Câmara aprova PEC de fim da escala 6×1


A proposta de redução da jornada de trabalho e aumento da folga semanal será encaminhada para apreciação no Senado

Bruno Spada/Câmara dos DeputadosSessão deliberativa da Câmara dos Deputados
Plenário aprovou proposta em dois turnos

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de fim da escala de trabalho 6×1. Agora, o texto é encaminhado para apreciação no Senado.

Conforme o texto-base aprovado na comissão especial, a proposta estabelece a redução da jornada máxima de 44 horas para 40 horas semanais sem redução salarialaumenta a folga semanal para dois dias, não necessariamente consecutivos.

“A transição para a jornada semanal de 40 horas, aliada à garantia de dois dias de repouso semanal remunerado e à manutenção dos salários, é uma medida viável, urgente e necessária. Ela resgata a promessa constitucional de valorização do trabalho e dignidade da pessoa humana”, argumentou o relator, o deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), em parecer apresentado na comissão especial sobre o tema.

Na segunda-feira (25), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que o Palácio do Planalto e a Casa Baixa acordaram prazo de 60 dias para as medidas da PEC entrarem em vigor. Nesse período, a jornada de trabalho cai de 44 horas para 42 horas. Um ano depois, a carga horária é reduzida para 40 horas.

Votação

A apreciação no Plenário da Câmara foi feita em dois turnos. No primeiro, o texto foi aprovado com 472 votos favoráveis e 22 contra. Na segunda rodada, 461 deputados deram aval à proposta e 19 rejeitaram.

Reunião com Alcolumbre

Conforme antecipado pela Jovem Pan, na terça-feira (26), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e outras lideranças do setor produtivo se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para discutir a proposta de fim da escala 6×1. Os representantes avaliaram que o diálogo com a Câmara dos Deputados estava esgotado. A estratégia atual foca na Casa Alta para tentar ampliar o prazo de implementação da medida, caso aprovada.

O setor produtivo considera o prazo de 60 dias para adaptação insuficiente e defende um cronograma mais extenso. Outra possibilidade avaliada pelo grupo é o adiamento da discussão para o período após as eleições, embora reconheçam que essa alternativa é mais improvável.





Veja a Matéria Completa

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.