O pronunciamento do presidente Lula previsto para o próximo domingo (8) deverá fazer, ao mesmo tempo, um aceno ao eleitor de que as promessas de campanha serão cumpridas durante o próximo mandato e ao mercado de que seu governo terá responsabilidade fiscal.
A informação foi confirmada à CNN Brasil por um interlocutor de Lula.
A ideia é garantir ao eleitor que propostas feitas durante a campanha — de que haverá melhorias como segurança pública, a aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) da tarifa zero e redução da dívida dos MEIs — serão garantidas. Na prática, ele quer passar a ideia de que não haverá estelionato eleitoral.
Ao mesmo tempo, quer fazer um aceno aos agentes econômicos de que o cumprimento dessas promessas não impedirá seu governo de ter responsabilidade fiscal, muito embora não haja expectativa de detalhamento das medidas em sua fala.
Desde a sua vitória nas eleições, agentes econômicos revisaram suas expectativas no sentido de projetar uma piora na economia decorrente do volume de gastos prometidos na campanha junto com o crescimento da relação dívida/PIB durante o Lula 3.
O pronunciamento ocorrerá domingo, duas semanas após a vitória, porque o presidente aguardou um período para restabelecer sua voz. Nessa terça-feira (3), ele passou por exames médicos e retornou a Brasília, onde faz reuniões para discutir o próximo governo.
A CNN apurou que ele se reuniu com o senador Camilo Santana (PT-CE) e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), coordenadores da campanha durante o segundo turno cotados para ocupar postos de destaque no Lula 4.


