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Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA crescem menos que o esperado


O número de norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego aumentou menos do que o esperado na semana passada, sugerindo que as condições do mercado de trabalho permaneceram estáveis.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram em 9.000, para 197.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 25 de julho, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 200.000 pedidos para a última semana.

O aumento reverteu parcialmente a queda da semana anterior, que havia levado os pedidos ao nível mais baixo desde o final de 1969. Os pedidos tendem a apresentar volatilidade em julho, quando as montadoras de veículos motorizados costumam paralisar as fábricas para manutenção anual.

A General Motors manteve em operação a maioria de suas fábricas de montagem este ano, enquanto a Ford Motor cancelou as tradicionais paradas em suas fábricas de caminhões. Isso pode ter distorcido o modelo que o governo utiliza para eliminar as flutuações sazonais dos dados de pedidos de auxílio-desemprego.

Economistas afirma que o mercado de trabalho permanece em um modo de “contratação lenta, demissão lenta”. O Federal Reserve manteve, na quarta-feira, sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%.



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Governo Central tem déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho, afirma Tesouro


As contas do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) tiveram déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho, após um resultado negativo de R$ 53,257 bilhões em maio, informou o Tesouro nesta quinta-feira, 30.

O déficit de junho superou a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um resultado negativo de R$ 47,20 bilhões. As estimativas do mercado, todas de déficit, variavam de R$ 50,155 bilhões a R$ 39,0 bilhões.

O déficit primário do mês passado foi maior do que o registrado em junho de 2025, quando o saldo nas contas do governo central foi negativo em R$ 44,216 bilhões. Esse foi o pior resultado para meses de junho desde 2023, quando houve déficit de R$ 51,640 bilhões.

As despesas do governo central cresceram 9% em junho, na comparação com o mesmo mês de 2025, já contabilizando a inflação do período. As receitas totais tiveram alta real de 10,2%, na mesma base de comparação.

No mês passado, a arrecadação do governo com impostos e contribuições federais somou R$ 264,437 bilhões, o maior resultado para meses de junho desde 2000, segundo dados da Receita Federal.

Acumulado

O governo central tem déficit primário de R$ 92,227 bilhões no acumulado até junho de 2026. No mesmo período de 2025, o resultado era negativo em R$ 11,277 bilhões, sem correção pelo IPCA. As despesas tiveram alta real de 12,3% na soma do ano, enquanto as receitas totais subiram 5,2% acima da inflação. O déficit do governo central no acumulado do ano é o pior desde 2020.

No acumulado de 12 meses até junho, o déficit primário do governo central soma R$ 144,1 bilhões, o equivalente a 1,08% do Produto Interno Bruto (PIB). As despesas obrigatórias somam 17,76% do PIB, e as discricionárias, 1,89%.

A meta fiscal de 2026 é de superávit primário de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos.

No Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do terceiro bimestre, o governo aumentou a estimativa de superávit primário de 2026, já considerando as exceções para o cumprimento da meta, de R$ 4,1 bilhões, estimado no segundo relatório, para R$ 10,8 bilhões. Ao deduzir R$ 62,8 bilhões de exceções, o resultado esperado para o ano é negativo em R$ 52 bilhões.

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Polícia investiga morte de três eletrocutados após ventania no Rio


A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se três mortes por descarga elétrica dentro de uma casa, na madrugada desta quinta-feira (30), têm relação com a ventania que atingiu o estado na tarde de quarta-feira (29). Uma mulher sobreviveu, e o quadro dela é grave.

A corporação confirmou à Agência Brasil que Juadson Amorim da Silva, de 57 anos; Wagner Carvalho de Medeiros, de 41; e Marcos Antonio Vieira Filho, de 34, não resistiram à descarga elétrica.

Eles estavam em uma casa na Rua Maria da Fé, na Cidade de Deus, comunidade da Zona Sudoeste da cidade do Rio de Janeiro.

A investigação é realizada pela 32ª Delegacia Policial, no bairro da Taquara, vizinho à Cidade de Deus. “A perícia será realizada no local e outras diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias das mortes”, diz a Polícia Civil.

Mulher foi socorrida

O Corpo de Bombeiros informou que agentes do 12º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM) foram acionados para uma ocorrência de choque elétrico. Quando os militares chegaram ao endereço, encontraram três corpos, que teriam sofrido uma descarga elétrica provocada por uma tomada no interior do imóvel.

Ainda segundo a corporação, a mulher foi socorrida por moradores e levada para a Unidade de Pronto Atendimento da Cidade de Deus, antes da chegada dos bombeiros.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a mulher deu entrada na unidade com queimaduras e foi transferida pela manhã para o Hospital do Andaraí, na Zona Norte. O hospital é referência no tratamento de vítimas de queimaduras.

“O estado de saúde é grave”, diz nota enviada à Agência Brasil.

Light

A companhia Light, responsável pelo abastecimento da cidade, informou que se solidariza com as famílias das vítimas e que apura as circunstâncias do ocorrido.

A empresa comentou que, durante vendavais, árvores, galhos e outros objetos podem atingir a rede elétrica e provocar o rompimento de cabos. A concessionária ressalta que a população não deve se aproximar de postes, estruturas elétricas ou fios caídos.

“Caso encontre um cabo partido no chão, não toque, mantenha distância do local e acione imediatamente a concessionária por meio de seus canais oficiais de atendimento”, diz a nota.

Além de um aplicativo, WhatsApp (21 99981-6059) e site, a Light atende a pedidos de emergência pelo telefone 0800 021 0196.

A empresa acrescenta que, em casos de ligações clandestinas, o problema de rompimento de cabos é mais frequente.



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Desemprego cai a 5,4% e segue amortecendo efeito dos juros e travando Selic


Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, referentes ao trimestre encerrado em junho de 2026, apontam que a taxa de desocupação recuou para 5,4%, atingindo o menor nível para este período desde o início da série histórica em 2012. Segundo economistas, o número recorde de população ocupada, de 103,1 milhões de pessoas, tem feito com que o mercado de trabalho continue sendo uma forte barreira contra os efeitos restritivos da política monetária, com juros atuais em 14,25%. 

Leia também: Geração de empregos supera estimativas em junho, mas analistas preveem desaceleração

Desemprego baixo sustenta o PIB

Na avaliação da XP, os dados de junho reforçaram o cenário de mercado de trabalho aquecido, com a taxa de desemprego bem abaixo de seu nível neutro e a massa de rendimentos em alta. 

Indicador/Período abr-mai-jun 2026 jan-fev-mar 2026 abr-mai-jun 2025
Taxa de desocupação 5,40% 6,10% 5,80%
Taxa de subutilização 12,90% 14,30% 14,40%
Rendimento real habitual R$ 3.738 R$ 3.795 R$ 3.635
Fonte: IBGE

Esse alto número de contratações explica por que o Produto Interno Bruto (PIB) continua crescendo, mesmo com o crédito mais caro. Para Gustavo Assis, CEO da Asset, o desemprego em patamares tão baixos “mostra que o mercado de trabalho se tornou o principal amortecedor da desaceleração provocada pelos juros elevados”.

Isso ajuda a explicar o consumo das famílias, sustentado pela massa de rendimentos, que atingiu R$ 380,3 bilhões, uma alta de 3,6% em doze meses. “O mercado de trabalho continua sustentando o PIB, mas dificilmente conseguirá fazê-lo sozinho por muito tempo”, afirma Valdir Piran Jr., CEO da Intra Asset. Ele alerta que, se não houver uma redução estrutural do custo de capital, o crescimento deverá perder força de forma gradual.

O descompasso entre as queixas do setor corporativo sobre a Selic e a manutenção das contratações é explicado pelas necessidades operacionais imediatas. Daniel Duque, pesquisador associado da FGV/Ibre, esclarece que, com o crédito caro, os empresários não contraem empréstimos para modernizar máquinas ou ampliar instalações, o que trava a melhoria da produtividade. Entretanto, a forte demanda força a contratação contínua de funcionários apenas para suportar a operação básica e o atendimento direto ao cliente. 

No longo prazo, a limitação da produtividade entra em choque com gargalos demográficos. A taxa de participação da força de trabalho brasileira (62,1%) segue inferior aos níveis pré-pandêmicos. Um levantamento da 4intelligence indica que o envelhecimento populacional deve aprofundar essa menor participação nas próximas décadas. Diante dessa conjuntura, Antônio Patrus, diretor da Bossa Invest, avalia que “a menor disponibilidade de profissionais transforma produtividade em uma das principais teses de crescimento da economia brasileira”. 

Mercado de trabalho aquecido trava Selic

A manutenção de um mercado “apertado” — onde a procura por trabalhadores supera a oferta em diversos setores — coloca pressão sobre a inflação de serviços, dificultando o trabalho do Banco Central, que se reúne na semana que vem para decidir os rumos da política de juros. Segundo Claudia Moreno, economista do C6 Bank, este cenário “deve manter a inflação de serviços pressionada”, uma vez que o desemprego segue em patamares historicamente baixos para os padrões do país.

Peterson Rizzo, Head de RI da Multiplike, também destaca que essa resiliência é o que impede a queda da taxa Selic: “A própria resiliência da atividade e do emprego é o que mantém a inflação pressionada e sustenta os juros no patamar atual”. 

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Sinais de desaceleração

Apesar da robustez geral, métricas ajustadas revelam que o fôlego do emprego começou a ceder marginalmente. Com ajuste sazonal, a taxa de desemprego apresentou estabilidade em 5,4% ou leve alta para 5,5%. Duque destaca que o cenário de desaceleração se consolidou. O pesquisador pontua que se nota atualmente a estagnação na taxa de desemprego e na criação de novas empresas, com números de geração de vagas próximos de zero. 

Duque avalia, ainda, que a economia reage em “três tempos” aos juros altos. Primeiro, a atividade econômica impacta o número de vagas; em seguida, o desemprego baixo afeta os salários. Segundo ele, a renda “para de aumentar por último”, sendo o canal final a se ajustar à economia desaquecida. É por esse motivo que os rendimentos continuam avançando de forma significativa, mesmo com a estagnação na criação de empregos formais. 

Renda estagnada e alta informalidade

Apesar da expansão na ocupação, os indicadores apontam que o mercado atingiu um platô qualitativo. A taxa de subutilização caiu de 14,3% para 12,9% no trimestre, enquanto o número de desalentados recuou 14,7%, atingindo 2,3 milhões de pessoas. 

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No entanto, a desaceleração já é palpável em diversas áreas. Antonio Ricciardi, economista do Daycoval, destaca que cinco dos dez setores analisados já demonstram fraqueza na demanda por trabalho: construção, comércio, alojamento e alimentação, tecnologia e finanças, e administração pública. 

Além disso, a leitura de salários mostra divergências setoriais. Ricciardi aponta que os rendimentos reais registraram a terceira queda consecutiva na margem, indicando esfriamento em áreas como construção, comércio e tecnologia. Duque explica que a alta rotatividade geral mantém os salários aquecidos em outras frentes. As empresas buscam atrair funcionários que já possuem habilidades específicas e estão empregados, o que retroalimenta a competição por profissionais. 

A qualidade dessa ocupação também emite alertas. Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, assinala que o impulso não partiu do setor privado com carteira assinada, mas sim dos postos informais e da administração pública. Segundo a economista, “o resultado é compatível com um ciclo de emprego ainda forte, mas mais maduro”, onde a abrangência setorial mostra acomodação. 

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Impacto na inflação

Para Benedito, a leitura dos dados voltada ao impacto na inflação é mista. Ela diz que a taxa de desemprego historicamente baixa e a queda ampla da subutilização confirmam um mercado de trabalho apertado, o que ainda impõe riscos à inflação de serviços. 

Mas, no lado oposto, a ausência de aceleração dos salários e a concentração da expansão em empregos públicos e sem carteira reduzem o risco de uma nova pressão salarial generalizada. “O dado, portanto, não representa uma reaceleração homogênea do mercado de trabalho, mas também não entrega enfraquecimento suficiente para produzir conforto adicional ao Banco Central”, avalia.

“Em conjunto com os indicadores de atividade, os dados reforçam a hipótese de desaceleração gradual da economia na segunda metade do ano, sem sinais de deterioração mais abrupta do mercado de trabalho”, diz Leonardo Costa, do ASA.

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O que esperar para a reunião do Copom

Para o Comitê de Política Monetária (Copom), os dados da PNAD apontam que a política monetária, embora opere de modo mais lento, continua funcionando. 

Para Duque, da FGV, o início do desaquecimento do mercado de trabalho já mitiga parte das preocupações do Banco Central sobre os rumos da inflação. 

A expectativa de instituições como o C6 Bank é que a taxa Selic encerre o ano de 2026 em 14% ao ano. A XP projeta taxa de desemprego em 5,6% ao fim do ano e de 6,2% em 2027. O PIB é estimado em 2% para 2026 e 1% em 2027.



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Corpo de fotógrafa desaparecida após cair em rio no Paraná é encontrado


O corpo da fotógrafa Ana Paula Silveira Cardoso, de 29 anos, que estava desaparecida desde sábado (25), após cair em um rio enquanto fazia uma trilha em Sapopema, no norte do Paraná, foi encontrado nesta quinta-feira (30), segundo o Corpo de Bombeiros.

Ela foi encontrada sem vida às 7h10 desta quinta-feira, perto do Poço Preto, ponto em que caiu e foi arrastada pela correnteza. O corpo dela vai passar por exames necroscópicos para determinar qual foi a causa da morte.

Ana Paula fazia uma trilha com a amiga Ana Carolina Camilo, que também teria se desequilibrado e caído no mesmo local, mas foi encontrada e resgatada no domingo (26).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a fotógrafa foi encontrada com a ajuda de um drone. “As imagens captadas pelo equipamento permitiram localizar o corpo da vítima flutuando no rio”.

O secretário de Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira, afirmou em entrevista à imprensa que o corpo de Ana Paula será periciado para determinar a causa da morte.

“Agora, o procedimento vai ser feito pela polícia científica para verificar qual a causa da morte, se foi só em decorrência do afogamento ou de algum trauma da queda”, disse.



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Taxa média de juros de pessoa física vai a 64% em junho; rotativo do cartão lidera


As taxas de juros cobrada de pessoas físicas com recursos livres, aqueles definidos pelos bancos ou outras instituições financeiras, continuam a bater recordes no Brasil. Segundo as estatísticas monetárias e de crédito divulgadas pelo Banco Central nesta quinta-feira, a taxa média cobrada das famílias em junho foi a 64,0% anuais, subindo 1,2 ponto percentual em apenas um mês. E a modalidade que continua a liderar, de longe, é no rotativo do cartão de crédito, com 442,4% de taxa anual.

A taxa do pagamento parcelado no cartão de crédito vem em segundo lugar, com 191,4% ao ano. Com isso, a média das taxas de juros no segmento de cartões de crédito atingiu em junho o recorde de 97,4% anuais.

Leia também: Concessões de empréstimos no Brasil sobem 6,5% em junho, diz BC

Também se destaca no mês a taxa de juros do cheque especial, de 139,8% anuais. O juro do crédito pessoal não consignado foi a 127,3% e o do não-consignado sem garantias foi a 149,5%.

O juro do crédito consignado dos trabalhadores do setor privado continua acima dos 50% anuais desde abril de 2025: em junho ficou em 54%.

Mesmo com as taxas nas alturas, no segmento de crédito com recursos livres, a inadimplência manteve-se estável em 6,2% no mês, embora tenha mostrado elevação de 0,9 p.p. em doze meses.

​O endividamento das famílias ficou em 49,8% em maio (há uma defasagem nessa divulgação), com redução de 0,1 p.p. no mês e elevação de 0,9 p.p. em doze meses. Já o comprometimento de renda aumentou 0,1 p.p. em maio, na comparação com abril, e 1,3 p.p em doze meses, situando-se em 28,5%.



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Justiça dá 90 dias para estado de SP reduzir superlotação de presídio


A Justiça paulista determinou que o governo de São Paulo reduza a superlotação de um Centro de Detenção Provisória (CDP) localizado em Americana.

A unidade prisional foi projetada para 639 pessoas, mas abriga 1.190 encarcerados – 551 a mais que a capacidade do local. As informações são do Ministério Público de São Paulo (MPSP).

A determinação tem caráter liminar e se refere ao CDP AEVP Renato Gonçalves Rodrigues. A decisão foi concedida pela 1ª Vara Cível de Americana e obriga ainda o estado a corrigir irregularidades sanitárias e de segurança contra incêndio.

A Justiça determinou a contenção de novos ingressos e o remanejamento dos presos excedentes no prazo de 90 dias. No mesmo prazo, o Estado deverá sanar as irregularidades apontadas pela Vigilância Sanitária.

Já as medidas necessárias para regularizar a situação da segurança contra incêndio, incluindo a obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), deverão ser concluídas em até 180 dias.

Em caso de descumprimento injustificado, foi fixada multa diária de R$ 10 mil. A ação civil pública foi ajuizada pelo promotor de Justiça Rafael Fernandes Viana, da 9ª Promotoria de Justiça de Americana, após inspeções e relatórios técnicos constatarem superlotação, ausência de AVCB, deficiências sanitárias e irregularidades estruturais na unidade prisional.

“É inadmissível que um Centro de Detenção Provisória, local de restrição da liberdade de pessoas e edificação classificada como área de risco, permaneça em funcionamento superlotado, sem AVCB, com irregularidades relevantes de prevenção e combate a incêndio e sem plano efetivo de redução populacional, ignorando normas básicas de segurança, saúde e dignidade humana”, afirmou o promotor de Justiça na ação.



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Economia da zona do euro supera EUA no 2º tri, apesar da incerteza da guerra no Irã


A economia da zona do euro superou a incerteza sobre as consequências do conflito no Oriente Médio para ultrapassar sua contraparte dos EUA durante o segundo trimestre.

A economia cresceu 1,8% em termos anualizados, superando o crescimento nos EUA, que foi de 1,5% no período. Apesar das contínuas interrupções na cadeia de suprimentos e dos preços mais altos da energia, impulsionados pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã, as economias da zona do euro provaram ser mais resilientes do que muitos economistas acreditavam.

Choques econômicos repetidos, desde a invasão da Ucrânia pela Rússia até as tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, deixaram o sentimento econômico e a atividade em níveis historicamente baixos recentemente.

“O crescimento contínuo e constante da economia da zona do euro no segundo trimestre mostra que as famílias e empresas não reduziram muito seus gastos devido à guerra”, diz o economista-chefe para a Europa na Capital Economics, Andrew Kenningham.

Houve sinais de que a economia europeia está sendo impulsionada por serviços relacionados à inteligência artificial (IA). A Irlanda abriga as sedes internacionais de várias grandes empresas de tecnologia dos EUA, e seu salto no segundo trimestre foi impulsionado pelo setor de informação e comunicações.

A economia alemã cresceu 0,2% nos três meses até junho, em comparação com um crescimento revisado para cima de 0,4% no primeiro trimestre. A economia francesa cresceu 0,2%, recuperando-se de uma contração de 0,1% no primeiro trimestre, enquanto a da Espanha cresceu 0,7%, acima dos 0,6%.

Ainda assim, o crescimento na zona do euro permanece em terreno instável. Embora as tensões no Oriente Médio tenham diminuído em junho, um colapso nas negociações e a escalada dos ataques neste mês ameaçam pesar ainda mais na economia no futuro. O crescimento também enfrenta um arrasto significativo devido aos incêndios florestais, já que uma onda de calor recorde continua a se espalhar. Fonte: Dow Jones Newswires.



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Rio calcula estragos e mortes; 450 mil seguem sem energia após vendaval


O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro foi acionado para atender 292 ocorrências [diversas] relacionadas aos ventos em todo o estado. Segundo a corporação, até às 7h desta quinta-feira (30) foram 154 de cortes de árvores, 31 salvamentos de pessoas e 5 desabamentos. 

A capital fluminense foi a cidade com o maior número de ocorrências, com 128 registros, seguido por Nova Iguaçu (28) e Niterói (25). O pico de chamadas para o 193 se deu às 17h, com 62 atendimentos simultâneos.

Por conta da ventania, mais de 1,9 milhão de residências ficaram sem energia elétrica no estado. Em última atualização, as concessionárias Enel e Light, responsáveis pelo fornecimento de energia elétrica no estado, disseram que apesar de terem restabelecido o serviço para diversos clientes impactados pelos fortes ventos, 522 mil acordaram sem energia nesta quinta.

Segundo a Enel, dos 503 mil clientes que ficaram sem energia, 130 mil continuam afetados até às 11h15 desta quinta. A região Sul do estado foi a mais impactada, principalmente em Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba.

Já a Light contabilizou 324 mil clientes sem o serviço nos bairros de Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio, conforme a última atualização das 11h15. A empresa chegou a tirar do ar o site que mostrava as ocorrências em sua área de concessão poucas horas após o início da ventania.

Light priva site em meio a apagão

Os fortes ventos que atingiram o estado do Rio de Janeiro provocaram caos por diversas cidades e uma série de ocorrências de falta de energia. A Light tinha no ar um site (http://mapa-ocorrencias.light.com.br/) que mostrava as ocorrências em sua área de concessão até poucas horas após o início da ventania, segundo a empresa a página entrou em funcionamento por engano e só passaria a funcionar a partir de 1º em agosto. 

A CNN Brasil apurou que os números estavam na casa de 400 mil clientes sem energia antes da página ser privada. A assessoria de imprensa da concessionária disse que os números não eram reais e a página “era um teste”.

“A Light esclarece que o site em questão está em fase de desenvolvimento e que, em razão de uma falha técnica, uma versão em construção ficou temporariamente acessível, mas foi retirada do ar. Importante ressaltar que concessionária não divulgou oficialmente qualquer número. A partir de 1º de agosto, a empresa disponibilizará essas informações de forma pública, em cumprimento à determinação da Aneel”.

Rajadas de ventos

Fortes rajadas de vento acima de 100 km/h provocaram estragos e deixaram diversos bairros no Rio de Janeiro e na região metropolitana sem energia, nesta quarta-feira (29). Segundo a prefeitura, o maior registro foi de 105,5 km/h no Galeão, entre 16h e 17h.

Segundo o Sistema Alerta Rio, a aproximação de uma frente fria no oceano intensificou os ventos na cidade do Rio e deixou a capital fluminense em Estágio 2, conforme informou o COR-Rio (Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio).

O Estágio 2 é o segundo em uma escala de cinco níveis e aponta risco de ocorrências de alto impacto. Já a Marinha afirmou por meio de nota que foram reportados incidentes com embarcações durante a ventania e que atua nas ocorrências.

Em razão da siuação, o Cemaden-RJ (Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais) emitiu um alerta, às 15h30 desta quarta para as regiões da Costa Verde, Sul II, Baixada Fluminense, Metropolitana, Baixada Litorânea e Norte Fluminense. Um gabinete de crise foi ativado na Sala de Situação do Comitê de Enfrentamento ao El Niño.

Duas mortes e um desaparecido

Duas pessoas morreram após um muro desabar por conta de fortes rajadas de vento registradas em Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro, nesta quarta. Além das mortes, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado está buscando um pescador desaparecido em Tarituba.

Serviço de trem e metrô interrompido

O vendaval também interrompeu o serviço de trem e metrô. Em última atualização, o Metrô Rio informou que a circulação de trens nas linhas 1, 2 e 4 está em processo de normalização, na noite desta quarta. Mais cedo, uma falha no fornecimento de energia elétrica interrompeu a operação em todo o sistema metroviário. Veja:

Já a TrensRJ apontou que segue realizando as vistorias necessárias nos ramais de circulação. “Os impactos no [ramal] Japeri foram de grandes proporções. Sendo assim, não há previsão de retorno para a circulação deste ramal”, destacou a empresa.

Ainda de acordo com a TrensRJ, na noite desta quarta os ramais Santa Cruz, Deodoro e Belford Roxo estavam em processo de normalização, enquanto o de Saracuruna, estava em processo de vistoria.

Barracas destruídas

Após os fortes ventos, diversas barracas de ambulantes foram destruídas.

Em imagens registradas por moradores de Campo Grande, na Zona Oeste da capital, é possível ver o local, cercado por comércios, com a via obstruída por produtos, cadeiras e mesas espalhadas.

As rajadas de vento ultrapassaram os 100 km/h e provocaram estragos em diversos pontos do estado.



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São Paulo registra menor número de roubos da história no primeiro semestre


A cidade de São Paulo registrou o menor número de roubos da série histórica no primeiro semestre. Entre janeiro e junho deste ano, foram contabilizados 44.649 casos, segundo dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). É a primeira vez, desde o início da série histórica, em 2001, que a capital fecha os seis primeiros meses do ano com menos de 50 mil ocorrências.

Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 51.266 roubos, a queda foi de 12,9%. Em relação a 2023, quando a cidade teve 68.403 ocorrências, a redução chega a 34,7%.

Os registros também caíram em junho. No mês, foram contabilizados 6.861 roubos na capital, contra 7.887 no mesmo período do ano passado. A redução foi de 13%.

As maiores quedas no primeiro semestre foram registradas nas regiões de Guaianases, São Mateus, Sapopemba e Cidade Tiradentes, onde o número de roubos caiu 24,7%. Em Itaquera e Itaim Paulista, a redução foi de 23%.

Na região central da cidade, os casos passaram de 7.647 para 6.940, uma queda de 9,2%. Já a zona oeste registrou redução de 7,9% nas ocorrências.

Segundo a SSP, a redução dos roubos ocorreu em meio ao reforço do policiamento ostensivo, ao monitoramento das áreas com maior incidência de crimes e à integração entre as polícias Militar e Civil. A pasta afirma que as ações são direcionadas com base em dados de inteligência e no acompanhamento das regiões com maior concentração de ocorrências.

Para o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a redução dos roubos depende de ações que vão além das prisões em flagrante.

“É preciso desarticular toda a cadeia criminosa, desde quem pratica o crime até quem financia esse mercado ilegal por meio da receptação. A integração entre as polícias, o uso intensivo de inteligência, a tecnologia e o combate aos desmanches clandestinos têm sido fundamentais para alcançar esses resultados históricos e ampliar a segurança da população”Osvaldo Nico Gonçalves



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