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Presidente de Angola virá ao Brasil em setembro em busca de investimentos

O presidente de Angola, João Lourenço, estará em São Paulo no dia 26 de setembro para uma agenda voltada à atração de investimentos brasileiros. O convite foi feito durante encontro realizado nesta quarta-feira (13), em Luanda, entre o presidente angolano e uma comitiva de empresários e ex-integrantes do governo brasileiro. Segundo os organizadores da visita, Lourenço aceitou imediatamente a proposta e deverá participar de um almoço com empresários de diferentes setores, especialmente do agronegócio.

A viagem será de caráter privado e empresarial, sem status de visita oficial ou agenda diplomática, segundo a comitiva brasileira. A ideia é apresentar Angola como destino para empresas brasileiras interessadas em investir no país, em um momento em que o governo angolano busca ampliar a produção doméstica e reduzir a dependência das importações.

O encontro de setembro deverá reunir representantes de grandes empresas brasileiras, sobretudo dos setores de proteínas animais, agricultura e mineração. Entre os nomes que devem ser convidados estão Vale e Gerdau, além de companhias do agronegócio já internacionalizadas.

A agenda foi anunciada após uma reunião no Palácio da Presidência da República de Angola, em Luanda, na qual Lourenço recebeu representantes brasileiros, entre eles a ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu, o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Luiz Fernando Furlan e o ex-secretário de Comércio Exterior Roberto Jaguaribe.

Segundo a comitiva, o encontro serviu para estabelecer uma plataforma de aproximação direta entre empresas dos dois países, com foco inicial no agronegócio.

Agro e proteínas no centro da aproximação

A produção de alimentos é uma das principais áreas de interesse de Angola. O país pretende ampliar a produção de grãos e proteínas animais e já sinalizou interesse em contar com tecnologia, conhecimento e capital brasileiros para desenvolver sua agricultura.

A estratégia também abre espaço para empresas brasileiras não apenas como fornecedoras de produtos e máquinas, mas como investidoras em projetos produtivos no território angolano.

Na avaliação da comitiva brasileira, a cadeia de proteínas deve ter papel central nessa aproximação. O Brasil reúne algumas das maiores empresas mundiais de carne bovina, suína e de frango, o que pode facilitar a transferência de tecnologia e a formação de parcerias com companhias angolanas.

A agenda também inclui mineração. A proposta é levar ao encontro de setembro representantes de grandes grupos brasileiros do setor para avaliar oportunidades de negócios diretamente com o governo angolano.

Relação empresarial ganha espaço

O movimento ocorre na esteira da reaproximação entre Brasil e Angola. Em 2023, durante a visita de Estado de Luiz Inácio Lula da Silva a Luanda, os dois países realizaram um fórum empresarial e assinaram acordos em áreas como agricultura, tecnologia, saúde e educação.

O governo angolano já havia manifestado interesse em ampliar a participação do capital brasileiro na economia. Durante a visita de Lula, João Lourenço defendeu, inclusive, a criação de mecanismos para apoiar investimentos privados brasileiros em Angola, citando setores como agricultura, indústria e serviços.

Agora, a proposta apresentada pela comitiva é avançar pela via empresarial, sem substituir os canais diplomáticos oficiais.

“Atuamos com muita cautela e muito cuidado para não nos sobrepormos à diplomacia nem angolana nem à diplomacia brasileira”, afirmou o grupo brasileiro após a reunião.

A iniciativa é liderada pelo Lide, que abriu em Angola sua segunda unidade no continente africano, depois do escritório no Marrocos. A entidade afirma ter reunido mais de 1.100 pessoas em encontros empresariais realizados em Luanda nos últimos dias.

Para os organizadores, a ida de João Lourenço a São Paulo terá justamente o objetivo de transformar a aproximação política entre os dois países em negócios concretos.

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Economia do Reino Unido avança com cessar-fogo no Golfo, Copa do Mundo e clima quente


LONDRES, ⁠13 Ago (Reuters) – A economia britânica cresceu inesperadamente em ⁠junho, quando as empresas desfrutaram de uma trégua em relação ao ‌aumento dos preços da energia causado pela guerra no Irã, pelo início da Copa do Mundo de futebol e pelo clima quente, segundo ‌dados oficiais divulgados nesta quinta-feira.

O Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,3% no mês, colocando a Reino Unido a caminho do maior crescimento entre as economias do G7 no primeiro semestre de 2026, após permanecer estável em maio.

“De modo geral, a economia parece ter resistido extremamente bem à guerra no Irã, ⁠com ‌poucos sinais de que consumidores ou empresas tenham reduzido suas atividades em ⁠resposta ao aumento dos preços do petróleo”, afirmou Thomas Pugh, economista-chefe da empresa de contabilidade RSM UK. “Olhando para o futuro, porém, é provável que o crescimento desacelere.”

Economistas consultados pela Reuters previam estabilidade em termos mensais em junho.

TRÉGUA NA GUERRA DO IRÃ

O Escritório Nacional de ​Estatísticas informou que menos empresas mencionaram a guerra no Irã do que nos meses anteriores, coincidindo com um período de cessar-fogo que já ​acabou.

O órgão também informou que alguns produtores de bebidas alcoólicas, empresas do setor alimentício, produção televisiva e publicidade relataram impulso devido à Copa do Mundo, enquanto varejistas e alguns fabricantes mencionaram o clima quente como um fator favorável.

O crescimento econômico geral em junho foi impulsionado por ‌um aumento de 0,4% no setor de serviços, ​que foi apenas parcialmente compensado por quedas de 0,2% na produção industrial e de 0,1% na construção civil.

No segundo trimestre, a economia cresceu 0,4%, desacelerando em relação ao aumento ⁠de 0,6% registrado nos ​primeiros três meses do ​ano, mas ainda assim mantendo um ritmo de crescimento mais forte do que o habitual ⁠e em linha com as expectativas dos ​economistas.

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Andrew Hunter, economista sênior da Moody’s Analytics, destacou o aumento do consumo das famílias e do investimento empresarial.

“Dito isso, vale lembrar o padrão repetido nos últimos ​anos, em que um forte crescimento no primeiro semestre do ano é seguido por uma desaceleração acentuada no segundo”, disse ele.

Economistas ​afirmam que a forma ⁠como o escritório de estatísticas mede a economia pode estar exagerando o crescimento nos primeiros meses ⁠do ano calendário.

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O Banco da Inglaterra, que manteve a taxa de juros inalterada apesar do aumento nos preços da energia, havia previsto um crescimento econômico de 0,3% no segundo trimestre, mas afirmou que a expansão subjacente estava em cerca de 0,1% e desacelerará para zero no período de julho a ​setembro.



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Gerp: violência é o maior problema do país para 46% da população


A pesquisa do instituto Gerp, divulgada nesta terça-feira (11), aponta que a violência e a falta de segurança são o principal problema do país para 46% dos eleitores. Em segundo lugar, a corrupção e a falta de hospitais aparecem empatadas, ambas com 24% das menções.

Os entrevistados puderam escolher até três opções. O levantamento mostra que a saúde segue como grande preocupação, com a falta de médicos sendo citada por 21%. A pauta econômica aparece logo atrás: impostos muito altos têm 20% e o custo de vida atinge 15%.

Veja a lista:

  • Violência/falta de segurança e policiamento: 46%
  • Corrupção: 24%
  • Falta de hospitais/postos de saúde: 24%
  • Falta de médicos/profissionais de saúde: 21%
  • Impostos muito altos: 20%
  • Custo de vida muito alto: 15%
  • Escolas/colégios ruins: 14%
  • Desemprego/falta de emprego: 11%
  • Falta de escolas/colégios: 8%
  • Uso de drogas: 4%
  • Saneamento/falta de rede de esgoto: 4%
  • Moradores de rua: 3%
  • Falta de cursos profissionalizantes: 3%
  • Transporte coletivo ruim: 2%
  • Cracolândia: 2%

A pesquisa Gerp entrevistou 2.400 eleitores entre 06 e 10 de agosto, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo próprio instituto e está registrado no TSE sob o protocolo BR-08045/2026.



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Justiça mantém justa causa de homem que dançou de muletas na Oktoberfest


A Justiça do Trabalho de Santa Catarina manteve a demissão por justa causa de um trabalhador flagrado festejando e dançando na Oktoberfest. O funcionário estava afastado de suas atividades profissionais sob licença médica de 90 dias após sofrer uma fratura no maléolo esquerdo.

O caso ocorreu em outubro de 2025, dias após o empregado sofrer um acidente de moto que resultou em cirurgia para colocação de placa metálica e parafusos.

Embora devesse cumprir repouso absoluto, ele foi visto participando do evento em trajes típicos e erguendo suas muletas na festa. Diante do fato, a empresa efetuou a dispensa por ato de mau procedimento.

Na ação judicial, o autor pedia a anulação da dispensa e o pagamento de verbas rescisórias, alegando o direito ao lazer. No entanto, imagens publicadas em redes sociais comprovaram a conduta incompatível com a gravidade da lesão.

Decisão judicial

A 4ª Vara do Trabalho de Blumenau, julgou todos os pedidos do autor improcedentes. Na sentença, proferida em agosto de 2026, o magistrado destacou que o afastamento médico serve para a reabilitação do trabalhador, e que a ida a eventos festivos configura negligência com a saúde e quebra do dever de lealdade contratual ao empregador.

Com a decisão, foram indeferidos os pedidos de aviso prévio, seguro-desemprego, liberação do FGTS e indenização por danos morais.



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