Nissan amplia exportações para crescer no Brasil; marca tem 2,6% do mercado | Blogs | CNN Brasil


O mercado brasileiro deve superar os 3 milhões de veículos vendidos até 31 de dezembro, mas o crescimento não significa vida fácil para todas as montadoras. Em novo encontro com jornalistas, Ricardo Gondo, presidente da Nissan do Brasil, disse que a expansão do setor acontece em meio a uma transformação acelerada nas preferências dos consumidores e no avanço da eletrificação.

A migração dos sedãs para os SUVs ajuda a explicar esse movimento, assim como a vinda dos elétricos compactos. Agora, a chegada de novos concorrentes e tecnologias exige respostas mais rápidas das fabricantes tradicionais. Na Nissan, o desafio é ampliar a oferta e recuperar espaço com uma operação comercial concentrada em Versa, Kait e Kicks. Quanto ao elétrico de pequeno porte no país, a marca não tem previsão de venda. O Micra seria o produto ideal.

Como antecipou a CNN, o X-Trail e-Power será a primeira atração dessa nova etapa. O SUV de sete lugares está previsto para março de 2027, no encerramento do ano fiscal da companhia, em março. A novidade ampliará a presença da marca em uma faixa superior à ocupada pelo Kicks. O sedã N7 e o NX8 estão na pauta de chegada do ano que vem. Os modelos são feitos em parceria com a Dongfeng.

A tecnologia e-Power tem uma diferença importante para o consumidor: as rodas são movimentadas exclusivamente por motores elétricos. O propulsor a gasolina funciona como gerador de energia, sem necessidade de recarga na tomada. É a aposta da Nissan para entrar na disputa brasileira de híbridos com uma solução própria.

Fábrica cresce

O executivo chama a atenção para a distância entre o avanço das vendas e o da atividade industrial. Segundo o executivo, ao excluir da conta a montagem com conjuntos importados em regimes CKD e SKD, o crescimento da produção brasileira ficaria em aproximadamente 2,5% no acumulado até setembro. A indústria reporta um crescimento de 7%.

Dentro de casa, a Nissan apresenta um desempenho industrial mais forte. Resende, no sul fluminense, produziu 65.640 veículos entre janeiro e setembro, alta de 29,5% sobre o mesmo intervalo de 2025. A meta informada por Ricardo Gondo é alcançar 90 mil unidades até dezembro.

Memória

A operação recebeu investimentos de R$ 2,8 bilhões para modernização e fabricação dos SUVs Kait e novo Kicks. Inaugurado em 2014, o complexo industrial completa 12 anos em 2026, enquanto a atuação oficial da Nissan no Brasil chega aos 26 anos. Hoje, a montadora tem 2,6% de participação no Brasil.

Exportações

As exportações ajudam a sustentar a base da marca. Até setembro, a fabricante enviou 14.716 veículos para 13 países latino-americanos, avanço de 145% na comparação anual. Segundo Gondo, a projeção é atingir cerca de 20 mil unidades exportadas e ampliar os destinos para 20 países até o encerramento do ano.

Frontier segue no horizonte

No cenário global, Gondo relaciona o fortalecimento da operação brasileira à recuperação buscada pelo plano de reestruturação Re:Nissan. A leitura do executivo é que uma companhia financeiramente mais forte na matriz também amplia as oportunidades para o Brasil.

Já a Frontier permanece como uma possibilidade futura. Gondo admite discussões sobre voltar a oferecer uma picape de uma tonelada, mas ainda sem anúncio de produto ou calendário.



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