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Feriado em SP terá tempo firme e madrugadas frias; mínimas podem chegar a 10°C


Ventos constantes de sudeste associados a uma massa de ar frio continuarão impedindo uma elevação mais significativa das temperaturas

RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOPedestres enfrentam frio para caminhar na Avenida Paulista
Pedestres enfrentam frio para caminhar na Avenida Paulista Aberta, no centro de São Paulo

O feriado prolongado de Corpus Christi deve ser marcado por tempo firme e temperaturas baixas na cidade de São Paulo. Segundo informações do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, a capital paulista terá predomínio de nuvens, poucas chances de chuva e madrugadas mais frias nos próximos dias, com mínimas que podem se aproximar dos 10°C no fim de semana.

De acordo com o CGE, os ventos constantes de sudeste associados a uma massa de ar frio continuarão impedindo uma elevação mais significativa das temperaturas. As tardes devem permanecer amenas, com máximas próximas dos 20°C.

Na quinta-feira, 4, dia do feriado, a previsão é de muita nebulosidade e poucas aberturas de sol. Os termômetros devem variar entre 14°C e 20°C. Já na sexta-feira, 5, o cenário será semelhante, com mínima de 13°C e máxima também em torno dos 20°C

A tendência é de que as madrugadas fiquem ainda mais frias ao longo do fim de semana, quando as temperaturas mínimas poderão se aproximar dos 10°C. Apesar do frio, não há expectativa de chuva significativa para os próximos dias.

A Climatempo também prevê um feriado prolongado com predomínio de sol em grande parte da região Sudeste. Na capital paulista, a tendência é de redução das condições para chuva, com manhãs e noites frias e tardes mais agradáveis.

A Defesa Civil Municipal mantém estado de atenção para baixas temperaturas desde 28 de maio. Dados do CGE mostram ainda que junho começou com volume de chuva muito abaixo da média histórica: até o momento, o acumulado é de apenas 0,1 milímetro, o equivalente a 0,21% dos 48 milímetros esperados para o mês.





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Produtos brasileiros podem estar sujeitos a tarifas de até 37,5% dos EUA, diz Amcham


Além do conjunto de tarifas propostas na investigação da Seção 301 específica para o Brasil, informado em 1º de junho, o cálculo também considera um relatório divulgado pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre a investigação da Seção 301 referente ao trabalho forçado

Determinados produtos brasileiros poderão estar sujeitos a tarifas adicionais acumuladas de até 37,5% impostas pelo governo Donald Trump, elevando o custo de acesso ao mercado norte-americano e colocando o Brasil entre os países com maior nível de tarifação para exportar aos Estados Unidos, afirma a Amcham Brasil, em nota.

Além do conjunto de tarifas propostas na investigação da Seção 301 específica para o Brasil, informado em 1º de junho, o cálculo também considera um relatório divulgado pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre a investigação da Seção 301 referente ao trabalho forçado envolvendo cerca de 60 países. Neste segundo caso, a recomendação é a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos originários desses mercados, prevendo dois níveis de taxação: 10% e 12,5%.

O Brasil está incluído no grupo sujeito à alíquota mais elevada, segundo a Amcham. A instituição crava que, neste cenário, “torna-se ainda mais relevante avançar em uma solução negociada para a investigação da Seção 301 envolvendo especificamente o Brasil, de forma a evitar que as exportações brasileiras enfrentem condições de acesso menos favoráveis do que as de seus principais concorrentes no mercado norte-americano, especialmente em produtos industriais”.

A Amcham Brasil diz que seguirá apoiando o diálogo entre os dois governos e iniciativas que contribuam para o fortalecimento da parceria econômica bilateral.



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Conversa obtida pela polícia mostra relação entre influencer e pré-candidato PTK e líder do CV em Alagoas




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economia

política monetária do Fed está no lugar certo em meio a riscos de inflação


NOVA ⁠YORK, 3 Jun (Reuters) – O presidente ⁠do Federal Reserve de Nova York, John ‌Williams, disse nesta quarta-feira que não espera que os riscos de alta da inflação ‌causados pela guerra no Oriente Médio sejam duradouros e reiterou que não há necessidade, neste momento, de mudar a política monetária dos Estados Unidos.

‘No momento, não estou muito preocupado’ ⁠com ‘efeitos ‌dramáticos de segunda ordem ou inflação ⁠persistente’ resultantes do aumento dos preços devido à guerra, do impacto contínuo das tarifas e do investimento em inteligência artificial, disse Williams em uma entrevista ao Yahoo ​Finance.

Ele afirmou que as expectativas de inflação estão ‘bem ancoradas’ em meio a um mercado ​de trabalho estável que não está criando pressões inflacionárias para cima. Williams acrescentou que considera o aumento dos preços da energia como um ‘efeito único’ e não espera ‌que eles aumentem drasticamente no ​próximo ano e em 2028.

Williams repetiu sua opinião de que a política monetária do Fed ‘está exatamente no lugar ⁠certo’ e ​que não ​vê necessidade de aumentar ou diminuir a taxa de juros. ‘Não ⁠vejo um argumento óbvio … ​de que deveríamos mudar a taxa de juros, mas também não vejo um tipo óbvio de ​direção para onde iríamos no futuro.’

A expectativa é de que o Fed ​mantenha sua taxa ⁠de juros de referência na faixa de 3,50% a ⁠3,75% na reunião de 16 e 17 de junho, conforme suas autoridades continuam a avaliar o impacto inflacionário da guerra e a incerteza que afeta as perspectivas econômicas de curto ​prazo.



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DSM-Firmenich aponta recorde de 9,78 milhões de cabeças confinadas em 2026

A pecuária intensiva brasileira deve registrar novo recorde em 2026, conforme os dados preliminares do Censo de Confinamento 2026 que apontam que o país deverá atingir 9,78 milhões de cabeças de gado confinadas neste ano, volume 5,7% superior ao registrado em 2025, quando foram contabilizados 9,25 milhões de animais.

O avanço reflete o fortalecimento do confinamento como ferramenta estratégica para aumentar a produtividade da pecuária nacional em um cenário de demanda internacional aquecida por carne bovina.

Mato Grosso lidera o ranking nacional com previsão de 2,4 milhões de cabeças confinadas, alta de 7,7% em relação ao ano anterior.

Na sequência aparecem São Paulo e Goiás, ambos com cerca de 1,4 milhão de animais. Mato Grosso do Sul deve alcançar 900 mil cabeças e Minas Gerais, 800 mil. Juntos, esses cinco estados concentram aproximadamente 70,6% do total nacional estimado.

Segundo Luiz Fernando Magalhães, presidente de Nutrição e Saúde Animal para a América Latina da dsm-firmenich, o levantamento vai além da contagem de animais.

“O Censo ajuda a compreender transformações estruturais da pecuária brasileira e antecipar tendências que impactam diretamente a tomada de decisão do produtor. Os resultados mostram uma atividade cada vez mais profissionalizada, orientada por tecnologia e gestão”, afirmou.

A expectativa positiva para o setor está ligada ao aumento da demanda global por carne bovina e à posição competitiva do Brasil no mercado internacional.

Segundo especialistas que participaram da apresentação, enquanto países como Estados Unidos e integrantes da União Europeia enfrentam redução de rebanhos, o Brasil amplia sua capacidade produtiva por meio da intensificação dos sistemas de produção e do uso crescente de tecnologia no campo.

Durante a apresentação dos resultados, especialistas destacaram que o Brasil está em posição privilegiada para atender ao aumento da demanda mundial por carne bovina.

Enquanto países como Estados Unidos e membros da União Europeia enfrentam redução de rebanhos, a pecuária brasileira amplia sua capacidade produtiva por meio da intensificação dos sistemas de produção.

Segundo representantes da companhia, programas de exportação como o chamado “Boi China” transformaram a dinâmica da atividade ao exigir animais mais jovens e com maior padrão produtivo.

Agora, a expectativa do setor se volta para as oportunidades do mercado europeu, que deve ampliar a demanda por animais rastreados e produzidos sob protocolos específicos.

“Quem está preparado para suprir a demanda mundial de carne é o Brasil. O confinamento tem papel fundamental nesse processo porque permite encurtar o ciclo de produção e aumentar a eficiência da atividade”, destacaram os especialistas durante o evento.

Além do crescimento do número de animais, o levantamento mostra uma atividade cada vez mais profissionalizada, com maior adoção de tecnologia, gestão baseada em dados e foco em eficiência operacional.

“A atividade continua avançando em direção a modelos cada vez mais orientados por tecnologia e gestão”, afirmou o presidente de Nutrição e Saúde Animal para a América Latina da dsm-firmenich, durante a apresentação dos resultados.

Rentabilidade do confinamento

Além da expansão do número de animais, o Tour de Confinamento 2025 mostrou uma recuperação importante da rentabilidade da atividade.

Realizado em oito propriedades distribuídas por oito estados brasileiros, o levantamento identificou ganho médio de 7,22 arrobas por animal durante 98 dias de confinamento. O peso médio de entrada foi de 12,7 arrobas, enquanto o peso médio de saída alcançou 19,92 arrobas.

No aspecto econômico, o retorno sobre investimento  médio chegou a 16,31%, podendo atingir até 26,8% em algumas operações.

Os pesquisadores destacaram que 2025 foi o segundo melhor ano da série histórica iniciada em 2015, ficando atrás apenas de 2020, quando a forte demanda chinesa impulsionou os preços da arroba.

A valorização do boi gordo, combinada a custos mais equilibrados da alimentação ao longo do ano, contribuiu para a recuperação das margens dos confinadores.

“Os resultados observados reforçam que produtividade e rentabilidade caminham juntas. Em um cenário de margens mais desafiadoras, tecnologias nutricionais e gestão eficiente tornam-se ainda mais relevantes para o produtor”, afirmou Walter Patrizi, gerente de Confinamento para a América Latina da dsm-firmenich.

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Caso Henry: júri mais longo da história do Rio de Janeiro entra no 10º dia


Brunno Dantas/TJRJNo terceiro dia de julgamento de Jairo de Souza Júnior, o Dr. Jairinho e de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio, foi ouvida a pediatra Maria Cristina de Souza.
O debate desta quarta-feira ocorre depois de o júri ter ouvido 22 testemunhas das defesas

O júri do Caso Henry, o mais longo da história do Rio de Janeiro, entra no décimo dia nesta quarta-feira (3). As próximas horas serão dedicadas à chamada fase de debates – quando acusação e defesa expõem seus pontos de vista sobre provas, evidências, fatos e testemunhos apresentados durante o julgamento.

A sessão começou pouco antes das 10h30 e deve durar cerca de dez horas. A expectativa é de que o veredito seja anunciado entre o fim desta noite e madrugada de quinta-feira (4).

O vereador cassado Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho e a então companheira dele, Monique Medeiros Costa e Silva, são réus pela morte do filho dela, Henry Borel, então com 4 anos, em 8 de março de 2021.

De acordo com a acusação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o garoto morreu após sofrer agressões de Jairinho, e Monique teria sido omissa, contribuindo assim para a morte de Henry.

A causa identificada pelo laudo cadavérico oficial, do Instituto Médico Legal (IML), foi laceração hepática de ação contundente.

Testemunhas

O julgamento começou no último dia 25 e segue desde então, inclusive no final de semana, tendo sido interrompido apenas para refeição, necessidades fisiológicas e pernoite dos sete jurados que formam o Conselho de Sentença – cinco homens e duas mulheres, nesse caso.

O Conselho de Sentença é a representação da sociedade no julgamento popular. Os votos sigilosos dos integrantes vão determinar, por maioria simples, o destino de Jairinho e Monique.

Caberá à juíza Elizabeth Machado Louro, que preside a sessão, determinar a dosimetria (tamanho da pena), caso haja condenação, e proferir a sentença com a pena exata.

Réus rebatem acusação

O debate desta quarta-feira ocorre depois de o júri ter ouvido 22 testemunhas das defesas, da acusação e do juízo. Já na terça-feira (2), foram realizados os interrogatórios dos dois réus, que negaram responsabilidade pela morte.

Depois da prisão deles, em 7 de abril de 2021, o então casal passou a ter advogados distintos e versões diferentes para o que aconteceu na noite de 7 para 8 de março.

Monique Medeiros alega que não sabia das supostas agressões de Jairinho. Já ex-vereador nega ter agredido a criança e sustenta que a causa da lesão pode ter sido um acidente prévio ou até procedimentos no pronto-socorro para onde Henry foi levado na madrugada do dia 8.

Tempo contado

Se todas as partes fizerem uso de todo o tempo permitido, a sessão de debates deve durar cerca de dez horas. De início, é concedida a palavra ao Ministério Público para fazer a acusação. O assistente de acusação poderá falar depois por até três horas de palavra.

Assistência de acusação é a representação de algum interessado direto no julgamento. Nesse caso, Leniel Borel, o pai de Henry. Em seguida, serão ouvidas as defesas. O tempo concedido às partes é de uma hora e 30 minutos.

A acusação terá duas horas de réplica; e as defesas, mais duas horas para serem divididas entre as partes.

Procedimento dos jurados

O Conselho de Sentença responde a perguntas objetivas da juíza, como:

  • O fato existiu?
  • Os réus são autores?
  • Há causa de absolvição?
  • Existem qualificantes ou agravantes?

Os jurados respondem a uma pergunta por vez. Os votos são apurados na hora e passa-se ao próximo quesito.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) explica que o sistema brasileiro não usa diretamente a pergunta “o réu é culpado?”. A decisão é construída em etapas. O conjunto das respostas leva à condenação ou absolvição.

Madrugada

A expectativa é de que a decisão dos jurados seja conhecida no fim da noite de hoje ou na madrugada de amanhã.

Pessoas envolvidas no julgamento sugerem ainda a possibilidade de a juíza permitir um descanso dos réus antes de responderem ao questionário que decidirá o júri.

Assim, o veredito só será conhecido na manhã de quinta-feira, dia de Corpus Christi, ponto facultativo no estado e em outras regiões do país.

Veredito

Como o júri é soberano, em caso de condenação, os réus saem do plenário já presos. No entanto, são cabíveis recursos nos seguintes casos:

  • Quando ocorrer nulidade posterior à pronúncia;
  • Se a sentença do juiz for contrária à lei ou à decisão dos jurados;
  • Se houver erro ou injustiça na aplicação da pena ou da medida de segurança;
  • Se a decisão dos jurados for manifestamente contrária à prova dos autos.





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economia

Setor de serviços do Brasil fica quase estagnado em maio em meio à alta da inflação


SÃO PAULO, 3 Jun (Reuters) – A ⁠atividade de serviços no Brasil ficou quase estagnada em ⁠maio, contida pela falta de novos pedidos conforme o forte aumento dos preços ‌cobrados em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio reduziu uma demanda já frágil, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras nesta quarta-feira.

O PMI ‌de serviços, compilado pela S&P Global, caiu a 50,4 em maio, de 52,3 em abril, aproximando-se da marca de 50 que indica estagnação da atividade.

“Os dados do PMI de maio soam como um alerta, já que o papel do setor de serviços como amortecedor da fraqueza da indústria parece estar perdendo força. Muitos esperam que essa desaceleração ⁠seja ‌temporária e que uma recuperação no próximo mês possa sustentar os resultados do ⁠segundo trimestre”, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence.

Várias empresas relataram queda da produção devido a pressões competitivas, questões financeiras e um ambiente cada vez mais desafiador para a demanda.

Os novos pedidos feitos aos fornecedores de serviços no Brasil ficaram, de modo geral, estagnados em ​maio, com o respectivo índice ficando pouco abaixo do nível neutro de 50,0.

O segmento de transporte, informação e comunicação foi o único setor monitorado a ​registrar aumento na produção, tendo ainda o melhor desempenho em termos de vendas, apesar de o crescimento ter recuado para o menor nível em cinco meses.

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A estagnação das vendas em maio coincidiu com um forte aumento nos preços cobrados pela prestação de serviços. Apesar de ter recuado em relação a abril, o ritmo de ‌inflação foi o segundo mais alto em 15 meses, ​com os participantes da pesquisa citando o repasse do aumento de custos aos clientes.

Os preços dos insumos subiram no ritmo mais forte desde fevereiro de 2025, com as empresas indicando que a guerra ⁠no Oriente Médio elevou os custos ​de combustíveis e ​materiais. Elas relataram ainda aumento de preço em itens como materiais de construção, produtos químicos, componentes eletrônicos, energia, ⁠alimentos, metais e embalagens.

‘Fissuras estão surgindo na ​economia de serviços do Brasil, à medida que empresas e consumidores enfrentam a inflação’, disse De Lima. ‘Orçamentos apertados levaram os consumidores a cortar gastos não essenciais, impactando setores como entretenimento, hotelaria ​e lazer’.

O aumento dos custos e a fragilidade da demanda prejudicaram os esforços de contratações em maio, que aconteceram no ritmo mais lento ​dentro do atual período de ⁠quatro meses de geração de vagas.

Além disso, as pressões de preços, aliadas à forte concorrência e às difíceis ⁠condições operacionais, reduziram a confiança empresarial, com queda no nível de otimismo em relação à perspectiva de produção para o próximo ano.

Diante do enfraquecimento do setor de serviços e da contração do setor industrial, já reportada, o PMI Composto do Brasil voltou ao território de contração ao cair a 49,5 em maio, de 52,4 em abril.

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Não inaugurem nada sem passar pela Casa Civil


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse aos ministros nesta quarta-feira (3/6) para não inaugurarem nenhuma medida sem passar pela Casa Civil. A declaração foi deita durante reunião ministerial.

“É muito importante que vocês não inaugurem nada sem passar pela Casa Civil. Muitas vezes a gente fica sabendo de coisas que são inauguradas sem a participação dos ministros e a gente não sabe quem está representando o governo federal nas entregas. É importante que vocês se dêem em conta que tem que passar pela Casa Civil, porque nós precisamos estar informados”, declarou.

Com as eleições de outubro se aproximando, Lula ressaltou a importância da coordenação entre os ministérios e destacou a importância política de representar o Executivo nas medidas: “Vocês sabem como é isso na política. Se você não tiver de corpo presente, ninguém de fora vai dizer quem está fazendo o que neste país”.

Lula a ministros: “Não inaugurem nada sem passar pela Casa Civil” - destaque galeria

Ministros participam de reunião ministerial no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira(3).
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Ministros participam de reunião ministerial no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira(3).

HUGO BARRETO / METRÓPOLES
@hugobarretophoto

Ministros participam de reunião ministerial no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira(3).

O encontro reúne integrantes do governo federal para discutir temas da administração pública e alinhar ações das diferentes áreas da Esplanada dos Ministérios.

Local: Palácio do Planalto, Brasília (DF)
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Ministros participam de reunião ministerial no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira(3).

O encontro reúne integrantes do governo federal para discutir temas da administração pública e alinhar ações das diferentes áreas da Esplanada dos Ministérios.

Local: Palácio do Planalto, Brasília (DF)

HUGO BARRETO / METRÓPOLES
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Ministros do governo Lula participam de reunião ministerial nesta 4ª
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Ministros do governo Lula participam de reunião ministerial nesta 4ª

HUGO BARRETO / METRÓPOLES
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Presidente Lula fez reunião ministerial nesta quarta-feira (3/6)
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Presidente Lula fez reunião ministerial nesta quarta-feira (3/6)

Hugo Barreto/Metrópoles

 

O petista destacou que os ministros não devem fazer ações em tribunais superiores sem consultar a Advocacia-geral da União (AGU) e a Casa Civil. 

“Os ministros, por conta própria, tentam fazer ações nos tribunais supeiores, sem consultar a AGU e a Casa Civil. É importante que a gente não saiba nada pelos jornais. Que a gente saiba as coisas pelo compromisso de ser um governo unitário. E saber que estamos em um momento de disputa de ideias neste país”, complementou Lula.

O presidente ainda criticou medidas dos Estados Unidos, com as ameaças de novas tarifas adicionais contra o Brasil. “Não podemos aceitar o tratamento que os EUA deram ao Brasil nesta semana”, disse.



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economia

XP eleva projeção da Selic a 14% e inflação em 5,3% para o fim de 2026


Os riscos inflacionários estão mais claros e devem pressionar o Banco Central a pausar o ciclo de corte de juros antes do esperado. Para a XP, o cenário-base mudou e, agora, prevê a taxa Selic em 14% ao fim de 2026. Isso significa mais tempo com juros restritivos no país, o que encarece a concessão de crédito e limita os investimentos. O cenário só não é pior porque a valorização do real consegue conter, em partes, a inflação.

A mudança de projeção considera não apenas a guerra no Oriente Médio, que se estende além do previsto inicialmente, mas também crescem as pressões inflacionárias sobre componentes voltados à Inteligência Artificial e produtos agrícolas com a chegada de um El Niño severo, além das medidas domésticas de estímulo fiscal e crédito, que devem pressionar a demanda, avalia Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos.

E inflação pressionada vira objeto de combate do Banco Central, que tenta segurar o consumo com a taxa básica de juros.

Estímulo fiscal deve segurar atividade econômica

A estimativa da XP é que as medidas de estímulo fiscal e de crédito lançadas desde o quarto trimestre de 2025 somem cerca de R$ 200 bilhões. Esse montante tem o potencial de adicionar até 1,5 ponto percentual à taxa de variação do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. 

Com essa injeção de recursos na economia, a corretora manteve a projeção de crescimento do país em 2,0% para este ano. 

No entanto, a perspectiva para 2027 é de desaceleração, com o avanço do PIB caindo para 1,2%, reflexo direto da política monetária restritiva prolongada e de um impulso fiscal negativo esperado para o período.

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Inflação além de 5%

A gestora revisou a projeção de inflação de 5,3% para 5,5% em 2026 (era de 3,8% em fevereiro), e de 4% para 4,2% em 2027. 

Segundo Megale, pesou na avaliação “a maior inércia inflacionária, o mercado de trabalho aquecido e algum transbordamento dos efeitos do “El Niño” para o próximo ano”.

Os dados de desemprego e renda no trimestre móvel encerrado em abril de 2026  mostraram relativa estabilidade, indicando que haverá mais renda disponível para pressionar o consumo. A taxa de desocupação está em 5,8%, e o rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.732) teve crescimento de 5,3% no ano.

Selic para em 14%

Com previsão de inflação maior, a XP vê espaço agora para mais dois cortes de 0,25 ponto percentual na Selic, indo dos atuais 14,5% para 14%, seguido de pausa. Antes, a projeção era de três cortes da mesma magnitude.

“Ao recalibrar o curso da política monetária, acreditamos que o Banco Central conseguirá evitar uma elevação adicional das expectativas de inflação no horizonte de médio prazo”, escreve Megale, em relatório.

Além do aquecimento artificial da demanda, o custo fiscal dessas medidas compõem o quadro que exige cautela do Banco Central. A aceleração das despesas financeiras, necessárias para bancar as ações de estímulo ao crédito, mais do que compensam qualquer melhora primária e mantêm a dívida pública em firme trajetória de alta. 

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A projeção da gestora aponta que a Dívida Bruta do Governo Geral saltará para 83,3% do PIB ao final de 2026, alcançando 88,1% em 2027, destaca Tiago Sbardelotto, economista da XP. 

Paralelamente, o setor público consolidado, que engloba União, estados e estatais, deverá registrar déficit primário de 0,5% do PIB neste ano.

Câmbio segue ancorando a inflação

Os riscos inflacionários só não são piores porque o câmbio está valorizado. Megale destaca que a taxa de câmbio brasileira segue acumulando valorização próxima de 10% ao ano e deve ficar ao redor de R$ 5, ainda que com volatilidade.

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Saiba mais: Câmbio favorável e exportação de petróleo amortecem a inflação. Qual o limite disso?

A resiliência da moeda brasileira frente a um cenário global e doméstico incerto encontra respaldo nas contas externas do país. Na avaliação da economista da XP Luíza Pinese, a projeção para o superávit da balança comercial foi elevada para 85 bilhões de dólares em 2026, fortemente impulsionada pelas exportações de commodities. 

O grande destaque é o setor de petróleo, que acumula expansão próxima a 30% no ano em volume exportado. Além disso, a entrada de capital estrangeiro segue em alta. A XP revisou para cima sua projeção de Investimento Direto no País (IDP), que deve alcançar 85 bilhões de dólares, o equivalente a 3,1% do PIB, compensando a piora nas contas de serviços e renda.

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Outros bancos e corretoras também revisam Selic

Itaú, Banco Pine e MAG Investimentos também reduziram as apostas de cortes na taxa básica de juros e agora projetam a Selic entre 13,5% e 14% ao fim de 2026.

No relatório do Focus, que acompanha as medianas do mercado, a Selic terminal ainda está mantida em 13,25%. Há quatro semanas, a projeção era de 13%. 

Saiba mais: Revisões de bancos e gestoras já colocam a Selic em até 14% no final de 2026



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Ataque de drone iraniano deixa um morto e 63 feridos em aeroporto do Kuwait 


VARIOUS SOURCES / AFPAtaque de drone iraniano deixa um morto e 63 feridos em aeroporto do Kuwait
Ataque de drone iraniano deixa um morto e 63 feridos em aeroporto do Kuwait

Um ataque de drone iraniano contra um terminal de passageiros no aeroporto internacional do Kuwait matou uma pessoa e deixou mais 63 feridas nesta quarta-feira (3), informaram autoridades kuwaitianas, em momento em que o conflito entre Teerã e as forças dos Estados Unidos no Golfo se intensificou.

Os ataques marcaram um dos testes mais severos até agora do frágil cessar-fogo, válido desde 8 de abril, que vinha se mantendo apesar de ataques esporádicos. A pausa foi instaurada após mais de um mês de guerra desencadeada por ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.

As forças armadas do Kuwait classificaram o ataque ao aeroporto como um ato de “criminosa agressão iraniana”, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã acusou as forças dos EUA de provocarem os ataques ao visarem um navio-tanque e uma torre de comunicações na Ilha de Qeshm, no país.

O Ministério das Relações Exteriores do Kuwait condenou o ataque, “que mais uma vez teve como alvo infraestruturas vitais e civis… matando uma pessoa e ferindo outras”. Uma fonte do aeroporto informou à AFP que a vítima fatal era um cidadão indiano que estava no local.

O Ministério das Relações Exteriores da Índia condenou o ataque iraniano, confirmando a morte de um cidadão de seu país. “Condenamos o ataque ao Aeroporto Internacional do Kuwait hoje, no qual um cidadão indiano morreu e vários de nossos cidadãos ficaram feridos“, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Índia em um comunicado. “Pedimos novamente às partes que cessem tais ataques“, acrescentou.

O porta-voz do Ministério da Saúde, Abdullah al-Sanad, disse que 25 ambulâncias foram enviadas e que 63 pessoas foram tratadas por ferimentos “incluindo ferimentos na cabeça, hemorragias cerebrais, amputações e lesões resultantes de explosões”.

O Kuwait suspendeu o tráfego aéreo após o ataque e desviou os aviões que chegavam para outros destinos, mas posteriormente retomou os voos da Kuwait Airways. O aeroporto internacional foi alvo de vários ataques durante a guerra e havia retomado totalmente as operações apenas na segunda-feira (1º).

‘Não é normal’

Hassan Sheikh, um residente paquistanês de 40 anos no Kuwait que vive perto do aeroporto, disse ter ouvido explosões durante toda a noite. “Pela primeira vez, meus filhos sentiram a gravidade da situação e que isso não era normal“, disse ele.

Com o Bahrein também se queixando de ataques noturnos de drones vindos do Irã, os Emirados Árabes Unidos agiram para mobilizar seus vizinhos do Golfo em oposição a Teerã.

“Diante da repetida agressão do Irã contra… o Kuwait e o Bahrein, uma postura firme, unificada e coesa do Golfo é imperativa”, publicou o conselheiro presidencial dos EAU, Anwar Gargash, nas redes sociais. “Esta agressão não visa apenas um país, visa a todos nós.”

A Guarda Revolucionária do Irã não assumiu a autoria do ataque ao aeroporto civil, mas acusou o Kuwait e o Bahrein de viabilizarem os ataques dos EUA a partir de seus territórios e declarou que o alvo havia sido um local diferente, “a Base Aérea Ali Al Salem no Kuwait, que abriga helicópteros”.

O conselheiro militar do líder supremo do Irã, Mohsen Rezaei, disse: “Cada tiro disparado e cada ataque serão respondidos com um dilúvio de mísseis e drones… o agressor será punido rapidamente“.

‘Partiu-se ao meio’

Mais cedo, as Forças Armadas dos EUA disseram ter “derrotado com sucesso” uma série de ataques de mísseis e drones iranianos contra o Kuwait e o Bahrein, e confirmaram que realizaram ataques na Ilha de Qeshm, no Irã.

“Dois mísseis iranianos disparados contra o Kuwait caíram antes do alvo ou se partiram ao meio no caminho, e três mísseis lançados contra o Bahrein foram imediatamente interceptados pelas forças de defesa aérea dos EUA e do Bahrein”, informou o Centcom (Comando Central dos EUA).

As autoridades do Bahrein disseram ter interceptado três mísseis iranianos e vários drones.

A escalada ocorreu após autoridades dos EUA, de Israel e do Líbano se reunirem em Washington para negociações diretas sobre o fim do conflito paralelo entre Israel e o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o grupo militante era o único impedimento para um acordo.

A embaixada libanesa em Washington afirmou que o acordo inicialmente cobriria apenas os ataques israelenses a Beirute e os ataques do Hezbollah ao território israelense, antes de expandir seu escopo.

Israel tem combatido o Hezbollah desde que o grupo arrastou o Líbano para a guerra ampliada no Oriente Médio ao atacar Israel em 2 de março, em apoio ao Irã.

Nenhum dos lados aceitou publicamente o acordo, e o alto funcionário do Hezbollah, Mahmud Qomati, disse à AFP em um comunicado por escrito que o grupo “não aceitará um cessar-fogo parcial”.

Interceptação

Rubio disse que Washington queria que as negociações permanecessem independentes daquelas com o Irã para encerrar a guerra mais ampla no Oriente Médio.

No entanto, o Irã tem vinculado repetidamente os dois conflitos e disse na segunda-feira que a campanha em expansão de Israel no Líbano arriscava encerrar o cessar-fogo entre os EUA e o Irã, que estava em vigor desde 8 de abril.

Nos últimos dias, as tropas israelenses realizaram sua ofensiva terrestre mais profunda no Líbano em duas décadas.

O Líbano informou que um ataque israelense atingiu um alvo perto de Beirute na quarta-feira, enquanto uma fonte médica disse à AFP que seis pessoas foram mortas enquanto Israel bombardeava o sul do país.

Enquanto isso, o exército israelense disse ter interceptado uma “aeronave hostil” que cruzou o território israelense a partir do Líbano, a primeira infiltração desse tipo relatada pelos militares em mais de 24 horas.

Autoridades israelenses alertaram que os militares atacarão os subúrbios ao sul de Beirute se o Hezbollah lançar projéteis contra comunidades israelenses no norte, uma postura que, segundo eles, conta com o apoio de Washington.

O Hezbollah não assumiu imediatamente a autoria de nenhum ataque ao norte de Israel.

*com informações da AFP





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