Com mortes confirmadas e centenas de casos, deputada se mobiliza na linha de frente em Dourados e reforça apelo por união para socorrer maior reserva indígena urbana do país
Na Reserva Indígena de Dourados, o avanço da chikungunya escancarou uma realidade dura, comunidades inteiras enfrentam uma epidemia sem água potável, sem estrutura e sem condições básicas para reagir.
Nas aldeias Jaguapiru e Bororó, onde vivem mais de 20 mil indígenas, o que se vê é uma população tentando resistir em meio ao caos. Famílias inteiras adoecem ao mesmo tempo.
Diante desse cenário, a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) mobilizou uma força-tarefa e passou a acompanhar de perto as ações emergenciais. O trabalho envolve o Hospital Universitário da UFGD e a Secretaria Especial de Saúde Indígena, além de uma rede de apoio construída com a Câmara de Vereadores de Dourados, a OAB, o Rotary e a sociedade civil organizada. Juntos, criaram um comitê para arrecadação de doações e assistência direta às comunidades.
Além da articulação institucional, o mandato também tem atuado na linha de frente com ações práticas, como o envio de água tratada, repelentes e outros itens essenciais. A deputada reforça que, neste momento, a solidariedade é fundamental. “Estamos fazendo a nossa parte, mas precisamos da ajuda de todos. Você que é douradense, você que é sul-mato-grossense, pode contribuir nesse momento tão delicado”, enfatizou.
“Isso aqui não é apenas uma crise de saúde, é uma crise de dignidade. É inaceitável que famílias inteiras estejam doentes e, ao mesmo tempo, sem acesso ao básico para sobreviver. A água que chega hoje é um alívio, mas não resolve o problema. Precisamos de ação imediata, permanente e integrada. Não podemos normalizar o sofrimento dessas comunidades”, enfatizou a deputada.
A crise, no entanto, vai além da falta de água. Com mais de 400 casos notificados, cerca de 200 confirmações e quatro mortes registradas em 2026, o surto já é considerado um dos mais graves do país. Para tentar conter o avanço da doença, foi montada uma base emergencial de atendimento na Escola Municipal Indígena Tengatui Marangatu, ainda assim insuficiente diante da demanda crescente.
Na Assembleia Legislativa, Lia Nogueira formalizou o pedido de uma força-tarefa envolvendo a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), o Governo do Estado e a Prefeitura, buscando ampliar o atendimento e garantir condições mínimas à maior reserva indígena do país. “Estamos buscando soluções definitivas, mas neste momento o mais importante é garantir que ninguém fique desassistido”, destacou.
Dados oficiais da vigilância em saúde apontam que o surto já supera registros anteriores e coloca Mato Grosso do Sul entre os estados com maior incidência da doença no Brasil. Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya provoca febre alta e dores intensas, podendo deixar sequelas prolongadas, principalmente em idosos.
Mas, nas aldeias de Dourados, a doença encontra um cenário ainda mais cruel, a ausência histórica de saneamento básico, o acesso irregular à água e a vulnerabilidade social que transforma uma epidemia em tragédia anunciada.
O apelo que surge das aldeias é urgente e humano, os povos indígenas pedem socorro. E, diante dessa realidade, não há espaço para omissão é preciso que todos façam sua parte.
“Isso aqui não é apenas uma crise de saúde, é uma crise de dignidade. É inaceitável que famílias inteiras estejam doentes e, ao mesmo tempo, sem acesso ao básico para sobreviver. A água que chega hoje é um alívio, mas não resolve o problema. Precisamos de ação imediata, permanente e integrada. Não podemos normalizar o sofrimento dessas comunidades”, enfatizou a deputada.
A crise, no entanto, vai além da falta de água. Com mais de 400 casos notificados, cerca de 200 confirmações e quatro mortes registradas em 2026, o surto já é considerado um dos mais graves do país. Para tentar conter o avanço da doença, foi montada uma base emergencial de atendimento na Escola Municipal Indígena Tengatui Marangatu, ainda assim insuficiente diante da demanda crescente.
Na Assembleia Legislativa, Lia Nogueira formalizou o pedido de uma força-tarefa envolvendo a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), o Governo do Estado e a Prefeitura, buscando ampliar o atendimento e garantir condições mínimas à maior reserva indígena do país. “Estamos buscando soluções definitivas, mas neste momento o mais importante é garantir que ninguém fique desassistido”, destacou.
Dados oficiais da vigilância em saúde apontam que o surto já supera registros anteriores e coloca Mato Grosso do Sul entre os estados com maior incidência da doença no Brasil. Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya provoca febre alta e dores intensas, podendo deixar sequelas prolongadas, principalmente em idosos.
Mas, nas aldeias de Dourados, a doença encontra um cenário ainda mais cruel, a ausência histórica de saneamento básico, o acesso irregular à água e a vulnerabilidade social que transforma uma epidemia em tragédia anunciada.
O apelo que surge das aldeias é urgente e humano, os povos indígenas pedem socorro. E, diante dessa realidade, não há espaço para omissão é preciso que todos façam sua parte.




