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Lupion inclui execução da subvenção e amplia fundo do seguro rural

O deputado federal Pedro Lupion (PP-PR) apresentou nesta quarta-feira (20) o relatório do Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, que reformula o marco legal do seguro rural no Brasil. O parecer inclui execução obrigatória dos recursos da subvenção ao prêmio do seguro rural, prazos para pagamento de indenizações, uso das apólices como garantia em operações de crédito e mudanças no Fundo de Cobertura Suplementar dos Riscos do Seguro Rural.

Confira os principais pontos incluídos no relatório:

* execução obrigatória dos recursos da subvenção ao prêmio do seguro rural, sem possibilidade de bloqueio orçamentário;

* prazo de até 15 dias para regulação de sinistros que não dependam de vistoria presencial;

* prazo máximo de 30 dias para pagamento das indenizações;

* inclusão do seguro rural como garantia em operações de crédito rural;

* possibilidade de cessão fiduciária das indenizações aos bancos financiadores;

* prioridade em renegociações e prorrogações de dívidas para produtores com seguro rural;

* concessão de juros, prazos e limites de crédito mais favoráveis para operações seguradas;

* obrigatoriedade de fornecimento de dados produtivos pelos produtores para acesso à subvenção;

* criação de bancos públicos de dados sobre operações de seguro rural;

* obrigatoriedade de participação das seguradoras no Fundo de Cobertura Suplementar para acesso ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR);

* autorização para operações de resseguro e emissão de Letra de Risco de Seguro (LRS);

* possibilidade de criação de subfundos específicos para diferentes segmentos do agro;

* participação de seguradoras, resseguradoras, cooperativas e empresas da cadeia do agronegócio como cotistas do fundo suplementar.

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Câmara aprova PEC de fim da escala 6×1


A proposta de redução da jornada de trabalho e aumento da folga semanal será encaminhada para apreciação no Senado

Bruno Spada/Câmara dos DeputadosSessão deliberativa da Câmara dos Deputados
Plenário aprovou proposta em dois turnos

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de fim da escala de trabalho 6×1. Agora, o texto é encaminhado para apreciação no Senado.

Conforme o texto-base aprovado na comissão especial, a proposta estabelece a redução da jornada máxima de 44 horas para 40 horas semanais sem redução salarialaumenta a folga semanal para dois dias, não necessariamente consecutivos.

“A transição para a jornada semanal de 40 horas, aliada à garantia de dois dias de repouso semanal remunerado e à manutenção dos salários, é uma medida viável, urgente e necessária. Ela resgata a promessa constitucional de valorização do trabalho e dignidade da pessoa humana”, argumentou o relator, o deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), em parecer apresentado na comissão especial sobre o tema.

Na segunda-feira (25), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que o Palácio do Planalto e a Casa Baixa acordaram prazo de 60 dias para as medidas da PEC entrarem em vigor. Nesse período, a jornada de trabalho cai de 44 horas para 42 horas. Um ano depois, a carga horária é reduzida para 40 horas.

Votação

A apreciação no Plenário da Câmara foi feita em dois turnos. No primeiro, o texto foi aprovado com 472 votos favoráveis e 22 contra. Na segunda rodada, 461 deputados deram aval à proposta e 19 rejeitaram.

Reunião com Alcolumbre

Conforme antecipado pela Jovem Pan, na terça-feira (26), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e outras lideranças do setor produtivo se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para discutir a proposta de fim da escala 6×1. Os representantes avaliaram que o diálogo com a Câmara dos Deputados estava esgotado. A estratégia atual foca na Casa Alta para tentar ampliar o prazo de implementação da medida, caso aprovada.

O setor produtivo considera o prazo de 60 dias para adaptação insuficiente e defende um cronograma mais extenso. Outra possibilidade avaliada pelo grupo é o adiamento da discussão para o período após as eleições, embora reconheçam que essa alternativa é mais improvável.





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IBGE divulga a Lista de Produtos da Indústria – Prodlist-Indústria 2025


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou, nesta quarta-feira (1), a nova edição da Lista de Produtos…



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Ministro do MMA critica “dia do agro” na Câmara: retrocesso inimaginável

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (20), representantes do MMA (Ministério do Meio Ambiente), ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) se posicionaram de foram contrária e apresentaram contrapontos a cinco PLs (Projetos de Lei) aprovados para votação em regime de urgência na Câmara dos Deputados no “dia do agro”, na terça-feira (19).

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, classificou a votação de terça como “uma ação coordenada” do agronegócio e as decisões como “um retrocesso inimaginável” para a proteção ambiental brasileira.

Na avaliação do titular da pasta, as aprovações na Câmara  acontecem em um momento de aproximação entre pautas do agro e do meio ambiente e que as decisões em plenário favorecem apenas uma pequena parcela do setor.

“A essa altura da história é surpreendente que tenha uma iniciativa tão danosa como essa, no momento em que os dois setores estavam caminhando juntos”, afirmou. 

Na análise dos órgãos, cinco PLs que tiveram requerimento de urgência aprovados apresentam impactos negativos sobre a política ambiental nacional, são eles:

  • PL 5900/2025 – Demanda manifestação técnica vinculante do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sobre todos os atos normativos que impactem espécies de interesse produtivo, bem como exige parecer técnico do MAPA sobre quaisquer atos relativos a licenciamento e regularização ambiental. 
  • PL 364/2019 – Altera a Lei de Proteção da Vegetação Nativa para considerar áreas de vegetação não florestais como áreas consolidadas, mesmo que não tenha ocorrido conversão para uso humano, independentemente do bioma.
  • PL 2564/2025 – Altera a Lei de Crimes Ambientais para restringir medidas administrativas cautelares e vedar o embargo baseado exclusivamente em detecção remota de supressão de vegetação.
  • PL 3123/2025 – Dispõe sobre o compartilhamento de informações do produtor rural constantes de bases de dados públicas, para análise de risco em operações de financiamento rural, seguro rural e resseguro rural. 
  • PL 2486/2026 – Altera os limites da Floresta Nacional do Jamanxim e cria a Área de Proteção Ambiental do Jamanxim, localizados no Município de Novo Progresso, Estado do Pará. 

As autoridades argumentam que, caso aprovados, esses PLs minam a atuação dos órgãos ambientais federais, estaduais e municipais na defesa da preservação ambiental, além de subordinar “pareceres técnicos” do MMA a “decisões políticas” do Mapa. 

Ao final da coletiva, Capobianco afirmou que os órgãos em parceria com lideranças do governo no Congresso Nacional vão articular para que os Pls não sejam aprovados nos plenários.

Caso sejam, os três órgãos pretendem pressionar para que os projetos sejam vetados pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Em vitória do governo Lula, Câmara aprova PEC do fim da escala 6×1 em dois turnos


A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos, nesta quarta-feira (27/5), o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1. Foram 472 votos a favor e 22 contrários no primeiro turno e 461 a 19 no segundo.

 

O texto determina que a jornada de trabalho de 44 horas semanais seja reduzida para 42 horas a partir de 60 dias após a promulgação. Em 14 meses, a carga deverá ser reduzida para 40 horas semanais.

Quanto aos dias da escala, será reduzida para cinco dias de trabalho para dois de folga, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

Mais cedo, a PEC foi aprovada pela aprovação da comissão especial por 34 votos a favor e 4 contra. Todos os votos contrários foram da oposição.

O PL apresentou um destaque para suprimir a transição e foi derrotado. A legenda reapresentou o destaque em plenário.

O partido também protocolou um destaque de preferência para retomar a redação original da proposta da deputada Erika Hilton (PSol-RJ), que previa jornada de 36 horas semanais em escala 4×3. A iniciativa que recebeu apoio do líder da bancada, Sóstenes Cavalcante.

A movimentação foi vista pela cúpula da Câmara e pela base do governo como uma provocação. Sóstenes, por sua vez, afirmou que pretendia “não deixar o povo ser enganado”. Em resposta, o PSol apresentou o mesmo destaque.

Em uma manobra para derrubar os destaques apresentados, o governo entrou com uma proposta de emenda aglutinativa, assinada pelo líder do Governo na Câmara, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS). O texto foi quase idêntico ao relatório do deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA).

Próximos passos

Após a aprovação da redação final, a PEC segue para a análise do Senado em um cenário incerto. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem evitado se posicionar a respeito da proposta publicamente, mas aliados ouvidos pelo Metrópoles garantem que ele não deverá segurar a tramitação.

No Senado, a oposição tenta alargar a tramitação, pedindo uma comissão especial, ou incluir uma emenda na proposta com o objetivo de colocar a possibilidade de o salário ser calculado por horas trabalhadas, em um modelo semelhante ao que acontece nos Estados Unidos.


Outros pontos da PEC do fim da 6×1:

  • Altos salários: quem ganha até dois tetos e meio de benefícios do INSS, que hoje soma cerca de R$ 22 mil, com carteira assinada, não será sujeito às regras da jornada, à exceção do funcionalismo público, incluindo empresas estatais, e categorias que tenham definições por convenções coletivas
  • Contratos públicos: define que os contratos da União, estados e municípios que dependem da mão de obra vigentes no momento da promulgação terão um ano a partir para reduzir a jornada por aditamento. Caso a validade se encerre até dois meses depois da promulgação, o aditamento já deverá contar com a redução
  • MEIs: Prevê uma lei complementar para medidas transitórias de auxílio a microempreendedores individuais (MEI) e empresas de pequeno porte, como o aumento do teto e permissão para contratar mais de um funcionário.

Prioridade do governo

Trata-se de uma proposta prioritária para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-BA) na véspera do período eleitoral. A tramitação se deu em meio à pressão de setores produtivos e da oposição.

O chefe do Executivo chegou a enviar um Projeto de Lei (PL) com urgência constitucional que instaurava o regime de trabalho de cinco dias trabalhados para dois de descanso.

O presidente da Câmara entretanto, optou por dar sequência ao trâmite da PEC.

Na terça-feira, antes da análise na comissão especial, o presidente da Fiesp, Paulo Skaff, disse que “faltou diálogo” na Câmara e voltou a criticar o relator da proposta, Leo Prates, com a declaração de que ele “não conhece a realidade do Brasil” e chamou a PEC de “eleitoreira”.



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Indústria da construção espera mais lançamentos no 2º tri ante 1º tri


SÃO PAULO, 25 ⁠Mai (Reuters) – A indústria ⁠da construção civil prevê um aumento ‌nos lançamentos do segundo trimestre ante os três primeiros meses ‌do ano, após represamento criado pela expectativa das mudanças no programa Minha Casa Minha Vida entre final de março e ⁠início ‌de abril, afirmaram representantes do setor ⁠nesta segunda-feira.

‘Tenho impressão de que houve represamento de lançamentos para (as construtoras) já aproveitarem os novos valores de teto’, disse ​o economista do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de São ​Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci, em apresentação dos números do setor no primeiro trimestre pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

‘Provavelmente, no ‌segundo trimestre, vamos ter mais ​lançamentos do que no primeiro’, acrescentou.

No primeiro trimestre, os lançamentos de imóveis residenciais caíram ⁠4,9% ​sobre ​o mesmo período do ano passado e desabaram ⁠32,1% sobre os ​três últimos meses de 2025, segundo dados apresentados pela Cbic.

Petrucci afirmou ​que o setor não tem preocupação sobre o desempenho ​diante da ⁠sazonalidade, em que os lançamentos do final ⁠de cada ano costumam ser maiores do que os do início do ano seguinte.



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Governo libera crédito do FAT para produtores rurais investirem em inovação

O CMN (Conselho Monetário Nacional) ampliou o acesso de produtores rurais a linhas de financiamento voltadas à inovação e à digitalização com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), operadas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)

A decisão inclui empresários individuais e pessoas físicas residentes no país que atuem nos setores agropecuário, florestal, pesqueiro e aquícola entre os beneficiários das operações. A medida também alcança serviços diretamente relacionados a essas atividades.

Segundo o Ministério da Fazenda, os financiamentos poderão ser usados para ampliar a modernização tecnológica e digitalização da produção, além de estimular a comercialização de máquinas e equipamentos, especialmente no setor agrícola.

Os recursos são repassados ao BNDES com remuneração baseada na TR (Taxa Referencial), modelo que costuma oferecer condições mais favoráveis de crédito.

De acordo com a pasta, a medida deve gerar impactos indiretos sobre fabricantes, distribuidores e prestadores de serviços ligados ao agro, com expectativa de criação de empregos, aumento da renda e estímulo à atividade econômica nas regiões atendidas.

A decisão foi aprovada em reunião ordinária do CMN realizada nesta terça-feira (20).

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Erika Hilton diz que Senado é ‘grande incógnita’ após votação pelo fim da 6×1 na Câmara


A deliberação da proposta para a redução da jornada de trabalho acontece nesta terça-feira (27)

TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOErika Hilton
Deputada Federal Erika Hilton

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) disse em entrevista ao Jornal Jovem Pan nesta quarta-feira (27) que o Senado Federal ainda é uma “grande incógnita” caso a votação pelo fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho seja aprovada pela Câmara dos Deputados. A votação acontece na noite desta quarta na casa.

Segundo Erika, a será preciso usar a mesma estratégia que usada na Câmara para o Senado também. “Vamos ter que mostrar que é uma matéria importante, que tem um apelo popular e que a sociedade está com os olhos atentos à essa votação”, declarou.

Para a deputada, o melhor caminho para atestar o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é usar da expectativa popular para conseguir o melhor ao trabalhador também no Senado. “Há uma ansiedade gigante por parte da sociedade com essa votação. Caso aprovado na Câmara, esta ansiedade tende a ser triplicada e este triplicar deve ser o caminho de convencimento para que nós possamos destravar a matéria na casa”, explicou Erika.

Após a votação desta terça na Câmara, a deputada afirmou que vai buscar um encontro com o presidente do Senado Federal, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), para “sentir a temperatura”. “No Senado, de fato, nós temos tido essa preocupação por isso que, após superado a votação na Câmara dos Deputados, nós vamos pedir uma agenda com o presidente Davi Alcolumbre para sentir a temperatura”.

Erika complementou também que é preciso entender como os membros do Senado se comportarão, já que não se sabe as “manobras” que serão feitas por lá.

Por fim, a parlamentar disse que a expectativa é que a votação na Câmara aconteça de forma tranquila e com aprovação ampla do fim da escala 6×1. “Nossa expectativa é que consigamos votar com um placar até bastante favorável”, finalizou.

Caso os deputados votem a favor do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho, a PEC segue para ser deliberada no Senado Federal.

Votação da PEC na Câmara

A comissão especial da Câmara dos Deputados já aprovou nesta quarta-feira a PEC de fim da escala 6×1. Agora acontece a votação no Plenário da Casa Baixa (a Câmara formada pelos 513 deputados). O texto propõe a redução da jornada máxima de 44 horas para 40 horas semanais sem redução salarial e aumenta a folga semanal para dois dias, não necessariamente consecutivos.

“A transição para a jornada semanal de 40 horas, aliada à garantia de dois dias de repouso semanal remunerado e à manutenção dos salários, é uma medida viável, urgente e necessária. Ela resgata a promessa constitucional de valorização do trabalho e dignidade da pessoa humana”, argumentou o relator, o deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA).

Na segunda-feira (25), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que o Palácio do Planalto e a Casa Baixa acordaram prazo de 60 dias para as medidas da PEC entrarem em vigor. Nesse período, a jornada de trabalho cai de 44 horas para 42h. Um ano depois, a carga horária é reduzida para 40 horas.





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Indústria nacional avança 0,9% em fevereiro, segunda taxa positiva consecutiva


A produção industrial registrou o segundo crescimento consecutivo, ao avançar 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro….



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Câmara aprova PL que limita embargos baseados em imagens de satélite

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) o PL (Projeto de Lei ) 2564/2025, que regula a aplicação de medidas administrativas cautelares, impedindo que o embargo seja baseado exclusivamente em detecção remota de infrações decorrentes de desmatamento. 

O projeto aprovado impede que as medidas cautelares sejam usadas como ferramentas para antecipar sanções. 

De autoria do deputado federal Lucio Mosquini (PL-RR), esse projeto impede que produtores que foram notificados pelo Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite)  sejam proibidos de acessar o crédito rural. 

O PL obriga que o produtor seja notificado de forma prévia da autuação para prestar esclarecimentos em “prazo razoável” antes da imposição das medidas legais. 

O autor do projeto defende que essa alteração na lei 9605 de 1998 garante “equilíbrio” na aplicação da legislação ambiental. 

“Acreditamos que a alteração pretendida tem a capacidade de promover mais equilíbrio e racionalidade à fiscalização ambiental. Isso porque, embora a Lei de Crimes Ambientais preveja expressamente que as infrações ambientais são apuradas em processo administrativo próprio”, justificou. 

“O fato é que muitas áreas têm sido embargadas a partir de apuração remota da infração, sem que o autuado tenha a oportunidade de se defender previamente”, complementou. 

Na justificativa da alteração, o texto defende que a legislação ambiental não deve ter caráter punitivo, mas sim para impedir prejuízos ambientais evitáveis. 

A aprovação desse PL era uma demanda antiga da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), que considera o impasse do Prodes uma “insegurança jurídica” para os produtores. 

Por outro lado, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, se posicionou de forma contrária ao PL e comparou a mudança na lei a fiscalização de trânsito sem radares eletrônicos. 

Com a aprovação, o projeto foi encaminhado para análise no Senado Federal.

Limites florestais 

Foi aprovado no plenário da Câmara o PL 2486/2026, que altera os limites da da Floresta Nacional do Jamanxim e cria a Área de Proteção Ambiental do Jamanxim, localizadas no Município de Novo Progresso, Estado do Pará. 

 A proposta busca redimensionar os perímetros da área florestal para incorporar áreas ocupadas por agricultores. Os parlamentares defenderam que essa mudança abre espaço para desenvolvimento da região e garante melhores condições para os trabalhadores localizados na reserva. 

Órgãos ambientais criticam a medida por considerar que a criação da APA (Área de Proteção Ambiental) facilita a exploração ilegal da área por flexibilizar as punições legais aplicáveis.

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