Soja sobe em Chicago com demanda chinesa e petróleo em alta

Na Bolsa de Chicago, o contrato futuro da soja com vencimento em novembro encerrou a sessão desta segunda-feira (13) em US$ 11,94 por bushel, com alta de 0,34%.

Segundo a Agrinvest, os futuros da oleaginosa avançaram acompanhando a forte valorização do complexo da soja, especialmente do óleo de soja. A consultoria destaca que o retorno das tensões no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, trazendo maior volatilidade aos mercados e dando sustentação às cotações. Além disso, a demanda permaneceu aquecida, com novas compras de soja norte-americana pela China.

A Royal Rural também aponta que a alta do petróleo reforçou o movimento positivo em Chicago, ao ampliar as expectativas em torno da demanda por biocombustíveis, como etanol e biodiesel, além de elevar os custos logísticos. Esse fator se somou ao relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), divulgado na última semana, que já havia sido considerado favorável para os mercados de milho e soja.

No caso da soja, a consultoria ressalta que o principal destaque do relatório foi o fortalecimento da demanda. O USDA elevou a previsão de importações da China para 115 milhões de toneladas e o consumo do país para 136 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a estimativa de exportações foi revisada para 45,18 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais permaneceram em 8,44 milhões de toneladas, mesmo diante de uma produção maior. Para o mercado, esse cenário indica que o aumento da oferta está sendo parcialmente absorvido pelo crescimento da demanda, sustentando as cotações da commodity.

Milho

No mercado do milho, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou a sessão com alta de 0,49%, cotado a US$ 4,63 por bushel na Bolsa de Chicago.

Segundo a Royal Rural, o mercado segue sustentado pelas revisões divulgadas no mais recente relatório de oferta e demanda do USDA. Para a safra 2025/26, o órgão elevou a estimativa de consumo interno norte-americano em 3,17 milhões de toneladas e reduziu a projeção dos estoques finais de 54,48 milhões para 51,31 milhões de toneladas.

Para a temporada 2026/27, o cenário ficou ainda mais apertado. O USDA reduziu a previsão dos estoques finais dos Estados Unidos de 49,78 milhões para 45,46 milhões de toneladas, ao mesmo tempo em que elevou a estimativa de exportações em 1,27 milhão de toneladas. Para a consultoria, a combinação de estoques menores e demanda mais forte foi o principal fator de sustentação das cotações.

No cenário global, o USDA também reduziu a estimativa dos estoques finais de milho em 5,96 milhões de toneladas, para 275,26 milhões de toneladas. A Royal Rural acrescenta que a valorização do petróleo reforça esse movimento, ao aumentar as expectativas em torno da demanda por etanol, além de elevar os custos de transporte e produção, fatores que contribuem para dar suporte adicional aos preços do cereal.

Trigo

O contrato futuro do trigo com vencimento em setembro encerrou a sessão com queda de 0,78%, cotado a US$ 6,35 por bushel na Bolsa de Chicago.

Segundo a Agrinvest, o recuo reflete um movimento de realização de lucros após a forte valorização registrada nos últimos pregões. A consultoria observa que o mesmo comportamento foi registrado na bolsa Euronext, em meio a uma correção técnica das cotações.

Apesar da queda, a Agrinvest ressalta que as preocupações com o clima na Europa continuam no radar do mercado. Após a deterioração das condições das lavouras de milho, permanecem as incertezas sobre os impactos das condições climáticas também para a produção de trigo, o que pode limitar perdas mais acentuadas nas cotações.

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