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Caso Sílvio Pantera: Lutador ficou 6 anos preso por engano e teve indenização negada


O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negou, por 3 votos a 2, o pedido de indenização feito pelo lutador Sílvio José da Silva, conhecido como Pantera, que passou 2.174 dias preso por um crime que não cometeu. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia reconhecido a ilegalidade da única prova usada para condená-lo e determinado sua libertação em 2021.

A decisão do TJRJ é mais um capítulo de um caso que começou em 2015, quando um assalto em Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro, levou Sílvio à prisão. A informação sobre o julgamento foi obtida pela GloboNews.

A 7ª Câmara de Direito Público do TJRJ entendeu que o Estado não deve ser responsabilizado pela prisão e pela condenação. Dois desembargadores votaram pela indenização, mas o placar terminou em 3 a 2 contra o pedido.

O caso começou em novembro de 2015, quando uma pessoa foi esfaqueada durante um assalto em uma rua de Irajá. Os criminosos levaram o carro da vítima. Testemunhas disseram à polícia que uma mulher e dois homens participaram do crime.

Naquele momento, Sílvio estava a cerca de 30 quilômetros do local. Ele havia chegado à academia para treinar. O registro da catraca, porém, não foi suficiente para impedir que ele fosse incluído na investigação.

O lutador passou a ser relacionado ao crime porque conhecia uma mulher apontada como suspeita. No celular dela, a polícia encontrou fotos de Sílvio.

Segundo o advogado da família, Fábio Ozi, cerca de um mês depois do assalto, quando a vítima ainda se recuperava de um coma, policiais mostraram uma foto de Sílvio e disseram que ele havia confessado o crime. Em seguida, pediram que a vítima fizesse o reconhecimento no hospital.

“Aí a vítima, induzida pelos policiais, reconheceu o Sílvio. Portanto foi aí que o Sílvio foi envolvido nessa história”Advogado à GloboNews.

Nenhuma testemunha apontou Sílvio como um dos autores do assalto. Mesmo assim, em 2017, ele foi condenado a 16 anos de prisão.

Quase seis anos na prisão

A prisão teve impacto na vida pessoal e profissional do lutador. Segundo a esposa, Daniele Sousa Marques, Sílvio era o responsável pelo sustento da família e ajudava a pagar as despesas da casa e a escola dos filhos.

A defesa passou a contestar a condenação no Superior Tribunal de Justiça por meio de um habeas corpus apresentado pelo projeto Innocence Brasil, que atua em casos de pessoas condenadas injustamente.

O STJ concluiu que o reconhecimento fotográfico usado no processo havia sido realizado de forma irregular. A Corte considerou que a vítima havia recebido dos policiais a informação de que Sílvio teria confessado o crime.

Como esse reconhecimento era a única prova usada para sustentar a condenação, o STJ reconheceu a inocência do lutador.

Sílvio deixou a prisão em 2021, depois de passar 2.174 dias encarcerado.

Segundo o advogado Rafael Tucherman, do Innocence Brasil, além dos prejuízos financeiros, o período na prisão afetou a relação de Sílvio com os filhos e sua carreira profissional.

Pedido de indenização

Depois de recuperar a liberdade, Sílvio entrou com uma ação contra o Estado do Rio de Janeiro em 2022. Ele pediu uma indenização por danos morais pelos anos em que permaneceu preso.

O pedido foi negado em primeira instância e chegou ao TJRJ. Na sessão que analisou o recurso, a procuradora do Estado, Alice Voronoff, argumentou que o processo havia seguido os procedimentos legais.

Segundo ela, a prisão e a condenação ocorreram dentro de um processo que teve decisões fundamentadas e passou pelo contraditório.

Dois desembargadores, no entanto, defenderam a responsabilização do Estado.

O desembargador Fernando Cesar Ferreira Viana disse que Sílvio nunca havia confessado o crime e classificou o reconhecimento como uma arbitrariedade.

“A culpa, a responsabilidade, é do Estado na pessoa dos seus agentes policiais, que forjaram o reconhecimento”Desembargador

O julgamento chegou a ficar empatado em 2 a 2. O voto de desempate foi contrário ao pedido de indenização.

Indenização negada

O relator do caso, desembargador Marco Antônio Ibrahim, entendeu que o Estado não deveria ser responsabilizado pelo resultado do processo judicial.

Durante o julgamento, ele afirmou que decisões judiciais podem causar insatisfação às partes e classificou o episódio como parte do “risco normal da atividade judiciária”.

O desembargador também afirmou que o Judiciário está sujeito a erros e que, na avaliação dele, a situação não geraria o dever de indenizar.

Com o voto do relator, a 7ª Câmara de Direito Público decidiu, por 3 votos a 2, rejeitar o pedido de reparação feito por Sílvio.

Como está a vida de Pantera

Após deixar a prisão, Sílvio não retomou a carreira como lutador profissional. Atualmente, ele trabalha como entregador por aplicativo e dá aulas de boxe para crianças em comunidades da zona oeste do Rio.

A família também relata dificuldades para reconstruir a vida após a prisão.

Daniele afirma que o caso ainda provoca questionamentos sobre a inocência de Sílvio entre pessoas que conhecem a história. Segundo ela, o estigma relacionado à prisão permanece.

Sílvio também afirma que sente constrangimento quando pessoas pesquisam seu nome e encontram informações sobre a prisão.



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Congresso da Abag discute integração de agro e indústria

A 25a edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio na manhã desta segunda-feira (10), em São Paulo, reune governistas, oposição, líderes de entidades e executivos do setor.

Na cerimônia de abertura contou coom a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento, André de Paula, da senadora Teresa Cristina (PP MS) e do deputado federal e vice-presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), Arnaldo Jardim.

O presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Ingo Pögler destacou o objetivo da entidade de, por meio do evento, representar uma “macro-unidade” para que se pense o presente e o futuro do país.

Ploger entregou a Alckmin docunmento fruto de uma pesquisa realizada pela Abag com seus membros associados acerca de demandas do agronegócio aos governantes e candidatos à presidência nas eleições deste ano. Ele reforçou que o agro não busca favores ou beneficios e sim investimento, desenvolvimento e segurança juridica,

Também a partir de sugestoes de seus membros, a Abag escolheu como tema desta edicao Agro & Indústria – Integrando e transformando o Brasil. Ao longo do dia, haver[a painéis e discussões que visam ampliar os pontos de contato, além de propor que práticas difundidas no setor industrial, como a produção just in time sejam adotadas pelo agro a fim de proporcionar um maior aproveitamento do potencial da agricultura tropical brasileira.

Governistas e oposicao reunidos

Representando o governador Tarcísio de Fretas (Republicanos) na solenidade, o secretário de agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho destacou a relevância do estado para o agro nacional, além de cumprimentar e agradecer a presenca de Alckmin e André de Paula, representantes do governo federal, pelo trabalho em conjunto em favor do setor.

A postura amistosa afastou o acirramento entre governo e oposição explicitado na noite deste domingo (9) no debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad (PT) promovido pela Band TV. Lá, as divergências foram exemplificadas através de trocas de acusações, inclusive, de falta de parceria entre os governos federal e estadual por motivações ideológicas. Já no congresso, poucas horas depois, as reverências mútuas reforçaram o tom ecumênico do evento e intenção de estabelecer um canal aberto de contato com aquele que assumirá o governo em janeiro de 2027, seja quem for o postulante.

Representado a Frente Parlamentar de Agricultura o Senador Arnaldo Jardim abriu a sua participação elogiando a presença e atuação do vice-presidente, Geraldo Alckmin e do Ministro da Agricultura, André de Paula.

Jardim lembrou que na edição do ano passado o tema central do Congresso foi a COP 30. E que o Brasil apresentou, durante o evento, que é possível produzir respeitando o meio ambiente.

E esse ano, com o desafio das tarifas, produtos importantes ficaram fora da taxação: como carnes, laranja e café. Arnaldo destacou o momento delicado no campo com preços baixos das commodities em contramão a alta dos custos de produção, incluindo fertilizantes.

Exigir dos candidatos uma posição clara de política para o agro.

A senadora Tereza Cristina seguiu a linha política dizendo que o próximo governo eleito deve se comprometer em criar um plano de longo prazo para o agro. Deu como exemplo o plano de expansão agropecuária da China com ações previstas até 2050. “Nós temos que exigir que o agronegócio no próximo governo, seja quem for eleito, que o agro seja priorizado como um negócio que vem dando certo e que é o motor da economia. Precisamos de políticas de Estado e não discutir políticas de governo porque elas são pontuais e nós precisamos de previsibilidade e de segurança jurídica. Onde é que vamos estar em 2050?”

Com o crescimento de 11,7% no PIB agropecuário em 2025 e a projeção de uma safra de 358 milhões de toneladas —, a parlamentar destacou que os números refletem apenas parte da realidade. O setor enfrenta o que classificou como uma “tempestade perfeita”, impulsionada por fatores externos e internos:

Os conflitos internacionais no Oriente Médio pressionaram o mercado de insumos. O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, tornando crucial o avanço de iniciativas como o Plano Nacional de Fertilizantes (ProFert) para mitigar a dependência externa. Entre fevereiro e abril, insumos essenciais registraram altas expressivas: ureia (+60%), fosfato (+30%) e diesel (+35%), em um momento de preços de commodities inferiores aos patamares de anos anteriores.

Com a Selic a 14% e taxas finais de financiamento situadas entre 18% e 20%, o crédito rural sofreu retração de 17%. Do total de uma carteira de R$ 880 bilhões no crédito rural, estima-se que R$ 180 bilhões estejam em dívidas estressadas. Embora medidas provisórias recentes tenham trazido alívio parcial, a senadora apontou que grande parcela dos produtores ainda necessita de repactuação e que a criação de um modelo eficiente de seguro rural é inadiável para blindar a atividade contra novas quebras de safra.

Tereza criticou o retrocesso a demora em aprovar a lei dos safristas, que regulamenta a contratação de trabalhadores temporários durante as safras sem perdas dos benefícios sociais dizendo diretamente ao Ministro de André de Paula: “Nós temos um projeto aprovado na Câmara e no Senado que precisa ser sancionado. Foi sancionado com vetos a derrubar. O projeto dos safristas é fundamental para que nossa agricultura funcione. Não podemos contratar sem ter carteira assinada e o que fazer com essa mão de obra itinerante?”.

Entre as politicas de Estado a senadora destacou como ponto crítico e urgente o Seguro Rural, considerado ineficaz, atendendo menos de 3% da produção nacional. Dada a incerteza meteorológica (com a possível continuidade do fenômeno El Niño ou seus desdobramentos), a ausência de um seguro robusto deixa os produtores em situação de extrema vulnerabilidade diante de quebras de safra. A parlamentar cobrou enfaticamente o apoio do ministro da Agricultura e do vice-presidente da República para tratar o seguro como um pilar essencial da gestão de crises climáticas, e não como uma medida periférica.

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Déficit da Alemanha com China sobe conforme país asiático reduz dependência europeia


O déficit comercial da Alemanha ⁠com a China aumentou no primeiro semestre de ‌2026, mesmo com a potência asiática continuando a ser seu principal parceiro comercial, segundo dados preliminares ‌divulgados neste domingo pela agência estatal Germany Trade & Invest (GTAI).

As exportações alemãs para a China caíram mais de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, para pouco menos de 37 bilhões de ⁠euros ‌entre janeiro e junho, segundo os dados, à ⁠medida que as empresas chinesas reduziram a dependência das importações europeias, fazendo com que a China passasse a ser apenas o nono maior mercado para os produtos alemães.

Em 2021, a ​China era o segundo maior mercado de exportação. Naquele ano, a Alemanha vendeu à China mercadorias ​no valor de 104 bilhões de euros, apesar dos efeitos da pandemia.

Agora, o setor manufatureiro alemão enfrenta dificuldades tanto com as tarifas dos EUA quanto com a concorrência chinesa, o que ‌está provocando grandes cortes de pessoal ​em gigantes da indústria, como a montadora Volkswagen.

A China, porém, está vendendo cada vez mais para a Alemanha.

No primeiro semestre ⁠do ano passado, ​a Alemanha ​registrou um déficit comercial de 40 bilhões de euros com a ⁠China. Esse valor aumentou para ​cerca de 55 bilhões de euros no mesmo período deste ano.

As importações alemãs da China aumentaram 8,9%, para ​91,8 bilhões de euros no período. O comércio total ultrapassou 128 bilhões de euros, ​3 bilhões a ⁠mais do que com os Estados Unidos.

“As razões para o declínio ⁠das exportações para a China são a economia doméstica fraca e o crescente foco (chinês) nas cadeias de valor domésticas”, disse Corinne Abele, especialista em Ásia Oriental do GTAI.



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Acidente grave deixa mortos e feridos na Rodovia Anhanguera em SP


Um grave acidente deixou ao menos duas pessoas mortas e sete feridas no 22 km da Rodovia Anhanguera (SP-330), na zona Norte de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (10).

Segundo a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), informações preliminares apontam que um carro trafegava sentido Norte quando perdeu o controle da direção e capotou, próximo ao acesso ao cesso Cemitério Gethsêmani-Anhanguera. O Corpo de Bombeiros atende a ocorrência com seis viaturas, que iniciou cerca de 4h45.

De acordo com informações da Polícia Militar do Estado de São Paulo, a batida deixou nove vítimas, entre elas duas pessoas que morreram. Os outros sete envolvidos ficaram feridos e foram socorridos por equipes do Corpo de Bombeiros e da concessionária que administra a rodovia. Eles foram levados para hospitais da região.

Durante o atendimento da ocorrência, um dos motoristas passou pelo teste do bafômetro, que indicou consumo de álcool. Segundo informação confirmada à CNN Brasil no local do acidente, o homem voltava de uma adega e estava acompanhado das vítimas fatais no carro.

 

A colisão envolveu seis veículos. Imagens mostram danos sofridos com o acidente, principalmente um veículo vermelho, que aparece capotado na rodovia, e um cinza que teve os vidros quebrados e diversas partes amassadas e destruídas.

De acordo com a concessionária Motiva Autoban, a pista sentido Norte, que liga a capital paulista ao interior do estado, precisou ser interditada entre os km 21 e 22 para o atendimento às vítimas. Segundo a concessionária, a via foi liberada por volta das 8h após o trabalho da perícia. Às 8h44, no entanto, a faixa da direita precisou ser novamente interditada para garantir a segurança das equipes que atuavam na remoção dos veículos que permaneciam no acostamento. O tráfego foi normalizado na sequência.

Os envolvidos foram levados ao 33º Distrito Policial (Pirituba), onde o caso será investigado e os procedimentos periciais serão realizados.

A ocorrência segue em andamento.



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Alta dos fertilizantes gera sobrecusto de US$ 180 milhões na Argentina

A Argentina desembolsou US$ 1,762 bilhão na importação de fertilizantes no primeiro semestre de 2026, o segundo maior valor já registrado para o período, enquanto o volume comprado foi o segundo menor desde 2019. A alta dos preços internacionais explica a diferença entre os dois indicadores, segundo relatório da BCR (Bolsa de Comércio de Rosário).

No primeiro semestre, o país importou 437 mil toneladas de fertilizantes nitrogenados, 767 mil toneladas de fosfatados e 39 mil toneladas de potássicos. A ureia concentrou a maior queda em volume, enquanto as compras de fosfatados ficaram praticamente estáveis na comparação anual.

A diferença entre os preços e os volumes importados representa um sobrecusto teórico de US$ 180 milhões, segundo a BCR. O cálculo mostra quanto a Argentina teria pago a mais pelos mesmos volumes importados no primeiro semestre de 2026 caso os preços médios registrados no mesmo período de 2025 tivessem sido mantidos. A estimativa não considera, portanto, a redução das quantidades importadas provocada pela própria alta dos preços.

Conflito no Oriente Médio

A BCR relaciona a alta dos preços dos fertilizantes aos efeitos do conflito iniciado em fevereiro no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz e os ataques à infraestrutura de petróleo e gás da região afetaram a oferta e os custos de produtos utilizados na fabricação de fertilizantes.

Os nitrogenados, especialmente a ureia, foram os mais afetados. Antes do conflito, cerca de um quinto do comércio mundial de gás natural e um quarto do comércio global de ureia passavam pelo Estreito de Ormuz, segundo o relatório. A alta do gás natural liquefeito, utilizado na produção de ureia, elevou os custos de fabricação.

O relatório também cita decisões de grandes produtores. A Índia interrompeu temporariamente parte da produção de ureia por causa da escassez de gás, enquanto a China restringiu temporariamente as exportações para garantir o abastecimento doméstico. Com isso, a oferta global de nitrogenados ficou mais restrita.

O preço da ureia chegou a subir mais de 100% em relação a janeiro, embora tenha permanecido abaixo dos máximos registrados em 2022.

Nos fosfatados, a pressão veio principalmente da menor oferta de enxofre, insumo utilizado na produção de rocha fosfórica. O preço do enxofre chegou a dobrar em relação a janeiro. No período, o TSP (superfosfato triplo) acumulou alta de 39%, enquanto o DAP (fosfato diamônico) subiu 27%.

Queda de importações

A redução das compras externas ficou mais evidente nos dados de junho. As importações de nitrogenados foram as menores para o mês desde 2015 e ficaram 60% abaixo da média dos últimos cinco anos. No caso dos fosfatados, o volume foi o menor desde 2018 e ficou 34% abaixo da média quinquenal.

Para o restante do ano, o comportamento das importações dependerá, entre outros fatores, da evolução do conflito no Oriente Médio. A Argentina importa, em condições normais de operação, cerca de 50% do consumo de nitrogenados e 80% dos fosfatados. Além disso, aproximadamente três quartos das importações de nitrogenados ocorrem no segundo semestre, antes da semeadura dos grãos de verão.

Produção nacional

O relatório também destaca um projeto de investimento para a produção de ureia em Bahía Blanca, aprovado no âmbito do Regime de Incentivo para Grandes Investimentos. O empreendimento prevê investimento de US$ 2,7 bilhões e uma produção anual de 2,1 milhões de toneladas de ureia.

Segundo a BCR, a nova unidade seria a maior planta de ureia da América Latina e uma das maiores do mundo. O projeto, associado ao aumento da produção de gás de Vaca Muerta, poderia ampliar a oferta doméstica e reduzir a necessidade de importações. O relatório também aponta a possibilidade de exportação de excedentes, citando o Brasil como um potencial mercado.

Atualmente, a Argentina produz entre 1,4 milhão e 1,9 milhão de toneladas de fertilizantes por ano, dependendo do período considerado. Em 2025, foram 1 milhão de toneladas de nitrogenados, 400 mil toneladas de fosfatados e 200 mil toneladas de fertilizantes à base de enxofre. A produção doméstica, porém, responde por apenas 30% a 35% do consumo argentino, estimado em cerca de 5 milhões de toneladas anuais.

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Empresas chinesas listadas reportam milhões em reembolsos dos EUA por tarifas


Várias empresas chinesas listadas em bolsa começaram desde o início de julho a informar o recebimento de restituições de tarifas e juros dos Estados Unidos, informou a agência de notícias estatal Xinhua.

Os reembolsos ocorrem após a Suprema Corte dos EUA ter decidido, em 20 de fevereiro, que as políticas tarifárias do presidente Donald Trump sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, em inglês) são inconstitucionais. Assim, o país passou a devolver os direitos aduaneiros impostos nos termos da lei de emergência.

Leia também: Governo Trump avança para reconstruir barreira tarifária derrubada pela Suprema Corte

Segundo a agência chinesa, a Guizhou Tyre informou, em 7 de agosto, que sua subsidiária integral no exterior havia recebido um total de US$ 11,98 milhões em restituições de tarifas e juros da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, em inglês).

Em 8 de julho, a Zhejiang Huahai Pharmaceutical reportou um total de US$ 14,23 milhões em restituições de tarifas, o que deveria afetar seu lucro líquido de 2026 em cerca de 96,87 milhões de yuans, com base na taxa de paridade central do yuan naquele dia. No mesmo dia, a Hitevision informou que uma subsidiária havia recebido US$ 4,07 milhões em restituições de tarifas.

A Canature Health Technology recebeu em 13 de julho US$ 4,55 milhões, enquanto uma subsidiária da WINBO-Dongjian Automotive Technology informou US$ 3,39 milhões em restituições. A Greenworks (Jiangsu) e a Newtechwood Corporation também informaram ter recebido reembolsos parciais de tarifas, sem divulgar os valores.

Shenzhen Hello Tech Energy, Hansong (Nanjing) Technology Limited e Zhejiang Dingli Machinery disseram ter apresentado pedidos de reembolso ou iniciado os procedimentos com esse objetivo.

Até o final de julho, o governo Trump havia devolvido cerca de US$ 100 bilhões em tarifas aos importadores dos EUA, segundo um documento da Justiça do país. Estima-se que a CBP deveria devolver até US$ 175 bilhões em tarifas da IEEPA no total, de acordo com uma estimativa divulgada pelo Penn Wharton Budget Model, da Wharton School da Universidade da Pensilvânia.



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Acidente grave deixa dois mortos e cinco feridos na Rodovia da Anhanguera, em SP


Duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas após um grave acidente de trânsito na Rodovia Anhanguera, na zona norte de São Paulo, na madrugada desta segunda-feira (10). A Motiva Autoban, concessionária responsável pelo trecho, afirmou que foi acionada para atender a uma ocorrência na altura do quilômetro 22, no sentido Norte (capital-interior), por volta das 4h48.

Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), informações colhidas no local apontam que um motorista perdeu o controle da direção e capotou. Pelo menos cinco veículos, incluindo um caminhão e uma van de mercadorias, se envolveram no acidente.

Até o momento da publicação desta matéria, não havia mais detalhes sobre a dinâmica do acidente. O Corpo de Bombeiros foi acionado e confirmou a morte de duas vítimas no local.

A Movida Autoban informou que outras cinco pessoas ficaram feridas. Duas delas estão em estado grave, duas em estado moderado e uma teve ferimentos leves. Todas foram encaminhadas para hospitais da região.

Seis viaturas atuaram na ocorrência, além de equipes operacionais da concessionária, que trabalham para garantir a segurança viária, a sinalização e a orientação dos motoristas.

Todas as faixas e o acostamento estão interditados desde às 4h57. Segundo a Movida Autoban, o tráfego está sendo desviado para o Rodoanel e há 4 quilômetros de lentidão.



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Boletim Focus reduz projeções de inflação e PIB para 2026


O mercado financeiro reduziu levemente a projeção para a inflação medida pelo IPCA em 2026, de 5,03% para 5,02%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (10). Para 2027, a estimativa ficou em 4,20%, enquanto a previsão para 2028 permaneceu em 3,80%.

A projeção para o IGP-M de 2026 caiu de 4,54% para 4,47%, enquanto a estimativa para 2027 recuou de 4,16% para 4,14%. Para o IPCA de preços administrados, a previsão de 2026 passou de 4,93% para 4,91%.

PIB

A projeção para o PIB de 2026 também foi reduzida, de 1,99% para 1,98%. Para 2027, a estimativa passou de 1,57% para 1,52%. As projeções para 2028 e 2029 ficaram estáveis em 2,0%.

Selic

Para a Selic, o mercado manteve a expectativa em 13,75% ao ano no fim de 2026, após a redução da projeção de 14% para 13,75% na semana anterior. Para 2027, a mediana segue em 12%, enquanto para 2028 permanece em 10,50%.

Câmbio

No câmbio, a projeção para o dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20. Para 2027, a estimativa também ficou estável em R$ 5,28. Já para 2028, caiu de R$ 5,30 para R$ 5,28.



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