Taxa média de juros de pessoa física vai a 64% em junho; rotativo do cartão lidera


As taxas de juros cobrada de pessoas físicas com recursos livres, aqueles definidos pelos bancos ou outras instituições financeiras, continuam a bater recordes no Brasil. Segundo as estatísticas monetárias e de crédito divulgadas pelo Banco Central nesta quinta-feira, a taxa média cobrada das famílias em junho foi a 64,0% anuais, subindo 1,2 ponto percentual em apenas um mês. E a modalidade que continua a liderar, de longe, é no rotativo do cartão de crédito, com 442,4% de taxa anual.

A taxa do pagamento parcelado no cartão de crédito vem em segundo lugar, com 191,4% ao ano. Com isso, a média das taxas de juros no segmento de cartões de crédito atingiu em junho o recorde de 97,4% anuais.

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Também se destaca no mês a taxa de juros do cheque especial, de 139,8% anuais. O juro do crédito pessoal não consignado foi a 127,3% e o do não-consignado sem garantias foi a 149,5%.

O juro do crédito consignado dos trabalhadores do setor privado continua acima dos 50% anuais desde abril de 2025: em junho ficou em 54%.

Mesmo com as taxas nas alturas, no segmento de crédito com recursos livres, a inadimplência manteve-se estável em 6,2% no mês, embora tenha mostrado elevação de 0,9 p.p. em doze meses.

​O endividamento das famílias ficou em 49,8% em maio (há uma defasagem nessa divulgação), com redução de 0,1 p.p. no mês e elevação de 0,9 p.p. em doze meses. Já o comprometimento de renda aumentou 0,1 p.p. em maio, na comparação com abril, e 1,3 p.p em doze meses, situando-se em 28,5%.



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