Membro do Fed vê risco maior de inflação acima de 2% e defende juros mais restritivos


A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Boston, Susan Collins, afirmou nesta terça-feira, 22, que apoiou a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) de elevar os juros em 25 pontos-base na semana passada e disse enxergar agora maior probabilidade de cenários em que a inflação permaneça “notavelmente acima de 2%”.

Em publicação no LinkedIn, Collins afirmou que os riscos de alta para a inflação aumentaram, enquanto as condições do mercado de trabalho parecem “um pouco mais fortes” no geral e a taxa de desemprego segue baixa.

“Com o mercado de trabalho em uma situação melhor, a política monetária pode se concentrar em um retorno oportuno à estabilidade de preços, especialmente após cinco anos e meio de inflação excessivamente alta”, escreveu a integrante do Fed.

Segundo a dirigente, uma taxa dos Fed Funds “um pouco mais restritiva” ajudará a garantir que a inflação retorne de forma duradoura à meta.

Collins ressaltou que sua avaliação sobre a política monetária permanece baseada nos dados.

Ela lembrou que, em discurso em 25 de agosto, havia afirmado que, sem evidências de progresso significativo da inflação, seria apropriado apertar a política monetária em breve para restaurar a estabilidade de preços.

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