PF e CGU deflagram nova fase de operação contra fraudes em aposentadorias


Nova etapa da Operação Sem Desconto aprofunda investigações sobre crimes contra a administração pública; ação cumpre 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares

Divulgação / PFOperação PF PF
Ao todo, estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico.

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira (27), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Ao todo, estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras ações constritivas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As medidas ocorrem nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba, além do Distrito Federal.

Segundo os órgãos de investigação, a nova etapa da operação tem como objetivo aprofundar as apurações sobre possíveis crimes praticados contra a administração pública. Entre os delitos investigados estão organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de bens e dilapidação patrimonial.

A ação apura a realização de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, efetuados sem autorização dos beneficiários.

Operação Sem Desconto

Em abril de 2025, a PF e a CGU deflagraram a Operação Sem Desconto. As apurações apontaram indícios de irregularidades envolvendo descontos de mensalidades associativas feitos diretamente em benefícios previdenciários, especialmente aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo as investigações, as entidades suspeitas teriam realizado descontos indevidos que somam aproximadamente R$ 6,3 bilhões entre os anos de 2019 e 2024. Na ocasião, ao menos seis servidores públicos foram afastados de seus cargos.

A operação mobilizou cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU, responsáveis pelo cumprimento de mais de 200 mandados de busca e apreensão, ordens de bloqueio de bens superiores a R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária em diferentes estados do país e no Distrito Federal.





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