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Não inaugurem nada sem passar pela Casa Civil


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse aos ministros nesta quarta-feira (3/6) para não inaugurarem nenhuma medida sem passar pela Casa Civil. A declaração foi deita durante reunião ministerial.

“É muito importante que vocês não inaugurem nada sem passar pela Casa Civil. Muitas vezes a gente fica sabendo de coisas que são inauguradas sem a participação dos ministros e a gente não sabe quem está representando o governo federal nas entregas. É importante que vocês se dêem em conta que tem que passar pela Casa Civil, porque nós precisamos estar informados”, declarou.

Com as eleições de outubro se aproximando, Lula ressaltou a importância da coordenação entre os ministérios e destacou a importância política de representar o Executivo nas medidas: “Vocês sabem como é isso na política. Se você não tiver de corpo presente, ninguém de fora vai dizer quem está fazendo o que neste país”.

Lula a ministros: “Não inaugurem nada sem passar pela Casa Civil” - destaque galeria

Ministros participam de reunião ministerial no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira(3).
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Ministros participam de reunião ministerial no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira(3).

HUGO BARRETO / METRÓPOLES
@hugobarretophoto

Ministros participam de reunião ministerial no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira(3).

O encontro reúne integrantes do governo federal para discutir temas da administração pública e alinhar ações das diferentes áreas da Esplanada dos Ministérios.

Local: Palácio do Planalto, Brasília (DF)
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Ministros participam de reunião ministerial no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira(3).

O encontro reúne integrantes do governo federal para discutir temas da administração pública e alinhar ações das diferentes áreas da Esplanada dos Ministérios.

Local: Palácio do Planalto, Brasília (DF)

HUGO BARRETO / METRÓPOLES
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Ministros do governo Lula participam de reunião ministerial nesta 4ª
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Ministros do governo Lula participam de reunião ministerial nesta 4ª

HUGO BARRETO / METRÓPOLES
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Presidente Lula fez reunião ministerial nesta quarta-feira (3/6)
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Presidente Lula fez reunião ministerial nesta quarta-feira (3/6)

Hugo Barreto/Metrópoles

 

O petista destacou que os ministros não devem fazer ações em tribunais superiores sem consultar a Advocacia-geral da União (AGU) e a Casa Civil. 

“Os ministros, por conta própria, tentam fazer ações nos tribunais supeiores, sem consultar a AGU e a Casa Civil. É importante que a gente não saiba nada pelos jornais. Que a gente saiba as coisas pelo compromisso de ser um governo unitário. E saber que estamos em um momento de disputa de ideias neste país”, complementou Lula.

O presidente ainda criticou medidas dos Estados Unidos, com as ameaças de novas tarifas adicionais contra o Brasil. “Não podemos aceitar o tratamento que os EUA deram ao Brasil nesta semana”, disse.



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XP eleva projeção da Selic a 14% e inflação em 5,3% para o fim de 2026


Os riscos inflacionários estão mais claros e devem pressionar o Banco Central a pausar o ciclo de corte de juros antes do esperado. Para a XP, o cenário-base mudou e, agora, prevê a taxa Selic em 14% ao fim de 2026. Isso significa mais tempo com juros restritivos no país, o que encarece a concessão de crédito e limita os investimentos. O cenário só não é pior porque a valorização do real consegue conter, em partes, a inflação.

A mudança de projeção considera não apenas a guerra no Oriente Médio, que se estende além do previsto inicialmente, mas também crescem as pressões inflacionárias sobre componentes voltados à Inteligência Artificial e produtos agrícolas com a chegada de um El Niño severo, além das medidas domésticas de estímulo fiscal e crédito, que devem pressionar a demanda, avalia Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos.

E inflação pressionada vira objeto de combate do Banco Central, que tenta segurar o consumo com a taxa básica de juros.

Estímulo fiscal deve segurar atividade econômica

A estimativa da XP é que as medidas de estímulo fiscal e de crédito lançadas desde o quarto trimestre de 2025 somem cerca de R$ 200 bilhões. Esse montante tem o potencial de adicionar até 1,5 ponto percentual à taxa de variação do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. 

Com essa injeção de recursos na economia, a corretora manteve a projeção de crescimento do país em 2,0% para este ano. 

No entanto, a perspectiva para 2027 é de desaceleração, com o avanço do PIB caindo para 1,2%, reflexo direto da política monetária restritiva prolongada e de um impulso fiscal negativo esperado para o período.

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Inflação além de 5%

A gestora revisou a projeção de inflação de 5,3% para 5,5% em 2026 (era de 3,8% em fevereiro), e de 4% para 4,2% em 2027. 

Segundo Megale, pesou na avaliação “a maior inércia inflacionária, o mercado de trabalho aquecido e algum transbordamento dos efeitos do “El Niño” para o próximo ano”.

Os dados de desemprego e renda no trimestre móvel encerrado em abril de 2026  mostraram relativa estabilidade, indicando que haverá mais renda disponível para pressionar o consumo. A taxa de desocupação está em 5,8%, e o rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.732) teve crescimento de 5,3% no ano.

Selic para em 14%

Com previsão de inflação maior, a XP vê espaço agora para mais dois cortes de 0,25 ponto percentual na Selic, indo dos atuais 14,5% para 14%, seguido de pausa. Antes, a projeção era de três cortes da mesma magnitude.

“Ao recalibrar o curso da política monetária, acreditamos que o Banco Central conseguirá evitar uma elevação adicional das expectativas de inflação no horizonte de médio prazo”, escreve Megale, em relatório.

Além do aquecimento artificial da demanda, o custo fiscal dessas medidas compõem o quadro que exige cautela do Banco Central. A aceleração das despesas financeiras, necessárias para bancar as ações de estímulo ao crédito, mais do que compensam qualquer melhora primária e mantêm a dívida pública em firme trajetória de alta. 

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A projeção da gestora aponta que a Dívida Bruta do Governo Geral saltará para 83,3% do PIB ao final de 2026, alcançando 88,1% em 2027, destaca Tiago Sbardelotto, economista da XP. 

Paralelamente, o setor público consolidado, que engloba União, estados e estatais, deverá registrar déficit primário de 0,5% do PIB neste ano.

Câmbio segue ancorando a inflação

Os riscos inflacionários só não são piores porque o câmbio está valorizado. Megale destaca que a taxa de câmbio brasileira segue acumulando valorização próxima de 10% ao ano e deve ficar ao redor de R$ 5, ainda que com volatilidade.

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Saiba mais: Câmbio favorável e exportação de petróleo amortecem a inflação. Qual o limite disso?

A resiliência da moeda brasileira frente a um cenário global e doméstico incerto encontra respaldo nas contas externas do país. Na avaliação da economista da XP Luíza Pinese, a projeção para o superávit da balança comercial foi elevada para 85 bilhões de dólares em 2026, fortemente impulsionada pelas exportações de commodities. 

O grande destaque é o setor de petróleo, que acumula expansão próxima a 30% no ano em volume exportado. Além disso, a entrada de capital estrangeiro segue em alta. A XP revisou para cima sua projeção de Investimento Direto no País (IDP), que deve alcançar 85 bilhões de dólares, o equivalente a 3,1% do PIB, compensando a piora nas contas de serviços e renda.

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Outros bancos e corretoras também revisam Selic

Itaú, Banco Pine e MAG Investimentos também reduziram as apostas de cortes na taxa básica de juros e agora projetam a Selic entre 13,5% e 14% ao fim de 2026.

No relatório do Focus, que acompanha as medianas do mercado, a Selic terminal ainda está mantida em 13,25%. Há quatro semanas, a projeção era de 13%. 

Saiba mais: Revisões de bancos e gestoras já colocam a Selic em até 14% no final de 2026



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Ataque de drone iraniano deixa um morto e 63 feridos em aeroporto do Kuwait 


VARIOUS SOURCES / AFPAtaque de drone iraniano deixa um morto e 63 feridos em aeroporto do Kuwait
Ataque de drone iraniano deixa um morto e 63 feridos em aeroporto do Kuwait

Um ataque de drone iraniano contra um terminal de passageiros no aeroporto internacional do Kuwait matou uma pessoa e deixou mais 63 feridas nesta quarta-feira (3), informaram autoridades kuwaitianas, em momento em que o conflito entre Teerã e as forças dos Estados Unidos no Golfo se intensificou.

Os ataques marcaram um dos testes mais severos até agora do frágil cessar-fogo, válido desde 8 de abril, que vinha se mantendo apesar de ataques esporádicos. A pausa foi instaurada após mais de um mês de guerra desencadeada por ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.

As forças armadas do Kuwait classificaram o ataque ao aeroporto como um ato de “criminosa agressão iraniana”, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã acusou as forças dos EUA de provocarem os ataques ao visarem um navio-tanque e uma torre de comunicações na Ilha de Qeshm, no país.

O Ministério das Relações Exteriores do Kuwait condenou o ataque, “que mais uma vez teve como alvo infraestruturas vitais e civis… matando uma pessoa e ferindo outras”. Uma fonte do aeroporto informou à AFP que a vítima fatal era um cidadão indiano que estava no local.

O Ministério das Relações Exteriores da Índia condenou o ataque iraniano, confirmando a morte de um cidadão de seu país. “Condenamos o ataque ao Aeroporto Internacional do Kuwait hoje, no qual um cidadão indiano morreu e vários de nossos cidadãos ficaram feridos“, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Índia em um comunicado. “Pedimos novamente às partes que cessem tais ataques“, acrescentou.

O porta-voz do Ministério da Saúde, Abdullah al-Sanad, disse que 25 ambulâncias foram enviadas e que 63 pessoas foram tratadas por ferimentos “incluindo ferimentos na cabeça, hemorragias cerebrais, amputações e lesões resultantes de explosões”.

O Kuwait suspendeu o tráfego aéreo após o ataque e desviou os aviões que chegavam para outros destinos, mas posteriormente retomou os voos da Kuwait Airways. O aeroporto internacional foi alvo de vários ataques durante a guerra e havia retomado totalmente as operações apenas na segunda-feira (1º).

‘Não é normal’

Hassan Sheikh, um residente paquistanês de 40 anos no Kuwait que vive perto do aeroporto, disse ter ouvido explosões durante toda a noite. “Pela primeira vez, meus filhos sentiram a gravidade da situação e que isso não era normal“, disse ele.

Com o Bahrein também se queixando de ataques noturnos de drones vindos do Irã, os Emirados Árabes Unidos agiram para mobilizar seus vizinhos do Golfo em oposição a Teerã.

“Diante da repetida agressão do Irã contra… o Kuwait e o Bahrein, uma postura firme, unificada e coesa do Golfo é imperativa”, publicou o conselheiro presidencial dos EAU, Anwar Gargash, nas redes sociais. “Esta agressão não visa apenas um país, visa a todos nós.”

A Guarda Revolucionária do Irã não assumiu a autoria do ataque ao aeroporto civil, mas acusou o Kuwait e o Bahrein de viabilizarem os ataques dos EUA a partir de seus territórios e declarou que o alvo havia sido um local diferente, “a Base Aérea Ali Al Salem no Kuwait, que abriga helicópteros”.

O conselheiro militar do líder supremo do Irã, Mohsen Rezaei, disse: “Cada tiro disparado e cada ataque serão respondidos com um dilúvio de mísseis e drones… o agressor será punido rapidamente“.

‘Partiu-se ao meio’

Mais cedo, as Forças Armadas dos EUA disseram ter “derrotado com sucesso” uma série de ataques de mísseis e drones iranianos contra o Kuwait e o Bahrein, e confirmaram que realizaram ataques na Ilha de Qeshm, no Irã.

“Dois mísseis iranianos disparados contra o Kuwait caíram antes do alvo ou se partiram ao meio no caminho, e três mísseis lançados contra o Bahrein foram imediatamente interceptados pelas forças de defesa aérea dos EUA e do Bahrein”, informou o Centcom (Comando Central dos EUA).

As autoridades do Bahrein disseram ter interceptado três mísseis iranianos e vários drones.

A escalada ocorreu após autoridades dos EUA, de Israel e do Líbano se reunirem em Washington para negociações diretas sobre o fim do conflito paralelo entre Israel e o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o grupo militante era o único impedimento para um acordo.

A embaixada libanesa em Washington afirmou que o acordo inicialmente cobriria apenas os ataques israelenses a Beirute e os ataques do Hezbollah ao território israelense, antes de expandir seu escopo.

Israel tem combatido o Hezbollah desde que o grupo arrastou o Líbano para a guerra ampliada no Oriente Médio ao atacar Israel em 2 de março, em apoio ao Irã.

Nenhum dos lados aceitou publicamente o acordo, e o alto funcionário do Hezbollah, Mahmud Qomati, disse à AFP em um comunicado por escrito que o grupo “não aceitará um cessar-fogo parcial”.

Interceptação

Rubio disse que Washington queria que as negociações permanecessem independentes daquelas com o Irã para encerrar a guerra mais ampla no Oriente Médio.

No entanto, o Irã tem vinculado repetidamente os dois conflitos e disse na segunda-feira que a campanha em expansão de Israel no Líbano arriscava encerrar o cessar-fogo entre os EUA e o Irã, que estava em vigor desde 8 de abril.

Nos últimos dias, as tropas israelenses realizaram sua ofensiva terrestre mais profunda no Líbano em duas décadas.

O Líbano informou que um ataque israelense atingiu um alvo perto de Beirute na quarta-feira, enquanto uma fonte médica disse à AFP que seis pessoas foram mortas enquanto Israel bombardeava o sul do país.

Enquanto isso, o exército israelense disse ter interceptado uma “aeronave hostil” que cruzou o território israelense a partir do Líbano, a primeira infiltração desse tipo relatada pelos militares em mais de 24 horas.

Autoridades israelenses alertaram que os militares atacarão os subúrbios ao sul de Beirute se o Hezbollah lançar projéteis contra comunidades israelenses no norte, uma postura que, segundo eles, conta com o apoio de Washington.

O Hezbollah não assumiu imediatamente a autoria de nenhum ataque ao norte de Israel.

*com informações da AFP





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Indústria brasileira cresce 0,7% em abril, quarto mês seguido de avanço


A produção industrial brasileira, com alta de 0,7% em abril de 2026 frente a março de 2026, na série com ajuste sazonal,…



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Falsa adolescente de 37 anos ganhou festa de aniversário aos "12"


Falsa adolescente, de 37 anos, usava chupeta e mamadeira para enganar família de Joinville, em Santa Catarina



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setor privado cria 122 mil vagas nos EUA em maio, acima do esperado


WASHINGTON, 3 Jun (Reuters) – A ⁠criação de vagas no setor ⁠privado dos Estados Unidos aumentou mais do ‌que o esperado em maio, segundo o relatório nacional de emprego da ADP divulgado ‌nesta quarta-feira.

As empresas do setor privado abriram 122.000 postos de trabalho no mês passado, após 105.000 em abril em dado revisado para baixo. Economistas consultados pela Reuters previam criação ⁠de ‌117.000 vagas, depois de 109.000 em abril ⁠conforme relatado anteriormente.

O relatório da ADP é desenvolvido em conjunto com o Laboratório de Economia Digital de Stanford e foi publicado antes do relatório de emprego mais ​abrangente do Escritório de Estatísticas do Trabalho para maio, na sexta-feira. A ADP tem ​sido um indicador ruim da estimativa do governo para o emprego privado.

O mercado de trabalho recuperou seu equilíbrio depois de oscilar no ano passado em meio à ‌incerteza decorrente principalmente das tarifas. ​Embora a guerra entre os EUA e Israel com o Irã tenha aumentado os preços das commodities e ⁠alimentado a ​inflação, as demissões ​em massa permaneceram historicamente baixas.

A economia dos EUA deve ter ⁠aberto 85.000 postos ​de trabalho fora do setor agrícola em maio, depois de 115.000 em abril, segundo previsão de ​uma pesquisa da Reuters com economistas. A projeção é de que a taxa ​de desemprego ⁠se mantenha em 4,3%.

Os mercados financeiros preveem que o Federal ⁠Reserve vai manter sua taxa de juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75% até o próximo ano, enquanto monitora as consequências da guerra para a inflação.

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Trump admite discussão com Netanyahu; presidente teria chamado premiê de ‘louco’


Norte-americano reconheceu nesta quarta-feira (3) desentendimento entre os chefes de Estado que foi motivado por ataques israelenses no Líbano

EFE/SHAWN THEWO presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, e o primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu nesta quarta-feira (3) ter falado de forma “raivosa” com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em conversa telefônica realizada no último fim de semana. Na terça (2), o site Axios revelou que, durante o contato, o norte-americano chamou o premiê de “louco” e o pressionou a interromper a escalada militar contra o Líbano.

Em entrevista ao podcast “Pod Force One” nesta quarta-feira, Trump confirmou o desentendimento ao ser questionado sobre o diálogo. “Fiquei um pouco perturbado com as constantes brigas dele com o Líbano, sabe?”, declarou o presidente.

Apesar de reconhecer a discussão, o republicano afirmou em seguida que se dá “muito bem” com o líder israelense.

De acordo com fontes ouvidas pelo Axios, o tom de Trump foi motivado pela preocupação de que as ações de Israel isolassem o país internacionalmente e prejudicassem negociações em curso com o Irã. O site informou que o presidente afirmou que Netanyahu estaria preso se não fosse pelo apoio dos EUA, referindo-se aos processos judiciais enfrentados pelo primeiro-ministro.

Relatos do site norte-americano indicam que Trump questionou a estratégia de Israel ao derrubar edifícios inteiros para atingir comandantes do Hezbollah. “O que você está fazendo?”, teria gritado o norte-americano em um trecho da ligação.

Após o contato, uma autoridade israelense informou que o país não planeja novos ataques contra alvos em Beirute no momento. O gabinete de Benjamin Netanyahu não comentou o teor das declarações atribuídas a Trump, limitando-se a declarar que Israel manterá operações no sul do Líbano caso os ataques contra seu território não cessem.





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economia

Setor privado da zona do euro contrai em maio com alta da inflação por guerra


LONDRES, 3 Jun (Reuters) – A atividade ⁠do setor privado da zona do euro ⁠encolheu pela taxa mais rápida em 18 meses em ‌maio com a diminuição da demanda por bens e serviços arrastando a produção para baixo pelo segundo mês consecutivo, ‌enquanto as pressões de custo atingiram seu nível mais alto em mais de três anos, mostrou uma pesquisa nesta quarta-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto da S&P Global para a zona do euro caiu para 48,5 em maio, de 48,8 ⁠em ‌abril, leitura mais baixa desde novembro de 2024, mas ⁠acima da preliminar de 47,5. O PMI do setor de serviços subiu marginalmente para 47,7, de 47,6, superando a preliminar de 46,4.

Uma leitura abaixo de 50,0 indica contração.

‘Com a atividade empresarial na zona do euro em queda pelo ​segundo mês consecutivo em maio, parece cada vez mais provável que a economia entre em contração no segundo trimestre. ​Os dados do PMI estão indicando um declínio trimestral de 0,2% no PIB, salvo qualquer mudança significativa em junho’, disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence.

O total de novos pedidos caiu pelo terceiro mês ‌consecutivo, com o ritmo de declínio sendo ​o segundo mais acentuado desde novembro de 2024. A demanda externa mostrou-se um obstáculo maior, com os pedidos de exportação caindo no ritmo mais ⁠rápido até agora ​neste ano.

A deterioração ​se concentrou nas duas maiores economias do bloco. A Alemanha e a França ⁠registraram contrações na atividade do ​setor privado, enquanto a Itália e a Espanha tiveram expansões marginais.

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Os custos de insumos aumentaram pelo ritmo mais acentuado em três anos ​e meio, enquanto os preços cobrados dos clientes atingiram o maior patamar em 38 meses — o terceiro mês consecutivo ​de aceleração da ⁠inflação dos preços de produção.

Isso ocorre depois que a inflação de maio saltou ⁠para 3,2% na base anual, de acordo com dados divulgados na terça-feira, bem acima da meta de 2% do Banco Central Europeu e com expectativa de nova alta uma vez que a guerra no Oriente Médio eleva os preços dos combustíveis.



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Operação prende integrantes do Comando Vermelho em Alagoas


Ao todo, a operação expediu 21 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão e medidas cautelares



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EUA propõem tarifar 60 países por falha em combater trabalho forçado; Brasil na lista


2 Jun (Reuters) – O governo Trump propôs nesta terça-feira a ⁠imposição de tarifas adicionais de 10% ou 12,5% ⁠sobre as importações de 60 economias, incluindo o Brasil, após determinar que ‌suas falhas em coibir o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado são injustificadas e restringem o comércio dos EUA.

A decisão do Escritório de Comércio ‌dos EUA (USTR na sigla em inglês) é a mais recente conclusão de uma investigação de práticas comerciais desleais da Seção 301, a ser divulgada no momento em que o governo Trump busca restabelecer suas tarifas de emergência, que foram anuladas por uma decisão da Suprema Corte dos EUA em fevereiro.

O USTR disse ⁠que ‌determinou a imposição de tarifas de 10% relacionadas à investigação de trabalho forçado ⁠sobre as importações do Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, El Salvador, Guatemala, Malásia, Taiwan e Reino Unido.

Em relação ao Brasil, o USTR disse que imporia tarifas adicionais de 12,5%, junto aos outros 44 países restantes que foram investigados.

“É inaceitável que nossos principais parceiros ​comerciais não tomem medidas contra a importação de produtos fabricados com trabalho forçado”, afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em comunicado. “Isso cria ​uma situação em que os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em condições desiguais.”

O USTR informou que também estava propondo um mecanismo para o setor têxtil que permitiria a entrada de um determinado volume de importações de vestuário e têxteis nos EUA com uma alíquota tarifária reduzida, embora os ‌valores dos direitos aduaneiros e os volumes não ​tenham sido divulgados.

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O anúncio foi feito antes do vencimento, em 24 de julho, de uma tarifa temporária de 10% imposta pelo governo Trump em 20 de fevereiro, dia em que a Suprema ⁠Corte anulou as tarifas ​do presidente dos Estados ​Unidos, Donald Trump, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.

O USTR propôs na segunda-feira uma tarifa ⁠de 25% sobre muitos produtos brasileiros ​como resultado de uma investigação da Seção 301 sobre as práticas de comércio digital e tarifas preferenciais do país. A agência de comércio também deve revelar em breve as ​conclusões de outra grande investigação da Seção 301 sobre o acúmulo de excesso de capacidade industrial em 16 parceiros comerciais, incluindo a ​China.

Nas conclusões sobre trabalho ⁠forçado, o USTR afirmou que isentaria das tarifas uma série de produtos, incluindo energia, terras raras e ⁠alguns outros metais, carne bovina, café, algumas frutas e vegetais, produtos farmacêuticos, produtos químicos orgânicos e peças de aeronaves.

O USTR informou que aceitará comentários públicos sobre as tarifas propostas e outros remédios até 6 de julho, com uma audiência pública marcada para 7 de julho.



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