A soja encerrou a segunda-feira (10) em alta na Bolsa de Chicago, recuperando parte das perdas registradas na semana anterior. O contrato para entrega em novembro avançou 0,28% e fechou o pregão cotado a US$ 11,79 por bushel.
Segundo a Granar, a recuperação dos preços foi sustentada pela valorização do petróleo e pela expectativa de que a China possa ampliar as compras da oleaginosa. O mercado acompanha a possibilidade de uma aproximação comercial durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington, prevista para o próximo mês.
O contrato do óleo de soja para setembro subiu US$ 28,44 e encerrou o dia a US$ 1.532,84 por tonelada. A alta ocorreu em grande parte como reação à valorização do petróleo, que avançou mais de 5% e passou a ser negociado próximo de US$ 82 por barril.
Apesar dos fatores positivos, o clima segue limitando uma alta mais expressiva da soja em Chicago. Além das chuvas registradas nesta segunda-feira, são esperadas novas precipitações ao longo da semana nas principais regiões produtoras de soja e milho dos Estados Unidos.
As condições climáticas podem melhorar o balanço hídrico dos solos e das lavouras em um período importante para a definição do potencial produtivo da soja americana. Com isso, o mercado permanece atento à evolução do clima e aos impactos sobre as perspectivas para a safra.
Milho
Os preços futuros do milho terminaram o dia praticamente estáveis na Bolsa de Chicago, com leve pressão negativa antes da divulgação das novas projeções para a safra dos Estados Unidos. O contrato para entrega em dezembro recuou 0,05% e fechou o pregão cotado a US$ 4,61 por bushel.
Segundo a Royal Rural, os investidores vêm ajustando posições antes da divulgação, na quarta-feira, das novas estimativas do governo americano para a produção agrícola. O relatório será acompanhado de perto pelo mercado, principalmente diante das condições recentes de clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos.
As chuvas registradas nas últimas semanas aumentaram a atenção dos investidores para o potencial produtivo das lavouras americanas. As novas projeções poderão recalibrar as expectativas para a produção de milho e soja no país e, consequentemente, influenciar a formação dos preços na Bolsa de Chicago.
Com a divulgação do relatório se aproximando, o mercado deve permanecer sensível às revisões nas estimativas de produtividade e produção, enquanto os investidores ajustam suas posições diante das novas informações sobre a safra americana.
Trigo
O trigo encerrou a segunda-feira em alta na Bolsa de Chicago, em meio à retomada das preocupações com os riscos para o fluxo de exportações no Mar Negro. O contrato para entrega em setembro avançou 0,12% e fechou o pregão cotado a US$ 6,40 por bushel.
Segundo a Royal Rural, o mercado voltou a incorporar um prêmio de risco aos preços diante do aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia. A guerra continua afetando navios, portos e terminais de exportação na região, que permanece entre as principais fontes de trigo para o mercado internacional.
Os ataques têm aumentado, mas o fluxo de grãos não foi interrompido. Rússia e Ucrânia continuam realizando embarques, embora em um ritmo mais lento, ao mesmo tempo em que avançam na colheita de safras consideradas grandes.
Esse cenário mantém o mercado atento ao equilíbrio entre a oferta elevada esperada para os dois países e os riscos logísticos provocados pelo conflito. Qualquer interrupção mais significativa nos embarques do Mar Negro pode aumentar a pressão sobre os preços internacionais do trigo.



