão continuar.

Em maio deste ano, Fux chancelou o acordo no qual o FGC, entidade privada que reúne bancos públicos e privados, avaliaria a concessão do empréstimo ao BRB, sem aval financeiro do governo federal. O fundo receberia como garantia as verbas federais que são destinadas ao governo do Distrito Federal (GDF) por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Contudo, as negociações não prosperaram, e o GDF entrou com uma petição no STF para informar que o acordo não foi colocado em prática.

O impasse envolve as regras para eventual calote por parte do governo distrital. Os bancos que fazem parte do FGC querem garantias de que vão conseguir acessar os recursos do FPE e FPM, que são recursos públicos, em caso de inadimplência.

Os bancos também têm dúvidas sobre a viabilidade do plano de negócios do BRB para os próximos anos.

Durante a audiência de hoje, a governadora Celina Leão ressaltou que o empréstimo será concedido ao GDF, controlador do BRB, e não ao banco. O governo é o controlador da instituição.

A governadora reconheceu que o BRB não divulgou seu balanço financeiro após o surgimento da investigação do caso Master, mas ponderou que todas as informações financeiras foram enviadas ao FGC.

Segundo a governadora, o balanço só será publicado após a concessão do empréstimo.

“O banco está nesta condição desde novembro do ano passado. É um banco solido. É um banco que sobreviveu com liquidez”, afirmou.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também participou da audiência e reforçou que a União não será avalista do empréstimo.

Durigan disse que o BRB é um banco sólido, mas teve um “problema grave”, que não foi gerado pela União.

Apesar disso, o ministro afirmou que o governo federal foi proativo e sugeriu soluções ao participar da mediação.
“A União não tem nada que ver com essa história. É um problema gerado pelo governo do DF, com o BRB, que tem que ser tratado pelos responsáveis”, completou.

O empréstimo é uma exigência do Banco Central (BC) para recompor as contas do banco após as fraudes apontadas pelas investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Em setembro do ano passado, o BC rejeitou a compra do Master pelo BRB ao encontrar diversas fraudes, entre elas, ativos financeiros sem lastro financeiro.



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Agro exporta US$ 16,3 bi em julho e bate recorde para o mês, aponta Mapa

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$16,3 bilhões em julho, melhor marca para o mês, segundo dados do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) divulgados nesta quinta-feira (13). 

Este valor representa um aumento de 5,4% ante os US$ 15,5 bilhões arrecadados no mesmo período de 2025.

Já as importações no mês reduziram 2,8% no comparativo e totalizaram US$ 1,75 bilhão, desconsiderando a compra de insumos utilizados pelo setor, como  fertilizantes (US$ 1,77 bilhão; +1,5% em relação a 2025), defensivos agrícolas (US$ 642,76 milhões; -7,5% em relação a 2025), entre outros. 

De acordo com a balança comercial do mês, as exportações do setor representaram 47,9% do total embarcado pelo país. 

Segundo o ministério, os produtos com maior peso para a balança comercial de julho foram: 

  • Soja (US$ 7,15 bilhões, aumento de 22,4% ante 2025);
  • Carnes  (US$ 2,91 bilhões, aumento de 5,2% ante 2025);
  • Produtos florestais (US$ 1,62  bilhão, aumento de 16,5% ante 2025);
  • Produtos do complexo sucroalcooleiro  (US$ 1,13 bilhão, aumento de 22,4% ante 2025);
  • Café, o único dos cinco com queda no comparativo (US$ 0,93 bilhão, aumento de 22,4% ante 2025)

Embarques de carne bovina em queda 

Às vésperas do esgotamento da cota chinesa, os embarques de carne bovina in natura em julho apresentaram redução de 5,8% no valor (US$ 1,45 bilhão) e de 17,7% no volume (227,94 mil toneladas). 

No comparativo com julho de 2025, os embarques para o principal parceiro comercial do setor reduziram 39,6% no valor, totalizando  US$ 529,24 milhões. O país concentrou 36,6% das vendas. 

Apesar das quedas, a proteína se manteve como o segundo produto com maior peso para o setor. Por outro lado, o valor médio da proteína aumentou 14,4% (US$ 6.351 por tonelada) e, segundo o Mapa, ajudou a “amenizar parte das perdas”. 

Outros parceiros comerciais de destaque no mês foram: Estados Unidos (US$ 160,04 milhões, +127,7% e 11,1% de participação); Chile (US$ 121,90 milhões, +111,7% e 8,4% de participação); União Europeia (US$ 94 milhões, +9,7% e 6,5% de participação) e México (US$ 79,28 milhões, -10,1% e 5,5% de participação).

Soja bate recorde 

Dados da balança comercial mostram que os embarques de soja em grãos no mês foram recorde em valor (US$ 5,87 bilhões, alta de 17,4% frente a julho de 25) e em volume (13,4 milhões de toneladas). Além disso, o preço médio por tonelada também cresceu 7,4% e fechou o mês em US$ 438.

A China concentrou 70% das exportações no mês, com US$ 4,11 bilhões, um salto de 5,9% no comparativo anual. 

Também apresentaram crescimento no total embarcado: União Europeia (US$ 453,43 milhões, +17,3% e 7,7% de participação); Tailândia (US$ 167,93 milhões, +11,5% e 2,9% de participação); México (US$ 162,11 milhões, +596,7% e 2,8% de participação) e Irã (US$ 160,93 milhões, +2.843,8% e 2,7% de market share).

Além da soja, outros oito produtos apresentaram valores recorde para o mês:

  •  Celulose – recorde em valor (US$ 1,06 bilhão; +30,8%) e quantidade (1,97 milhão de toneladas; +2,9%);
  •  Farelo de soja – recorde em quantidade (2,42 milhões de toneladas; +17,6%); 
  • Carne de frango in natura – recorde em valor (US$ 876,17 milhões; +33,9%);
  • Óleo de soja bruto – recorde em valor (US$ 370,24 milhões; +184,3%) e quantidade (309,05 mil toneladas; +143,5%);
  •  Café solúvel – recorde em valor (US$ 106,48 milhões; +18%) e quantidade (9,5 mil toneladas; +43,2%);
  • Bovinos vivos – recorde em valor (US$ 102,55 milhões; +22,2%); 
  • Feijões secos – recorde em valor (US$ 86,07 milhões; +21,7%) e quantidade (106,82 mil toneladas; +28%); 
  • Miudezas de carne de frango – recorde em valor (US$ 57,44 milhões; +184%) e quantidade (63,84 mil toneladas; +123,6%)

Açúcar, café verde e milho em queda 

Por outro lado, os embarques de milho apresentaram queda no valor ( US$ 415,23 milhões, -15,7%) e volume exportados (1,94 milhão de toneladas, -20,2%). Em compensação, o preço médio pago por tonelada saltou 5,6% e fechou o mês em US$ 214. 

O principal mercado do grão foi o Egito, com US$ 133,02 milhões e 600 mil toneladas. Já Vietnã e Irã reduziram as importações em US$ 79,6 e US$ 68,1 respectivamente. 

Os embarques de açúcar de cana em bruto também reduziram em volume (-19,2%, 2,53 milhões de toneladas) e valor (-32,6% e US$ 849,6 milhões). 

Segundo a pasta, as quedas são resultado da menor demanda por parte das exportações para Malásia (-US$ 76,26 milhões); Indonésia (-US$ 67,53 milhões); Emirados Árabes Unidos (-US$ 60,91 milhões); Egito (-US$ 56,64 milhões) e Argélia (-US$ 51,04 milhões).

Os principais mercados para o produto em julho foram:  China (US$ 198,80 milhões, +10,4% e 23,4% de participação); Marrocos (US$ 91,55 milhões, +138,3% e 10,8% de participação); Índia (US$ 74,34 milhões, -39,1% e 8,7% de participação); Nigéria (US$ 69,30 milhões, +20,6% e 8,2% de participação) e Canadá (US$ 64,12 milhões, +2% e 7,5% de participação). 

Outro produto com redução nos embarques foi o café verde. Frente a julho de 2025, as exportações reduziram 21,9% em valor (US$ 815,9 milhões), 4,8% em volume (153,2 mil toneladas) e no preço médio por tonelada (17,8%).

China na liderança

Em julho, a China se manteve como o principal destino das exportações do setor, concentrando 34,5% do valor total (US$ 5,64 bilhões). No mês, o país aumentou os embarques de soja em grãos (+US$ 229,95 milhões); carne de frango in natura (+US$ 85,38 milhões) e celulose (+US$ 61,16 milhões).

Com 14,7% do total exportado (US$ 2,4 bilhões), a União Europeia foi o segundo principal destino comercial do setor, com alta nos embarques de  celulose (+US$ 124,25 milhões). soja em grãos (US$ 453,43 milhões e +17,3% em relação a 2025); farelo de soja (US$ 441,62 milhões e +20,9%); café verde (US$ 375,48 milhões e -28,5% em relação a 2025).

Com 5,8% do market share, os embarques para os Estados Unidos somaram US$ 944,4 milhões no mês. Frente a 2025, houve queda de 12,2% nas exportações puxada pelas baixas nos embarques de café verde (-US$ 35,59 milhões) e suco de laranja (-US$ 27,56 milhões). Por outro lado, as exportações de carne bovina aumentaram US$ 89,75 milhões.

Os mercados que mais contribuíram para o crescimento das exportações do agronegócio brasileiro em julho de 2026 foram: Índia (+US$ 206,82 milhões); Irã (+US$ 155,51 milhões); Turquia (+US$ 91,73 milhões) e Egito (+US$ 90,33 milhões). 

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como super El Niño afetará principal região exportadora de alimentos?


BUENOS AIRES/SÃO PAULO, 13 Ago (Reuters) – A América Latina se ⁠prepara para o que, segundo especialistas, pode ser o El Niño mais intenso já registrado, o que levanta ⁠questões sobre como esse fenômeno climático afetará a principal região exportadora de alimentos do mundo.

O El Niño, caracterizado por temperaturas da superfície do mar ‌excepcionalmente altas na região central e oriental do Oceano Pacífico tropical, altera os padrões climáticos em todo o mundo.

Na América Latina, ele costuma trazer chuvas mais intensas ao sul, ao mesmo tempo em que aumenta os riscos de seca mais ao norte, afetando a agricultura, a produção de energia, as rotas comerciais e ‌o meio ambiente.

Um inverno excepcionalmente chuvoso no Hemisfério Sul, perturbações nos ecossistemas marinhos do Pacífico e condições de seca já estão afetando partes do Caribe e da Amazônia.

Leia mais: El Niño deve ser forte, mas atual sistema alimentar global está mais resiliente

Pesquisadores esperam que o fenômeno se intensifique e possa superar a intensidade do El Niño de 2015/16 — o mais forte já registrado na história moderna.

A seguir, apresentamos alguns dos impactos esperados:

IRRIGAÇÃO DE CULTURAS

Nos férteis Pampas da Argentina, no Paraguai, no Uruguai e no Sul do Brasil, o El Niño costuma trazer chuvas acima do normal. Apesar das preocupações com um El Niño forte ou ‘super’, analistas afirmam que mais água geralmente é benéfica para as culturas.

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Germán Heinzenknecht, meteorologista da Consultoria de Climatologia Aplicada da Argentina, disse que, ⁠assim ‌como em ciclos anteriores, o El Niño poderia impulsionar as safras de soja, milho e trigo, fornecendo umidade ao solo para o plantio e melhorando a disponibilidade de ⁠água durante o verão, de dezembro a fevereiro.

O excesso de umidade pode, no entanto, aumentar o risco de doenças fúngicas e levar embora os nutrientes dos campos fertilizados.

INFRAESTRUTURA VULNERÁVEL

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Um El Niño mais forte também pode significar que algumas áreas rurais sofrerão inundações, embora essas sejam, em sua maioria, terras geograficamente propensas a tais eventos, acrescentou Heinzenknecht.

Estradas enlameadas ou alagadas podem impedir que os agricultores sul-americanos tenham acesso aos campos, complicando os esforços para aplicar fertilizantes e produtos químicos para proteger a produtividade, disse ele.

Muitas das estradas rurais que cruzam os principais centros agrícolas do sul da região já se encontram em ​más condições.

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Chuvas intensas a partir de setembro também podem causar inundações nas cidades e nas rotas de transporte para os portos — o que levou o governo do Paraguai a colocar unidades militares em alerta e mobilizar equipes de engenharia civil em julho.

A costa norte do Peru enfrenta inundações, enquanto as regiões ​montanhosas sofrem com a escassez de água, um padrão que provavelmente se repetirá no Chile e em outras partes da costa do Pacífico, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.

Leia mais: Próximo El Niño pode ser o mais devastador em 150 anos, diz físico da USP

As temperaturas mais altas do mar também estão levando as espécies de pesca comercial para águas mais profundas e reduzindo as capturas. Essa mudança já afetou o setor pesqueiro do Peru, com uma queda de 31% na atividade nos primeiros cinco meses do ano.

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OPORTUNIDADES NO SETOR DE ENERGIA

A distribuição irregular das chuvas pode ser uma boa notícia para o crescente setor de exportação de energia da Argentina.

As condições mais quentes e secas previstas para ‌o norte e o oeste do Brasil podem impulsionar a demanda por gás natural argentino para abastecer usinas termelétricas, ​de acordo com a Organização Latino-Americana e do Caribe para a Energia (Olade).

O Sul do Brasil e o nordeste da Argentina, por outro lado, terão um aumento acentuado nas chuvas, elevando o nível do rio Paraná e permitindo maior uso das usinas hidrelétricas ao longo de seu curso.

As chuvas aumentaram nas bacias hidrelétricas do Sul do Brasil em julho, atingindo 256% da média de longo prazo, ⁠segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS).

‘Cada El Niño conta uma ​história diferente’, disse Leydson Dantas, especialista do ​Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil, acrescentando que, em algumas áreas do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, às vezes pode chover em uma semana o equivalente a um mês inteiro de chuva.

CURSOS D’ÁGUA EM RISCO

As ⁠condições mais secas previstas para o Norte do Brasil ameaçam a vasta rede fluvial ​da Bacia Amazônica, um importante corredor de transporte para o maior exportador mundial de soja.

As previsões também apontam para um risco crescente de seca, calor extremo e incêndios florestais no Brasil, na Colômbia e na Venezuela, ameaçando as safras e a produção pecuária.

Mais ao norte, a Autoridade do Canal do Panamá, que opera a rota comercial global, está endurecendo as restrições ao ​peso das cargas dos navios para conservar a água necessária à operação do canal, já que os meteorologistas apontam para uma seca que pode ser pelo menos tão severa quanto o período de seca provocado pelo El Niño de 2023/24.

A autoridade vem reduzindo gradualmente os ​calados máximos das embarcações porque um novo reservatório planejado, ⁠destinado a garantir o abastecimento de água para o canal e para a população do país, não estará pronto a tempo. Limites de calado mais baixos forçam os navios a reduzir as cargas, elevando os custos ⁠de transporte e colocando em risco a continuidade do comércio.

O Panamá está entre os países mais chuvosos do mundo, o que torna a redução das chuvas na região um importante indicador das condições de seca na área. A autoridade afirmou que não espera reduzir os horários diários de trânsito, a menos que seja estritamente necessário. A competição pela passagem de navios já está aumentando, com leilões de última hora de horários alcançando valores na casa dos milhões de dólares, à medida que algumas embarcações buscam rotas alternativas devido às tensões de segurança no Oriente Médio, próximas ao Canal de Suez.



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Ministério da Saúde anuncia novas regras para o Farmácia Popular; saiba o que muda


Nesta quarta-feira (12) durante evento da Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), em São Paulo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou mudanças no Programa Farmácia Popular.

As alterações estão detalhadas em uma portaria publicada nesta quarta-feira, 12, no Diário Oficial da União e envolvem a modernização dos sistemas usados pelo programa e novas ferramentas para acompanhar possíveis irregularidades.

O texto também prevê a criação de um grupo de trabalho para discutir a ampliação dos serviços oferecidos aos usuários. Entre as possibilidades que serão avaliadas estão a oferta de exames, testes rápidos e teleatendimento nas unidades.

“Queremos dar um salto ainda maior na modernização digital desse programa”, afirmou Padilha durante o evento.

Atualmente, o programa possui cerca de 28 mil farmácias credenciadas e oferece gratuitamente 41 itens, incluindo medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma, além de fraldas geriátricas e absorventes.

Segundo o Ministério da Saúde, o programa está presente em mais de 4,9 mil municípios e, em 2025, atendeu 27,3 milhões de pessoas.

Fiscalização e renovação das farmácias

Com as novas regras, uma possível irregularidade em farmácias credenciadas não levará automaticamente à suspensão. A medida adotada dependerá do risco identificado, e a suspensão imediata ficará restrita aos casos classificados como de risco alto ou muito alto. Ferramentas digitais e inteligência artificial serão usadas nesse acompanhamento para tornar o controle das unidades mais ágil.

O Sistema Autorizador de Vendas (SAV), utilizado para registrar as operações do programa, também será atualizado. A ferramenta receberá novos recursos digitais para aumentar a segurança e melhorar o acompanhamento das retiradas de medicamentos e outros produtos.

O governo estuda ainda usar biometria e reconhecimento facial para identificar os usuários, como uma forma de reforçar a segurança e ajudar no combate a fraudes.

As farmácias também terão que renovar a participação no programa a cada dois anos. De acordo com a portaria, quem perder o prazo poderá ter o acesso ao sistema suspenso até regularizar a situação. Caso a renovação não seja feita, a participação da unidade poderá ser cancelada.

Outra mudança é a possibilidade de ampliar o número de farmácias credenciadas em regiões que ainda têm pouca cobertura do programa. Em nota, o Ministério da Saúde afirma que a expansão deverá priorizar áreas vulneráveis e periferias de grandes centros.

Exames e teleatendimento

Um grupo de trabalho vai estudar a inclusão de exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e acompanhamento de pacientes nas unidades.

O teleatendimento poderá envolver médicos, enfermeiros e nutricionistas. A proposta é usar a estrutura do programa para acompanhar pessoas que precisam de tratamento contínuo, como aquelas com hipertensão e diabetes.

Segundo Padilha, o formato ainda será detalhado pelo grupo de trabalho, que reunirá o Ministério da Saúde e representantes do varejo e da indústria farmacêutica. A oferta dos novos serviços dependerá também de avaliações técnicas e das necessidades de cada região.

A expectativa é que as primeiras propostas sejam concluídas até o fim deste ano e possam começar a ser colocadas em prática a partir de 2027.



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