Setor privado da zona do euro contrai em maio com alta da inflação por guerra


LONDRES, 3 Jun (Reuters) – A atividade ⁠do setor privado da zona do euro ⁠encolheu pela taxa mais rápida em 18 meses em ‌maio com a diminuição da demanda por bens e serviços arrastando a produção para baixo pelo segundo mês consecutivo, ‌enquanto as pressões de custo atingiram seu nível mais alto em mais de três anos, mostrou uma pesquisa nesta quarta-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto da S&P Global para a zona do euro caiu para 48,5 em maio, de 48,8 ⁠em ‌abril, leitura mais baixa desde novembro de 2024, mas ⁠acima da preliminar de 47,5. O PMI do setor de serviços subiu marginalmente para 47,7, de 47,6, superando a preliminar de 46,4.

Uma leitura abaixo de 50,0 indica contração.

‘Com a atividade empresarial na zona do euro em queda pelo ​segundo mês consecutivo em maio, parece cada vez mais provável que a economia entre em contração no segundo trimestre. ​Os dados do PMI estão indicando um declínio trimestral de 0,2% no PIB, salvo qualquer mudança significativa em junho’, disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence.

O total de novos pedidos caiu pelo terceiro mês ‌consecutivo, com o ritmo de declínio sendo ​o segundo mais acentuado desde novembro de 2024. A demanda externa mostrou-se um obstáculo maior, com os pedidos de exportação caindo no ritmo mais ⁠rápido até agora ​neste ano.

A deterioração ​se concentrou nas duas maiores economias do bloco. A Alemanha e a França ⁠registraram contrações na atividade do ​setor privado, enquanto a Itália e a Espanha tiveram expansões marginais.

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Os custos de insumos aumentaram pelo ritmo mais acentuado em três anos ​e meio, enquanto os preços cobrados dos clientes atingiram o maior patamar em 38 meses — o terceiro mês consecutivo ​de aceleração da ⁠inflação dos preços de produção.

Isso ocorre depois que a inflação de maio saltou ⁠para 3,2% na base anual, de acordo com dados divulgados na terça-feira, bem acima da meta de 2% do Banco Central Europeu e com expectativa de nova alta uma vez que a guerra no Oriente Médio eleva os preços dos combustíveis.



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