O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse aos ministros nesta quarta-feira (3/6) para não inaugurarem nenhuma medida sem passar pela Casa Civil. A declaração foi deita durante reunião ministerial.
“É muito importante que vocês não inaugurem nada sem passar pela Casa Civil. Muitas vezes a gente fica sabendo de coisas que são inauguradas sem a participação dos ministros e a gente não sabe quem está representando o governo federal nas entregas. É importante que vocês se dêem em conta que tem que passar pela Casa Civil, porque nós precisamos estar informados”, declarou.
Com as eleições de outubro se aproximando, Lula ressaltou a importância da coordenação entre os ministérios e destacou a importância política de representar o Executivo nas medidas: “Vocês sabem como é isso na política. Se você não tiver de corpo presente, ninguém de fora vai dizer quem está fazendo o que neste país”.
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Ministros participam de reunião ministerial no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira(3).
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Ministros participam de reunião ministerial no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira(3).
O encontro reúne integrantes do governo federal para discutir temas da administração pública e alinhar ações das diferentes áreas da Esplanada dos Ministérios.
Local: Palácio do Planalto, Brasília (DF)
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Ministros do governo Lula participam de reunião ministerial nesta 4ª
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Presidente Lula fez reunião ministerial nesta quarta-feira (3/6)
Hugo Barreto/Metrópoles
O petista destacou que os ministros não devem fazer ações em tribunais superiores sem consultara Advocacia-geral da União (AGU) e a Casa Civil.
“Os ministros, por conta própria, tentam fazer ações nos tribunais supeiores, sem consultar a AGU e a Casa Civil. É importante que a gente não saiba nada pelos jornais. Que a gente saiba as coisas pelo compromisso de ser um governo unitário. E saber que estamos em um momento de disputa de ideias neste país”, complementou Lula.
Os riscos inflacionários estão mais claros e devem pressionar o Banco Central a pausar o ciclo de corte de juros antes do esperado. Para a XP, o cenário-base mudou e, agora, prevê a taxa Selic em 14% ao fim de 2026. Isso significa mais tempo com juros restritivos no país, o que encarece a concessão de crédito e limita os investimentos. O cenário só não é pior porque a valorização do real consegue conter, em partes, a inflação.
A mudança de projeção considera não apenas a guerra no Oriente Médio, que se estende além do previsto inicialmente, mas também crescem as pressões inflacionárias sobre componentes voltados à Inteligência Artificial e produtos agrícolas com a chegada de um El Niño severo, além das medidas domésticas de estímulo fiscal e crédito, que devem pressionar a demanda, avalia Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos.
E inflação pressionada vira objeto de combate do Banco Central, que tenta segurar o consumo com a taxa básica de juros.
Estímulo fiscal deve segurar atividade econômica
A estimativa da XP é que as medidas de estímulo fiscal e de crédito lançadas desde o quarto trimestre de 2025 somem cerca de R$ 200 bilhões. Esse montante tem o potencial de adicionar até 1,5 ponto percentual à taxa de variação do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.
Com essa injeção de recursos na economia, a corretora manteve a projeção de crescimento do país em 2,0% para este ano.
No entanto, a perspectiva para 2027 é de desaceleração, com o avanço do PIB caindo para 1,2%, reflexo direto da política monetária restritiva prolongada e de um impulso fiscal negativo esperado para o período.
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Inflação além de 5%
A gestora revisou a projeção de inflação de 5,3% para 5,5% em 2026 (era de 3,8% em fevereiro), e de 4% para 4,2% em 2027.
Segundo Megale, pesou na avaliação “a maior inércia inflacionária, o mercado de trabalho aquecido e algum transbordamento dos efeitos do “El Niño” para o próximo ano”.
Os dados de desemprego e renda no trimestre móvel encerrado em abril de 2026 mostraram relativa estabilidade, indicando que haverá mais renda disponível para pressionar o consumo. A taxa de desocupação está em 5,8%, e o rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.732) teve crescimento de 5,3% no ano.
Selic para em 14%
Com previsão de inflação maior, a XP vê espaço agora para mais dois cortes de 0,25 ponto percentual na Selic, indo dos atuais 14,5% para 14%, seguido de pausa. Antes, a projeção era de três cortes da mesma magnitude.
“Ao recalibrar o curso da política monetária, acreditamos que o Banco Central conseguirá evitar uma elevação adicional das expectativas de inflação no horizonte de médio prazo”, escreve Megale, em relatório.
Além do aquecimento artificial da demanda, o custo fiscal dessas medidas compõem o quadro que exige cautela do Banco Central. A aceleração das despesas financeiras, necessárias para bancar as ações de estímulo ao crédito, mais do que compensam qualquer melhora primária e mantêm a dívida pública em firme trajetória de alta.
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A projeção da gestora aponta que a Dívida Bruta do Governo Geral saltará para 83,3% do PIB ao final de 2026, alcançando 88,1% em 2027, destaca Tiago Sbardelotto, economista da XP.
Paralelamente, o setor público consolidado, que engloba União, estados e estatais, deverá registrar déficit primário de 0,5% do PIB neste ano.
Câmbio segue ancorando a inflação
Os riscos inflacionários só não são piores porque o câmbio está valorizado. Megale destaca que a taxa de câmbio brasileira segue acumulando valorização próxima de 10% ao ano e deve ficar ao redor de R$ 5, ainda que com volatilidade.
A resiliência da moeda brasileira frente a um cenário global e doméstico incerto encontra respaldo nas contas externas do país. Na avaliação da economista da XP Luíza Pinese, a projeção para o superávit da balança comercial foi elevada para 85 bilhões de dólares em 2026, fortemente impulsionada pelas exportações de commodities.
O grande destaque é o setor de petróleo, que acumula expansão próxima a 30% no ano em volume exportado. Além disso, a entrada de capital estrangeiro segue em alta. A XP revisou para cima sua projeção de Investimento Direto no País (IDP), que deve alcançar 85 bilhões de dólares, o equivalente a 3,1% do PIB, compensando a piora nas contas de serviços e renda.
VARIOUS SOURCES / AFP Ataque de drone iraniano deixa um morto e 63 feridos em aeroporto do Kuwait
Um ataque de drone iraniano contra um terminal de passageiros no aeroporto internacional do Kuwait matou uma pessoa e deixou mais 63 feridas nesta quarta-feira (3), informaram autoridades kuwaitianas, em momento em que o conflito entre Teerã e as forças dos Estados Unidos no Golfo se intensificou.
Os ataques marcaram um dos testes mais severos até agora do frágil cessar-fogo, válido desde 8 de abril, que vinha se mantendo apesar de ataques esporádicos. A pausa foi instaurada após mais de um mês de guerra desencadeada por ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.
As forças armadas do Kuwait classificaram o ataque ao aeroporto como um ato de “criminosa agressão iraniana”, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã acusou as forças dos EUA de provocarem os ataques ao visarem um navio-tanque e uma torre de comunicações na Ilha de Qeshm, no país.
O Ministério das Relações Exteriores do Kuwait condenou o ataque, “que mais uma vez teve como alvo infraestruturas vitais e civis… matando uma pessoa e ferindo outras”. Uma fonte do aeroporto informou à AFP que a vítima fatal era um cidadão indiano que estava no local.
O Ministério das Relações Exteriores da Índia condenou o ataque iraniano, confirmando a morte de um cidadão de seu país. “Condenamos o ataque ao Aeroporto Internacional do Kuwait hoje, no qual um cidadão indiano morreu e vários de nossos cidadãos ficaram feridos“, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Índia em um comunicado. “Pedimos novamente às partes que cessem tais ataques“, acrescentou.
O porta-voz do Ministério da Saúde, Abdullah al-Sanad, disse que 25 ambulâncias foram enviadas e que 63 pessoas foram tratadas por ferimentos “incluindo ferimentos na cabeça, hemorragias cerebrais, amputações e lesões resultantes de explosões”.
O Kuwait suspendeu o tráfego aéreo após o ataque e desviou os aviões que chegavam para outros destinos, mas posteriormente retomou os voos da Kuwait Airways. O aeroporto internacional foi alvo de vários ataques durante a guerra e havia retomado totalmente as operações apenas na segunda-feira (1º).
‘Não é normal’
Hassan Sheikh, um residente paquistanês de 40 anos no Kuwait que vive perto do aeroporto, disse ter ouvido explosões durante toda a noite. “Pela primeira vez, meus filhos sentiram a gravidade da situação e que isso não era normal“, disse ele.
Com o Bahrein também se queixando de ataques noturnos de drones vindos do Irã, os Emirados Árabes Unidos agiram para mobilizar seus vizinhos do Golfo em oposição a Teerã.
“Diante da repetida agressão do Irã contra… o Kuwait e o Bahrein, uma postura firme, unificada e coesa do Golfo é imperativa”, publicou o conselheiro presidencial dos EAU, Anwar Gargash, nas redes sociais. “Esta agressão não visa apenas um país, visa a todos nós.”
A Guarda Revolucionária do Irã não assumiu a autoria do ataque ao aeroporto civil, mas acusou o Kuwait e o Bahrein de viabilizarem os ataques dos EUA a partir de seus territórios e declarou que o alvo havia sido um local diferente, “a Base Aérea Ali Al Salem no Kuwait, que abriga helicópteros”.
O conselheiro militar do líder supremo do Irã, Mohsen Rezaei, disse: “Cada tiro disparado e cada ataque serão respondidos com um dilúvio de mísseis e drones… o agressor será punido rapidamente“.
‘Partiu-se ao meio’
Mais cedo, as Forças Armadas dos EUA disseram ter “derrotado com sucesso” uma série de ataques de mísseis e drones iranianos contra o Kuwait e o Bahrein, e confirmaram que realizaram ataques na Ilha de Qeshm, no Irã.
“Dois mísseis iranianos disparados contra o Kuwait caíram antes do alvo ou se partiram ao meio no caminho, e três mísseis lançados contra o Bahrein foram imediatamente interceptados pelas forças de defesa aérea dos EUA e do Bahrein”, informou o Centcom (Comando Central dos EUA).
As autoridades do Bahrein disseram ter interceptado três mísseis iranianos e vários drones.
A escalada ocorreu após autoridades dos EUA, de Israel e do Líbano se reunirem em Washington para negociações diretas sobre o fim do conflito paralelo entre Israel e o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o grupo militante era o único impedimento para um acordo.
A embaixada libanesa em Washington afirmou que o acordo inicialmente cobriria apenas os ataques israelenses a Beirute e os ataques do Hezbollah ao território israelense, antes de expandir seu escopo.
Israel tem combatido o Hezbollah desde que o grupo arrastou o Líbano para a guerra ampliada no Oriente Médio ao atacar Israel em 2 de março, em apoio ao Irã.
Nenhum dos lados aceitou publicamente o acordo, e o alto funcionário do Hezbollah, Mahmud Qomati, disse à AFP em um comunicado por escrito que o grupo “não aceitará um cessar-fogo parcial”.
Interceptação
Rubio disse que Washington queria que as negociações permanecessem independentes daquelas com o Irã para encerrar a guerra mais ampla no Oriente Médio.
No entanto, o Irã tem vinculado repetidamente os dois conflitos e disse na segunda-feira que a campanha em expansão de Israel no Líbano arriscava encerrar o cessar-fogo entre os EUA e o Irã, que estava em vigor desde 8 de abril.
Nos últimos dias, as tropas israelenses realizaram sua ofensiva terrestre mais profunda no Líbano em duas décadas.
O Líbano informou que um ataque israelense atingiu um alvo perto de Beirute na quarta-feira, enquanto uma fonte médica disse à AFP que seis pessoas foram mortas enquanto Israel bombardeava o sul do país.
Enquanto isso, o exército israelense disse ter interceptado uma “aeronave hostil” que cruzou o território israelense a partir do Líbano, a primeira infiltração desse tipo relatada pelos militares em mais de 24 horas.
Autoridades israelenses alertaram que os militares atacarão os subúrbios ao sul de Beirute se o Hezbollah lançar projéteis contra comunidades israelenses no norte, uma postura que, segundo eles, conta com o apoio de Washington.
O Hezbollah não assumiu imediatamente a autoria de nenhum ataque ao norte de Israel.
WASHINGTON, 3 Jun (Reuters) – A criação de vagas no setor privado dos Estados Unidos aumentou mais do que o esperado em maio, segundo o relatório nacional de emprego da ADP divulgado nesta quarta-feira.
As empresas do setor privado abriram 122.000 postos de trabalho no mês passado, após 105.000 em abril em dado revisado para baixo. Economistas consultados pela Reuters previam criação de 117.000 vagas, depois de 109.000 em abril conforme relatado anteriormente.
O relatório da ADP é desenvolvido em conjunto com o Laboratório de Economia Digital de Stanford e foi publicado antes do relatório de emprego mais abrangente do Escritório de Estatísticas do Trabalho para maio, na sexta-feira. A ADP tem sido um indicador ruim da estimativa do governo para o emprego privado.
O mercado de trabalho recuperou seu equilíbrio depois de oscilar no ano passado em meio à incerteza decorrente principalmente das tarifas. Embora a guerra entre os EUA e Israel com o Irã tenha aumentado os preços das commodities e alimentado a inflação, as demissões em massa permaneceram historicamente baixas.
A economia dos EUA deve ter aberto 85.000 postos de trabalho fora do setor agrícola em maio, depois de 115.000 em abril, segundo previsão de uma pesquisa da Reuters com economistas. A projeção é de que a taxa de desemprego se mantenha em 4,3%.
Os mercados financeiros preveem que o Federal Reserve vai manter sua taxa de juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75% até o próximo ano, enquanto monitora as consequências da guerra para a inflação.
Norte-americano reconheceu nesta quarta-feira (3) desentendimento entre os chefes de Estado que foi motivado por ataques israelenses no Líbano
EFE/SHAWN THEW Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu nesta quarta-feira (3) ter falado de forma “raivosa” com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em conversa telefônica realizada no último fim de semana. Na terça (2), o site Axios revelou que, durante o contato, o norte-americano chamou o premiê de “louco” e o pressionou a interromper a escalada militar contra o Líbano.
Em entrevista ao podcast “Pod Force One” nesta quarta-feira, Trump confirmou o desentendimento ao ser questionado sobre o diálogo. “Fiquei um pouco perturbado com as constantes brigas dele com o Líbano, sabe?”, declarou o presidente.
Apesar de reconhecer a discussão, o republicano afirmou em seguida que se dá “muito bem” com o líder israelense.
De acordo com fontes ouvidas pelo Axios, o tom de Trump foi motivado pela preocupação de que as ações de Israel isolassem o país internacionalmente e prejudicassem negociações em curso com o Irã. O site informou que o presidente afirmou que Netanyahu estaria preso se não fosse pelo apoio dos EUA, referindo-se aos processos judiciais enfrentados pelo primeiro-ministro.
Relatos do site norte-americano indicam que Trump questionou a estratégia de Israel ao derrubar edifícios inteiros para atingir comandantes do Hezbollah. “O que você está fazendo?”, teria gritado o norte-americano em um trecho da ligação.
Após o contato, uma autoridade israelense informou que o país não planeja novos ataques contra alvos em Beirute no momento. O gabinete de Benjamin Netanyahu não comentou o teor das declarações atribuídas a Trump, limitando-se a declarar que Israel manterá operações no sul do Líbano caso os ataques contra seu território não cessem.
LONDRES, 3 Jun (Reuters) – A atividade do setor privado da zona do euro encolheu pela taxa mais rápida em 18 meses em maio com a diminuição da demanda por bens e serviços arrastando a produção para baixo pelo segundo mês consecutivo, enquanto as pressões de custo atingiram seu nível mais alto em mais de três anos, mostrou uma pesquisa nesta quarta-feira.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto da S&P Global para a zona do euro caiu para 48,5 em maio, de 48,8 em abril, leitura mais baixa desde novembro de 2024, mas acima da preliminar de 47,5. O PMI do setor de serviços subiu marginalmente para 47,7, de 47,6, superando a preliminar de 46,4.
Uma leitura abaixo de 50,0 indica contração.
‘Com a atividade empresarial na zona do euro em queda pelo segundo mês consecutivo em maio, parece cada vez mais provável que a economia entre em contração no segundo trimestre. Os dados do PMI estão indicando um declínio trimestral de 0,2% no PIB, salvo qualquer mudança significativa em junho’, disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence.
O total de novos pedidos caiu pelo terceiro mês consecutivo, com o ritmo de declínio sendo o segundo mais acentuado desde novembro de 2024. A demanda externa mostrou-se um obstáculo maior, com os pedidos de exportação caindo no ritmo mais rápido até agora neste ano.
A deterioração se concentrou nas duas maiores economias do bloco. A Alemanha e a França registraram contrações na atividade do setor privado, enquanto a Itália e a Espanha tiveram expansões marginais.
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Os custos de insumos aumentaram pelo ritmo mais acentuado em três anos e meio, enquanto os preços cobrados dos clientes atingiram o maior patamar em 38 meses — o terceiro mês consecutivo de aceleração da inflação dos preços de produção.
Isso ocorre depois que a inflação de maio saltou para 3,2% na base anual, de acordo com dados divulgados na terça-feira, bem acima da meta de 2% do Banco Central Europeu e com expectativa de nova alta uma vez que a guerra no Oriente Médio eleva os preços dos combustíveis.
2 Jun (Reuters) – O governo Trump propôs nesta terça-feira a imposição de tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre as importações de 60 economias, incluindo o Brasil, após determinar que suas falhas em coibir o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado são injustificadas e restringem o comércio dos EUA.
A decisão do Escritório de Comércio dos EUA (USTR na sigla em inglês) é a mais recente conclusão de uma investigação de práticas comerciais desleais da Seção 301, a ser divulgada no momento em que o governo Trump busca restabelecer suas tarifas de emergência, que foram anuladas por uma decisão da Suprema Corte dos EUA em fevereiro.
O USTR disse que determinou a imposição de tarifas de 10% relacionadas à investigação de trabalho forçado sobre as importações do Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, El Salvador, Guatemala, Malásia, Taiwan e Reino Unido.
Em relação ao Brasil, o USTR disse que imporia tarifas adicionais de 12,5%, junto aos outros 44 países restantes que foram investigados.
“É inaceitável que nossos principais parceiros comerciais não tomem medidas contra a importação de produtos fabricados com trabalho forçado”, afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em comunicado. “Isso cria uma situação em que os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em condições desiguais.”
O USTR informou que também estava propondo um mecanismo para o setor têxtil que permitiria a entrada de um determinado volume de importações de vestuário e têxteis nos EUA com uma alíquota tarifária reduzida, embora os valores dos direitos aduaneiros e os volumes não tenham sido divulgados.
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O anúncio foi feito antes do vencimento, em 24 de julho, de uma tarifa temporária de 10% imposta pelo governo Trump em 20 de fevereiro, dia em que a Suprema Corte anulou as tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.
O USTR propôs na segunda-feira uma tarifa de 25% sobre muitos produtos brasileiros como resultado de uma investigação da Seção 301 sobre as práticas de comércio digital e tarifas preferenciais do país. A agência de comércio também deve revelar em breve as conclusões de outra grande investigação da Seção 301 sobre o acúmulo de excesso de capacidade industrial em 16 parceiros comerciais, incluindo a China.
Nas conclusões sobre trabalho forçado, o USTR afirmou que isentaria das tarifas uma série de produtos, incluindo energia, terras raras e alguns outros metais, carne bovina, café, algumas frutas e vegetais, produtos farmacêuticos, produtos químicos orgânicos e peças de aeronaves.
O USTR informou que aceitará comentários públicos sobre as tarifas propostas e outros remédios até 6 de julho, com uma audiência pública marcada para 7 de julho.