Preço do milho cai 6,5% em outubro e chega a R$ 64,24 em Campinas

Preço do milho cai 6,5% em outubro e chega a R$ 64,24 em Campinas

O preço do milho acumulou queda de 6,5% em outubro até o dia 22, quando o Indicador ESALQ/B3, referência para Campinas (SP), encerrou a R$ 64,24 por saca.

De acordo com os dados compilados pela Terra Agro Insights, esse foi o menor valor desde 4 de agosto. Na semana, a retração foi de 0,9%, enquanto a comparação anual mostrou recuo de 1,9%.

A média parcial de outubro ficou em R$ 66,11 por saca, abaixo dos R$ 69,90 registrados em setembro.

Compradores cautelosos limitam os negócios

Em Mato Grosso, o Imea apontou queda semanal de 2,6% no milho disponível, para R$ 46,50 por saca. A cautela dos compradores e a menor liquidez restringiram as negociações.

O cenário doméstico também refletiu a pressão da colheita americana sobre Chicago e o desempenho das exportações brasileiras, ainda inferior ao observado um ano antes.

Até a terceira semana de outubro, o Brasil havia embarcado 2,87 milhões de toneladas de milho, com média diária 11,8% menor que a de outubro de 2025.

B3 mantém diferença próxima de R$ 10 para março

Na B3, o contrato de novembro de 2026 encerrou 22 de outubro a R$ 65,55 por saca, acumulando queda de 9% no mês.

Os vencimentos de 2027 recuaram menos. Março fechou a R$ 75,51 e setembro, a R$ 75,62. A diferença entre novembro e março aumentou para R$ 9,96 por saca.

Essa estrutura indica remuneração maior nos contratos para entrega futura, mas não garante que os preços físicos alcançarão esses valores.

Chicago amplia pressão sobre o cereal

Na Bolsa de Chicago, o milho para dezembro fechou 22 de outubro a 460,50 centavos de dólar por bushel, com perda de 8% no mês.

A entrada da safra dos Estados Unidos e a produtividade de 181,2 bushels por acre projetada pelo USDA contribuíram para o movimento.

No Brasil, a Terra Agro Insights destaca que o consumo industrial, especialmente para etanol, permanece relevante para o balanço de oferta e demanda. Para os próximos meses, o mercado acompanhará as exportações, o câmbio e o calendário de implantação da safrinha de 2027.

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