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Milho recua em Chicago com mercado atento ao clima e à oferta global

Os preços do milho encerraram a sessão desta quinta-feira (30) em baixa na Bolsa de Chicago, em um mercado que segue acompanhando as condições climáticas nos Estados Unidos e a evolução da oferta global do cereal.

O contrato futuro com vencimento em dezembro recuou 0,69%, encerrando o dia cotado a US$ 4,68 por bushel.

Segundo análise da Royal Rural, embora o clima nas lavouras norte-americanas continue no radar dos investidores, o mercado também monitora o avanço da colheita na Argentina e no Brasil. A oferta dos principais exportadores influencia diretamente a formação dos preços internacionais, já que Chicago reflete o equilíbrio entre produção, exportações e disponibilidade física do grão em nível global.

As atenções agora se voltam para os próximos relatórios oficiais de oferta e demanda. No dia 12 de agosto, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgará uma nova atualização das estimativas de produção, estoques e consumo mundiais. Já em 13 de agosto, será a vez da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) apresentar sua revisão para a safra brasileira.

De acordo com a Royal Rural, os dois levantamentos são considerados decisivos para o mercado e podem provocar forte volatilidade tanto nas cotações da Bolsa de Chicago quanto na formação dos preços do milho no mercado brasileiro.

Soja

Os preços da soja fecharam em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados pelas previsões de chuvas para importantes áreas produtoras dos Estados Unidos e pela continuidade das vendas por parte dos fundos de investimento.

O contrato futuro com vencimento em novembro recuou 0,34%, encerrando o pregão cotado a US$ 11,88 por bushel.

Segundo análise da Granar, as precipitações registradas nas Grandes Planícies Centrais e no estado de Iowa melhoraram as perspectivas para as lavouras norte-americanas. A previsão é de que esse sistema avance nos próximos dias para o cinturão central e leste de produção de soja e milho, beneficiando as áreas que enfrentaram temperaturas acima da média durante o período crítico de floração.

Apesar da expectativa de alívio com as chuvas, o monitoramento da seca nos Estados Unidos continua indicando deterioração das condições em parte do Meio-Oeste. O levantamento mais recente mostrou aumento da área com seca moderada, de 12,9% para 21,52%, e da área com seca severa, de 3,35% para 6,89%.

Refletindo esse cenário, o USDA elevou de 18% para 26% a parcela da área cultivada com soja afetada por algum nível de seca. Mesmo assim, o mercado interpretou que as previsões de precipitações nos próximos dias podem limitar perdas produtivas, o que contribuiu para a queda das cotações em Chicago.
Trigo

Os preços do trigo fecharam em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pelo aumento das tensões geopolíticas na região do Mar Negro, um dos principais corredores de exportação de grãos do mundo.

O contrato futuro com vencimento em setembro avançou 0,42%, encerrando o pregão cotado a US$ 6,63 por bushel.

Segundo análise da Granar, embora o mercado tenha devolvido parte dos ganhos registrados no início do dia, as cotações permaneceram no campo positivo diante da preocupação com possíveis impactos sobre o comércio internacional de grãos. Durante a sessão noturna, os preços chegaram a subir cerca de US$ 9 por tonelada.

O movimento foi provocado pela intensificação dos ataques da Ucrânia contra alvos estratégicos da Rússia na região do Mar Negro. Entre os principais episódios está o ataque com drones ao porto de Taman, na região de Krasnodar, que atingiu um terminal de exportação de grãos da Demetra, uma das maiores empresas agrícolas russas. Segundo a Reuters, a estrutura sofreu danos considerados significativos.

Na mesma região, também foi alvo uma unidade de exportação de óleo de girassol da Efko, uma das maiores processadoras de alimentos e produtos agrícolas da Rússia.

Os ataques se somam ao bombardeio registrado na véspera contra uma refinaria da Lukoil, em Perm, que interrompeu as operações de uma importante unidade de processamento de petróleo do país. Além disso, novas ofensivas contra embarcações russas nos mares de Azov e Negro reforçaram as preocupações com a segurança da logística regional.

Para o mercado, a escalada dos conflitos aumenta o risco de interrupções nas exportações de grãos pelo Mar Negro, fator que segue oferecendo suporte às cotações internacionais do trigo.

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GTF amplia exportações de farinhas de aves para Argentina e México

A GTF ampliou seu acesso ao mercado internacional após obter novas habilitações sanitárias para exportar farinhas e óleo de aves à Argentina e farinhas de aves ao México. As autorizações contemplam as unidades de Maringá e Paranavaí, no Paraná, e reforçam a estratégia de expansão da companhia na América Latina.

Com a decisão, as fábricas de Maringá e Paranavaí passam a estar autorizadas a exportar farinhas e óleo de aves para a Argentina. Além disso, a unidade de Maringá recebeu aval para embarcar farinhas de aves ao mercado mexicano, ampliando o portfólio de destinos atendidos pela empresa na região.

As habilitações representam um avanço na estratégia de internacionalização da GTF e se somam à recente retomada das exportações de farinhas de origem animal para o Paraguai, ampliando a presença da companhia em mercados latino-americanos.

Segundo a empresa, as autorizações refletem o atendimento aos requisitos sanitários e de qualidade estabelecidos pelos países importadores. A planta de Maringá opera sob o SIF (Serviço de Inspeção Federal) nº 4198, enquanto a unidade de Paranavaí possui o SIF nº 1880, certificações que atestam o cumprimento dos padrões exigidos para o comércio internacional.

Em nota, a GTF destacou que as novas habilitações reforçam o compromisso da companhia com a segurança dos alimentos, a rastreabilidade e a eficiência operacional, pilares considerados estratégicos para ampliar sua competitividade no mercado externo.

A empresa atualmente exporta produtos para mais de 100 países, com presença em mercados da América Latina, Oriente Médio, África do Sul e Ásia, incluindo China e Japão. A ampliação das habilitações fortalece a diversificação dos destinos das exportações e reduz a dependência de mercados específicos.

Para o CEO da GTF, Rafael Tortola, as novas autorizações representam mais um passo no plano de crescimento internacional da companhia.

“As novas habilitações para Argentina e México representam avanços importantes na estratégia de internacionalização da GTF. Estamos ampliando nossa presença na América Latina e levando produtos desenvolvidos com excelência em processos, segurança e inovação para novos mercados”, afirmou.

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Concessões de empréstimos no Brasil sobem 6,5% em junho, diz BC


SÃO PAULO, 30 Jul (Reuters) – As concessões de empréstimos no Brasil aumentaram 6,5% em junho na comparação com o mês anterior, informou o Banco Central nesta quinta-feira, com o estoque total de crédito subindo 0,7% no período, a R$7,356 trilhões.

No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, tiveram alta de 6,7% em relação ao mês anterior. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve avanço de 4,9% no período.

No mês, a inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 6,2%, repetindo a mesma taxa do mês anterior.

Os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 49,8%, um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Nos recursos direcionados, houve queda de 0,1 ponto no mês, a 12,2%.

O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, subiu para 35,8 pontos percentuais nos recursos livres, contra 35,6 pontos no mês anterior.



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Cargill, IBS e Cooperleite firmam parceria para fortalecer leite na Bahia

A Cargill, o IBS (Instituto Biosistêmico) e a Cooperleite (Cooperativa dos Produtores de Leite do Oeste da Bahia) firmaram uma parceria para fortalecer a cadeia produtiva leiteira em Barreiras, no oeste da Bahia. A iniciativa tem como foco apoiar produtores rurais cooperados com assistência técnica especializada, capacitação e ferramentas de gestão voltadas ao aumento da eficiência e da sustentabilidade das propriedades.

O acordo terá duração de um ano e busca unir a atuação da Cargill no desenvolvimento de soluções para o agronegócio ao trabalho da Cooperleite no fortalecimento dos produtores da região. A proposta é melhorar indicadores produtivos, econômicos e ambientais das fazendas acompanhadas.

Segundo a Cargill, a parceria representa um investimento na competitividade e na resiliência dos produtores rurais, com ações voltadas às melhores práticas de manejo e gestão no campo.

“Este acordo reflete diretamente o propósito da Cargill de trabalhar em colaboração próxima com parceiros e comunidades locais para gerar impactos econômicos, sociais e ambientais positivos. Estamos investindo diretamente na competitividade e na resiliência dos produtores rurais de Barreiras, ajudando a construir uma cadeia leiteira forte e alinhada às melhores práticas de sustentabilidade do campo”, afirma Lígia Dutra Silva, diretora sênior de Relações Governamentais da companhia.

Fundada em 2008, a Cooperleite reúne cerca de 500 produtores rurais e movimenta aproximadamente 600 mil litros de leite por mês. Entre as ações previstas na parceria estão atendimentos técnicos individuais, cursos e workshops sobre gestão, produção, sustentabilidade e inovação na atividade leiteira.

O trabalho será estruturado em cinco áreas principais, sendo a gestão reprodutiva, sanitária, nutricional, zootécnica e financeira das propriedades, além da adoção de boas práticas agropecuárias.

As propriedades participantes também serão acompanhadas por meio da plataforma CheckMilk, desenvolvida pelo IBS, que permite o diagnóstico digital, o monitoramento contínuo dos indicadores e o suporte das equipes técnicas em campo.

A expectativa das instituições é que a parceria contribua para elevar a produtividade, melhorar a qualidade do leite produzido e ampliar a sustentabilidade da atividade na região oeste da Bahia, gerando benefícios para produtores, comunidades locais e toda a cadeia leiteira.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/mercado-de-leite-no-brasil-recuperacao-gradual-de-precos-em-2026/

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Banco da Inglaterra mantêm juros em 3,75%, mas mais membros apoiam alta


LONDRES, ⁠30 de julho (Reuters) – O Banco da Inglaterra manteve as taxas ⁠de juros inalteradas nesta quinta-feira, conforme esperado, mas um terceiro membro da autoridade monetária defendeu ‌um aumento nos juros devido ao recrudescimento do conflito entre os Estados Unidos e o Irã.

A decisão de manutenção dos juros em 3,75% de seu por 6 votos a 3, ‌em vez da divisão de 7 a 2 esperada pela maioria dos economistas consultados pela Reuters.

Catherine Mann — que expressou reservas sobre a postura da política monetária no início deste mês — juntou-se a Megan Greene e ao economista-chefe Huw Pill ao votar a favor de um aumento para 4%.

O restante do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra, no entanto, não demonstrou pressa em ⁠aumentar ‌os juros, mantendo a abordagem de esperar para ver do presidente Andrew Bailey, que espera que ⁠isso garanta que a inflação não ultrapasse em muito a meta de 2% neste ano.

“Manter a taxa básica de juros inalterada é apropriado, já que as condições globais parecem estar mais incertas e inflacionárias, enquanto as condições domésticas são, em geral, mais favoráveis no que diz respeito às perspectivas de inflação”, disse Bailey.

Se o Banco da Inglaterra ​continuar a manter os juros inalterados, isso será um alívio para o novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, que priorizou medidas relacionadas ao custo de vida, incluindo a ​eliminação de um imposto sobre as contas de energia elétrica das residências — medida que, segundo o Banco da Inglaterra, ajudaria a reduzir a inflação em um décimo de ponto percentual.

Nas previsões publicadas nesta quinta-feira, a projeção central do Banco da Inglaterra — que pressupõe que os preços da energia evoluam basicamente conforme as expectativas do mercado e que haja apenas repercussões limitadas ‌dos altos custos da energia sobre os salários e a ​fixação de preços — indicou que a inflação subirá para 3,2% no final deste ano, partindo de uma mínima de 2,6% em junho — a menor em 15 meses —, e permanecerá acima da meta até o início de 2028, quando ⁠cairá para menos de 2%.

Essa é ​uma perspectiva de inflação ​mais moderada do que nas últimas previsões trimestrais completas do Banco do Inglaterra, divulgadas em abril, mas semelhante ao que ⁠foi previsto em junho.

No entanto, esse cenário se ​baseia nas expectativas dos mercados financeiros de que o Banco da Inglaterra aumentará os juros no último trimestre de 2026 e novamente em 2027, em contraste com a expectativa da maioria dos economistas consultados pela ​Reuters de que a autoridade monetária britânica conseguirá evitar novo aperto monetário.

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Embora o Banco Central Europeu tenha aumentado as taxas de juros em junho, Bailey afirmou ​que o Banco da Inglaterra ⁠pode se dar ao luxo de manter os juros inalterados, já que reduziu as taxas em menor magnitude antes que o ⁠conflito entre os EUA e o Irã, no final de fevereiro, fechasse o Estreito de Ormuz para a maioria das exportações de petróleo.

O Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas na quarta-feira, mas três membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Fed, afirmaram que teriam preferido um aumento de 0,25 ponto. O chair do Fed, Kevin Warsh, disse que não tem “nenhuma tolerância” para a ​inflação.



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Raízen tem plano de recuperação extrajudicial homologado pela Justiça de SP

A Justiça de São Paulo homologou nesta quinta-feira (30) o plano de recuperação extrajudicial apresentado pela Raízen e algumas de suas controladas. A decisão foi tomada pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca Central do Foro de São Paulo e torna o acordo válido para todos os credores sujeitos ao plano.

Segundo a companhia, o plano teve adesão de 81,6% dos credores financeiros quirografários, aqueles sem garantias reais, e não recebeu impugnações de credores do Grupo Raízen.

Com a homologação, passa a valer o reperfilamento das dívidas financeiras da empresa contratadas com instituições financeiras e emitidas nos mercados de capitais brasileiro e internacional. O montante envolvido é de aproximadamente R$ 61,4 bilhões.

Em comunicado ao mercado, a Raízen afirmou que a aprovação reforça a confiança dos credores e demais partes envolvidas em uma solução consensual para reorganizar o endividamento da companhia, equilibrando a necessidade de liquidez no curto prazo com uma estrutura de capital sustentável no longo prazo.

Entre as próximas etapas previstas no plano está a conversão de parte dos créditos em participação na companhia, por meio de Units, além da emissão de novos títulos de dívida garantidos.

O acordo também prevê um aumento de capital entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões, que deverá ser realizado em dinheiro pela Shell Brasil e, caso haja adesão, pela Aguassanta Participações, empresa ligada à família de Rubens Ometto, acionista controlador da companhia.

O plano inclui ainda reorganizações societárias, separação de negócios e possíveis desinvestimentos de ativos, com o objetivo de estruturar a divisão entre as operações de distribuição de combustíveis e de energia.

A Raízen informou que seguirá com os procedimentos necessários para implementação do plano e que divulgará aos credores os materiais para escolha das opções de pagamento previstas no acordo.

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PIB dos EUA tem alta anualizada de 1,5% no 2º trimestre de 2026, abaixo do esperado


O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 1,5% em termos anualizados no segundo trimestre, segundo estimativa inicial divulgada na quinta-feira (29) pelo Bureau de Análise Econômica do Departamento de Comércio em sua estimativa do PIB. A expectativa de economistas ouvidos pela Reuters era de crescimento de 2,1%, com as estimativas variando de 0,8% a 2,9%.

O crescimento econômico dos Estados Unidos desacelerou no segundo trimestre em meio ao aumento do déficit comercial, mas a aceleração dos gastos do consumidor e o investimento robusto das empresas em equipamentos relacionados à implantação de infraestrutura de inteligência artificial apontam para uma força subjacente.

A pesquisa, no entanto, foi realizada antes da divulgação do relatório preliminar dos indicadores econômicos de junho, que mostrou uma contração moderada no déficit comercial de bens e estagnação dos estoques no varejo. Esses dados levaram alguns economistas a reduzir suas estimativas para o PIB em até 0,8 ponto percentual, para uma taxa de 1,5%. A economia cresceu a um ritmo de 2,1% no primeiro trimestre.

Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, dispararam a uma taxa de 3,2% no último trimestre, após desacelerarem abruptamente para um ritmo de crescimento de 0,5% no trimestre de janeiro a março.

Apesar do conflito no Oriente Médio, os gastos permaneceram resilientes, em parte graças às restituições de impostos mais altas este ano, que serviram de amortecedor para os consumidores contra os preços mais elevados da gasolina decorrentes da guerra.

Além disso, as famílias de renda mais alta, que estão se beneficiando do forte crescimento dos preços dos ativos, também estão impulsionando os gastos. A Copa do Mundo da Fifa provavelmente também ajudou a estimular os gastos, assim como os gastos relacionados às eleições de meio de mandato por parte de organizações sem fins lucrativos.

O boom de investimentos em IA, que não mostra sinais de desaceleração apesar das preocupações dos investidores de que as avaliações de muitas empresas de tecnologia tenham se tornado exageradas, também está ajudando a sustentar a demanda interna. Mas economistas alertaram que a guerra liderada pelos EUA contra o Irã, agora em seu sexto mês, representa um risco de queda para a demanda e, em última instância, para o crescimento econômico no segundo semestre do ano.

Na quarta-feira, o Federal Reserve manteve sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%. Três membros discordaram, defendendo um aumento de 0,25 ponto percentual.

O Fed descreveu a atividade econômica como “em expansão a um ritmo sólido, apesar da elevada incerteza que se deve, em parte, ao conflito no Oriente Médio”. Economistas esperavam que o Fed aumente os juros já em setembro para conter a inflação, o que também influenciou suas expectativas de um crescimento econômico mais lento no segundo semestre.

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SP vai revisar protocolos para corridas de rua após morte de corredor; entenda


A Prefeitura de São Paulo criou um grupo de trabalho para revisar os protocolos de segurança e atendimento médico em corridas de rua e outros eventos esportivos da capital paulista.

A iniciativa foi anunciada dois dias depois da morte do publicitário e atleta amador Júlio Barreto, de 50 anos. Ele sofreu uma parada cardíaca após concluir a meia maratona da SP City Marathon, no domingo (26).

Segundo a medida assinada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), o grupo terá 20 dias para apresentar uma proposta com parâmetros mínimos de segurança, estrutura médica e atendimento de emergência para esse tipo de evento.

O objetivo é padronizar critérios técnicos que hoje envolvem diferentes órgãos municipais e entidades esportivas. Entre as atribuições do grupo estão:

  • Diagnosticar as exigências adotadas para a autorização de corridas de rua;
  • Estabelecer parâmetros mínimos de segurança e de atendimento médico-emergencial;
  • Definir uma matriz de responsabilidades entre os órgãos públicos e os organizadores nas etapas de autorização, realização e fiscalização dos eventos.

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde informa que “revisa continuamente os fluxos assistenciais e os critérios técnicos aplicáveis aos eventos temporários na cidade”.

“Como parte desse processo de avaliação contínua”, continua o documento, “foi instituído um grupo de trabalho para revisar e aprimorar os procedimentos relacionados à realização de corridas de rua e eventos esportivos”.

De acordo com a Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo (ATC-SP), a Prefeitura de São Paulo ainda não tem um protocolo específico para corridas de rua. “Seria muito interessante termos esta conversa com eles e poder participar da construção deste protocolo, considerando tudo o que já se tem elaborado no Corrida Segura (protocolo nacional)”.

SP epicentro das corridas

São Paulo é hoje a cidade que mais recebe corridas de rua no Brasil. A previsão do setor é que cerca de 300 provas sejam realizadas na capital ao longo deste ano, entre eventos de 5 km, 10 km, meia maratona e maratona.

Segundo Guilherme Celso, presidente da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (Abraceo), a realização de uma corrida depende de uma série de licenças municipais e da obtenção do chamado Permit, documento emitido pelas entidades responsáveis pela modalidade.

Existem três categorias de certificação – Bronze, Prata e Ouro. O Permit Bronze é concedido pela Federação Paulista de Atletismo; as demais categorias são homologadas pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

Para obter a autorização, os organizadores precisam cumprir as exigências previstas na Norma 7 da CBAt, que estabelece critérios para aspectos como percurso, interdição de vias, guarda-volumes e estrutura médica.

O Anexo 3 da norma, produzida pela Abraceo, CBAt, Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) e Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo (ATC-SP), detalha o plano médico da prova, incluindo o número mínimo de ambulâncias, a distribuição dos desfibriladores, a presença de diretor médico e outros requisitos.

Além das regras da confederação, cada município possui exigências próprias para emissão dos alvarás necessários à realização dos eventos. “Há uma dupla fiscalização: das entidades esportivas e do poder público municipal”, afirma Guilherme Celso.

O especialista afirma que o protocolo municipal não deve substituir as normas já existentes. “O ideal é que ele seja complementar, considerando as particularidades locais, mas mantendo alinhamento com as diretrizes técnicas nacionais e com as normas que regem a emissão do Permit pelas Federações de Atletismo”, avalia.

O texto da CBAt também ressalta que a segurança das provas depende de uma atuação conjunta entre organizadores, equipes médicas e atletas, destacando que cabe ao participante manter sua avaliação clínica em dia e respeitar as orientações médicas antes da competição.

Morte reabre debate sobre segurança nas corrida

A criação do grupo ocorre após a repercussão da morte de Júlio Barreto, corredor que completou os 21 quilômetros da meia maratona da SP City Marathon e começou a se sentir mal na área de chegada.

A prova chegou à décima edição em 2026. A largada foi realizada na Praça Charles Miller, no Pacaembu, e a chegada aconteceu no Jockey Club, na zona sul da cidade. O evento reuniu atletas nas distâncias de 21,1 km e 42,2 km.

Segundo o boletim de ocorrência, Júlio reclamou de dores no braço logo após cruzar a linha de chegada. Enquanto caminhava em direção a uma ambulância disponibilizada pela organização da prova, sofreu um mal súbito e caiu.

O médico Miguel Carvalho Santacreu, que participava da prova e ajudou nos primeiros atendimentos, afirmou nas redes sociais nesta quinta-feira, 30, que houve demora de 15 minutos na chegada de uma ambulância com Desfibrilador Externo Automático (DEA).

“E aí continuamos tocando a parada ali (fazendo atendimentos) por uns 10 minutos, quando chegou a primeira ambulância. A primeira ambulância chegou com uma equipe de bombeiros, e sem nenhum médico. A gente solicitou um DEA, e eles falaram que naquela ambulância não tinha”, contou.

“Eu e dezenas de outras pessoas que estavam lá sabemos que o atendimento do evento demorou a chegar, não foi instantâneo. O primeiro foi com diversas falhas. Não vou falar que o desfecho poderia ter sido diferente, não sei. Mas a conduta toda poderia ter sido diferente”, revelou.

A Iguana Sports, organizadora da SP City Marathon, afirmou que “nenhuma estrutura médica, por mais completa que seja, consegue prevenir 100% desses eventos – o que ela consegue é reduzir o tempo entre o colapso e o primeiro atendimento, que é o fator que mais influencia a sobrevida”, afirma a nota assinada por Paulo Carelli, diretor de prova.

“E nós estávamos na linha de chegada a 100 metros onde tudo aconteceu com os DEAs, conforme registrado nos relatórios médicos e imagens fotográficas, que confirmam que o atleta recebeu atendimento protocolar assim que chegou a comunicação à equipe”, continua o comunicado.

“Infelizmente o quadro clínico do atleta não permitiu sua recuperação, apesar de todo esforço da equipe médica e adoção de todos os procedimentos de suporte avançado”.

A família ainda não se pronunciou oficialmente. O Estadão apurou que os parentes estão em contato frequente com os organizadores do evento. O caso foi registrado como morte natural pelo 7º Distrito Policial (Lapa), informou a Secretaria da Segurança Pública.

A Secretaria Municipal da Saúde informou que a SP City Marathon cumpriu as exigências médicas e que a infraestrutura voltada à assistência à saúde é de responsabilidade dos organizadores.

“Em grandes eventos realizados na cidade de São Paulo, é obrigatória a contratação de recursos de saúde, conforme previsto na Portaria SMS nº 490/2020, que estabelece as normas para elaboração dos Planos de Atenção Médica, que devem ser submetidos ao Grupo de Planejamento e Apoio a Eventos (GPAE), da SMS, exigência cumprida pela SP City Marathon”.

Júlio Barreto atuava como gerente de acesso ao mercado na Danone, com atuação voltada para saúde suplementar, nutrição especializada e oncologia. Ele havia ingressado na empresa em abril deste ano, depois de ter trabalhado como gerente de Oncologia na Johnson & Johnson.

Com experiência em provas de longa distância, Barreto foi atleta amador de ciclismo. Ele migrou para as corridas de rua e trilhas (trail run), participando de maratonas e competições de montanha em 2021.



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Campanha de Multivacinação 2026 atualiza cadernetas de crianças e adolescentes em MS – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Começa na próxima segunda-feira (3) em Mato Grosso do Sul a Campanha de Multivacinação 2026, destinada à atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. No Estado, a iniciativa nacional do Ministério da Saúde é coordenada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde). A campanha segue até 1º de setembro e terá o Dia D de mobilização em 22 de agosto, um sábado.

A campanha tem como objetivo localizar crianças e adolescentes não vacinados e completar esquemas em atraso, atualizando as cadernetas do público com até 14 anos, 11 meses e 29 dias, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

Durante a mobilização, serão disponibilizadas todas as vacinas indicadas para crianças e adolescentes menores de 15 anos, além dos imunizantes destinados a grupos e estratégias específicas. A vacinação será seletiva: a equipe avaliará a caderneta e o histórico de cada pessoa para administrar somente as doses necessárias.

Pais e responsáveis devem procurar uma UBS (Unidade Básica de Saúde) ou sala de vacinação do município, levando a caderneta de vacinação, CPF ou Cartão SUS (Sistema Único de Saúde) da criança ou do adolescente. Os locais e horários de atendimento devem ser consultados junto à Secretaria Municipal de Saúde.

Confira as vacinas que serão ofertadas

A aplicação será realizada após a avaliação da caderneta, conforme a idade e a situação vacinal de cada criança ou adolescente.

Serviço

Campanha de Multivacinação 2026
Período: 3 de agosto a 1º de setembro
Dia D: Sábado, 22 de agosto
Público: Crianças e adolescentes com até 14 anos, 11 meses e 29 dias
O que levar: Caderneta de vacinação, CPF ou Cartão SUS
Onde: Unidades e salas de vacinação dos municípios de Mato Grosso do Sul, conforme a programação municipal.

Comunicação SES



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Oferta global maior pressiona cacau e cotações recuam em Nova York

Os preços do cacau voltaram a cair na Bolsa de Nova York nesta quinta-feira (30), pressionados pela perspectiva de maior oferta global e pelo aumento dos estoques monitorados pela ICE. O contrato com vencimento em setembro recuou 1,41% e encerrou o pregão cotado a US$ 5.112 por tonelada.

Segundo análise da Barchart, o mercado segue próximo das mínimas de três semanas e meia registradas na última terça-feira. A pressão sobre as cotações tem sido sustentada por sinais de aumento da disponibilidade de cacau, ao mesmo tempo em que persistem dúvidas sobre o ritmo da demanda mundial.

Na Costa do Marfim, maior produtor global da commodity, dados acumulados até 26 de julho mostram que os agricultores enviaram 2,11 milhões de toneladas de cacau aos portos desde o início da temporada 2025/26, em 1º de outubro, volume 21% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.

Outro fator baixista veio da Nigéria, em que as informações da Bloomberg divulgadas em 16 de julho, as exportações de cacau do país somaram 18,9 mil toneladas em junho, avanço de 30% na comparação anual.

Além da maior oferta, o mercado acompanha o crescimento dos estoques certificados da ICE. Na terça-feira, os volumes armazenados atingiram 3.375.119 sacas, o maior nível em dois anos, reforçando a percepção de um mercado mais abastecido e contribuindo para a pressão sobre os preços internacionais do cacau.

Açúcar

A expectativa de uma recuperação da produção de açúcar na Índia voltou a pressionar as cotações futuras nesta sessão. A melhora no regime de chuvas de monção no país, um dos maiores produtores mundiais, reforçou a perspectiva de uma safra mais robusta e levou os preços a recuarem na Bolsa de Nova York.

O contrato futuro do açúcar com vencimento em outubro encerrou o pregão cotado a 14,43 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,48%.

Segundo análise da Barchart, o mercado continua pressionado pelas expectativas de aumento da oferta indiana. Dados divulgados pelo Departamento Meteorológico da Índia mostram que o acumulado das chuvas de monção até 29 de julho estava 15% abaixo da média histórica, uma melhora significativa em relação ao déficit de 42% registrado no fim de junho.

No início da temporada, o Ministério de Ciências da Terra da Índia havia alertado que a monção de 2026 poderia ser a mais fraca em 11 anos. No entanto, a recuperação das precipitações ao longo de julho reduziu as preocupações com o desenvolvimento da safra de cana-de-açúcar. O período de monções no país ocorre entre junho e setembro.

Apesar da pressão exercida pela expectativa de maior produção na Índia, o mercado segue atento às projeções de déficit global para a próxima temporada.

Na quarta-feira, a Green Pool Commodity Specialists elevou sua estimativa de déficit mundial de açúcar para a safra 2026/27 de 1,76 milhão para 3,3 milhões de toneladas. Um dia antes, a StoneX também revisou sua projeção, passando de um déficit de 550 mil toneladas para 1,7 milhão de toneladas.

As revisões indicam que, embora a melhora das condições climáticas na Índia favoreça a oferta, o mercado ainda espera um consumo superior à produção global na próxima temporada.

Café

As previsões de tempo seco para as principais regiões produtoras do Brasil voltaram a pressionar o mercado de café neste pregão. A expectativa de aceleração da colheita da safra brasileira reduziu os preços do arábica na Bolsa de Nova York.

O contrato futuro do café arábica com vencimento em setembro encerrou o pregão cotado a US$ 3,23 por libra-peso, com queda de 0,84%.

Segundo análise da Barchart, o mercado reagiu às previsões de clima predominantemente seco para a próxima semana nas áreas cafeeiras brasileiras. A expectativa é de que as condições climáticas favoreçam o avanço dos trabalhos de colheita, ampliando a disponibilidade de café no mercado e pressionando as cotações do arábica.

Algodão

O mercado do algodão encerrou a sessão em alta na Bolsa de Nova York, impulsionado pelo forte desempenho das vendas externas da nova safra dos Estados Unidos.

O contrato futuro com vencimento em dezembro avançou 1,43%, fechando cotado a 80,67 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo análise da Barchart, o mercado foi sustentado pelo avanço das exportações, especialmente para a safra 2026/27. Dados semanais mostraram a comercialização de 352.447 fardos da nova temporada até 23 de julho, o maior volume registrado no atual ano comercial.

Para a safra 2025/26, as vendas somaram 29.719 fardos, o menor volume do ciclo, comportamento considerado normal para o período de encerramento da temporada. Já os embarques alcançaram 233.795 fardos na semana.

No cenário macroeconômico, o petróleo registrou leve queda de 38 centavos de dólar por barril, enquanto o índice do dólar perdeu força, fatores que também contribuíram para dar suporte às cotações do algodão.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 5,84% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,46 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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