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Seca histórica nos EUA sustenta alta do algodão na bolsa de Nova York

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou a sessão desta quarta-feira (17) com alta de 2,62%, cotado a 79,79 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o consultor Pery Passotti, a recente valorização da fibra está ligada às condições climáticas nos Estados Unidos. Entre março e maio, o contrato para dezembro de 2026 saltou de cerca de 69 centavos para 88 centavos de dólar por libra-peso, à medida que o mercado passou a precificar riscos para a safra norte-americana.

Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostram que, no fim de abril, 92% das áreas produtoras de algodão dos Estados Unidos estavam sob seca severa, extrema ou excepcional, o pior índice da última década. Para efeito de comparação, o segundo maior percentual dos últimos dez anos foi registrado em 2022, com 46%.

De acordo com Passotti, esse cenário foi o principal responsável por levar os preços às máximas registradas em maio, interrompendo um período de quase dois anos de estabilidade no mercado global da fibra.

Café

O contrato futuro do café arábica para entrega em setembro recuou 0,33% em Nova York, encerrando o pregão cotado a US$ 2,71 por libra-peso.

Durante a sessão, os preços chegaram a atingir o maior nível em cinco semanas, sustentados pelas preocupações com as chuvas nas regiões produtoras do Brasil. Segundo a empresa de meteorologia Vaisala, eram esperadas precipitações de moderadas a fortes nas áreas cafeeiras do país, o que poderia atrasar o avanço da colheita.

No entanto, o mercado perdeu força ao longo do dia após novas previsões indicarem tempo mais seco nas principais regiões produtoras. De acordo com a Climatempo, as condições climáticas devem favorecer os trabalhos de campo, reduzindo as preocupações com possíveis atrasos na colheita e pressionando as cotações.

Cacau

No mercado de cacau, o contrato futuro para entrega em setembro encerrou a sessão com leve alta de 0,07%, cotado a US$ 4.237 por tonelada.

O Barchart apontou que as cotações chegaram ao maior nível das últimas três semanas, impulsionadas pelas preocupações com o clima nas principais regiões produtoras da África Ocidental. O mercado segue monitorando os possíveis impactos do fenômeno El Niño, confirmado na semana passada, sobre a produção global da commodity.

Apesar do avanço ao longo do dia, os ganhos foram limitados pelo fortalecimento do dólar, que reduziu parte do apetite dos investidores e fez os preços recuarem das máximas da sessão, conforme apontou o Barchart.

Açúcar

No mercado de açúcar, os preços futuros encerraram a sessão com leves ganhos na bolsa de Nova York. O contrato para entrega em outubro avançou 0,42%, fechando cotado a 14,37 centavos de dólar por libra-peso.

O Barchart apontou que a valorização foi sustentada por preocupações com a safra de cana-de-açúcar da Índia, um dos maiores produtores mundiais da commodity. Segundo o Departamento Meteorológico da Índia, o volume acumulado de chuvas das monções estava 32% abaixo da média histórica até o dia 15 de junho.

Suco de laranja 
 
O vencimento futuro do suco de laranja para entrega em julho finalizou com valorização de 0,81% em Nova York, em que o contrato fechou negociado a US1,48 por libra-peso.

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TCC desenvolvido em centro de pesquisa da UEMS é premiado pelo Crea ao apresentar solução ambiental


O TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) em Engenharia Ambiental e Sanitária da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) intitulado ‘Construção de um sistema motor-bomba para recalque de água de poço semiartesiano’ foi premiado no IV Prêmio Ipê Amarelo de Meio Ambiente, promovido pelo CREA-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Su).

O projeto foi desenvolvido pelo acadêmico Paulo Sidnei Stringhini Junior, em colaboração com os alunos Moisés Felipe Ribeiro dos Santos, Samuel de Oliveira Ferreira Lima e Leandro Madeira. Todos os estudantes desenvolvem pesquisa e realizam estágio no Centro de Pesquisa em Materiais (Cepemat) da UEMS, sob a orientação do professor Dalton Pedroso de Queiroz.

A pesquisa conquistou a terceira colocação na categoria Estudante de Graduação. A solenidade de entrega ocorreu na noite de 11 de junho de 2026, no auditório do CREA-MS, em Campo Grande, integrando a programação oficial da XIII Semana do Meio Ambiente.

O papel do CEPEMAT na formação científica

O Cepemat funciona como um Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) da UEMS, sendo estruturado conforme as legislações vigentes e vinculado administrativamente à Reitoria e cientificamente às pró-reitorias da universidade.

O centro tem por finalidade o desenvolvimento e a promoção de ações voltadas ao fortalecimento e à cooperação mútua entre a UEMS e outras instituições públicas ou privadas. Suas linhas de pesquisa prioritárias envolvem o estudo, desenvolvimento, caracterização e reciclagem de materiais. Além disso, a unidade possui a prerrogativa institucional de apoiar diretamente a elaboração de trabalhos científicos, incluindo monografias, dissertações e teses de seus pesquisadores associados.

Consolidação do prêmio e destaques da UEMS

Promovido por meio da Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade do CREA-MS (CMAS), o prêmio avaliou nesta edição 24 projetos inscritos em diferentes categorias, abrangendo instituição pública, empresa privada, estudante de graduação, organização da sociedade civil e profissional registrado.

As iniciativas foram julgadas com base em critérios rígidos de relevância ambiental, viabilidade técnica e impacto social. Em quatro anos de existência, o Prêmio Ipê Amarelo consolidou-se no cenário sul-mato-grossense ao reconhecer e destacar um total de 35 projetos ambientais no Estado.

De acordo com a presidente do CREA-MS, Vânia Mello, o objetivo do evento é incentivar e reconhecer o protagonismo de iniciativas que trazem benefícios para a sociedade, promovem soluções sustentáveis e contribuem para a mitigação de impactos ambientais. Além desse prêmio, a UEMS também obteve outra vitória expressiva na mesma noite, conquistando o primeiro lugar na categoria Instituição Pública com o projeto “Meninas na STEM”.

Alunos vencedores do prêmio e professor orientador

Comunicação UEMS



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Comissão aprova mudanças nas regras para importação de cacau

A CMMPV (Comissão Mista da Medida Provisória 1341/2026), que altera as regras para importação de cacau,  aprovou nesta quarta-feira (17) o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), que alterou pontos da proposta do Executivo. O texto foi encaminhado para votação na Câmara e, posteriormente,no Senado. 

A MPV (Medida Provisória) 1341/2026 altera os prazos de isenção, redução ou suspensão de tributos previstos nos regimes aduaneiros especiais de drawback.

Drawback é uma condição de incentivo fiscal de redução, suspensão ou isenção de impostos sobre insumos importados utilizados na fabricação de produtos destinados à exportação. Esse regime especial é criado como uma forma de auxílio para empresas brasileiras no mercado internacional. 

 

Na prática, a medida reduz de um ano para seis meses os benefícios especiais para importação de cacau. O texto prevê que esse prazo pode ser estendido por no máximo seis meses, impedindo que as condições especiais se mantenham por mais de um ano. 

Segundo a medida, a prorrogação desse prazo não é automática e passa a depender de pedidos do importador com documentação.

A decisão ficará sob responsabilidade do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) com base nos seguintes critérios: volume processado, a formação de estoques pelas indústrias e se a entrada do produto estrangeiro está provocando uma redução nos preços pagos aos agricultores brasileiros.

Mudanças no texto original

A MPV, de autoria do Executivo, foi encaminhada em março sob o pretexto de  proteger os produtores de cacau sem prejudicar a indústria exportadora nacional, que também importa a matéria-prima. 

A comissão adicionou à medida uma exigência de transparência, obrigando o governo a divulgar a cada trimestre o volume de importação e exportação de cacau vinculados ao regime de drawback. 

Segundo o relatório, a mudança é para evitar o uso do regime para beneficiar a importação, o que prejudicaria a produção nacional.

Outra mudança no texto original  é a criação de sanções para quem descumprir os prazos ou obrigações. Em casos mais severos, a MPV prevê a suspensão do direito de utilizar as condições especiais do regime de drawback, além da cobrança de multas e dos tributos que foram isentados.

Sob supervisão de Andressa Simão

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

 

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economia

Federal Reserve mantém juros em primeira reunião comandada por Kevin Warsh







O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) decidiu manter o patamar da taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa entre 3,5% e 3,75% em decisão nesta quarta-feira (17).

A decisão do Fomc (Federal Open Market Committee) foi a primeira comandada por Kevin Warsh, o novo presidente do Federal Reserve, e veio em linha com as expectativas do mercado. No comunicado que acompanha a decisão, a instituição afirmou que a inflação segue elevada em relação a meta de 2%, refletindo choques de oferta causada pela alta de preços em alguns setores.

No comunicado, foram retirados alguns trechos importantes que indicavam viés para cortes futuros, mesmo com a manutenção da taxa no intervalo atual.

Menos um no “plot dot”

As projeções para jutos e e economia no geral foram apresentadas pelo gráfico “plot dot”, que traz as indicações dos participantes para as projeções. Uma nota anexada ao material monstrou que 18 dos 19 participantes enviaram suas projeções. Devido ao anonimato do envio, não é possível saber qual autoridade deixou de contribuir com o gráfico.

O gráfico indicou uma projeção mediana para a taxa dos Fed funds de 3,8% no fim do ano — cerca de 0,16 ponto percentual acima do nível atual, sugerindo que uma alta está claramente em consideração. Eles continuaram projetando uma taxa de longo prazo de 3,1%.

De acordo com a CNBC, há suspeitas de que o próprio Warsh não tenha enviado suas projeções, por já ter se apresentado contrário ao Sumário de Projeções Econômicas. Há expectativas, inclusive, de que o chair interrompa a divulgação do instrumento. s

Warsh tem sido crítico dessa ferramenta de projeções, assim como de outras formas de guidance antecipado do comitê, incluindo projeções sobre desemprego, inflação e Produto Interno Bruto no SEP.

Além da decisão sobre os juros, que já era amplamente esperada pelos mercados financeiros, o comunicado do FOMC após a reunião não apenas retirou a linguagem anterior vista como um aceno para um viés mais brando no futuro, como também enxugou fortemente o restante do texto.

Comunicado mais curto

O comunicado foi drasticamente encurtado, como esperado. Com dados recentes indicando forte criação de empregos nos EUA, uma taxa de desemprego relativamente baixa de 4,3% e inflação bem acima da meta de 2% do banco central norte-americano, muitos analistas previam que o Fed retirasse de seu comunicado a menção a “ajustes adicionais” à taxa básica de juros — uma referência que vinha sendo usada para indicar prováveis reduções futuras nos custos dos empréstimos.

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O comunicado desta semana teve apenas 130 palavras, ante 341 palavras no texto de 29 de abril, divulgado após a reunião anterior. O texto trouxe apenas um breve resumo das condições econômicas, seguido por uma promessa de controlar a inflação.

Confira comunicado na íntegra:

O Comitê decidiu manter a faixa-alvo para a taxa dos federal funds em 3,5% a 3,75%, em apoio ao duplo mandato do Federal Reserve. O Comitê reafirmou sua política de manter reservas abundantes no sistema bancário.

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A atividade econômica está se expandindo em ritmo sólido, apesar da elevada incerteza, que se deve, em parte, ao conflito no Oriente Médio. O crescimento da produtividade e o investimento de capital estão fortes. A criação de empregos acompanhou o crescimento da força de trabalho, e a taxa de desemprego mudou pouco.

A inflação permanece elevada em relação à meta de 2% do Comitê, refletindo em parte choques de oferta que elevaram os preços em determinados setores, incluindo energia. O Comitê entregará estabilidade de preços.



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Estoque de Cédulas de Produto Rural cresce 13% em maio de 2026

O estoque de CPR (Cédulas de Produto Rural) alcançou R$ 565 bilhões em maio de 2026, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do avanço no estoque, o volume de novas emissões na atual safra apresentou retração. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% frente aos R$ 366,6 bilhões registrados no ciclo anterior.

Os dados fazem parte do Boletim de Finanças Privadas do Agro, divulgado pelo MAPA  (Ministério da Agricultura e Pecuária). Segundo a Secretaria de Política Agrícola, a CPR mantém posição de destaque entre os instrumentos de financiamento privado utilizados pelo agronegócio brasileiro.

As LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) encerraram maio com estoque de R$ 571,5 bilhões, praticamente estável em relação aos últimos 12 meses, com recuo de 0,3%. Mesmo assim, os recursos destinados ao financiamento rural cresceram.

Pelo menos R$ 342,9 bilhões foram direcionados às atividades agropecuárias, volume 20% superior ao registrado um ano antes. O aumento reflete a elevação da exigência regulatória de aplicação dos recursos captados pelas LCAs no setor agropecuário, que passou de 50% para 60%.

Os CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) registraram estoque de R$ 175,7 bilhões em maio, crescimento de 12% na comparação anual.

Já os CDCA (Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio) apresentaram estoque 6% menor que o observado em maio de 2025. De acordo com a SPA, o resultado está relacionado à acomodação após a forte expansão registrada por esse instrumento em agosto de 2024.

Os (Fiagro) Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio também mantiveram trajetória de crescimento. Em abril de 2026, o patrimônio líquido da categoria atingiu R$ 62 bilhões, distribuídos em 247 fundos em operação.

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economia

Comunicado do Copom traz sinais de que fim – do ciclo de cortes – está próximo


A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juros, a Selic, a 14,25%, já era esperada pelo mercado, apesar de não ser unanimidade. O comunicado que embasa a decisão era o que estava sendo mais esperado, e ele deixou em aberto se haverá mais cortes à frente ou se já é hora de uma pausa na próxima reunião, marcada para 4 e 5 de agosto.

No texto, a autoridade reconheceu o impacto dos juros altos na economia e a incerteza frente à inflação, considerando o cenário doméstico e global. Neste contexto, o Copom buscou equilibrar a convergência dos preços sem comprometer excessivamente o crescimento, optando pelo corte ao invés da manutenção.

Leia também: Brasil tem maior juro real do mundo com Selic em 14,25%

Risco de inflação ameaça novos cortes da Selic

Em seu comunicado, o Copom afirma que o ambiente externo permanece incerto porque ainda há indefinição nos termos para o acordo de fim do conflito no Oriente Médio. Diz, também, que as consequências do conflito já estão materializadas, exigindo cautela dos países emergentes devido à “elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”.

No ambiente doméstico, a autoridade monetária aponta aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre do ano, e o mercado de trabalho com sinais de resiliência, além da inflação cheia e medidas subjacentes acelerando e se distanciando da meta da inflação. 

“O conjunto de indicadores da nossa atividade doméstica mostrou que, apesar da aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre, existe sim uma pressão inflacionária que pesa o balanço de risco de forma bastante forte, principalmente agora com a inflação de maio”, avalia Bruna Centeno, economista e sócia da Blue3 Investimentos. 

No texto do comunicado, a autoridade cita que “os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual”, e cita que as expectativas de inflação para o atual horizonte relevante (quarto trimestre de 2027) é de 3,7%.

Projeção da Selic: Analistas avaliam pausa

A redução de 0,25 ponto percentual pode ser a última deste ciclo de calibração, caso o cenário macroeconômico não mostre sinais de que a inflação será domada. 

Leonardo Costa, economista do ASA, destaca que, embora o modelo do Banco Central aponte inflação de 3,7% no horizonte relevante atual, o comunicado enfatiza a incerteza ao redor dessas projeções e afirma explicitamente que há múltiplas trajetórias de juros possíveis para garantir a convergência. Além disso, Costa cita que o comunicado introduz a mudança de horizonte para o primeiro trimestre de 2028 na próxima reunião, indicando que “trajetórias alternativas podem levar à convergência com menor custo em termos de atividade”.

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Para José Alfaix, economista da Rio Bravo Investimentos, a piora nas projeções de inflação e a preocupação do comitê com efeitos de fenômenos climáticos, como o El Niño, apontam para o fim do afrouxamento monetário. 

Carlos Lopes, economista do Banco BV, avalia que a Selic deverá pausar em 14,25% até o fim do ano, diante da piora no balanço de riscos. Felipe Rodrigo de Oliveira, economista-chefe da MAG Investimentos, segue a mesma avaliação e vê aumento da probabilidade de manutenção da Selic em agosto.

Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, reforça essa visão cautelosa, avaliando que o juro real segue acima de 9% ao ano, o que dá gás para manter a política monetária fortemente contracionista. “A leitura, assim, é de corte com viés de encerramento, e não a porta aberta para uma sequência”, afirma Trevisan. 

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Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, avalia que o comunicado mostrou serenidade e cautela do comitê, sem sinalizar direção para agosto. “Com projeções de inflação deterioradas, atividade acima do esperado e expectativas desancoradas, o BC deixa claro que os próximos passos dependem da evolução dos dados, elevando a barra para novas reduções”.

Camilo Cavalcanti gestor de portfólio da Oby C, também avalia que a próxima decisão do Copom está “totalmente em aberto”, e o mercado tende a precificar a chance de que o ciclo seja pausado em breve.

Por outro lado, o setor produtivo reagiu com forte insatisfação. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão do Copom como “insuficiente e incapaz” de reverter a estagnação dos investimentos. A entidade calcula que a Selic a 14,25% está 3,1 pontos percentuais acima do patamar de equilíbrio (11,1%), que garantiria o pleno emprego e o controle inflacionário.

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“Enquanto os juros reais continuarem tão elevados, beneficiando diretamente o capital especulativo, o custo do crédito vai inviabilizar os planos de produção e expansão da indústria”, afirma Ricardo Alban, presidente da CNI.

Rafael Cardoso, economista-chefe do Daycoval, vê espaço para mais cortes, dado o alto grau de aperto nos juros. 

Juros nos EUA impactam o corte da Selic no Brasil

O cenário macroeconômico internacional adiciona pressão sobre as decisões do Banco Central, limitando movimentos mais agressivos. A decisão do Copom ocorreu logo após o Federal Reserve (Fed) anunciar a manutenção da taxa de juros dos Estados Unidos no patamar restritivo de 3,50% a 3,75%. Alexandre Pletes, Head de Renda Variável da Faz Capital, destaca que a autoridade monetária americana adotou um tom duro, indicando que a inflação pode permanecer elevada por mais tempo e não descartando novas altas ainda neste ano. 

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Essa postura conservadora do Fed reduz a margem de manobra do Copom. Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, explica que a manutenção dos juros americanos mantém o dólar sob pressão e o investidor global avesso a riscos, o que influencia diretamente o fluxo estrangeiro e o câmbio no Brasil, que estavam atuando como um amortecedor da inflação.

Projeção para as próximas reuniões

Para os próximos encontros do Comitê, o mercado projeta um cenário estritamente dependente de dados e fortemente influenciado pela geopolítica. Um vetor que abre espaço para otimismo é o avanço diplomático no Oriente Médio. 

Antonio Patrus, Diretor da Bossa Invest, pontua que o acordo fechado entre Estados Unidos e Irã, que estabeleceu um cessar-fogo de 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, desenha uma combinação favorável de distensão geopolítica e queda nos preços do barril de petróleo. Com o petróleo recuando para abaixo de US$ 80, Daniel Miraglia, da Integral Group, projeta que há espaço para o Copom dar continuidade às reduções e até acelerar os cortes em setembro e dezembro. 

No entanto, as pressões domésticas exigem prudência, com a inflação de serviços resistente e projeções do Boletim Focus subindo para 5,30% em 2026. João Pedro Moreno, analista da Nexgen Capital, nota que o comunicado oficial não ofereceu garantias de novas quedas automáticas. Dessa forma, a decisão sobre a manutenção ou pausa do ciclo de cortes já na reunião de agosto continuará condicionada à sustentação do alívio nos preços das commodities e ao controle do risco fiscal brasileiro. 



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Comissão aprova mudanças nas regras para importação de cacau

A CMMPV (Comissão Mista da Medida Provisória 1341/2026), que altera as regras para importação de cacau,  aprovou nesta quarta-feira (17) o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), que alterou pontos da proposta do Executivo. O texto foi encaminhado para votação na Câmara e, posteriormente,no Senado. 

A MPV (Medida Provisória) 1341/2026 altera os prazos de isenção, redução ou suspensão de tributos previstos nos regimes aduaneiros especiais de drawback.

Drawback é uma condição de incentivo fiscal de redução, suspensão ou isenção de impostos sobre insumos importados utilizados na fabricação de produtos destinados à exportação. Esse regime especial é criado como uma forma de auxílio para empresas brasileiras no mercado internacional. 

 

Na prática, a medida reduz de um ano para seis meses os benefícios especiais para importação de cacau. O texto prevê que esse prazo pode ser estendido por no máximo seis meses, impedindo que as condições especiais se mantenham por mais de um ano. 

Segundo a medida, a prorrogação desse prazo não é automática e passa a depender de pedidos do importador com documentação.

A decisão ficará sob responsabilidade do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) com base nos seguintes critérios: volume processado, a formação de estoques pelas indústrias e se a entrada do produto estrangeiro está provocando uma redução nos preços pagos aos agricultores brasileiros.

Mudanças no texto original

A MPV, de autoria do Executivo, foi encaminhada em março sob o pretexto de  proteger os produtores de cacau sem prejudicar a indústria exportadora nacional, que também importa a matéria-prima. 

A comissão adicionou à medida uma exigência de transparência, obrigando o governo a divulgar a cada trimestre o volume de importação e exportação de cacau vinculados ao regime de drawback. 

Segundo o relatório, a mudança é para evitar o uso do regime para beneficiar a importação, o que prejudicaria a produção nacional.

Outra mudança no texto original  é a criação de sanções para quem descumprir os prazos ou obrigações. Em casos mais severos, a MPV prevê a suspensão do direito de utilizar as condições especiais do regime de drawback, além da cobrança de multas e dos tributos que foram isentados.

Sob supervisão de Andressa Simão

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prazos para campanha de vacinação de bezerras contra brucelose continuam inalterados em MS – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


A Iagro (Agência Estadual de Vigilância Sanitária Animal e Vegetal) avisa aos produtores rurais que os prazos para vacinação contra a brucelose de bezerras bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses, continuam inalterados em Mato Grosso do Sul. A campanha de imunização contra a doença ocorre em duas etapas no Estado: a primeira etapa se estende de 1° de janeiro a 30 de junho e a segunda de 1° de julho a 31 de dezembro.

Os registros dos atestados de vacinação devem ser informados pelos produtores rurais até o último dia de vacinação de cada etapa. Mato Grosso do Sul tem legislação própria a respeito, disposta na Portaria Iagro 3.617 de 28 de maio de 2019, com todos os detalhes e providências necessárias.

Já em nível nacional, o Mapa (Ministério de Agricultura e Pecuária) lançou campanha similar nessa terça-feira (16), válida para os estados que não têm legislação própria, para padronizar a campanha em todo território brasileiro. O diretor presidente da Iagro, Daniel Ingold, alerta que a Portaria do Mapa não altera em nada a campanha estadual, inclusive quanto aos prazos. Os produtores sul-mato-grossenses devem apresentar o registro dos atestados de imunização até o último dia de vacinação de cada etapa.  

A brucelose é uma doença infectocontagiosa provocada por bactérias que acomete animais e humanos, tratando-se, portanto, é uma zoonose. A transmissão pode se dar através do consumo de leite ou da carne do animal doente. Nos bovinos infectados, a brucelose afeta o sistema reprodutivo, causando abortos, má formação e nascimento prematuro.

João Prestes, Comunicação Semadesc



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Brasil tem maior juro real do mundo com Selic em 14,25%







O Brasil voltou a ocupar a primeira posição no Ranking Mundial de Juros Reais, elaborado pela Money You e Lev Intelligence. Segundo o levantamento, a taxa real atingiu 9,67% ao ano, mesmo com o corte de 25 pontos-base na Selic, que está em 14,25%. 

A liderança isola o mercado brasileiro de outras economias emergentes, superando a Rússia, que marca 9,31%, a Turquia, com 5,57%, e o México, com 5,10%. 

Caso o Banco Central optasse pela manutenção da Selic em 14,5%, o juro real do Brasil seria de 10,09%. Se cortasse em 0,50 ponto percentual, o juro real iria para 9,36%.

O documento aponta que as tensões entre Irã e Estados Unidos reconfiguraram as posições do ranking ao pressionarem as projeções de inflação global para os próximos doze meses. 

Segundo a análise, o acordo de paz pode atenuar os impactos, mas as perspectivas inflacionárias atuais foram majoritariamente revisadas para cima na maior parte das nações listadas, “criando uma série significativa de juros reais mais baixos e negativos, em meio ao cenário adverso”.

Ranking dos juros reais
1 Brasil 9,67%
2 Rússia 9,31%
3 Turquia 5,57%
4 México 5,10%
5 África do Sul 3,74%
6 Indonésia 3,31%
7 Colômbia 3,17%
8 Hungria 3,02%
9 Polônia 2,61%
10 Chile 2,43%
11 República Tcheca 2,20%
12 Índia 2,19%
13 Austrália 1,71%
14 Israel 1,66%
15 Coréia do Sul 1,35%
16 Tailândia 1,21%
17 China 1,19%
18 Malásia 1,18%
19 Bélgica 1,11%
20 Hong Kong 0,94%
21 França 0,90%
22 Cingapura 0,82%
23 Itália 0,79%
24 Suécia 0,74%
25 Canadá 0,68%
26 Reino Unido 0,58%
27 Espanha 0,52%
28 Alemanha 0,41%
29 Estados Unidos 0,33%
30 Dinamarca 0,31%
31 Portugal 0,31%
32 Áustria 0,22%
33 Grécia 0,15%
34 Holanda 0,13%
35 Nova Zelândia -0,10%
36 Taiwan -0,15%
37 Filipinas -0,19%
38 Suíça -0,36%
39 Argentina -1,05%
40 Japão -1,75%
Fonte: Money You e Lev Intelligence

Para chegar ao índice de 9,67%, o cálculo elaborado pelo economista-chefe Jason Vieira desconta a inflação projetada para os próximos doze meses. A estimativa utilizada foi de 4,31%, extraída do relatório Focus do Banco Central do Brasil, aplicada sobre a taxa DI com vencimento mais líquido para o período, em junho de 2027. 

Brasil fica em 4º lugar em ranking de juro sem descontar a inflação

Sem descontar a inflação, no ranking nominal, o Brasil tem a 4º maior taxa básica de juros. O país fica atrás da Turquia, com 37%, seguida por Argentina, com 29%, e Rússia, com 14,50%.

O levantamento mapeou a política monetária de 164 países, revelando que 72,56% das autoridades mantiveram seus juros inalterados, enquanto 21,34% elevaram as taxas e apenas 6,10% realizaram cortes em suas últimas reuniões. 

No recorte focado exclusivamente nas 40 principais economias que compõem o ranking primário, 62,50% optaram pela manutenção, 27,50% promoveram elevações e estritos 10,00% afrouxaram suas diretrizes com cortes. 



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Valor Bruto da Produção recua 4,6% e atinge R$ 1,4 trilhão em maio

O VBP (Valor Bruto da Produção agropecuária) de maio totalizou R$ 1,4 trilhão, um recuo de 4,6% frente ao valor do mesmo período de 2025. Os dados são da Secretaria de Política Agrícola do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária). 

O índice foi puxado pela produção agrícola, que somou R$ 908,8 bilhões e correspondeu a 64% do total. Já a pecuária apresentou um recuo de 2,2% e fechou o mês com R$ 510,2 bilhões (36%).

Segundo o Mapa, o recuo de 4,6% foi puxado pela queda no preço de importantes commodites, como cacau, laranja e arroz. O ajuste na expectativa de outras culturas também influenciou o resultado.

Em maio, as culturas que apresentaram melhor desempenho foram: batata-inglesa (22,3%), feijão (12,6%), mandioca (8,1%), tomate (5,6%) e banana (3,0%)

Por outro lado, cacau (-56,8%), laranja (-38,0%), arroz (-30,0%), mamona (-20,1%), trigo (-18,2%), amendoim (-14,8%), uva (-11,4%) e algodão (-10,2%) ajudaram a reduzir o VBP. 

Em comparação a maio de 2025, a produção das lavouras recuou 5,9%.

Pecuária

A produção pecuária também apresentou queda. Frente a maio de 2025, o VBP recuou 2,2%. 

Apesar do desempenho negativo em geral, a bovinocultura cresceu 8,9%, totalizando R$ 248,7 bilhões. No entato, suínos (-20,3%), frango (-10,4%), ovos (-7,9%) e leite (-4,8%) tiveram quedas expressivas e puxaram a queda no índice.

Destaques no mês

A soja segue como o produto de maior relevância econômica, com valor estimado em maio de R$ 338,5 bilhões. Milho (R$ 162,2 bilhões), cana-de-açúcar (R$ 110,8 bilhões), café (R$ 109,6 bilhões) e algodão (R$ 33,2 bilhões) também apresentaram bom desempenho no mês. 

Juntos, esses cinco produtos representaram 53,2% do VBP.

Já na pecuária, a bovinocultura lidera com R$ 248,7 bilhões, 17,5% do valor estimado para o país no mês. 

Avicultura de corte (frango), com R$ 106,7 bilhões; leite, com R$ 73,6 bilhões; suinocultura, com R$ 53 bilhões; produção de ovos, com R$ 28,2 bilhões também se destacaram em maio. 

Em relação ao cenário regional, Mato Grosso lidera em termos de valores brutos apurados, com R$ 213,5 bilhões, correspondendo a 15% do total. Na sequência, aparecem Minas Gerais, com R$ 171,6 bilhões (12,1%), e São Paulo, com R$ 159,6 bilhões (11,2%). 

O que é VBP

O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação dos preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. O indicador representa o faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais. Os valores de 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.

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