Pesquisa aponta que 40% dos jovens em MS iniciaram vida sexual até os 13 anos


Mato Grosso do Sul aparece entre os estados brasileiros com maior incidência de início precoce da vida sexual entre adolescentes. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (25/3), colocam o Estado na 10ª posição no ranking nacional.

De acordo com o levantamento, 40% dos estudantes sul-mato-grossenses entre 13 e 17 anos afirmaram ter iniciado a vida sexual aos 13 anos ou menos. O índice é mais elevado entre os meninos, com 44%, enquanto entre as meninas o percentual chega a 34%.

Na Capital, Campo Grande, o cenário apresenta números ligeiramente menores, com 33,8% dos adolescentes relatando início precoce da vida sexual.

Além da antecipação da vida sexual, a pesquisa também traz dados sobre o uso de preservativos entre os jovens. Em Mato Grosso do Sul, apenas 53,6% dos adolescentes disseram ter utilizado camisinha na última relação sexual — percentual abaixo da média nacional (57,2%) e também inferior à média da região (57,1%). Com isso, o Estado ocupa a 22ª colocação nesse indicador.

Quando analisado o uso de preservativo na primeira relação sexual, o índice sobe para 60,2% no Estado, posicionando Mato Grosso do Sul na 18ª posição no ranking nacional. Nesse recorte, as meninas apresentam maior adesão ao método de proteção, com 66,1%, enquanto entre os meninos o percentual é de 56,3%.

A pesquisa também aponta diferenças relacionadas ao tipo de ensino. Estudantes da rede privada apresentam maior índice de uso de preservativo na primeira relação sexual, com 66,1%, em comparação aos 59,7% registrados entre alunos da rede pública.

No cenário nacional, o Rio Grande do Sul lidera o ranking de uso de preservativo na primeira relação, com 73%. Já o Ceará apresenta o menor índice, com 55,4%.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à educação sexual e à prevenção, especialmente entre os adolescentes, grupo considerado mais vulnerável a infecções sexualmente transmissíveis e gravidez precoce.



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