Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou a sessão desta quarta-feira (17) com alta de 2,62%, cotado a 79,79 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo o consultor Pery Passotti, a recente valorização da fibra está ligada às condições climáticas nos Estados Unidos. Entre março e maio, o contrato para dezembro de 2026 saltou de cerca de 69 centavos para 88 centavos de dólar por libra-peso, à medida que o mercado passou a precificar riscos para a safra norte-americana.
Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostram que, no fim de abril, 92% das áreas produtoras de algodão dos Estados Unidos estavam sob seca severa, extrema ou excepcional, o pior índice da última década. Para efeito de comparação, o segundo maior percentual dos últimos dez anos foi registrado em 2022, com 46%.
De acordo com Passotti, esse cenário foi o principal responsável por levar os preços às máximas registradas em maio, interrompendo um período de quase dois anos de estabilidade no mercado global da fibra.
Café
O contrato futuro do café arábica para entrega em setembro recuou 0,33% em Nova York, encerrando o pregão cotado a US$ 2,71 por libra-peso.
Durante a sessão, os preços chegaram a atingir o maior nível em cinco semanas, sustentados pelas preocupações com as chuvas nas regiões produtoras do Brasil. Segundo a empresa de meteorologia Vaisala, eram esperadas precipitações de moderadas a fortes nas áreas cafeeiras do país, o que poderia atrasar o avanço da colheita.
No entanto, o mercado perdeu força ao longo do dia após novas previsões indicarem tempo mais seco nas principais regiões produtoras. De acordo com a Climatempo, as condições climáticas devem favorecer os trabalhos de campo, reduzindo as preocupações com possíveis atrasos na colheita e pressionando as cotações.
Cacau
No mercado de cacau, o contrato futuro para entrega em setembro encerrou a sessão com leve alta de 0,07%, cotado a US$ 4.237 por tonelada.
O Barchart apontou que as cotações chegaram ao maior nível das últimas três semanas, impulsionadas pelas preocupações com o clima nas principais regiões produtoras da África Ocidental. O mercado segue monitorando os possíveis impactos do fenômeno El Niño, confirmado na semana passada, sobre a produção global da commodity.
Apesar do avanço ao longo do dia, os ganhos foram limitados pelo fortalecimento do dólar, que reduziu parte do apetite dos investidores e fez os preços recuarem das máximas da sessão, conforme apontou o Barchart.
Açúcar
No mercado de açúcar, os preços futuros encerraram a sessão com leves ganhos na bolsa de Nova York. O contrato para entrega em outubro avançou 0,42%, fechando cotado a 14,37 centavos de dólar por libra-peso.
O Barchart apontou que a valorização foi sustentada por preocupações com a safra de cana-de-açúcar da Índia, um dos maiores produtores mundiais da commodity. Segundo o Departamento Meteorológico da Índia, o volume acumulado de chuvas das monções estava 32% abaixo da média histórica até o dia 15 de junho.
Suco de laranja
O vencimento futuro do suco de laranja para entrega em julho finalizou com valorização de 0,81% em Nova York, em que o contrato fechou negociado a US$ 1,48 por libra-peso.


