A distribuição de insumos agropecuários movimentou R$ 171 bilhões em faturamento em 2025, segundo a 11ª Pesquisa Nacional da Distribuição, realizada pela Andav (Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários) em parceria com o Cepea-Esalq/USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
Do total, R$ 105 bilhões vieram da comercialização de insumos, enquanto R$ 43 bilhões foram gerados com a comercialização de grãos e R$ 23 bilhões com máquinas, serviços e outras atividades.
Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (13), durante o Congresso Andav 2026, realizado em São Paulo.
Thiago Bernardino, coordenador técnico do Cepea-Esalq/USP, reforçou, durante a apresentação da metodologia da pesquisa, que o trabalho envolve a contribuição de diversos profissionais, o que demonstra a importância e a valorização do levantamento realizada pela Andav para o setor.
Segundo a Andav, os distribuidores são responsáveis por 47% de todo o volume de insumos que chega aos produtores rurais no país.
A pesquisa também apontou que a soja é a principal cultura atendida pelos distribuidores, com 43% de participação, seguida pelo milho, com 20%.
Entre os segmentos de insumos, os defensivos químicos representam a maior parcela, com 43% de participação. Na sequência aparecem os fertilizantes para o solo, com 17%, e as sementes, com 16%.
O levantamento ainda mostrou que o número de lojas do setor cresceu 3,5% em relação a janeiro de 2025. Para os próximos anos, 32% das empresas consultadas afirmam ter planos de abrir novas unidades até 2028.
Segundo a pesquisa, 82% das empresas de distribuição de insumos agropecuários estão há mais de 11 anos no mercado.
https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/gabriella-weiss/agro/por-que-o-brasil-precisa-importar-fertilizantes/



